Quando te conheci

19 Capítulo 18 - Onde você foi?


ATUALMENTE....

REFÚGIO – Amor... – ela falou deitada nua na cama como ele gostava que ela ficasse com ele.

Refúgio suspirou e olhou para ele com amor.

REFÚGIO – Você sabe de Augusto hoje, meu amor, você o viu a tarde?

DIONÍSIO – Sim, eu o vi sim, ele teve um caso e saiu de emergência. – Ele falou calmo sabendo que ela ia se alarmar.

O filho era policial como ele, muito bom e muito aplicado, mas a esposa estava sempre preocupada por eles, não gostava que o filho tivesse escolhido aquela carreira de maneira nenhuma.

REFÚGIO – E o que foi que aconteceu?É algo grave está envolvido com algo grave? – Depois de todos aqueles anos, Dioníso ainda era policial mesmo tendo tentado tantas vezes se aposentar. Por isso, Refúgio não podia, mas para que ele se afastasse porque sabia que o amor da vida de Dionísio depois dela e dos filhos era ser policial.

Ela passou a mão delicadamente pelo peito dele.

DIONÍSIO – Não é nada grave, se acalme meu amor!É só uma investigação!Seu filho não vai a campo, não se preocupe.– Ele sorriu a olhando.

REFÚGIO – Em compensação, meu marido, vive em campo! Anos que o meu marido continua em campo! Não adianta pedir a ele para se afastar por que é o amor da vida dele depois de mim.– Ela deu um sorriso porque sempre implicavam com ele daquele jeito.

Dionísio riu e beijou o queixo dela.

DIONÍSIO – Meu amor, eu amo meu trabalho e sabe que me sinto bem estando lá, eu estou mais aqui do que la agora. Sou delegado e evito ir a campo sempre que posso, hum? Para satisfazer seus desejos!

REFÚGIO – Mas é perigoso ,Dionísio, aquele monte de bandidos atrás de você aquela gente te ameaçando tem semana que você fica todo cheio de segurança, preocupado comigo, com seus filhos! Eu não gosto que você trabalha nessa profissão! Mas você é maravilhoso, meu amor! Não quero ficar falando disso porque você fica triste!

Ele suspirou e a beijou.

DIONÍSIO – É meu trabalho, meu amor e eu estou me afastando, aos poucos estou ficando mais longe de lá e mais na minha casa.

REFÚGIO – Eu preciso fazer uns exames amanhã e vou precisar ficar um tempo fora. Eu devo voltar logo depois do almoço você vai comer em casa amanhã?

DIONÍSIO – Exames para que? Esta se sentindo mal? – Ele falou preocupado.

REFÚGIO – São exames de rotina eu vou ginecologista apenas pedir para fazer algumas coisas. Eu preciso fazer um preventivo preciso fazer alguns exames para saber se está tudo bem comigo essas coisas de mulher.Além do mais, eu tenho uma vida sexualmente ativa. Você é extremamente interessado em mim, então, preciso sempre saber oque está acontecendo com meu corpo.– Ela falou bem gentil.

DIONÍSIO – Eu vou com você!– Ele falou calmo se ajeitando na cama e fechando os olhos.– Vou e quando sairmos nós comemos em algum lugar.

REFÚGIO – Você não quer comer de lugar nenhum só querem me comer não vou poder fazer quando sair do exame.– Ela falou de modo delicado com ele.– Eu prefiro ir sozinha!Você se importa se eu for sozinha?

Ele a olhou desconfiado.

DIONÍSIO – Tem certeza?

REFÚGIO – Tenho, eu prefiro fazer os exames sozinha cuidar das minhas coisas da cidade depois eu volto você não precisa se incomodar não.– Ela falou, não estava expulsando ele da sua consulta.– Eu chego logo depois do almoço se você for almoçar em casa os meninos almoçam com você.

DIONÍSIO – Está bem! – Ele suspirou e se moveu na cama.

REFÚGIO – Onde vai, Dio? Eu estou com frio não sai da cama não, amor!– ela o puxou para ela.

Ele a abraçou.

DIONÍSIO – Quer mesmo minha companhia?

REFÚGIO – Claro que eu quero!– Ela olhou de modo estranho. – Por que tá falando isso, amor?Eu sempre quero a sua companhia. Por que tá dizendo essas coisas?

DIONÍSIO – Vamos dormir, estou cansado e amanhã você vai sair, então vamos!

REFÚGIO – Amor, eu vou sair as dez, por que está falando assim? – ela o beijou na boca com amor.

DIONÍSIO – Por nada, Refúgio! – Ele retribuiu o beijo.

Ela o puxou para ela e suspirou com calma, ele era tudo que ela mais queria, sempre queria ao lado dela! Ele a abraçou e se ajeitou para que ela dormisse. Os dois ficaram abraçados e juntos mas ele não parou de pensar um só segundo aquela noite. E ela adormeceu nos braços dele tranquilo como sempre fazia.

AMANHECEU...

O café da manhã deles foi bem corrido porque Dionísio teve uma emergência e teve que sair correndo depois de ver os filhos e de conversar um pouco com eles. Augusto acompanhou o pai na delegacia e Patrício foi para a empresa trabalhar como fazer todos os dias à tarde ele ia fazer a faculdade dele.A segunda faculdade porque advogado ele já tinha se tornado agora estava fazendo uma segunda formação.

Refúgio se arrumou e saiu para fazer a sua consulta mensal ao ginecologista e nem percebeu quando dirigiu que existia alguém seguindo seu carro.Ela não gostava de dirigir mas diante das coisas todas que tenham acontecido em sua vida que ele pediu ela dirigir era o melhor. Chegou até a clínica e ficou lá sendo atendida por cerca de uma hora e meia a duas horas.

Depois saiu ainda sem perceber que o carro estava se movendo atrás do carro dela e observando cada um dos seus passos.Dionísio estava no carro atrás dela a seguindo. Estava desconfiado ela nunca tinha rejeitado sua presença mas naquele dia o tinha feito e ela tinha negado.

Refúgio entrou no carro e dirigir até uma parte afastada da cidade e entrou numa casa foi recebida por um homem que fechou a porta e ficou com ela lá por cerca de uma hora e enquanto ela ficou lá dentro Dionísio ficou do lado de fora.

Dionísio apertou o volante com força a mesma força que sentia seu coração apertar. Não podia acreditar que ela o estava traindo, o coração se espedaçou, no que ele tinha falhado? Tinha dado a ela todo amor que tinha no peito. Tinha ensinado ela a ser mulher e ser amada!

Refúgio saiu abraçando gentilmente o homem que já tinha recebido uma hora antes fechou a porta e sorriu entrando no carro logo em seguida.Dirigiu até chegar em casa e estava muito feliz por saber que algumas coisas tinham entrado no lugar.Quando chegou em casa depois de passar em uma feira e comprar algumas frutas parou na cozinha para fazer uma salada de fruta e um gelado de abacaxi que era a sobremesa favorita de Dionísio...

Dionísio ficou mais algumas horas fora de casa andando pela cidade com o coração destruído e ferido, começando a ser tomado de raiva. Quando entrou em casa estava frio, a olhou na cozinha e viu que ela sorria e sentiu raiva.Ele parou na porta sem que ela o visse e ficou a analisando.

Refúgio cantava lindamente, estava tão feliz por ter dado tudo certo nos exames que ela tinha acabado de fazer.... Assim ficou sorrindo cortando as frutas para fazer a sobremesa de lhe contar a noite as novidades que tinha para contar. Ele se aproximou enraivado...

DIONÍSIO – A tarde foi boa?

REFÚGIO – Oi, meu amor, ou meu amor... – Ela sorriu para ele e esperou que ele fosse beijá-la.Ele continuou parado aonde estava a olhando.

DIONÍSIO – Foi boa?

Ela, então, percebeu que o rosto dele não estava feliz e que ele estava estranho.

REFÚGIO – O que foi, meu amor ? – Ela parou de fazer o que estava fazendo lavou as mãos e foi até ele preocupado.– Você está bem?

DIONÍSIO – Eu estou bem!E você? – Ele falou sério, impassível.

REFÚGIO – Eu estou bem, meu amor!– ela o tocou no rosto e o beijou na boca, mas ele não retribuiu.

Dionísio se afastou um pouco.

DIONÍSIO – Que bom que está bem!

REFÚGIO – Dionísio, o que você tem? Por que está falando comigo assim?O que houve?

DIONÍSIO – Aconteceu alguma coisa?– Ele arqueou a sobrancelha.

REFÚGIO – Eu que te pergunto porque que você está falando desse jeito.Pelo menos comigo não aconteceu nada. Eu vou agradecer se você me disser porque está falando assim.

Ele se afastou.

DIONÍSIO – Se nada aconteceu, eu vou tomar meu banho!– Ele se afastou e foi as escadas.

REFÚGIO – Dionísio Ferrer, volte aqui e fale comigo o que está acontecendo!Você não é homem de começar as coisas e não terminar!

Ele se virou para ela.

DIONÍSIO – Quem tem que me dizer isso é você, Refúgio Chaveiro!– Ele falou firme sem usar seu sobrenome nela e subiu sem se importar com o que ela falava.

Ela sentiu o coração palpitar porque o jeito que ele estava falando era terrível. Dionísio não falava com ela daquele jeito alguma coisa tinha tirado ele do centro. Ela enxugou a mão no pano de prato e subiu completamente preocupada com que ele estava dizendo.Abriu a porta do quarto e olhou para ele sentado na cama furioso.

REFÚGIO – O que foi que aconteceu, Dionísio?Por acaso agora eu não sou Ferrer?– Chegou perto dele.

Dinísio se afastou dela cheio de raiva e levantou.

DIONÍSIO – Não me toque, Refúgio!

REFÚGIO – O que é que você tem, homem? O que foi que aconteceu porque está falando assim comigo?

Ele a olhou furioso.

DIONÍSIO – Como pode fingir desse jeito? – Ele gritou cheio de ódio.

REFÚGIO – Amor ? Por que está gritando comigo? – Os olhos dela enchem de lágrimas porque ele não gritava com ela. Ele era um homem delicado educado, cuidava dela, apenas isso!

DIONÍSIO – Não me chame de amor! – O rosto em fogo, nos olhos só tinha ódio e ciúmes.

REFÚGIO – Eu quero que me diga o que está acontecendo? O que? Por que está falando assim?Você é meu amor, meu marido!– ela se aproximou dele.Ele se afastou.

Ele se virou indo a varanda e socou a parede.Ela ficou tão nervosa que se afastou dele com medo da reação do queria fazer. Nunca tinha visto mais daquele jeito nunca tinha sentido ele com tanta raiva. Ela começou a chorar e se sentou na cama desesperada.

REFÚGIO – Amor, por que você não fala o que está acontecendo? Conversa comigo, por favor!

DIONÍSIO – Aonde você estava? Onde você foi hoje, Refúgio?