Quando as Pétalas Caem...
26 Capitulo 26
Notas iniciais
Ansiando pela noite, Lucy estava muito desatenta durante todo o dia. No horário de almoço, Natsu a convidou para almoçarem juntos e assim que se sentaram no jardim, debaixo de uma árvore, perceberam que havia alguns alunos observando-os e comentando sobre os dois.
— Não sei porquê, mas tenho a sensação que tem alguém nos observando.- Natsu disse, após beber um suco.
— Eles estão nos olhando, Natsu.
— Eles quem?
— Acho que todos os alunos da escola.- Tímida, Lucy responde, comendo seu onigiri.
— Por que?
— Você sabe porque! – A garota ficava cada vez mais vermelha e evitava olhar para o rosado.
— Não sei não. Devem estar querendo comer nosso almoço. Não acredito que você fez tudo isso para mim.- Natsu comenta, comendo mais um sushi.
— Não é por isso que estão nos observando. – Lucy sabia que se contasse o real motivo de os estudantes estarem observando-os, Natsu ficaria furioso ou chateado e decidiu não falar mais no assunto. Continuou comendo seu bolinho de arroz e quando terminou, disse:
—Eu sabia que iria gostar. E de noite poderemos comer todos juntos o outro obentô que preparei.
— Não quero dividir a comida que Lucy preparou com mais ninguém.
— Natsu! Deixa de ser egoísta.
— A comida que voce faz tem que ser só para mim. – O garoto esticou a mão direita e se aproximou do rosto de Lucy. Ciente de que iria receber um carinho na frente de todos da escola a loira ficou bem nervosa e vermelha. Quando a mão de Natsu tocou seu rosto, Lucy sentiu o calor de sua mão, e o calor de seu coração. Os dedos do rosado estavam quentes, contrastando com o frio do outono. Ele tocou sua bochecha e limpou alguns grãos de arroz que havia nela.
— Ah... eu... Natsu...
— Estava suja de arroz. Não vou deixar minha namorada andando pela escola assim.
— Obrigada. — Aquele gesto em frente a todos que passavam pelo pátio fez Lucy perceber que Natsu não se importa que ela esteja presa a um compromisso de casamento. Que ambos ainda tinham tempo para aproveitar o amor que sentiam um pelo outro, antes de se separarem para sempre. E a loira sorriu, sabendo que cada momento com o rosado aumentaria mais ainda aquele sentimento.
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A noite chegou rápido e os alunos estavam ansiando pelo evento. Os portões foram abertos ao público e havia muita gente da comunidade entrando na escola, com cestas de piquenique e toalhas para forrarem o chão.
Erza havia combinado com seus amigos de se encontrarem na frente do ginásio, e assim iriam para o local perfeito pra verem o Tsukimi. Jellal, Lucy, Levy e Gajeel esperavam sentados nos degraus do ginásio. Lucy percebeu que ninguém conversava e decidiu quebrar aquele silencio constrangedor.
— Então, Jellal, você namora a Erza faz muito tempo?
O azulado se espanta com a pergunta repentina e direta, já que nunca havia conversado com a loira, mas responde:
— Já faz um ano mais ou menos.
— Confesso que fico com inveja de vocês.
— Por que?
— Aquele dia que a Erza entrou na sorveteria e roubou uma colherada do meu sorvete, já faz um tempo, vocês estavam de mãos dadas.
— E por que a inveja?
— Eu gostaria que as coisas comigo e o Natsu fossem mais simples.
— Você fala do Miai? A Erza me disse.
— Sim. Eu estou prometida a outro. Apesar dele ser meu amigo de infância, não gostaria de ser obrigada a me casar . Queria poder andar com o Natsu de mãos dadas sem medo de sermos descobertos.
— Voces estão juntos mesmo com esse compromisso? É perigoso...
— Eu também acho. Por isso sinto inveja dessa liberdade que vocês tem. Assim como a Levy e o Gajeel.
— Levy!- Jellal diz em voz alta, autoritário e se levanta, olhando para a garota que estava de mãos dadas com o moreno.
— O que foi Jellal?
— Voces...estão namorando?- a ação repentina do garoto assustou Lucy que não entendeu o que estava acontecendo.
— Sim, algum problema?
— Voce não pediu permissão a nossos pais.
— Eu não preciso de permissão.
— Precisa sim mocinha. Eu vou contar a eles.
— Não se intrometa na nossa vida, Jellal.- Levy e Gajeel se levantam e a baixinha puxa o moreno para longe.
— Levy, espera.- Lucy tentava acalmar os dois, mas o casal já havia se distanciado.
— Não acredito que ela está namorando escondido. Aquele cara...- Jellal resmungava baixinho, mas Lucy se levantou, chamando sua atenção.
— Jellal, o que foi isso? Eu não entendi bem o que aconteceu.
— Ah Lucy desculpa. Nossa primeira conversa de verdade e eu acabo explodindo dessa forma. Não queria te assustar.
— Voce disse nossos pais...
— Levy e eu somos irmãos. Na verdade, minha mãe morreu quando eu era novo e meu pai se casou de novo. Eles tiveram a Levy e a Wendy. Minhas meio irmãs.
— Ela nunca me disse nada.
— É complicado. Mas é isso.
Os dois permaneceram em silencio mais um tempo até Juvia e Gray chegarem com Natsu e Erza. Jellal mudou seu semblante no mesmo instante em que viu os cabelos ruivos da garota se aproximar. Erza o cumprimentou com um beijo na bochecha, o que surpreendeu a todos com essa demonstração pública de carinho e sorrindo, comentou:
— Espero que estejam preparados para o melhor Tsukimi de suas vidas! Cadê Levy e Gajeel?
— Depois de conto.- Jellal falou baixinho, mas todos ouviram.
— Bem, ela deve imaginar onde estaremos. Me sigam senhoras e senhores.
O pequeno grupo deu a volta no ginásio e entrou por uma porta lateral no edifício onde estudavam. Subiram várias escadas e ao chegarem no último andar, estavam diante da porta do terraço, onde só os funcionários tinham acesso.
— Ótimo. Uma escada sem saída. – Gray reclama.
— Não pra quem tem isso.- Erza tirou do bolso uma chave, abrindo a porta e dando passagem para um local proibido aos alunos.
— Uau! Não imaginava que tinha esse lugar na escola.- Lucy diz.
— Só pra quem e VIP!- Erza fala se gabando.
— Seremos expulsos.- Jellal comenta.
— Se descobrirem. Isso é muito maneiro. – Natsu é o primeiro a sair correndo, explorando o lugar.
— Vou deixar a porta destrancada para a Levy.- Erza fecha a porta e guarda a chave, que roubou da diretoria com muito esforço. A turma explorava o grande terraço e forraram os lençóis no chão se preparando para admirarem a grande lua de outubro.
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A lua brilhava intensamente e parecia maior que os outros Tsukimis que Natsu havia visto. Ele estava feliz por poder dividir aquele momento com seus amigos e principalmente com Lucy. Mesmo brigando um pouco acabou deixando seus colegas comerem a comida que a loira havia preparado.
Pouco tempo depois de se organizarem e sentarem no chão, Levy e Gajeel chegam e se sentam longe de Erza e Jellal, evitando os dois.
— Levy, por que nunca me disse que Jellal era seu irmão? – Perguntou Lucy baixinho.
— Não achei que fosse importante.
— E vocês tem mais uma irmã como ela é?
— A Wendy. Ela é tão fofa. Você vai adorar conhecê-la. Ela tem uma gatinha e vive grudada com ela chama Charl.
— Mas seus pais eles aceitariam seu namoro com Gajeel?-Lucy observou que Levy parou de comer, e olhava pra o moreno, disputando queda de braço com Gray.
— Acho que o estilo dele pode assustar, e o jeito dele também. Gajeel não gosta de demonstrar “fraqueza”- a azulada ressaltou a ultima palavra com um gesto, fazendo aspas. – Ele acha que ser gentil e educado é fraqueza. Por isso vive com a cara fechada. Mas acho que a amizade dele com Natsu e Gray o mudou um pouco.
— E verdade. Eles são como inimigos que disputam forças, mas amigos de certa forma.- Lucy observava Natsu, torcendo para Gray perder e poder competir com Gajeel.
O grupo conversou um pouco e rio, aproximando seus laços de amizade. Erza nunca havia conversado com Juvia e a azulada se tornou uma ótima amiga depois que ela viu o bolo de morangos que a tímida garota trouxe.
— Acho que está na hora de irmos. Preciso colocar a chave na sala da secretaria antes que eles fechem a escola. – Erza disse, guardando algumas coisas.
— Bem vamos então. – Levy comentou saindo sem ajudar a arrumar a bagunça que fizeram.
— Volte aqui baixinha. – Gritou Jellal, tentando pegar os dois para ajudar na limpeza.
Juvia rapidamente arrumou tudo com Lucy e Gray. Enquanto Natsu e Erza colocaram a sujeira e os descartados no lixo. o garoto disse algo no ouvido da ruiva e ela assentiu. Lucy não entendeu o gesto mas continuou arrumando as coisas.
Assim que estavam saindo, Natsu segurou o ombro de Lucy, pedindo pra que esperasse.
— Esperar? Precisamos ir logo.
— Lucy, são só alguns minutos.
— Está bem. – o rodado então pegou a cesta que estava nas mãos de Lucy e a colocou no chão. Se virou para a loira e suspirou profundamente. A garota não entendia bem o que estava acontecendo.
— Lucy, sei que eu sou tonto, brincalhão, não levo as coisas sérias a sério e não entendo algumas coisas. Mas quero que saiba que não vou te perder pro almofadinha do Sting. Você é a única garota que gostei de verdade.
— Natsu... o Miai ... você sabe que um dia teremos que ...
— Não quero ouvir isso. Não quero me separar de você. Eu te amo Lucy.
Natsu puxou a loira pra si, abraçando-a forte e Lucy pôde ouvir os batimentos acelerados do coração de Natsu. Ela sentiu que ele a abraçava com medo de perdê-la. Ela também sentia seu próprio coração batendo forte. Sentindo seu cheiro e seu calor, a garota levantou seus braços e enlaçou a cintura do rapaz.
— Prometo pelo brilho desse Tsukimi, que eu sempre te amarei Natsu Dragneel.
— Eu prometo não deixá-la nunca, Lucy Hathfilia. -Se separando levemente, os lábios de Natsu se encontram com os de Lucy, ela na ponta dos pés.
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