Quando tudo mudou
31 Capítulo 31
(Casa Katy/Maya)
K: — Obrigada por trazer minha filha de volta. Mas agora precisamos conversar sobre um assunto. O que vocês estavam pensando? Faltar a aula só para vir aqui consertar as coisas? Não podiam fazer isso depois?
R: — Desculpa, senhora Hart. Foi minha ideia, só não queria que a Maya ficasse adiando isso.
K: — O seu pai sabe que vocês estão aqui?
R: — Droga! — Diz preocupada.
M: — Só liga para ele. — Riley tenta ligar, mas ninguém atende.
R: — Ele não responde.
M: — Relaxa, ele deve estar dando aula ainda. Quantas horas são?
K: — 2.
R: — Que? — Diz espantada e preocupada ao mesmo tempo.
M: — Isso significa que faz uma hora que a escola acabou.
R: — Maya, quer me adotar?
M: — Mãe?
K: — Riles, você vai ter que falar com eles algum dia.
R: — Ok, então. Será que a Maya pode vir comigo? Sabe, para diminuírem um pouco o surto deles.
K: — Claro, vão andando.
M: — Por que? São 10 km daqui até lá!
K: — Hoje teve um caso no metrô. Capturaram 2 meninas. Todo mundo disse que não viu nada, só sabiam que era uma loira e outra morena. Oficiais estão trabalhando no caso. — As duas entraram em estado de choque.
R: — Você está certa, é melhor irmos andando. Tchau. — As duas saem e vão para casa da Riley andando.
(Casa da Riley)
C: — O que vocês estavam pensando? — Diz tendo um ataque.
T: — Amor, calma. Agora, o que vocês estavam pensando?
C: — Eu deixo vocês de fora por 1 período e é assim que vocês reagem?
R: — Desculpa, pai. Tínhamos uns assuntos para serem resolvidos.
C: — Tudo bem, eu entendo, mas nós ficamos preocupados. Você é minha única filha biológica, não sei o que seria de mim sem você. Maya, você é como uma filha para mim, tem ideia do quanto eu te amo?
M: — Obrigada, senhor Matthews.
R: — Então você nos perdoa?
C: — É claro, eu sei que você tinham suas razões e que nunca mais vão fazer isso, né?
R: — Com certeza!
M: — Não prometo nada.
R: — Maya!
M: — Tá.
T: — Riles, Maya, acho tem pessoas que querem falar com vocês.
R: — Uh, quem são? Adoro surpresas, não fala. Ok, pode falar.
T: — Vá até a janela. — Elas vão.
(Janela)
M: — O que estão fazendo aqui?
L: — Bom, sabíamos que vocês viriam para cá, então ficamos esperando.
R: — Ficaram nos esperando esse tempo todo? — Eles assentem com a cabeça. — Por que?
L: — Vamos dizer que eu me importo muito com vocês. Eu queria saber que vocês estavam seguras. E, por que você não terminou a mensagem?
R: — Longa história.
F: — Não mais longa do que nossa espera por vocês.
R: — Eu meio que não quero falar sobre isso.
L: — Algo aconteceu?
M: — Ranger Rick, nada demais aconteceu.
F: — Então não tem problema falar. Amigos de verdade escutam.
M: — Uns caras sequestraram Riley e eu.
L: — Como isso foi possível?
M: — Horário vazio, duas garotinhas, nenhuma delas armadas.
F: — Eles machucaram vocês?
M: — Não, eles só nos amarraram. Você sabe, eles queriam algo a mais.
L: — Por favor me diga que eles não encostaram um fio em vocês.
R: — Quase.
L: — Eu vou acabar com esses desgraçados!
M: — Lucas, não. Estamos bem. Eles não nos tocaram. — Auggie entra no quarto.
A: — Qual é o problema de alguém te tocar?
F:- Bom, é o seu corpo, às vezes pessoas podem fazer coisas que você não vai gostar quando te tocarem.
A: — Tipo cócegas?
L: — Exatamente.
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