Quando te vir canta para mim...
6 Introdução (5º parte 2/2)
Notas iniciais
~~Leiam as notas iniciais~~
As crianças cresceram, sem saber, vigiadas por uma certa mulher de cabelos azuis, que sabia das sombras escondidas na escuridão daquela família, o pai tinha falecido quando Gakupo fez 12 anos. A partir daí começaram a estudar, descobrindo mais e mais sobre o que o reino escondia, a verdade estava ali, naquele simples livro. A sua mãe sabia, de tudo, desde as divas que morriam umas atrás das outras dentro dos calabouços, até ao facto do dragão ter sido trazido pelo rei para servir de carrasco para criminosos, só que o mesmo se descontrolou assassinado também o rei e assim sendo trancado nos calabouços.
Um dia ambos foram chamados para presença do rei para talvez arranjarem trabalho como investigadores privados, para eles aquilo era uma oportunidade de saberem mais sobre o mítico dragão. Eles já tinham 17 e 18 anos. Quando lá chegaram, quem lá estava era uma senhora de cabelos azuis e máscara que os olhava com um sorriso macabro nos lábios.
Hatsune Miku: Então são vocês, Kamui Aki e Gakupo…Certo???
Kamui Gakupo: A quem devemos o prazer?
Gakupo sabia que alguma coisa não estava certa, por isso manteve a sua cara o mais inexpressiva que pode, mas nada batia as feições da senhora que estava á sua frente. Hastsune virou as costas e começou a andar devagar.
Hatsune Miku: Miku…Hatsune Miku. O vosso pior pesadelo…
Aquelas palavras soaram aterradoras ao ouvidos de Aki que se encolheu contra o tronco de Gakupo, o mesmo para a fazer sentir segura pousou uma mão no ombro dela. Ele sabia que alguma coisa estava por vir. Ela foi para casa e ele foi á cidade. Ele ia buscar umas frutas ao mercado. Sem se dar conta o rapaz bateu contra o ombro de um loiro mais ou menos da sua idade. O loiro parou de andar ainda de costas para ele e falou.
Kagamine Len: Cuida da tua irmã, acho que ela precisa de ti…
Kamui Gakupo: Mas o que…
Uma rajada de vento passou, fazendo Gakupo fechar os olhos, quando os abriu 5 segundos depois e o rapaz loiro já lá não estava, ele correu para casa, demorou 1 hora a chegar.
Foi naquele momento que a ficha de Gakupo caiu, ele entrou em casa, as paredes estavam cobertas em sangue que escorria de uma maneira macabra, no meio do chão, um corpo inerte, sem algumas partes,( como um pé, dedos) estava deitado, dava para distinguir os cabelos roxos manchados de vermelho. Ele correu até ao corpo, apesar do estado lastimável, o peito da rapariga subia e descia levemente. Gakupo pôs nos seus braços o corpo da irmã, ele chorava como não conhecia que era capaz, a rapariga por sua vez segurava com todas as forças que lhe restavam, um livro de capa castanha de couro manchado pelo sangue.
Kamui Aki: Vais me ler a história hoje?
Com a mão trémula e pegajosa de sangue, como o resto do corpo (sem o dedo indicador e mindinho) acariciou a bochecha do irmão limpando a lágrima com o pulgar.
Kamui Aki: GAAAAKUUUPOOO isso não é justo, é a minha vez de brincar!
Gakupo já não sabia mais o que fazer, tudo á sua volta rodava, a sua irmã ali, num estado deplorável, como uma boneca que fora maltratada pela sua dona, ele não queria nem podia perde-la.
Kamui Aki: Gakupo, olha, olha! Talvez consigamos saber mais sobre a história, o rapaz loiro, o rugido, a mamã, tudo! Vamos aceitar o trabalho?
Um sorriso longo e sincero cruzou a face coberta de carmim da jovem, a sua vida escorria pelos seus dedos. Entre soluços, Gakupo falou.
Kamui Gakupo: Eu vi o rapaz loiro hoje…
Kamui Aki: Ah é? Quem me dera poder estar contigo na próxima vez, protege este livro, ele é mais importante do que parece…
O rapaz ainda chorou e soluçou mais, as lágrimas alcançaram os olhos da menina. Então com a vós entrecortada ela riu baixo.
Kamui Aki: Isto não é um adeus, um dia, quando nos encontrarmos irás contar-me tudo, iremos ter mais aventuras, cada vez que olhares o céu eu serei a estrela mais brilhante e estarei a sorrir para ti. Um dia irás ler-me essa história de novo, como quando eramos pequenos. Eu estou e sempre estarei contigo no teu coração…Ei Gakupo…Podes…Sorrir…P-para m-mim?...
Kamui Gakupo: Sim, irmãzinha…
Ele sorriu para ela, os olhos dela fecharam-se devagar, ainda sorrindo ela mexeu os seus lábios numa frase que ele tanto conhecia.
Amo-te Kuku
Eu também te amo Kikas…
E assim uma nova estrela brilhou no céu
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