(Hotel)

L: — E eu você, Riley, no quarto?

R: — Eu adoraria, mas não quero te dar ideias.

S: — Se eu fosse você, eu iria. Olha para esse gostoso!

F: — Smackle!

R: — Bom, mas como ele poderia me ajudar a fofocar?

L: — Eu sei tudo que está rolando.

R: — Seu bobo, vamos para o quarto, Smackle.

(Quarto das garotas)

S: — O que você quer fofocar sobre?

R: — Você é muita pessoa muito lógica e centrada.

S: — Aham.

R: — Você acha que é possível alguém voltar dos mortos e aparecer apenas para uma pessoa?

S: — Por que isso?

R: — Nada, só me responde.

S: — Sim, se essa pessoa tiver problemas mentais.

R: — Oh. — Diz com olhar decepcionado.

S: — O que está acontecendo? — Lucas entra.

L: — É, o que está acontecendo?

R: — Por favor, saia.

L: — Por que?

R: — Eu quero que você ainda goste de mim.

L: — Por que eu não gostaria de você?

R: — Talvez porque eu esteja alucinando com uma garota loira que é exatamente igual à Maya, eu te amo demais para te machucar.

L: — Qualquer coisa que aconteça na sua vida, nós vamos conseguir combater. Eu sempre tive aqui por você, eu não me importo se você tiver esquizofrenia, hipocondria ou qualquer outra coisa, desde que os seus sentimentos por mim não mudem.

R: — Não vão.

L: — Agora, por favor, fale comigo. Nós sempre fomos bom nisso.

R: — Sempre não existe.

L: — Cadê aquela Riley alegre, amorosa?

R: — Como eu disse, sempre não existe, se você me ama, entenda que isso é o melhor para mim agora.

L: — Ok. — Ele sai.

S: — Você tem certeza que é um fruto da sua imaginação?

R: — Eu não sei, uma hora eu olho, no outro, ela já não está mais.

S: — Ok, a partir de agora, eu vou prestar mais atenção e te avisar se eu a ver. Agora, vá falar com o Lucas, ele pareceu bem bravo quando saiu.

R: — Como você sabe disso?

S: — Aprendi com a melhor, agora não deixe esse menino que está aqui de verdade, que eu posso ver, esperando. Ele gosta de você e vai entender.

(Quarto dos garotos)

F: — Que estranho, você sempre foi a primeira pessoa que ela contava as coisas, tirando a Maya. — Riley entra.

L: — Acho que sempre não existe.

R: — Não existe, o que existe é eu e você. Desculpa-me por deixar-te em segundo lugar. É que tem coisas que eu sinto mais seguras para contar para determinadas pessoas.

L: — Riley, eu quero que você seja hábil de me contar tudo.

R: — Eu tentarei o meu melhor. Vamos começar com isso. — Ela o agarra e eles começam a se pegar.

F: — Huhum! — Diz tossindo.

R: — Quer também?

F: — Só a parte da conversa está bom.

R: — Vocês são meus amigos, eu deveria confiar coisas com vocês, mesmo que sejam malucas.

F: — Riley, você é maluca.

R: — Obrigada, porém eu acho que talvez seja mais do que isso.

L: — Por que você não vai no psicólogo?

R: — Você acha?

L: — Claro, a gente tenta, mas às vezes não é o suficiente.

R: — Obrigada, vocês são os melhores. — Abraça-os.

(Sala do psicólogo)

Depois de ter uma longa conversa começando desde de quando conheceu Maya.

R: — O que você acha que eu tenho?

Psicólogo: — Saudades.

R: — O que eu faço?

Psicólogo: — Descanse, fique perto das pessoas que te amam.

R: — Só isso?

Psicólogo: — Você não é louca, completamente. É normal sentir como a pessoa ainda estivesse ali, principalmente por causa da história de vida de vocês. Ninguém vai conseguir a substituir, por isso seu subconsciente a criou.

R: — E como eu faço para parar?

Psicólogo: — Ache pessoas que te façam bem. Acredito que você já as conheça, seu namorado parece muito preocupado por você.

R: — Ele é um fofo.

Psicólogo: — Bom começo, agora viva sua vida como se nada tivesse acontecido.