K: — O que?

M: — Como você não se lembra?

K: — Como eu vou saber que você é minha filha?

M: — Katy Hart, minha mãe.

K: — Bom, acho que temos muito que conversar, então. Mas todas vocês vão comigo para a delegacia.

R: — Você é realmente um monstro!

K: — O que?

R: — Não pense que eu não sei o que você fez para essa criança.

K: — Eu nem tenho se certeza se essa criança é minha.

M: — Podemos só ir?

Amanhece o dia

(Quarto dos meninos)

L: — Hey, já está pronto? Vamos chamar as meninas?

F: — Vamos. — Elas vão até o quarto, mas ninguém atende.

L: — Elas devem estar tomando café. — Eles vão até o restaurante do hotel, e também não estão lá.

F: — Liga para Riley, já estou ligando para Smackle.

L: — Fica chamando, chamada perdida.

F: — Que estranho, o dela também. Elas devem ter ido na farmácia ou ido passear aqui por perto, daqui a pouco elas voltam.

L: — Não! Tem algo que me diz que alguma coisa está errada.

F: — Sua camisa está virada ao contrário.

L: — Isso também. Mas por que no mundo, elas sairiam sem nos avisar?

F: — Por que não são mais os anos 50, onde as mulheres devem explicação para os homens.

L: — Ok, mas o senhor Matthews vai me matar!

F: — Eu acho que ele prefere quando você não está por perto dela.

L: — Eu sei, porém eu quero cuidar dela, passar o máximo de tempo com ela e saber que ela está bem.

F: — Ela está.

L: — Como você pode ter tanta certeza?

F: — Maya era a única pessoa que a botava em problemas, agora ela não está mais aqui.

L: — Eu tenho sorte de ter você, tem razão, não tem para se preocupar. — Desbloqueia o celular e vê 5 chamadas perdidas da Riley do dia anterior. De repente, sua expressão facial fica super tensa e começa a balançar a perna de nervoso.

F: — Tudo bem?

L: — Não, precisamos encontrá-las. — Elas entram no hotel, porém com Maya e Kermit juntos.

F: — Ham? Riley, eu acho que você não é a única com esquizofrenia, que estranho, a Maya está aqui.

M: — Não é alucinação!

L: — Onde vocês estavam?

R: — Delegacia.

L: — O que você fez para minha garota? — Diz para Maya.

M: — Ranger Rick, ela se meteu nessa sozinha, com a Smackle.

F: — Smackle!

S: — A gente não fez nada.

K: — Claro, só invadiram o parque a noite, em horário proibido e estavam com criminosas.

M: — O que você disse?

K: — Maya, não importa se você é minha filha, mas aquilo que vocês iam fazer é vandalismo, isso é crime.

F: — Vocês não foram presas?

L: — Maya, achei que não gostasse do seu pai... — Ele percebe o que está falando.

K: — Por que?

M: — Você realmente precisa do por quê? Então, talvez seja por que você teve coragem de abusar sexualmente de uma menor.

K: — Eu não me lembro disso.

M: — Claro que não, você sempre estava bêbado.

S: — Ok, vamos sair desse assunto. Não fomos presas, porque ele pode ter errado no passado, mas agora ele é um homem melhor.

L: — O que você fez com elas?

K: — Nada, elas pagaram a fiança.

L: — Com que dinheiro?

K: — Confiança.

F: — Desculpa, isso não é da minha conta, mas não é muito estúpido confiar em que elas não estavam fazendo, sendo que elas claramente violaram as regras?

R: — Farkle!

K: — Seria, mas eu não posso punir alguém por tentar ajudar alguém a melhorar. A cadeia não é o lugar para essas moças.

M: — Smackle está certa, você é um homem melhor agora.

K: — Obrigado. Mesmo eu não me lembrando muito do passado.

M: — Você mora aqui?

K: — Sim, senti que aqui poderia recomeçar.

M: — Então seja esse homem que eu acabei de ver, bondoso, e tire sua filha da cadeia.

R: — Eu odeio você e te amo.

L: — Se você minha filha, eu faria de tudo para que ela não fosse para cadeia.

K: — Não é minha culpa, ela que se meteu nessa confusão, uma de muitas.

M: — O que você quer dizer?

K: — Bom, desde que ela começou a usar drogas, começou a se afastar da família, sair com gente da pesada e se meter em um bando de confusões. Eu já tentei ajudá-la múltiplas vezes, mas ela nunca fez sua parte.

S: — Estou com fome.

M: — Uau, eu não sabia disso.

K: — Claro que não, ela é sua meia-irmã, mas ela te considera como uma irmã.

M: — Como você sabe disso?

K: — A gente tinha uma relação bem próxima antes de uma amiga dela se suicidar, e da Haley entrar para as drogas.

M: — Estou feliz que isso não tenha acontecido com você, Riles.

R: — Nunca faça isso de novo. — Elas se abraçam.

M: — Quando eu vou poder te ver, pai?

K: — Eu sempre estarei aqui, quando precisar, já sabe meu endereço.

M: — Obrigada. — Ele vai embora e ela vai para o banheiro.

F: — Gente, quando isso aconteceu? Como?

R: — Agradeça sua namorada, linda e genial.

S: — Eu sei.

F: — Mais detalhes! É claro que eu estou super feliz que ela esteja aqui, mas eu preciso saber porquê ela fugiu.

R: — Nós também. Ela sempre disse que se fosse fugir algum dia, me levaria junto.

S: — O importante é que ela está aqui e nada mais importa. Nós também não sabemos muitas coisas.

(Banheiro)

Maya estava chorando, porque já não estava mais aguentando fingir que tudo estava bem, que tinha completamente o perdoado.

Ms: — Maya, por que está chorando?

M: — É muito complicado.

Ms: — Vamos ver.

M: — Por favor, não. Eu não quero me sentir pior do que já estou.

Ms: — Maya, pelo nosso tempo juntas.

M: — Calma, como você sabe meu nome?

Ms: — Não se lembra de mim?

M: — Não.

Ms: — Nós temos uma longa história juntas, mas eu sou amiga da Haley, se você não se lembrar de mim.

M: — Eu não me lembro de você, mas você parece legal. (N/A: Maya perdeu parte da memória dela quando quase morreu)

Ms: — Eu sou.

M: — Vejo você por aí. — Ela volta para o lobby do hotel, aonde todos os outros estavam.

(Lobby)

R: — Vai ficar o resto do feriado com a gente?

M: — Eu nunca conseguiria pagar esse hotel.

F: — Sem problema, eu pago.

M: — Não, eu vejo vocês em Nova Iorque.

S: — Você vai voltar?

M: — Sim.

R: — Quando você volta?

M: — O tempo vai decidir.

F: — Por favor, fica. Todos queremos você aqui. Não é, Lucas?

L: — Claro. Só deixe um pouco de Riley para mim.

M: — Hum, parece que as coisas ficaram bem quentes depois de eu ir embora.

S: — Por que você foi embora?

M: — Eu ia falar com vocês primeiro, mas tecnicamente eu não recebi alta.

R: — O que?

M: — Eu senti que eu não poderia ir sem conhecer meu pai, então fui em busca dele.

R: — Sua mãe sabe que você está aqui?

M: — Não.

L: — Está louca? Ela deve estar pensando que você está morta e você está aí?

M: — Sim. Eles me cobriram com um pano, eles acharam que eu tinha morrido, mas eu só estava em coma. Nada demais, então teve uma hora que minha consciência voltou em parte e uma voz na minha cabeça me disse: você precisa resolver seus conflitos. Logo, eu fui atrás do meu pai.

F: — Sem nos contar?

M: — Eu precisava fazer isso sozinha.

R: — Nós teríamos te deixado fazer isso sozinha.

M:-Eu sei que sim, mas eu precisava resolver aquele conflito primeiramente antes de qualquer outro.

R: — Que outros?

M: — Quando uma pessoa tenta se suicidar e não dá certo, um bando de pessoas vêm atrás dela perguntando o porquê ou as ridicularizando. Eu não queria isso, não quero.

S: — Eu acho deveríamos respeitá-la, tem algumas coisas que são delicadas demais, até para as pessoas que a gente mais ama.