Notas iniciais
Bem, certos erros estão presos no passado. Shippers de Maxon e America, me deem um 'oi' o/

Para entender o presente, precisamos voltar um pouco ao passado. Aquele sim específico. O som da aceitação, mas também do ódio.

Ele tentava conter a emoção, e, quem sabe, a ansiedade. Ela havia dito sim, com todas as palavras. Sim. Tão curta, mas para ele tinha tanto significado. Um mundo de possibilidades aberto à sua frente e ele teria a vida inteira para passar por todas aquelas portas.

Ele mal consegue falar, muito menos ela e com razão: Ambos estão nos primeiros segundos do casamento.

Maxon nunca tinha visto America tão bonita, tampouco America tinha visto Maxon tão bonito quanto estava naquele dia. Mas não se engane, ambos eram bonitos, só viam mais beleza neles e em tudo naquele tarde em especial. As lembranças veem descarriladas. Embora não queira, America pensa no primeiro beijo. Fora com Aspen Leger, há mais ou menos... Quanto tempo? Não se lembrava. Para ela, Aspen nem mais existia. Pelo menos, não como namorado, ou paixonite ou o que eles tivessem sido um para o outro um dia. Agora, era como se ele e Lucy tivessem pertencido à vida inteira um ao outro. Maxon, ao contrário dela, lembrava-se muito bem daquele dia. Como ele queria tocar o cabelo dela, tão vermelho e sedoso, como ele queria dizer que a amava, com todas as forças dos quatro cantos da terra. Amava-a com o mais puro amor: O amor incondicional. Aquele dia ficava atrás de onde estava o pensamento: Querer classificar a alegria que ele sentia naquele momento era inútil: Simplesmente não se encaixava. Antes, ele procuraria no dicionário alguma palavra que se enquadrasse a sua felicidade, mas a vida – e ainda mais, o tempo – passava voando, rápido o suficiente para que ele decidisse não perder seu tempo com aquele livro grosso. O conhecimento lhe era obsoleto quando ele tinha America.

America pensava algo semelhante. O que vivera com Maxon não fazia sentido, mas ela não mais queria viver na limitação de coisas que faziam sentido. O entendimento era tão vazio quando ela tinha Maxon.

Chegara a hora. O momento do primeiro beijo. Talvez resultassem em dois, ou três, um bilhão... Não sabiam. Os pensamentos foram expulsos e o que sobrou foi a sede de amor que sentiam um pelo outro a promessa de que encontrariam a felicidade a cada esquina sempre juntos. Sabiam que teriam momentos ruins, mas finalmente estavam casados, depois de tantos obstáculos e era isso o que verdadeiramente importava. De olhos fechados entreabriu os lábios e colaram-se com amor àquela que parecia ser a fonte de suas vidas. Aplausos. Flashes. Aquele beijo seria o que selaria seu pacto eterno.

Seriam felizes? Teriam filhos? Mais alguma coisa que não chegava ao entendimento deles. Só sabiam e só se importavam com amor que sentiam um pelo o outro e que continuaria vivo para todo o sempre.

Eles não se interessavam por nada, só queriam um ao outro.

Tontos de felicidade, eles caminham, lentos, queimando, em meio à multidão. Os sorrisos perfeitos, os sussurros ininteligíveis. Eles comunicam-se com apenas um olhar.

– Eu te amo.

A palavra sussurrada no ouvido de America sobressalta-a e por quatro ou cinco nano segundos — também tinha perdido a noção do tempo — ela tenta disfarçar a surpresa, mas não está habituada a ouvir aquelas três palavras, embora simples, pequenas palavras. Mesmo de Maxon, a quem o amor que dedicava doera no mais fundo de seu ser.

– Eu também te amo.

Ela se ouve dizer e antes que possa deter-se ela já tinha dito-as. Ainda assim, as palavras deixam-na embriagada. A expectativa deixa-a embriagada, pois ela o ama e quer passar o resto da vida com ele.

Que pena que não foi exatamente assim.

Notas finais
E... Mereço o Oscar? Boa quinta-feira e até a próxima quinta-feira. Beijinhos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.