Notas iniciais
como amo voces demais ( e quero compensa-los por terem aguardado um tempao sem a fic) vou postar a segunda parte da viagem... tentando nao fazer nada muito dramatico e hentai mas ao mesmo tempo romantico, espero q tenham gostado... sugiro pesquisarem a imagem dos templos pra vcs terem uma visao melhor de como sao as cenas

Natsu e Lucy se divertiram muito naquele dia, e quase chegaram fora do horário no hotel. Ambos foram para seus quartos e o rosado não parava de pensar em Lucy quando abraçou seu braço. O calor de seu corpo próximo ao dela o deixava excitado.

– Sonhando acordado?

– Oi Gray, eu estava pensando na Lucy.

– Que você está apaixonado por ela?

– De onde tirou isso? Ela é só uma amiga. – disse o rosado, abrindo sua bolsa para pegar sua toalha e tomar banho. Quando sentiu um arranhão em sua mão.

– Happy o que você está fazendo aqui?

– Um gato? Você trouxe um gato pra viagem , Natsu? Seu miolo mole.- Gray gritava com o amigo.

– Não sabia que ele tinha entrado na bolsa. – Happy saíra da sacola e corria pelo quarto, procurando alguma coisa pra comer. Como não encontrou nada, ele fugiu pela janela, enquanto Gray discutia com Natsu.

– E pra onde ele foi? – os dois perceberam que o gato havia sumido e se desesperaram. Era proibida a entrada de animais no hotel e se descobrissem, eles levariam uma advertência e poderiam ser expulsos do colégio. Ambos corriam pelos corredores do hotel, tentando encontrar o gato.

Depois de percorrer todo o local e não o encontrar, Natsu ficou sentado na recepção, esperando que seu amigo peludo voltasse. Passado algum tempo, o rosado decidiu voltar para o quarto, na esperança de encontrar Happy deitado em sua sacola de viagem.

– Sinto muito Natsu. Seu gato deve estar pelas ruas curtindo a noite. Acho melhor tomar banho e ir dormir. – Gray disse, consolando o amigo.

– Éh, acho melhor mesmo. – desolado, o garoto foi tomar banho. Ele escutou Gray dizendo que iria para o refeitório e para que ele fosse logo antes que fechassem o restaurante do hotel. Durante toda a noite o garoto não parava de pensar em seu gato, que estava andando por aí.

Durante a visita ao templo Yasaka, o templo vermelho próximo ao bairro de Gion, Natsu estava cabisbaixo e Lucy percebera. A loira tentava conversar com ele, mas Gray não o deixava sozinho em momento algum tentando animar o amigo.

– Pelo visto ele não quer brincar mais com você não é mesmo, loirinha? – Lucy se virou e viu Lisanna de braços cruzados, encostada em um pilar do templo.

– Natsu está apenas com o amigo dele. Não vejo nada de mais nisso. Assim como nos dois somos amigos.

– Voce é amiga dele? Tem certeza de que não tem vontade de ser algo mais?

– Não sou igual a você que sente ciúmes de todas as garotas que chegam perto dele.

– Tem certeza? Então por que você está com essa cara de raiva?

– Por que não gosto de você. Por favor não venha conversar comigo novamente. – Percebendo que algumas pessoas se aproximavam, Lisanna começou fazer um escândalo:

– Por que não gosta de mim Lucy? Eu não fiz nada para você e me trata desse jeito? Além do mais somos vizinhas e você sempre me exclui, só leva o Natsu e a Mirajane para o colégio e não me dá carona. Tenho que andar meia hora para o colégio todos os dias. Até debaixo de chuva.- a albina fingiu um choro e todos a defenderam, deixando Lucy constrangida.

– Eu ... eu nunca... – como percebeu que os alunos estavam do lado da garota, Lucy saiu correndo sem direção. A loira só queria saber de fugir dali e, correndo tanto, acabou se perdendo nas ruas antigas e agitadas de Gion.

– Natsu, seu gato sabe se virar. Não precisa ficar assim. – Gray tentava, novamente, acalmar o amigo.

– Eu sei, mas eu preciso encontra-lo antes que alguém o encontre e nos faça ser expulsos do colégio.

– Nós? Eu não tenho nada a ver com isso.

– Mas você divide o quarto comigo.

– Natsu! Gray-sama! – Juvia corria na direção dos dois, nervosa. Depois de tomar ar, ela voltou a falar: — Lucy saiu correndo e Juvia não conseguiu impedir. Precisamos encontra-la porque o ônibus vai sair logo, e Juvia não quer deixar Lucy sozinha.

– Preciso ir atrás dela. – Natsu disse e, correndo perguntou pra que lado ela havia ido. A garota apontou a direção e o rosado correu rápido, procurando a loira.

– O que será que aconteceu pra ela ter saído assim? – pensou Natsu.- Happy, desculpe mas vou ter que procurar Lucy primeiro.

E assim o garoto correu pelo bairro de Gion, deu a volta algumas vezes e finalmente a encontrou: Lucy estava sentada de cabeça baixa na porta de uma casa de chá, Ichiriki, famosa por sua fachada vermelha.

– Lucy! – a loira levantou a cabeça, e Natsu pôde ver que ela estava chorando. – O que está fazendo aqui? – perguntou, se aproximando.

– Eu queria ficar sozinha e me perdi.- respondeu, limpando as lagrimas.

– Vamos. Esse bairro é longe do hotel. Temos que voltar de ônibus. – o rosado estendera a mão para Lucy, que permaneceu imóvel. – Vamos Lucy!

– Não posso voltar. Todos acreditam que eu sou uma outra pessoa.

– E quem é você, Lucy Heathfilia?

– Para eles sou uma pessoa cruel que maltrata quem nunca, supostamente, fez nada contra mim.- Natsu sentia uma dor no peito ao ver sua amiga naquele estado.

– Para mim você é uma garota inteligente, divertida, corajosa, ajuda seus amigos e que quer ser um orgulho para seu pai. Isso não basta? Eu não sou os outros, Lucy. Sou seu amigo. Isso não basta?

Lucy ficou surpresa pelas coisas que o garoto dissera a seu respeito. Ela estendeu a mão e Natsu a ajudou a levantar, puxando-a para si, em um abraço surpreso.

– Não deixe a opinião dos outros te abalar. Não quero ver você chorando nunca mais está bem?- Natsu sentia o rosto de Lucy encostando em seu peito, o rosto molhado e a confirmação com a cabeça. – Será que ela consegue escutar meu coração acelerado? Meu corpo ficando quente só por ela estar assim tão perto? Perto...

– Be.. bem, vamos rápido. O ônibus vai sair logo.- Natsu a afastou tão rápido como foi aquele abraço e os dois voltaram tímidos e em silencio para o ônibus, que os esperava. Lisanna via os dois juntos e ficou furiosa, descontando sua raiva em seu parceiro, Loki.

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Após o jantar, os alunos tinham um tempinho no salão de jogos do hotel e alguns alunos estavam se divertindo com a mesa de ping pong, filmes, revistas em quadrinhos e a mesa de totó.

Natsu competia com Jellal, Gray e Loki na mesa de ping pong, o que gerava muita discussão. Ezra não deixava que os garotos bagunçassem muito, por isso era a juíza do jogo, o que deixava os quatro apreensivos com o rigor da ruiva. Lucy ria da cena e Levy tentava ler um livro, o que não era fácil naquela sala.

– Meninas, Juvia encontrou esse gato no corredor do nosso quarto. O que Juvia faz com ele?- a garota mostrou o gato em seus braços para elas, que correram com a azulada para um canto onde ninguém as visse.

– Juvia, esse gato é o Happy. Olha a coleira dele. Deve ter o nome do Natsu nela. – Disse Lucy, cochichando.

– Aquele maluco, trouxe o gato dele pra cá. Pode ser expulso por isso.

– O que Juvia faz com o Happy?

– Me dá aqui o seu gorro- Lucy tirou o gorro de pelúcia que Juvia usava e colocou o gato dentro.- uma de vocês avisa ao Natsu que ele está comigo e ele precisa ir ao nosso quarto para eu devolve-lo.

– Se Natsu chegar perto do corredor onde as meninas estão, aí sim ser expulso é o menor dos problemas dele. Lembra que a monitora é a Ezra?- Levy comentou.

– Mas agora ela está jogando ping pong. – ao olharem para a mesa, viram Ezra jogando a bola de ping pong contra os garotos, e vencendo, sozinha contra os quatro, a partida.

– Está bem. Então eu vou leva-lo para nosso quarto e eu dou um jeito de entrega-lo ao Natsu de noite, quando Ezra estiver dormindo. Qual será o quarto dele?

– 304. – Juvia respondeu com o olhar perdido– Natsu está com Gray-sama.

Quando todos já estavam em seus quartos, Lucy esperava dar o horário para que Ezra fosse dormir, e assim levar Happy para seu dono. A loira ficou brincando com o gato até que ele dormiu. Era quase 2 da manhã quando Lucy saiu de seu quarto em silencio. A garota, nervosa, correu pelos corredores atenta, imaginando se alguém estaria vigiando o corredor dos meninos.

Como viu que não havia ninguém, foi para o quarto 304 e bateu na porta. Bateu de novo e esperou. A ansiedade consumia a garota e então a porta foi aberta. Natsu estava apenas com a calça do pijama, branca, e sem camisa o que fez Lucy ficar admirada por um momento.

– Lucy? O que faz aqui?

– E... eu vim...

– Espere. – Entra rápido. – o garoto puxou a loira para dentro de seu quarto e fechou a porta, com o ouvido tentando escutar algo. Depois de alguns segundos, ele se voltou para Lucy – Era Jellal, tenho certeza. Ele fica rondando os corredores com Ezra pra que nenhum garoto fuja e vá espiar as garotas enquanto...

Natsu parou de falar ao observar bem a garota. Lucy estava com um short bem curto e uma regata curta e justa, com sua pantufa de coelhos.

– Me diz: por que você veio pro meu quarto ás duas da manhã, vestida desse jeito? – o rosado colocou a mão no queixo, pensativo, e com um sorriso malicioso.

– Não é nada disso do que você está pensando seu pervertido. – Lucy deu um soco em sua cabeça. – Eu vim trazer seu gato.

Só então que Natsu percebeu Happy, enrolado nos braços de Lucy, dentro de um gorro de pelúcia.

– Juvia o encontrou no corredor. Espero que você não o deixe fugir mais, e não o traga para viagens escolares, idiota.

– Obrigado Lucy!- a garota ficou vermelha e, se não fosse pela escuridão do quarto, Natsu teria visto como ela ficou feliz com aquilo. Antes de Lucy abrir a porta, Natsu disse: – Quero conversar amanha com você. Se tiver tudo bem.

– Está bem. Até amanha. – Lucy saiu do quarto de Natsu como um foguete. Ela estava tão envergonhada e feliz que não entendia o porquê daqueles sentimentos. Ao chegar no quarto e se deitar foi que percebeu que Natsu queria conversar com ela. O que poderia ser?

Notas finais
esse ficou bem grande ne... eu tento colocar os capitulos um pouco menores do que costumava fazer antes... espero q n tenha ficado cansativoo