Notas iniciais
Olá, pessoal! Nem demorei tanto dessa vez... Aqui está mais um capítulo! Espero que gostem!! ^^

“Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão terrível como a consciência que habita no coração de cada homem.” — Políbio.

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DIAS DEPOIS...

CASA DE ELIZABETH PRENTISS — 14:32

Emily entrava na sala quando o telefone toca. A empregada veio apressadamente em direção ao telefone, mas Emily a deteve.

EMILY: Pode deixar. Eu atendo.

A empregada somente a olhou e em seguida se retirou da sala.

EMILY: Prentiss? — disse ao atender.

ROSSI: Como vai agente Prentiss?

EMILY: Oi, Rossi. — ela sorriu.

ROSSI: Como você está?

EMILY: Eu estou bem! E o pessoal?

ROSSI: Estão todos bem. Só falta você aqui para a equipe estar completa.

EMILY: É...

ROSSI: Sim, ele voltou. Já faz alguns dias... — sorriu. — Sei que estava curiosa para saber.

EMILY: Rossi! — o advertiu. — Mas é bom que ele tenha voltado.

ROSSI: Sentimos sua falta.

EMILY: Até parece. — sorriu. — Não me ligaram uma vez se quer.

ROSSI: Claro que ligamos. Deixamos recados até com sua mãe.

EMILY: Mas... — disse pensativa. — Bom, eu estou com um novo celular. Posso passar o número para você.

ROSSI: Só um segundo. Vou anotar.

Emily passou seu número a ele.

ROSSI: Ok. — respondeu.

EMILY: É.. eu vou precisar desligar. Depois eu te ligo. — disse. — Tenho uma ideia melhor. Se puderem, passem aqui quando terminarem o caso. Por favor.

ROSSI: Está bem.

EMILY: Tchau, Rossi. — disse apressada.

ROSSI: Até logo.

EMILY: Até! — disse e desligou.

Logo ela vê a porta sendo aberta.

ELIZABETH: Filha, está tudo bem com você?

EMILY: Ah.. Oi, mamãe. Sim. Eu estou muito bem.

ELIZABETH: Precisa de alguma coisa? — disse.

Ela seguiu para seu escritório e se sentou. Emily a acompanhou.

EMILY: Eu vou voltar hoje para Quântico.

ELIZABETH: Filha, você está se recuperando.

EMILY: Eu estou muito bem. E não quero ficar aqui nenhum dia mais.

ELIZABETH: O que houve? — questionou olhando-a.

EMILY: Quando ia me dar os recados que meus amigos deixaram?

ELIZABETH: Você falou com eles?

EMILY: Sim . — disse somente.

ELIZABETH: Eu acabei me esquecendo...

EMILY: Mamãe...

ELIZABETH: Eu só queria te proteger.

EMILY: Tarde demais para isso, não é?... E para que me proteger dos meus amigos?

ELIZABETH: Você tem que me entender!

EMILY: Eu estou indo embora. — saiu em direção ao seu quarto.

ELIZABETH: Emily!

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DELEGACIA — 16:45

J.J: Já está tudo pronto. Podemos ir.

ROSSI: Hotch, preciso conversar com você.

HOTCH: Claro. — ele saiu com Rossi para um lugar mais afastado. — Algum problema?

ROSSI: Sim. Falei com a Prentiss há algumas horas. E notei algo muito estranho. Eu e a equipe deixamos vários recados para ela durante esse período em que ele está fora e não tivemos nenhuma resposta. Hoje por sorte eu consegui um contato e ela me disse que não haviam lhe passado nenhum recado.

HOTCH: Pode ser que tenham esquecido de avisar.

ROSSI: Você acha que na casa de uma embaixadora os empregados iriam esquecer de passarem-lhe recados? Além disso, em uma dessas vezes J.J falou com a própria mãe da Prentiss.

HOTCH: O que você acha?

ROSSI: Acho que tem algo muito errado nisso e precisamos saber o que é. Emily, me pediu para que passássemos antes de irmos embora. — disse olhando-o. — Hotch, sabemos que Prentiss detesta que controlem sua vida. E se a mãe estiver fazendo isso...

HOTCH: Você quer mais algum tempo antes de irmos?

ROSSI: Quero que você vá comigo até a casa delas. É aqui perto.

HOTCH: Rossi a senhora Prentiss não vai me querer lá.

ROSSI: E quem se importa com o que ela quer? Precisamos ajudar nossa amiga. Vamos lá, vemos se está tudo bem e então voltamos.

HOTCH: Não sei... — ele balançou a cabeça negativamente.

ROSSI: Prentiss já ajudou muito você. Não dá nem para contar quantas vezes ela provou o quanto gosta de você. O quanto valoriza a sua amizade. — ele o olhou. — Vai mesmo negar ajuda a ela?

HOTCH: Vou avisar a equipe e dizer que eles podem ir na frente.

ROSSI: Tudo bem. Vou com você.

J.J: Vamos? — disse ao vê-los.

HOTCH: Podem ir na frente. Eu e Dave vamos resolver algumas coisas e vamos mais tarde.

MORGAN: Precisam de ajuda?

ROSSI: Não é nada grave. Nos vemos depois.

HOTCH: Tchau. — disse saindo junto com Rossi.

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CASA DE ELIZABETH PRENTISS — 17:16

Eles chegaram na casa de Elizabeth Prentiss. Rossi se preparava para descer do carro quando Hotch o parou.

HOTCH: Rossi, acho que ir não é uma boa ideia.

ROSSI: Você está com medo da sra. Prentiss?

HOTCH: Não é isso.

ROSSI: Vamos, Aaron.

Ele seguiram para a casa. Se identificaram como agentes do FBI.

SEGURANÇA: Desculpem, mas não posso deixá-los entrar. São ordens.

ROSSI: Só um segundo. — disse se afastando com Hotch. — Eu te avisei que tinha algo errado. Por que proibiriam o FBI de entrar?

Ele pegou seu celular.

ROSSI: Poxa, está sem bateria. Ligue para esse número, por favor. — disse entregando-lhe o papel.

Hotch pegou o papel e discou o número. Rossi foi se afastando aos poucos.

HOTCH: De quem é esse número?

ROSSI: Prentiss. — disse se afastando e indo falar com os seguranças.

EMILY: Prentiss. – disse ao atender.

HOTCH: Emily?

EMILY: Hotch? Tudo bem?

HOTCH: Sim. Na verdade, eu e Rossi estamos aqui no portão. E...

EMILY: Podem entrar.

HOTCH: Esse é o problema. Não nos deixam.

EMILY: Espere um pouco.

Ela desligou o celular e seguiu em direção ao portão.

SEGURANÇA: Srta. Prentiss?

EMILY: Libere a entrada deles por favor.

Ela não pode deixar de sorrir ao vê-los.

SEGURANÇA: Mas sua mãe...

EMILY: Deixe-os entrar. Eu me entendo com ela.

SEGURANÇA: Está bem.

Assim que ele abriu portão, eles entraram.

ROSSI: Como vai, Prentiss? — ele a abraçou.

EMILY: Eu estou bem. — sorriu.

Eles se afastaram e ela olhou Hotch.

HOTCH: Oi, Prentiss. — disse próximo a ela.

EMILY: Hotch. — ela deu seu melhor sorriso ao vê-lo.

Ele sorriu de volta para ela.

Emily se aproximou mais e o inconsequentemente o abraçou. Um abraço com um misto de saudade e também de conforto.

EMILY: Venham. — disse ao se afastar. — Vamos conversar. Ali podemos ter um pouco de paz — ela caminhava em direção ao jardim sendo seguida por eles.

HOTCH: Você está bem?

EMILY: Eu quero ir embora. Ainda bem que vocês vieram.

ROSSI: Algum problema?!

EMILY: Minha mãe. — bufou. — Está agindo como super protetora. Quer me proteger até de vocês.

ROSSI: Ela não te passou nossos recados de propósito, não é?

EMILY: Sim. Preciso de ajuda para sair daqui.

ELIZABETH: O que faz aqui? — disse olhando furiosa para Hotch.

EMILY: Eu permiti a entrada deles. São meus amigos!

ELIZABETH: Amigos? Você não viu o que aconteceu com você? Tudo por causa desse...

EMILY: Não. Foi tudo por causa daquele assassino. — disse olhando-a. — Por que a senhora tem que sempre trazer essas memórias ruins de volta? Era eu quem estava lá e não ele. Se tinha alguém que poderia ter impedido, essa pessoa era eu. Mas eu falhei e não me perdoo por isso.

HOTCH: Emily, você não deve se culpar.

EMILY: E nem ela culpar você. — ela olhou para Hotch e depois para a mãe. — Eu não posso deixá-la culpá-lo. Mamãe, ele perdeu muito. A senhora não sabe, mas eu me ofereci para que aquele assassino me escolhesse ao invés dela. Eles tem um filho, que agora está sem a mãe. E isso não é justo. Já eu não tenho nada. Eu poderia ter ido no lugar dela.

ROSSI: Mas não temos esse poder de escolha. No final entenderemos que tudo acontece por uma razão.

ELIZABETH: Emily, você tem que entender que eu só quero seu bem, mantê-la em segurança.

EMILY: É tarde demais para isso. Quando eu mais precisei, você não esteve ao meu lado. Eu precisava de amor, carinho e nunca tive.

ELIZABETH: Emily, por favor.

EMILY: Vocês me dão uma carona?

ROSSI: Claro.

EMILY: Eu só vou pegar minhas coisas. — disse saindo.

ELIZABETH: Viu o que fez? Conseguiu colocá-la contra mim.

HOTCH: Não. A senhora mesmo fez isso. E Emily é uma mulher adulta que sabe tomar sozinha suas próprias decisões.

ROSSI: Falei com Emily pela manhã. Ela me contou que não haviam lhe passado nenhum de nossos recados. Eu entendo que queira protegê-la. Mas a manter em casa longe de tudo e todos que gostam dela não é a solução. Nós não somente trabalhamos juntos, mas somos como uma família. Nenhum de nós aqui somos culpados pelo que aconteceu. O único responsável por isso está morto. — ela passou a encará-lo. — Naquele dia nós fizemos de tudo para que pudéssemos encontrá-los antes que o pior acontecesse. Hotch se separou de nós para que pudesse encontrá-lo. E se ele não tivesse chegado a tempo, a tragédia seria muito maior. Ele conseguiu salvar Emily e o filho. Então a única coisa que a senhora não deve chamá-lo, é de culpado.

Elizabeth olhou-os e em seguida saiu sem dizer nada.

EMILY: Eu já estou pronta. — ela se aproximou.

ROSSI: Vamos.

HOTCH: Eu levo pra você. — disse pegando a mala dela.

EMILY: Obrigada.

Eles então foram saíram da casa e seguiram de volta para Quântico.

Notas finais
E aí? O que acharam? Deixem sugestões, opiniões... Espero que tenham gostado! Até a próxima! Beijos. ;)