Quando tudo acaba... O que acontece?
18 Saga Ômega - Parte 2
Notas iniciais
Nos Cinco Picos Antigos de Rozan, uma grande festa em família foi armada. Ryuuho e Shiryu subiram as montanhas pacificamente aproveitando cada passo e a conversa que estavam tendo. Shiryu realmente não negava sua alegria pelo crescimento de seu filho como homem e cavaleiro; da mesma forma que Ryuuho estava feliz por seu pai estar cogitando assumir por definitivo a armadura de Libra.
Chegando no caminho que dava para grande cachoeira lá estava ela: Shunrei! A visão que por anos e as mais adversas situações foi a paz e a tranquilidade de Shiryu – e que agora também era a de Ryuuho. Shunrei correu para abraçar seu marido e lhe roubar um beijo longo e apaixonado – este Ryuuho estava já se perguntando quanto mais ia demorara.
Para Ryuuho era óbvio que sua mãe não soltaria seu pai facilmente e ele não estava disposta a sair dos braços dela sem um bom motivo. Era um beijo, uma pausa, uma troca de olhares, um carinho no rosto e mais um beijo. Sequência muito repetida pelo casal quando se viam novamente e que demorava até matarem toda saudade.
Shunrei já estava mais que muito acostumada a esperar o retorno seguro de Shiryu e mantê-lo sempre em suas preces – estas apenas passaram a incluir seu filho, pois o principal desejo nunca mudaria. Quando o casal parou seu momento de romance, Shunrei foi abraçar Ryuuho. Mesmo ele não sendo mais criança e quase do tamanho dela, ela ainda achava forças para tirá-lo do chão e dar-lhe o mais apertado dos abraços – estes ela também custava a soltar.
Apenas quando deu bronca nos dois por terem demorado a voltar, se arriscarem e estarem feridos, foi que ela os guiou para casa para um jantar especial. Depois da janta a família conversou sobre Shiryu assumir a armadura de Libra e sua posição nas doze casas. O cavaleiro de Libra já era tradicionalmente aquele que ficava fora do Santuário, portanto Shiryu não precisaria deixar Shunrei e Ryuuho em Rozan sozinhos.
E assim foi feito! Shunrei foi novamente ao Santuário com Ryuuho prestigiar a posse de Shiryu como o cavaleiro de ouro de Libra. Agora o Santuário tinha a deusa Atena; o Mestre Harbinger (que ainda era o detentor da guarda da armadura de ouro de Touro), o Cavaleiro de Ouro de Áries e guardião da 1ª casa, Kiki; a Amazona de Ouro e guardiã da 3ª casa, Paradox; o Cavaleiro de Ouro de Virgem e guardião da 6ª casa, Fudou; o Cavaleiro de Ouro de Libra e guardião da 7ª casa, Shiryu; o Cavaleiro de Ouro de Sagitário e guardião da 9ª casa, Seiya; o Cavaleiro de Ouro de Aquário e guardião da 11ª casa, Hyoga; e a Amazona de Prata de Cobra responsável pela ordem dos cavaleiros e aspirantes do Santuário, Shaina.
Agora estava bem melhor a força do Santuário! Tendo já metade de todos os cavaleiros de ouro, um mestre e uma Amazona com pulso firme como Shaina, Atena já estava mais calma e buscava com esse progresso tranquilizar as pessoas e cavaleiros pelo mundo.
Em Palaestra, Souma e Yuna ajudavam a reconstruir o lugar e ensinar novos cavaleiros. A amizade dos dois e seus feitos eram grandes exemplos e contavam com os cavaleiros de aço e os antigos cavaleiros de bronze que serviram Atena – e hoje eram cavaleiros de aço exceto por um ali. Jabu era o único que ainda detinha o uso da Armadura de Bronze de Unicórnio e a proteção da mesma constelação.
Ikki e Shun estavam aproveitando algum tempo juntos e se atualizando um sobre a rotina do outro. Ikki foi acompanhar Shun em um dia de serviço e uma visita a Ilha de Andrômeda para auxiliar em alguns treinos e entregar algumas ordens de Atena. Já Shun foi com Ikki visitar Esmeralda novamente e acompanhar uma das visitas de Ikki a outro lugar novo – para o mais novo isto não era possível considerando-se as viagens do irmão, mas aquela vila pequena e pacifica era nova para Ikki.
Os dois eram poderosos como cavaleiros e podiam sim assumir uma posição nas doze casas, mas suas vontades não estavam nisto e as constelações restantes das 12 não pairavam sobre eles. Um outro bom motivo era que, muito provavelmente, ninguém mais seria digno da armadura de Fênix e nenhum candidato real para armadura de Andrômeda havia surgido.
Já para Haruto os dias seguiam para grandes e positivas mudanças. Sua vila ficou sabendo de seus feitos e dos de Atena na batalha e passara a discutir se admitir que seus membros se tornassem cavaleiros e auxiliassem a deusa era uma boa ideia. Tal pensamento foi bastante discutido e Haruto conseguiu a sequência de sua mudança.
Atena e Harbinger gostaram da ideia de ter uma aldeia de ninjas para ajudar se preciso e respeitaram o fato de quererem manter suas tradições e não precisarem realizar os treinamentos que os cavaleiros e amazonas aspirantes tinham que realizar.
Já um rumor agradável vinha sido ouvido e espalhado entre os cavaleiros. O rumor de que um deus e um humano se tornaram grandes amigos e estavam viajando por aí. Para todos estava mais do que claro de quem se tratava: eram Eden e Kouga.
O tempo e a caminhada em busca de respostas juntos, fez a amizade dos jovens deus e cavaleiro ser elevada ao máximo. A notícia correu rápida e os dois não se importavam. Gostavam de passar desapercebidos pelos locais que visitavam e conhecer tudo que podiam. A única coisa que não esqueciam era de visitar o túmulo de Aria uma vez por ano na data em que falecera.
Sempre aproveitando a situação, Eden prestava seus respeitos ao resto de sua família que perdera e Kouga estava sempre lá para ajudar se ele precisasse nessas horas.
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Querendo se reencontrar e aproveitar para conversar, os amigos marcaram um feriado para passarem juntos no Santuário. Kouga sabia de um lindo e pacifico lugar perto da aldeia que Seika havia lhe contado. Perfeito para passar um tempo tranquilo com os amigos.
A festa de juntar Ryuuho, Kouga, Haruto, Yuna, Eden e Souma de novo foi indescritível! Estavam felizes e unidos conversando trivialidades e se atualizando de tudo que haviam feito até ali – já que faziam quatro anos que não se viam.
Claro que a grande notícia foi saberem que Kouga e Eden encontraram suas respostas. A Kouga pertencia o sonho de ser um grande cavaleiro que um dia fosse merecedor de estar usando a armadura de Sagitário e protegendo Saori como alguém de total confiança. Além deste objetivo, ele guardava as grandes emoções e aventuras com seus amigos e as preciosas lições que recebeu – sentimentos e verdade para sempre a serem levadas na memória.
Para Eden sua realização foi a maior luz que já vira: ele tinha onde retornar! Mesmo sem sua família ao seu lado, ele tinha grandes amigos e pessoas realmente preocupadas com seu bem estar. Era seu grande tesouro! Não importava onde estivesse, se seus amigos estivessem lá, ele estaria em casa. E sem esquecer de tudo que viveu e aprendeu – assim como Kouga – ele refletia sobre as preciosas lições que teve no caminho até ali.
Sem nada a perder e aproveitando a ideia, Seiya, Hyoga, Shiryu, Ikki e Shun se reencontraram no Santuário. Seika ficou conversando com Shunrei sobre receitas, como era cuidar de crianças e o segredo da chinesa para aguentar ter o marido e o filho como cavaleiros (tarefa difícil já que os riscos da profissão eram bem claros).
Uma grande festa no Santuário completada pelo graciosa cosmo de Atena e uma melodia simples e bela e ecoava até as profundezas da alma. O som da paz e a promessa de sua continuidade ecoavam no colorido do céu pelos cosmos de Lyfia, Atena, Poseidon e Pallas.

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