Notas iniciais
Fala meus leitores ! tudo em ordem? Este é o quarto capitulo do pós saga de hades e vai mostrar como foi a volta para casa e o crescimento do Shun, Shiryu, Hyoga e do Ikki. Aproveitem ;)

[Nos Cinco Picos Antigos]

Shiryu voltava aproveitando cada sensação tranquilizadora que as montanhas lhe passavam. Indo sem se preocupar, ele apenas pensava em ver Shunrei e descansar em casa. Chegando no caminho que levava a grande cachoeira de Rozan, Shunrei não estava lá para recebe-lo como de costume e, quando foi até a pedra do Mestre Ancião, ela também não estava por perto.

Preocupado com sua grande amiga, ele foi até a casa que dividiam a sua procura, até a horta atrás da casa, o varal, a pequena Cachoeiro próxima que usavam para se lavar e ao campo de flores que ela mais gostava. Sem sinal nenhum da moça. Agora estava realmente em desespero. Saiu pelas montanhas, florestas e trilhas gritando por sua amiga.... Sem resultados.

Ele buscou o dia inteiro até decidir se acalmar um pouco e tentar dormir – o que não deu certo. Cheio de preocupação, Shiryu ficou se revirando na cama até decidir sair para lavar seu rosto e meditar a sós na cachoeira. Ainda era de madrugada, mas não estava com vontade de dormir e sabia que uma boa meditação o ajudaria a se acalmar.

O sol despertava o dragão de sua meditação que lhe lançou uma luz sobre a situação: a caverna atrás da cachoeira do pico ao norte de sua atual posição. Ele se lembrou que durante uma tempestade Shunrei se perdeu e ele e seu mestre a encontrarão escondida em uma caverna em outro pico. Aquilo era um bom palpite e Shiryu o seguiu.

No outro pico o caminho era bem mais fácil que no local onde viviam. Seguindo adiante na trilha, Shiryu via o brilho de algo na grama que reconheceu na hora: uma das fivelas de cabelo de Shunrei. Ele estava na pista certa e correu até a caverna para encontrá-la. E lá estava ela dormindo aos fundos da caverna ao lado de uma fogueira já apagada.

Shiryu a pegou cuidadosamente nos braços e a levou de volta para casa. Shunrei estava com uma pequena febre e parecia extremamente cansada. Era hora de inverter os papéis e ele cuidar dela. Ele a acomodou em sua cama, preparou alguns panos com água gelada para ajudar com sua febre e preparou algumas ervas medicinais para colocar em alguns pequenos arranhões que ela tinha por ter dormido na caverna.

No dia seguinte, Shunrei abria seus olhos e via Shiryu recostado em uma cadeira de seu quarto dormindo – o alívio de tê-la encontrado ajudou nessa façanha. Não demorou para que ela notasse que estava em seu quarto, com uma febre pequena e seus cortes muito bem tratados graças a Shiryu.

Ela agradeceu seu amigo e viu ele acordar com suas palavras reparando melhor no cansaço estampado em seus olhos e o quanto estava suado, fazendo um pensamento ecoar em sua mente: “Ele deve ser quem precisa de ajuda aqui e não eu. O que pode ter acontecido com você durante essa batalha para ter ficado assim?”.

— Obrigada por me ajudar Shiryu. – ela sorriu gentilmente vendo Shiryu suspirar aliviado.

— Que bom que acordou. Se sente um pouco melhor? – ele viu a moça fazer um pequeno gesto enquanto sorria – Te encontrar não foi fácil. Tomei um grande susto. – ele terminou e viu sua amiga ficar um pouco sem jeito.

— É que antes de sair o mestre disse que era melhor eu me esconder ou achar algum abrigo seguro, então empacotei algumas coisas e fui até a caverna. Por falar no Mestre Ancião, onde ele está? – Shunrei terminou vendo que Shiryu entristeceu com sua questão.

— Eu sinto muito Shunrei, mas o Mestre não vai mais voltar. – a surpresa e a tristeza imediatas no rosto de Shunrei não foram uma visão agradável para Shiryu – Ele perdeu sua vida junto dos outros onze cavaleiros de ouro para abrir caminho pelo Muro das Lamentações para que pudéssemos seguir Athena e ajudar na batalha contra Hades.

Shiryu não esconderia a verdade de sua amiga, mas também não queria vê-la triste daquele jeito. Ele lhe contou um pouco da batalha do inferno e sobre o enterro feito para os cavaleiros no Santuário. O resto daquele dia ele passou ajudando Shunrei a aceitar os fatos.

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O tempo de descanso em sua casa seria uma verdadeira benção e ter Shunrei ao seu lado o maior dos confortos. As noites mal dormidas, pesadelos e a insônia atrapalhavam Shiryu muito e Shunrei sempre tentava anima-lo de todas as formas. Ela o levava para caminhar, ajudava nas meditações, fazia com que participasse de sua coleta e seleção de ervas e verduras... qualquer coisa para distraí-lo e faze-lo se sentir melhor.

Quando sua armadura de Dragão foi entregue por Marin ele realmente se sentiu mais animado. Lembrava dos grandes momentos com seus amigos, seu mestre e da coragem para seguir em frente e superar as barreiras do medo para prosseguir. Além dele ter aproveitado para saber como Kiki estava indo em Jamiel através de Marin.

[Na Sibéria em uma pequena vila]

Os dias eram sua monótona e bem-vinda rotina. Hyoga acordava e saia para ajudar os moradores nas mais variadas tarefas desde colher lenha a ajudar na pesca. Ocupando-se com diferentes coisas, Hyoga procurava não pensar nas batalhas e na preocupação com seus amigos.

Voltar era apenas uma pequena parte do percurso para ele. Ainda não conseguia dormir direito e seguia incontáveis vezes até os túmulos de seus mestres e seu refúgio como em um impulso para encontrar paz e sossego.

Os moradores novamente perceberam o quão mal ele estava, porém não sabiam o que fazer para ajudá-lo com algo tão grave quanto aquilo. Hyoga havia conversado um pouco sobre a batalha no inferno com um ancião do vilarejo e o pobre homem quase morrera do coração com a história. O senhor ainda repassou a notícia para os outros adultos para evitar que as crianças perguntassem – uma jornada pelo Inferno e batalhas como as enfrentadas não eram histórias infantis.

Desta vez os moradores decidiram que ajudariam de todo jeito possível para que se sentisse melhor. Muitos adultos conheciam a história de Hyoga bem antes dele vir morar no vilarejo enquanto treinava para virar um cavaleiro, pois era de conhecimento geral a história da criança que sobreviveu ao naufrágio do barco que se perdeu nas águas daquela região.

Mesmo sendo um pouco tarde para aquilo, os moradores decidiram fazer uma grande festa de boas-vindas para ele. Hyoga estava realmente impressionado e aproveitou cada segundo. Havia música, várias fogueiras e bastante comida com todos juntos se divertindo e sorrindo. A verdadeira sensação de estar em casa e em paz estava bem ali e deu um novo sentido ao caminho que Hyoga tomaria.

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Em uma tarde na qual estava ajudando a vigiar algumas crianças da vila, Marin fez uma visita para entregar a armadura de Cisne completamente reparada para ele. Hyoga aproveitou para saber sobre seus amigos e como estava indo o Santuário e a reforma das armaduras.

[Na casa das montanhas]

Shun a muito estava separado de Ikki e se esforçava para seguir em frente. Ele havia tirado muitas vidas, se levantado contra seus amigos mesmo que contra sua vontade e descoberto que ele seria o recipiente de Hades naquela era.

O colar prateado se perdeu no Inferno e a foto que tinha de Ikki junto de si era seu maior consolo. Quando uma visita inesperada veio até ele, não podia estar mais surpreso: era sua companheira de treinamento Juni.

Ela e seus amigos da Ilha de Andrômeda haviam ficado sabendo da participação dele na Guerra quando a Lenda dos Cavaleiros de Athena lhes alcançou e estavam preocupados, assim ela o convidou para ir ver como iam as coisas na Ilha – sem nada a perder, Shun decidiu acompanha-la após guardar alguns poucos pertences para levar.

Na Ilha de Andrômeda ele se surpreendeu ao ver a reforma que seus companheiros fizeram. Haviam mais casas agora para os novos aspirantes e soldados que haviam se mudado para lá e ele encontrou novos locais de treino muito bem organizados e o tumulo de seu Mestre Albion.

Shun aproveitou cada momento na Ilha para tentar relaxar, mas sentia que seu cosmo se agitava intensamente sem um verdadeiro rumo ou objetivo. Estando entre amigos e em um animado jantar, Shun decidiu sim contar tudo que aconteceu na batalha contra Hades – inclusive sobre sua condição. Seus companheiros não podiam acreditar na história! Shun tinha lutado muito e vencido inimigos extremamente poderosos, sido escolhido para ser o recipiente de Hades, lutado contra deuses nos Campos Elísios, criado uma aradura divina e estado frente a frente com o Imperador do Inferno.

A clara surpresa de seus companheiros apenas foi crescendo conforme perguntavam sobre as outras lutas das quais haviam ficado sabendo. Aí sim estava claro como ele foi capaz de enfrentar uma Guerra Santa! Ele tinha conseguido vencer um cavaleiro de ouro, atravessar as doze casas, enfrentar os guerreiros deuses de Asgard e os generais Marinas de Poseidon além de ter afrontado este e outros deuses no caminho.

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A grande surpresa na ilha foi a chegada da amazona de Águia com a armadura de Andrômeda para entregar e novidades sobre amigos e o Santuário. Shun estava feliz em ver sua armadura completamente renovada e em saber que seus amigos estavam bem. Se fixaria nesta alegria para superar mais uma vez sua tristeza e seguir em frente.

[Na Ilha da Rainha da Morte]

Aquilo não podia ser o lugar ideal para se retornar, mas Ikki precisava incessantemente ficar sozinho e arrumar seus pensamentos. Ele arrumou mais flores para Esmeralda e ficou andando pela Ilha com seus pensamentos em turbilhão.

Ele achava que já tinha experimentado o inferno durante os anos que treinou naquele lugar, mas quando viu o verdadeiro Inferno, lembrou-se da verdade sobre Pandora e viu Shun ser usado como recipiente para alma de Hades não tinha mais certeza se havia sido tão ruim assim.

A Ilha era realmente um inferno na Terra, mas o verdadeiro Inferno ele conhecia muito bem agora que o tinha percorrido por inteiro. Para Ikki, lutar sempre foi o que fez de melhor e apenas era capaz de se abrir um pouco com seu irmão. Ele seguiria inabalável. Continuaria a andar por aí trilhando seu próprio caminho e sempre com seus pensamentos apenas para si.

Iria aos mais variados locais para colocar seus pensamentos em ordem e extravasar a tensão e agitação que sentia profundamente em sua alma e seu cosmo. A morte de Pandora, ver Shun ser usado de recipiente para a alma de Hades, lutar contra Hypnos, Thanatos e depois Hades e por fim ver a batalha entre os dois deuses não foram agradáveis experiências.

Daria um jeito sozinho em seus tormentos, porem agora iria lidar com o invasor na Ilha. Sentira o cosmo de alguém se agitar próximo a parte mais perigosa da Ilha, mas não deveria haver mais ninguém ali além dele. Sua surpresa veio ao encontrar Marin com sua armadura de Fênix nas costas – foi conversando com ela que compreendeu que já estava a semanas na Ilha vagando em pensamentos.

Ela não acreditou quando Ikki a levou para a parte mais segura da Ilha e lá encontrou um lindo campo de flores. Marin lhe entregou sua armadura, lhe atualizou de como iam as coisas com seus amigos e seu irmão e se foi conseguindo se surpreender ao achar um consagrado e bem cuidado tumulo ao final do jardim de flores.

Notas finais
E ai pessoal! O que acharam da volta dos cavaleiros de bronze? Eu amei esse wllpaper do Shun que encontrei no google então decidi que ele seria a imagem do final do capitulo o/