Pov Elizabeth

....Eu não tinha resistido, eu não queria resistir ao beijo. Estávamos em total sintonia. Cada toque dele fazia minha pele arrepiar e meu corpo inteiro estremecer. Ah, Deus, como era bom sentir tudo aquilo e eu sabia que ele também sentia a mesma coisa que eu. Ficamos assim nos beijando até que sinto ele me levando em direção a minha cama e me afasto ainda tonta.

–Não Alec!!! Para!!!!- eu gritei tentando manter meu controle

–Me desculpe Elizabeth- ele disse dando-se conta de que podíamos ter ido longe demais.

–Eu sinto muito. Não sei o que me deu- ele disse e quando ia embora eu o puxei pelo braço.

–Espera Alec Volt....-eu disse e ele me olhou espantado

–O que você disse Elizabeth?-ele me perguntou

–Alec Volturi! Eu disse Alec Volturi e eu também sei o que você é!- eu disse de uma vez só

Eu poderia ter assinado a minha sentença de morte, mas o fato é que estranhamente, eu não tinha medo dele, só não sabia a rezão disso tudo.

–Como assim garota? Como assim o que eu sou?. Sou um adolescente como você!- Alec disse tentando disfarçar o nervosismo.

–Então me diz, se isso é mesmo verdade, se você é um simples humano como eu, me prove- eu disse tremendo

–O quê?- Alec disse tremendo também

Aquilo poderia significar a minha morte, mas eu tinha que fazer, tinha que ter a prova ou então acabaria louca.

Eu peguei um estrator de grampos que estava na escrivaninha do quarto e contei meu dedo bem fundo deixando o sangue escorrer pela minha mão.

–Olha só o meu sangue Alec, olha como ele é vermelho não sente vontade de provar. Deve estar com fome, não está?- eu disse o provocando

–Por que tá fazendo isso comigo?!-Alec disse gritando

–Mas que droga! Você quer a verdade, então toma!- disse Alec

–Sim!!Eu sou um vampiro! E apesar da minha cara de garoto tenho centenas de anos e sim esse sangue que tá escorrendo de você tá me deixando louco, louco de fome, louco de tudo! Eu tenho vontade de provar cada gota do seu precioso sangue e de te drenar até o fim!-Alec disse desesperado

Eu não conseguia me mover, estava completamente paralisada! Eu estava com medo!.

–Por favor Alec, não me machuque- eu dizia entre lágrimas

–Como você é idiota Elizabeth!- ele disse com desprezo

–Sabe por que eu vim até aqui? Eu queria te conhecer melhor e te chamar pra sair, pra um cinema quem sabe...

–Queria me sentir um pouco normal- ele me diz me olhando com uma imensa tristeza

–Só que....pra que sonhar, não é ,mesmo? Eu sei que eu não sou normal, não sou igual aos humanos...ele continuava me dizer

–Alec, me desculpe, eu estou muito assustada mas eu não tenho medo de você, não mesmo- eu dizia me desculpando

–Quer que eu me sinta lisongeado por isso, srta?-Ele disse rancoroso

–Alec, nós podemos conversar....eu dizia

–Não podemos não- ele disse

–Eu não devia ter vindo....Ah, é melhor fazer um curativo. Pode infeccionar- ele disse seco antes de pular pela janela do quarto

Quando ele saiu correndo pelas ruas de Volterra, notei que havia um pequeno embrulhinho rosa perto da janela. Abri com cuidado e vi que dentro tinham dois ingressos para um filme que tinha acabado de estrear.

–Meu Deus....Alec tinha mesmo razão! Eu era uma idiota!- eu pensei e deitei na cama começando a chorar

Notas finais
uando