Quando bate aquela Saudade
3 Reencontro, amor e Nós.
Separados era como se algo faltasse, um buraco dentro do peito que continuava a corroer e a doer, sem saber o que seria, recorreram um ao outro e perceberam que o que faltava na verdade era a companhia do outro. A dor de ver o outro partir pela primeira vez foi tão intensa, que ficaram devastados e destruídos por anos, com a esperança de achar algo nas pessoas com quem se relacionavam, mas nunca acharam.
Perceberam então que o que eles estavam procurando sempre esteve a sua frente, e como um click perceberam que ainda se amavam e que esse amor não diminuiu só aumentou com a ausência. Desesperados para fazer com que essa dor acabasse, começaram a escrever um para o outro, até se encontrarem novamente.
Juntos novamente perceberam a falta que sentiam um do outro, da presença, do cheiro, do toque, do beijo, aquele mesmo beijo doce e apaixonante que só eles conseguiam dar, extraordinariamente perfeito.
Ambos poderiam ser descritos como “a metade da laranja”, “a tampa da panela” ou como o Yin e Yang, pois ambos se completavam perfeitamente. O abraço do reencontro foi longo e não precisou ser dito mais nada, existe coisas que palavras não conseguem descrever, apenas um gesto é suficiente.
O Amor é assim, enlouquece, dói, nos deixa querendo morrer, tão bonito e tão cruel. Dentre todos os sentimentos esse é o mais perigoso, porque ele é 8 ou 80, não sabe fazer meio termo, ou você ama de mais ou ama de menos. Mas quem se importa, não é mesmo? Amor é amor, se algo dói uma hora ou outra acaba virando poesia.
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