Quando te conheci - Carrossel
5 A briga, ou quase briga!
Notas iniciais
A professora entra na sala, todos estavam em seus lugares, mas a sala parecia mais um campo de guerra do que uma sala de aula.
Helena: MAS QUE BAGUNÇA É ESSA!!! ( fica furiosa )
Ninguém responde.
Helena: por que sempre que eu saio vocês aprontam!?
Todos ficam em silêncio, a professora da um suspiro profundo e continua a aula.
* Bate o sinal *
Todos arrumam suas coisas e saem, Margarida e Valéria vão para o pátio.
Valéria: o que foi Margarida?
Margarida: preciso ir no banheiro!
Valéria: tudo bem! Eu te espero! ( sorri para Margarida )
Margarida vai para o banheiro e Valéria vai para o banheiro. Na sala dos professores, Helena conversava com Renê.
Helena: e então…
Renê: então o que?
Helena: o que você achou dos novos alunos?
Renê: achei todos bons alunos… mas…
Helena: mas o que…
Renê: aquele aluno novo da sua sala, como é o nome dele mesmo?
Helena: o Richardson?
Renê: esse mesmo!
Helena: mas o que achou dele?
Renê: achei um bom aluno, mas quando cruzei com ele no recreio, ele olhou para mim de um jeito que me fez tremer!
Helena: não foi só impressão?…
Renê: talvez…
Enquanto isso Margarida volta, ela e Valéria vão para a saída, mas alguém segura Margarida pela mochila.
Margarida: ei!!!??
Margarida se vira e sente seu coração disparar, era Bruno, o valentão, ele estava tão furioso que estava vermelho. Valéria já ia gritar, mas é interrompida pelo choro de Margarida.
Margarida: m-me s-solta p-por favor!
Bruno: POR SUA CULPA!!!! FOI POR SUA CULPA QUE QUASE FUI EXPULSO!!
Margarida chora ainda mais.
Bruno: PARA DE CHORAR SENÃO *interrompido *
Alguém cutuca Bruno por trás.
???: por que não mexe com alguém do seu tamanho?
Bruno se vira, era Richardson, estava mais sério do que nunca, ele solta Margarida, que cai nos braços de Valéria.
Bruno: FOI POR CAUSA DE VOCÊ TAMBÉM!!!!!
Richardson permanecia calmo e sério, deixando Bruno mais bravo ainda. Bruno joga a mochila no chão, e tenta dar um soco em Richardson.
Bruno: TOMA ESSA!!!!
Bruno tenta dar um soco em Richardson, mas ele apenas vira o pescoço, Richardson permanecia imóvel, Bruno também, as meninas só ficaram observando. Richardson então segura o pulso da mão de Bruno, que estava ao lado de seu rosto, Bruno coloca a outra mão e tenta puxar com toda sua força, mas não consegue, ele fica encarando Richardson, os dois em silêncio, Richardson então olha para ele, Bruno começa a arregalar os olhos e tremer. Margarida e Valéria só observavam, estavam impressionadas e imóveis. Bruno começa a tremer, quanto mais olhava para Richardson, mais tremia. Tentava desviar o olhar mas não conseguia. Richardson então com uma voz grossa, diz para ele:
Richardson: nunca mais... mexa com meus amigos!!!
Richardson então solta Bruno, que olhava para sua mão que estava vermelha. Fica apavorado e sai correndo feito louco. As meninas não paravam de olhar para Richardson, que permanecia calmo e sério, Davi então aparece:
Davi: o que aconteceu aqui? Eu vi o valentão sair correndo da escola!
Valéria: O Richardson apenas deu uma lição no valentão! ( sorri para Richardson )
Davi: Sério!? caraca!!! você bateu nele?!
Valéria: no caminho a gente conta! Vamos Margarida?
Margarida sorri e olha para Richardson e pergunta:
Margarida: você não vai com a gente? ( enxugando as lágrimas )
Richardson: desculpe. Não posso ir com vocês. ( fala seriamente )
Margarida: vai lá na casa abandonada, nos ajudar a terminar o trabalho e * interrompida *
Richardson: eu sei. Que hora devo passar lá?
Valéria: duas e meia!
Richardson: tudo bem. Agora se me dão licença.
Richardson já ia sair, mas Margarida o chama:
Margarida: espera... ( vai até ele )
Richardson: algum problema?
Margarida: é que... ( fica perto dele ) muito obrigada por me proteger! ( sorri para ele )
Richardson: de nada.
Margarida chega mais perto dele e lhe dá um beijo na bochecha. Valéria e Davi se olham.
Richardson apenas da um pequeno sorriso para Margarida, e sai.
Valéria: amiga... não acredito... ( de boca aberta ).
Margarida: o que foi?
Valéria: Você deu um beijo na bochecha dele?
Margarida: sim. Foi só uma forma de agradecimento.
Davi: a tá.
Davi e Valéria se olham e sorriem um para o outro.
Margarida: o que foi?
Valéria: não foi nada, vamos logo que estamos atrasados!
E então eles saem da escola. As duas e trinta e um, todos estavam na frente da casa abandonada, exceto Ellen, que tinha outros compromissos. Até que Cirilo chega em seu carrinho.
Cirilo: você quer dar uma voltinha Maria Joaquina??
Mj: eu?... CLARO QUE NÃO!!!
Jorge: * bobo! *
Cirilo desanima, todos ficam olhando para Maria Joaquina, até que Adriano grita:
Adriano: Olha lá gente!!!
Adriano aponta o dedo para um carrinho que chegava, tinha um pessoa com blusa e calça pretos, óculos escuros, e um boné vermelho.
Kokiomoto: quem será que é?
Todos estavam curiosos, até que o carrinho encosta atrás do de Cirilo, os meninos ficaram impressionados, pois era do mesmo do de Cirilo e Jorge, só que era maior e também era preto com detalhes e aro vermelho. Até que o garoto sai do carro, fica em frente de todos.
???: não estão me reconhecendo?
Valéria: não!
Ele então tira os óculos.
Kokiomoto: Richardson!?
Richardson: o próprio.
Jaime: Daora!! Esse carrinho é seu? ( de boca aberta )
Richardson: sim.
Jorge: * mais um? *
Todos: uau!!!
Cirilo chega e estende a mão para ele.
Cirilo: agora somos irmãos de carrinhos!
Jorge: * até parece que ele vai pegar na mão desse idiota! *
Mas para a surpresa de Jorge, Richardson pega na mão dele.
Cirilo: é isso ai! ( balançando a cabeça para cima e para baixo )
Daniel: gente!! Vamos logo terminar os trabalhos!!!
Todo mundo entra na casa abandonada . Daniel mostra a casa para Richardson, que não falava nada, apenas observava.
Daniel: bem vindo a casa abandonada! Também sede da Patrulha Salvadora!
Richardson: * Patrulha Salvadora? * entendi. E quem é o líder?
Cirilo: o Daniel! ( apontando para Daniel )
Paulo: você mora aqui perto?
Richardson: sim.
Davi: pessoal vamos logo começar os trabalhos! Eu vi na previsão do tempo que vai chover!
Os grupos se dividem e começam os trabalhos.
Cada grupo tinha uma mesa redonda para fazer o trabalho. No grupo 1.
Carmen: Daniel?
Daniel: oi?
Carmen: você pode...
Daniel: eu posso?…
Carmen: passar a cola?
Daniel: Claro!
Daniel pega a cola e passa para Davi passar para Carmen. Davi fica olhando para os dois, eles nem tinham falado sequer uma palavra um com o outro, mas Carmen sempre ficava sempre mais tímido quando Daniel chegava.
No grupo 2...
Adriano: eu não acredito que não existe um laboratório secreto aqui! ( Desanimado )
Mário: Adriano!!! todo mundo vasculhou a casa abandonada e não achamos nada.
Laura: Jorge?
Jorge: sim Laura? ( fala friamente )
Laura: Você pode me passar a borracha?
Jorge estende a mão com a borracha para Laura, que segura a mão dele, quando Jorge percebe que ela estava suspirando, usa toda sua força para se soltar mas não conseguia, ele diz:
Jorge: Laura... por favor!
Laura: sim... ( suspirando )
Jorge: pode... por favor ... ME SOLTAR!!!!!!!!???
Todo mundo se assusta com o grito de Jorge, mas Laura, continuava no mundo da lua. Até que Mário e Adriano percebem a situação e tentam puxar o braço de Laura. Quando Jorge se solta, sua mão estava vermelha, e a borracha que estava na mão de Laura estava parecendo um chinelo.
No grupo 3...
Valéria e Bibi não paravam de cochichar, deixando assim Paulo e Alicia de saco cheio.
Paulo: Vocês podem parar de conversar?!!!
Bibi: desculpa e que a Valéria estava me contando que na saíd * interrompido com a mão de Valéria em sua boca *
Alicia: na saída o que ??
Valéria: é...é....na saída... eu atrasei!
Paulo: mentirosa!!
Valéria: eu não sou mentirosa!!!
Bibi manda um bilhetinho para Margarida perguntando se podia contar o que aconteceu na saída, mas Margarida retorna dizendo que não.
Bibi: é verdade! A Valéria teve dor de barriga e atrasou!
Valéria: viu!? ( Olhando diretamente para Paulo )
Paulicia: Sei!!
Paulo e Alicia ficam se olhando até ficarem sem jeito.
No grupo 4.
Richardson: Cirilo?
Cirilo: que foi?
Richardson: e verdade?
Cirilo: o que?
Richardson: que existe um laboratório secreto aqui?
Cirilo: todo mundo acha que não.
Richardson: por que?
Cirilo: pois vasculhamos a casa e não encontramos nada.
Richardson: entendi.
Margarida fica olhando Richardson que parecia estar distante, nem sequer piscava. Até que da um grande trovão, as meninas dão um grito.
Adriano: será que é aquele barulho de novo? ( Olhando ao redor )
Daniel: foi só um trovão! Mas parece que vai cair temporal!
Depois de uma hora, os grupos 1, 2 e 3 decidem ir para casa, mas o grupo 4 tinha ficado, so faltava alguns detalhes da maquete.
Até que começa a chover, e o pior, a casa tinha goteiras.
Mj: gente, podemos fazer o trabalho na minha casa!
Marcelina: boa idéia!
Mj: esperem um pouquinho, vou chamar meu motorista!
Maria Joaquina tenta ligar para sua casa, mas seu celular estava sem sinal.
Richardson: a gente pode terminar na minha casa... é a mais próxima.
Kokiomoto: mas como vamos até sua casa?
Richardson: meu carro tem quatro lugares.
Margarida: mas vamos chegar todos encharcados!
Richardson: não se preocupem, meu carro tem teto.
Kokiomoto: então vamos fazer assim: Margarida, Marcelina e eu vamos no carro do Richardson, e a Maria Joaquin * interrompido *
Mj: eu não vou no carro do Cirilo! Vou ficar encharcada!!
Kokiomoto: tabom!! tabom!! Eu deixo você ir no meu lugar!
Mj: bem melhor!
Cirilo: * que pena! *( Desanimado )
Margarida pega a maquete.
Mj: deixa eu te ajudar vai!! Você vai deixar cair!!
Margarida: eu não sou destrambelhada!!
Elas ficam discutindo até Margarida deixa Maria Joaquina ajudar a carregar a maquete. Mas quando chegam na porta da saída da casa abandonada, as duas escorregam com o chão molhado e o vento joga a maquete numa poça de água.
Margarida: eu... não... acredito...
Richardson: vamos logo!! Antes que a chuva piore!!!
Cirilo ajoelha-se no chão, tenta reconstruir a maquete, mas ela estava todo quebrada e molhada.
Richardson: vamos logo!!!
Kokiomoto, Margarida e Maria Joaquina entram no carro de Richardson, que ativa o teto, já Kokiomoto entra no carro de Cirilo. Durante todo o trajeto Cirilo ficava pra trás, pois Richardson era rápido e não derrapava.
Até que chegam numa casa grande e branca, parecia muito com a de Maria Joaquina, só que um pouco menor. Richardson e Cirilo encostam os carrinhos na frente da casa, todos entram, ficam impressionados, a sala era cheia de estantes lotadas de livros, eles sentam nos sofás.
Richardson: Esmeralda!!! Esmeralda!!!
Até que uma mulher aparece na sala, era alta e tinha cabelos pretos e olhos verdes.
Esmeralda: sim?
Richardson: pode trazer algumas toalhas para meus colegas, por favor.
Esmeralda: claro! ( saindo )
Margarida: e agora?
Cirilo: a-agora o que? ( tremendo de frio )
Margarida: o trabalho.
Kokiomoto: o j-jeito é fazer outro! ( desanimado )
Todos ficam tristes, até que Esmeralda chega com as toalhas, as entrega para Cirilo, Kokiomoto e as meninas, e logo sai.
Marcelina: podemos fazer outra maquete, só que mais simples!
Kokiomoto: não vai ser a mesma coisa…
Maria Joaquina olha para Richardson e pergunta:
Mj: Richardson?
Richardson não responde.
Mj: Richardson! Terra para Richardson!!!
Richardson: oi?
Mj: Você tem alguma idéia para fazer outra maquete?
Richardson: na verdade... ( da um sorriso bem grande )
Richardson chama Esmeralda.
Esmeralda: o que foi?
Richardson: faça companhia para meus amigos enquanto vou ali!
Esmeralda: tudo bem.
Richardson sai correndo. Esmeralda se senta na sofá.
Cirilo: oi. ( sorri para Esmeralda )
Esmeralda: oi. ( retribui o sorriso )
Cirilo: a senhora é a mãe do Richardson?
Esmeralda: não.
Marcelina: ah tá! A senhora é a empregada dele, né?
Esmeralda: não sou nada disso, sou a tia dele.
Cirilo: tia?
Esmeralda: exatamente!
Até que Richardson volta e Esmeralda sai.
Kokiomoto: Richardson?
Richardson: sim.
Kokiomoto: cadê seus pais?
Richardson: na verdade... eu moro com minha tia e Esmeralda e com meu motorista, mas ele só fica aqui durante o seu período de trabalho.
Kokiomoto: ah tá!!
Margarida: e então, qual é a sua idéia?
Richardson: não posso contar agora, mas preciso de um prazo para terminar o trabalho.
Mj: Você vai fazer tudo sozinho?
Richardson: sim. Eu fui o último a entrar no grupo, e não fiz quase nada. Por isso quero retribuir vocês. ( fala seriamente )
Margarida: você já fez muito... ( sorri para Richardson )
Richardson: bom, quanto tempo ainda temos para terminar o trabalho?
Mj: eu acho que temos... até sexta!
Richardson: ou seja... quatro dias!
Marcelina: e vai dar tempo?
Richardson: vou me esforçar!
Eles continuam conversando até que a chuva passa. Até que todos vão embora e Richardson entra em seu quarto:
Richardson: eles vão se surpreender!
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