(No apartamento da Riley)

R: — Por que não pode perdoá-lo?

M: — Como se perdoa alguém que foi capaz de estuprar?

R: — Maya, você não sabe da história toda.

M: — Isso não muda nada, se ele já conseguiu fazer isso, nada o impede que faça de novo.

R: — Ele não vai precisar ser impedido.

M: — Ok. — Ela vai embora e Farkle entra.

R: — O que você escutou?

F: — Não muito, mas o suficiente. Eu não entendo porquê é tão difícil Maya perdoá-lo. Eu posso amá-la, mas às vezes ela é tão dramática por nada.

R: — Eu sei! Como fazemos que ela o perdoe?

F: — Eu não acho que ele precise ser perdoado.

R: — O que você quer dizer?

F: — Ela não precisa perdoá-lo, pelo menos não agora, ela está tentando se perdoar e não consegue, ela é única que precisa fazer as pazes consigo mesma.

R: — E o que fazemos enquanto isso?

F: — Nós ficamos ao lado dela. — Lucas entra.

L: — Oi.

R: — Oi.

L: — Ela ainda está brava comigo?

F: — Ela não está brava com você.

L: — Então por que ela nem consegue olhar para mim?

Maya povs

Depois que saí da casa de Riley, fui para o metrô, fiquei sentada por um tempo refletindo. Eu sabia toda a história e porquê ele tinha feito aquilo, ou até talvez não tivesse, mas ela não sabe da minha história, se ela apenas soubesse. Eu só quero o melhor para ela, não quero que ela se machuque, assim como eu. O metrô chega e vou para casa.

(Apartamento da Riley)

L: — Riley, alguém está te ligando. — Ela atende.

Conversa telefone on

M: — Me desculpa, não é culpa dele, eu só não consigo conviver com isso, quando eu era pequena, meu pai me assediou.

R: — Maya, você tem certeza?

M: — Como não poderia? Eu estava lá.

R: — Você está melhor? Seja lá porquê ele tenha feito isso, isso não pode te manter para trás, você tem que ter esperança que nem todos os homens são iguais.

M: — Não sabe pelo o que eu passei. Eu tinha 7 anos e ele me forçou a beijar de língua com ele! Depois, minha mãe descobriu e nunca mais falei com meu pai.

R: — Eu não tinha ideia. Você é uma das mulheres mais guerreiras que eu conheço, não deixe isso ficar no seu caminho.

M: — Obrigada, pode dizer pro Lucas que não precisa me contar a história toda, eu sei que ele deve ter tido seus motivos.

R: — E o seu pai?

M: — Não é tão simples.

R: — Estarei aqui do seu lado. Tchau.

Conversa telefone off.

L: — Então?

R: — Não se preocupe, não tem nada haver com você.

F: — Com quem isso tem haver?

R: — Acho melhor ela contar à vocês, não quero deixar a vida dela pior.

L: — Ok, mas me responde uma coisa?

R: — Qualquer coisa.

L: — Você sempre vai nos contar o que está acontecendo com você? Porque eu realmente me importo com você e tudo que você ama.

R: — Eu vou tentar, obrigada. Eu me importo com você também.

F: — Riley, quer contar ao Lucas alguma coisa?

R: — Não.

L: — Certeza?

R: — Sim.

L: — Tudo bem, eu confio em você.