Quando o Amor Toma Conta

5 Capítulo 5 - Noite de núpcias


\"\"

Chegamos ao chalé, Jacob me ajudou a descer do carro, pegou nossas malas e colocou na entrada da casa. Como tradição ele me pegou no colo e entrou.

Dentro do chalé era simples, porém sofisticado e aconchegante. Jacob foi acendendo as luzes à medida que entrávamos. A sala era pequena, com uma lareira ao fundo. Uma cozinha simples com uma mesa para seis pessoas. Estava abastecida de frutas e comidas. Existia apenas um quarto. E foi nele que Jacob me colocou no chão, assim que entramos. Havia uma porta que deduzi ser o banheiro e uma cama relativamente grande, em comparação ao tamanho dos móveis. Esse chalé era para no máximo se passar duas noites. Não dava para morar nele, era pequeno demais.

Jacob saiu para pegar as malas, enquanto eu fui abrir as cortinas e tirava as sandálias. A cama estava forrada com um edredom roxo, onde puxei e vi por baixo, lençóis de seda da mesma cor. Estava tentando não pensar nisso, mas agora é inevitável. Sei que tenho que cumprir meu papel como esposa, mas a verdade é que eu não tenho a mínima noção do que fazer em uma situação como essa.

Senti uma respiração quente em meu pescoço, uma mão grande em minha cintura. Os seus lábios roçavam minha orelha, descendo até meu pescoço, arrancando-me arrepios. Ele me virou lentamente, me fazendo ficar a centímetros de sua boca.

- Jacob. Vou ser sincera, eu não sei o que fazer! – Ele encostou a boca no meu ouvido e sussurrou.

- Deixe que eu te guie. Não precisa ter medo, não vou machucá-la.

- Sei que não. Só estou insegura.

- Relaxe, você está tensa.

Foi o que tentei fazer, me entreguei por inteira às mãos de Jacob Black.

Suas mãos ágeis foram de minha cintura até minha nuca e a outra às costas. Puxou-me delicadamente para um beijo. Sua língua pedindo passagem e eu cedi. Ela explorava cada canto de minha boca, em um beijo urgente, quente.

Sua mão de minhas costas desceu lentamente pela lateral do meu corpo, e sua mão da nuca desceu até meu ombro, onde ele abaixou devagar as alças do meu vestido, caindo aos meus pés. Eu continuava tensa, minhas mãos continuavam paradas, sem movimento algum. Mas eu tinha que tomar alguma atitude, mesmo morta de vergonha por estar apenas de calcinha. Obriguei minhas mãos a irem até seu peito, onde comecei a desabotoar sua camisa, tirando-a logo mais. Ela beijava meu pescoço.

Retirou minha calcinha e me deitou na cama. Seus beijos desceram até meu colo. Arfei ao sentir sua boca em meu seio. Seu sorriso em resposta foi estonteante. Suas mãos agora percorriam meu corpo e apertava certos lugares específicos, como coxa e bumbum. Sentia o volume um pouco exagerado entre minhas pernas. Levantou e tirou a calça e a cueca, afastando minhas pernas, se posicionando entre elas, e se encaixando delicadamente. Senti seu membro em minha entrada.

- Vai doer em pouco Nessie, mas se eu machucá-la, por favor, me avise que eu paro. – Sua voz estava rouca de tanto desejo.

Fechei os olhos esperando a dor. E ela veio. Uma pontada aguda, forte, algo que se rompia. Minha virgindade. A dor foi tão grande que tive que abafar o grito, mordendo o lábio inferior, até sentir o gosto de sangue. Amanhã provavelmente minha boca estaria inchada. Ele percebeu que tinha doído e parou, ficou por alguns segundos assim, esperando que nossas intimidades se acostumassem.

Começou fazendo movimentos leves, entrando e saindo bem devagar. A dor diminuiu, mas não cessou. Sua mão apertava minha coxa, e eu não pude evitar um gemido que escapava por meus lábios. Emocionei-me com a forma que seus olhos se fixaram nos meus, era desconcertadamente bom. Eu estava gemendo quando ele alcançou minha boca, mordendo meus lábios me fazendo gemer mais.

Os seus movimentos aumentaram, me fazendo arranhar suas costas largas. Ele gemia, me deixando louca de prazer.

Eu podia sentir em cada movimento que sua língua fazia junto à minha, que existia amor, existia paixão, desejo, carinho. Eu podia ver em cada beijo, em cada toque, em cada investida dele em mim, que ele me amava. Isso me emocionou, fazendo com que uma lágrima escapasse por meus olhos. Sensações totalmente desconhecidas se apoderaram de meu corpo, eu estava sentindo um fogo que subia por meu sangue e atravessava minha pele.

Arqueei minhas costas e cravei minhas unhas em suas costas, abafando os gemidos em seu ombro. Em pouco tempo me senti meio mole e o meu baixo ventre se contrair. Senti um líquido escorrer dentro de mim. Jacob relaxou, respirou fundo e saiu de dentro de mim, me fazendo arfar levemente.

Ele me puxou para seu peito e ficou alisando minhas costas desnudas. Roçava de leve os lábios em meu cabelo bagunçado, tirando alguns fios presos pelo suor no meu pescoço. Estávamos tentando controlar a respiração e meu sono já estava chegando.

Nunca imaginei que estar nos braços de Jacob Black fosse tão prazeroso. Nossa ligação pareceu se acentuar de verdade, no momento em que nossa pele se tocou. Em que nos entregamos sem olhar o passado e sem prever o futuro. O que importava era o presente. E neste momento o que importava é que eu estava nos braços dele. Da pessoa que me escolheu para ser sua esposa e construir uma família. E eu prometi a sua mãe que iria tentar fazê-lo feliz. Eu vou cumprir minha promessa e farei ao máximo para amá-lo da melhor maneira possível.

Acordei com a claridade que invadia as janelas. Olhei para o lado e Jacob me olhava carinhosamente. Alisou meu cabelo delicadamente e me beijou.

- Bom dia amor!

- Bom dia. – Sorri com o carinho que ele me tratava.

- Dormiu bem?

- Muito bem e você?

- Maravilhosamente.

- Essa noite foi especial para mim.

- Que bom amor. Foi especial para mim também. Você está com fome?

- Um pouco.

- Vou preparar o café! — Levantou, vestiu uma calça de moletom clara e saiu do quarto.

Sentei-me na cama e me espreguicei, me sentindo dolorida nas pernas, mas nada que não pudesse suportar. Levantei-me devagar e me assustei com a mancha grande de sangue estampada no lençol. Fui até o banheiro e tomei um banho rápido, coloquei um vestido leve e me olhei no espelho. Tinha um leve inchaço nos meus lábios, com um pequeno corte no canto inferior. Meu ombro tinha uma pequena marca roxa que daria para disfarçar com um casaco.

Senti o cheiro de algo frito na cozinha e meu estomago roncou. Fui até lá e me sentei à mesa repleta de frutas.

- Isso tudo para duas pessoas?

- Você precisa se alimentar direito.

- Que desculpa feia Jacob. Sei que quer me ver uma baleia de tão gorda. Só assim pode se livrar de mim e arrumar outra rapidinho. – Falei brincando

- Você quer dizer outras! – falou passando manteiga no pão. Arqueei a sobrancelha e lhe lancei um olhar mortal. – Brincadeira amor.

- Não vi graça.

- A senhora Black está com ciúmes é? – Sorriu torto.

- Claro que não! Você acha mesmo que eu vou ter ciúmes de você?

- Eu não acho, eu tenho certeza! Mas não precisa disso... Eu sou seu — Falou a última parte sussurrando em meu ouvido, me arrancando um arrepio. – Onde está o meu sorriso? Vamos Nessie, pare de besteiras.

Um sorriso fraco surgiu por meu rosto.

Terminamos de tomar café e enquanto eu arrumava a cozinha, Jacob tomava banho. Troquei os lençóis da cama, não queria nem imaginar as criadas vendo essa mancha enorme de sangue. Separei uma roupa para ele e as coloquei em cima da cama. Ele saiu do banheiro enrolado em uma toalha e me abraçou por trás.

- Já está pronta senhora Black?

- Sim. Pode levar nossas malas. Já estão prontas.

- Certo. – Trocou de roupa e saiu.

Arrumei o banheiro, estendi as toalhas e fechei as janelas. Coloquei um sobretudo, luvas e saí para a manhã fria da Irlanda.

(...)

Pegamos o avião e fizemos uma conexão em algum lugar que não sei o nome. Depois fomos até o Rio de Janeiro e de lá para uma marina, onde o barco da família já nos esperava. Gustavo nos levou até a ilha, Ilha de Esme.

Lembro-me vagamente dela, visitei este lugar apenas uma vez, e quando era muito pequena. Ainda na época em que meus pais e os pais de Jacob faziam todos os tipos de viagens, para nos aproximar mais. Que ironia do destino, quando antes não nos dávamos bem, agora estamos aqui, casados e prestes a passar duas semanas em lua-de-mel.

Notas finais
N/A: Amores, como estão?
Até que não demorei muito, mas o capítulo foi pequeno :/
Meninas, amanhã é meu aniversário *-----*
17 aninhos o/

Dessa vez eu consegui colocar a capa,
obrigada a Caroltimao ficou linda
beijos e continuem comentando, eu adoro todos os comentários de vcs!
Ray Lima

N/B: AAAAi que noite de núpcias mais linda :’) O Jake é um amor mesmo. Acho que depois dessa a Nessie não vai mais segurar esse amor
Não deixem de comentar meninas pra termos logo um novo capítulo. Se a primeira vez foi assim imaginem essa temporada na ilha Esme? Ok, parei. Kkkkkkk Bjos meninas e até mais.

Jéssica Maria