Quando tudo mudou
23 Capítulo 23
K: — O que?
M: — Como você não se lembra?
K: — Como eu vou saber que você é minha filha?
M: — Katy Hart, minha mãe.
K: — Bom, acho que temos muito que conversar, então. Mas todas vocês vão comigo para a delegacia.
R: — Você é realmente um monstro!
K: — O que?
R: — Não pense que eu não sei o que você fez para essa criança.
K: — Eu nem tenho se certeza se essa criança é minha.
M: — Podemos só ir?
Amanhece o dia
(Quarto dos meninos)
L: — Hey, já está pronto? Vamos chamar as meninas?
F: — Vamos. — Elas vão até o quarto, mas ninguém atende.
L: — Elas devem estar tomando café. — Eles vão até o restaurante do hotel, e também não estão lá.
F: — Liga para Riley, já estou ligando para Smackle.
L: — Fica chamando, chamada perdida.
F: — Que estranho, o dela também. Elas devem ter ido na farmácia ou ido passear aqui por perto, daqui a pouco elas voltam.
L: — Não! Tem algo que me diz que alguma coisa está errada.
F: — Sua camisa está virada ao contrário.
L: — Isso também. Mas por que no mundo, elas sairiam sem nos avisar?
F: — Por que não são mais os anos 50, onde as mulheres devem explicação para os homens.
L: — Ok, mas o senhor Matthews vai me matar!
F: — Eu acho que ele prefere quando você não está por perto dela.
L: — Eu sei, porém eu quero cuidar dela, passar o máximo de tempo com ela e saber que ela está bem.
F: — Ela está.
L: — Como você pode ter tanta certeza?
F: — Maya era a única pessoa que a botava em problemas, agora ela não está mais aqui.
L: — Eu tenho sorte de ter você, tem razão, não tem para se preocupar. — Desbloqueia o celular e vê 5 chamadas perdidas da Riley do dia anterior. De repente, sua expressão facial fica super tensa e começa a balançar a perna de nervoso.
F: — Tudo bem?
L: — Não, precisamos encontrá-las. — Elas entram no hotel, porém com Maya e Kermit juntos.
F: — Ham? Riley, eu acho que você não é a única com esquizofrenia, que estranho, a Maya está aqui.
M: — Não é alucinação!
L: — Onde vocês estavam?
R: — Delegacia.
L: — O que você fez para minha garota? — Diz para Maya.
M: — Ranger Rick, ela se meteu nessa sozinha, com a Smackle.
F: — Smackle!
S: — A gente não fez nada.
K: — Claro, só invadiram o parque a noite, em horário proibido e estavam com criminosas.
M: — O que você disse?
K: — Maya, não importa se você é minha filha, mas aquilo que vocês iam fazer é vandalismo, isso é crime.
F: — Vocês não foram presas?
L: — Maya, achei que não gostasse do seu pai... — Ele percebe o que está falando.
K: — Por que?
M: — Você realmente precisa do por quê? Então, talvez seja por que você teve coragem de abusar sexualmente de uma menor.
K: — Eu não me lembro disso.
M: — Claro que não, você sempre estava bêbado.
S: — Ok, vamos sair desse assunto. Não fomos presas, porque ele pode ter errado no passado, mas agora ele é um homem melhor.
L: — O que você fez com elas?
K: — Nada, elas pagaram a fiança.
L: — Com que dinheiro?
K: — Confiança.
F: — Desculpa, isso não é da minha conta, mas não é muito estúpido confiar em que elas não estavam fazendo, sendo que elas claramente violaram as regras?
R: — Farkle!
K: — Seria, mas eu não posso punir alguém por tentar ajudar alguém a melhorar. A cadeia não é o lugar para essas moças.
M: — Smackle está certa, você é um homem melhor agora.
K: — Obrigado. Mesmo eu não me lembrando muito do passado.
M: — Você mora aqui?
K: — Sim, senti que aqui poderia recomeçar.
M: — Então seja esse homem que eu acabei de ver, bondoso, e tire sua filha da cadeia.
R: — Eu odeio você e te amo.
L: — Se você minha filha, eu faria de tudo para que ela não fosse para cadeia.
K: — Não é minha culpa, ela que se meteu nessa confusão, uma de muitas.
M: — O que você quer dizer?
K: — Bom, desde que ela começou a usar drogas, começou a se afastar da família, sair com gente da pesada e se meter em um bando de confusões. Eu já tentei ajudá-la múltiplas vezes, mas ela nunca fez sua parte.
S: — Estou com fome.
M: — Uau, eu não sabia disso.
K: — Claro que não, ela é sua meia-irmã, mas ela te considera como uma irmã.
M: — Como você sabe disso?
K: — A gente tinha uma relação bem próxima antes de uma amiga dela se suicidar, e da Haley entrar para as drogas.
M: — Estou feliz que isso não tenha acontecido com você, Riles.
R: — Nunca faça isso de novo. — Elas se abraçam.
M: — Quando eu vou poder te ver, pai?
K: — Eu sempre estarei aqui, quando precisar, já sabe meu endereço.
M: — Obrigada. — Ele vai embora e ela vai para o banheiro.
F: — Gente, quando isso aconteceu? Como?
R: — Agradeça sua namorada, linda e genial.
S: — Eu sei.
F: — Mais detalhes! É claro que eu estou super feliz que ela esteja aqui, mas eu preciso saber porquê ela fugiu.
R: — Nós também. Ela sempre disse que se fosse fugir algum dia, me levaria junto.
S: — O importante é que ela está aqui e nada mais importa. Nós também não sabemos muitas coisas.
(Banheiro)
Maya estava chorando, porque já não estava mais aguentando fingir que tudo estava bem, que tinha completamente o perdoado.
Ms: — Maya, por que está chorando?
M: — É muito complicado.
Ms: — Vamos ver.
M: — Por favor, não. Eu não quero me sentir pior do que já estou.
Ms: — Maya, pelo nosso tempo juntas.
M: — Calma, como você sabe meu nome?
Ms: — Não se lembra de mim?
M: — Não.
Ms: — Nós temos uma longa história juntas, mas eu sou amiga da Haley, se você não se lembrar de mim.
M: — Eu não me lembro de você, mas você parece legal. (N/A: Maya perdeu parte da memória dela quando quase morreu)
Ms: — Eu sou.
M: — Vejo você por aí. — Ela volta para o lobby do hotel, aonde todos os outros estavam.
(Lobby)
R: — Vai ficar o resto do feriado com a gente?
M: — Eu nunca conseguiria pagar esse hotel.
F: — Sem problema, eu pago.
M: — Não, eu vejo vocês em Nova Iorque.
S: — Você vai voltar?
M: — Sim.
R: — Quando você volta?
M: — O tempo vai decidir.
F: — Por favor, fica. Todos queremos você aqui. Não é, Lucas?
L: — Claro. Só deixe um pouco de Riley para mim.
M: — Hum, parece que as coisas ficaram bem quentes depois de eu ir embora.
S: — Por que você foi embora?
M: — Eu ia falar com vocês primeiro, mas tecnicamente eu não recebi alta.
R: — O que?
M: — Eu senti que eu não poderia ir sem conhecer meu pai, então fui em busca dele.
R: — Sua mãe sabe que você está aqui?
M: — Não.
L: — Está louca? Ela deve estar pensando que você está morta e você está aí?
M: — Sim. Eles me cobriram com um pano, eles acharam que eu tinha morrido, mas eu só estava em coma. Nada demais, então teve uma hora que minha consciência voltou em parte e uma voz na minha cabeça me disse: você precisa resolver seus conflitos. Logo, eu fui atrás do meu pai.
F: — Sem nos contar?
M: — Eu precisava fazer isso sozinha.
R: — Nós teríamos te deixado fazer isso sozinha.
M:-Eu sei que sim, mas eu precisava resolver aquele conflito primeiramente antes de qualquer outro.
R: — Que outros?
M: — Quando uma pessoa tenta se suicidar e não dá certo, um bando de pessoas vêm atrás dela perguntando o porquê ou as ridicularizando. Eu não queria isso, não quero.
S: — Eu acho deveríamos respeitá-la, tem algumas coisas que são delicadas demais, até para as pessoas que a gente mais ama.
Fale com o autor