Quando as Pétalas Caem...
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Lucy estava muito contente. Seu pai havia permitido que ela viajasse para a casa que tinham na Ilha Caracol, uma cidade litorânea onde Lucy viveu durante muitos anos.
— Finalmente vou poder aproveitar as férias Virgo.
— Sim, senhorita. Virgo fica feliz por você.
— E ele disse que posso levar alguns amigos. Estou super animada. Já não preciso tomar remédios e meu ombro está ótimo. Vou convidar algumas pessoas. Avise Capri que vamos sair em 15 minutos.
— Está bem senhorita.
A empregada desceu as escadas e comunicou o mordomo de que Lucy iria sair. Quando a loira estava entrando no carro, viu um montinho de cabelos rosados detrás de um arboredo no jardim. Aquele dia estava ficando cada vez melhor, pensou.
— O que está fazendo?
— Tenho que tirar essas ervas daninhas antes que comecem a crescer mais.
— Hum. E por que não pode simplesmente cortá-las com a tesoura?
— Elas voltarão a crescer.- Natsu não havia percebido que era Lucy quem perguntava de tão concentrado em sua tarefa.
— Entendo. – a loira observada o garoto arrancando de uma em uma as ervas daninhas que haviam no jardim. Rindo baixinho, ela continuou:- E como andam as férias?
— Bem, não posso reclamar.
— Vai viajar pra algum lugar?
— Ainda não sei. – Natsu percebeu que ele deveria estar escutando uma voz diferente, de Virgo ou senhor Capri. Quando ele se virou, viu um vestido branco longo e dentro uma garota loira de chapéu sorrindo para ele.
— O que está fazendo aqui?
— Ora, eu moro aqui. Bobo.
— Eh que...bem, nunca te vejo no jardim.- O garoto disse, se levantando e se limpando.
— Estava com saudades.- Lucy não hesitou e pulou nos braços de Natsu, o abraçando forte. Ela sentiu o cheio de seu suor, misturado com o cheiro da terra e das flores que haviam perto. O rosado não sabia se podia abraçá-la, estava com muita saudade daquele cheiro e aquele calor, mas se conteve.
— Me desculpe... – Lucy se afastou do garoto, quando percebeu que ele não havia abraçado ela de volta. – Porque não vai viajar?
— Acho que não dá. Tenho que trabalhar aqui sabe. – Natsu ficou sem jeito de dizer que não tinha dinheiro pra viajar nessas férias.
— Bem, então te convido a ir comigo e mais alguns amigos para a ilha Caracol, onde tenho uma casa lá.
— Não posso aceitar.
— Vamos, vai ser divertido!
— Ele disse que não pode, Lucy! Melhor não insistir.
Ambos olharam na direção da voz, onde havia um garoto de cabelos loiros e aparência esnobe. Ele andou na direção dos dois, tirando seus óculos escuros e com as mãos nos bolsos de sua calça, se aproximou muito de Lucy, colocando uma mão em sua cintura, e a puxando para perto de si.
— Sting!- Lucy e Natsu disseram, mas cada um com um tom de voz diferente.
Lucy o abraçou e beijou sua face, causando mais fúria nos olhos do rosado.
— O que faz aqui?
— Pelo visto o jardineiro tem muita intimidade com a senhorita da casa. Tenha mais modos, empregado.
— Ele é meu amigo, Sting.
— Serio? Acho que está se tornando uma mocinha muito rebelde. Seu pai nunca aprovaria isso.
— Já posso escolher meus amigos, obrigada! – a garota se afastou um pouco, cruzando os braços.
— Mas nunca vai deixar de ser minha amiga certo?- Sting fez carinha de cachorro perdido e Lucy cedeu a seus encantos, sorrindo. Natsu ainda não estava entendendo como eles dois se conheciam, e pior, eram muito amigos.
— Voce não muda nunca. Veio conversar algo com meu pai?
— Sim, preciso de umas informações da empresa.
— Está bem, preciso sair.
— Assim?- Sting disse, enojado. Lucy se viu e percebeu que estava suja de terra, quando abraçou Natsu
—Vou me trocar, fique a vontade Sting. – e a loira saiu do jardim, entrando em casa.
— Então o Milk Shake de morango trabalha como jardineiro da minha doce Lucy. Interessante.
— E vocês, como se conhecem? Não é possível que uma garota tão legal como a Lucy seja amiga de um metido como você.
— Nossas famílias se conhecem há muito tempo. Na verdade eu descobri que somos primos distantes. Mas isso não é da sua conta, jardineiro.
— Não ... é.. eu...
— O que foi? Perdeu a voz de novo foi? Igualzinho. Voce não mudou nada, Milk shake.
— Eu não sou como era criança!
— Bah, não agüento esse sol, sabe, minha pele é muito delicada. Acho melhor entrar e tomar um delicioso chá gelado. Com licença. Se divirta com suas ervas daninhas.
Natsu cerrou os dentes e fechou o pulso, se mordendo de vontade de brigar com o recém chegado.
----------------------------------------------
— Caracol? Ilha Caracol Sério?
— Sim, tenho um amigo lá que tem uma tenda. Vocês vão trabalhar durante o dia e aproveitar a cidade.
— Vovô obrigada!- Lisanna abraçava o senhor Makarov, feliz por conseguir seu primeiro emprego de verdade. Natsu por outro lado, estava sério. Não esquecera o encontro com Sting Eucliffe, seu maior inimigo desde crianças.
— Vamos poder aproveitar as férias finalmente. Não está feliz Natsu?- Mirajane perguntou.
— Sim estou. Vovô, posso levar o Happy?
— Acho melhor não. Sabe que ele odeia água.
— Esta bem, mas sempre brinque com ele, sabe que o Happy e muito mimado.
— Avisem seus amigos que temos mais 2 vagas, então serão 5 que vão trabalhar. Mirajane, voce, Lisanna e mais duas pessoas.- Makarov comentou antes deles sairem para o treino do Natsu e da Mirajane.
— Ok vou falar com o Gray.
Assim que terminaram os treinos, Mirajane continuou na escola, para organizar uns documentos do grêmio então Natsu foi embora com Lisana, Gray, Juvia e Gajeel, que estranhamente estava calmo e não brigava tanto com todos.
— Estou tão empolgada com essas férias, o que vocês vão fazer? – Lisanna comenta.
— Eu ainda não sei. E vocês?
-Temos um trabalho na Ilha Caracol. – Natsu disse, sem se importar muito.
— O que?!- Todos ficaram surpresos. A ilha era considerada um refúgio dos milionários.- Arruma um trabalho pra gente também.- Os rapazes disseram.
— Ah eh, temos duas vagas. – Lembrou-se Lisanna do recado do Makarov.
— Eu quero! — Disseram Gray e Gajeel juntos.
— Fechado!- Natsu continuou andando sem se importar muito.
— Gray-sama vai ficar longe de Juvia. Juvia também quer trabalho.- Disse a azulada, triste.
— Sinto muito, só tinhamos mais 2 vagas. – a albina disse, lamentando.
— Galera esqueci que preciso passar nessa loja aqui, Natsu, vem comigo. – Gray arrastou o rosado rapidamente, pra dentro da loja, sem tempo nem do garoto protestar.
— Que foi? Não quero entrar em loja nenhuma.
— Sei que aconteceu algo, você no estar contente de trabalhar na ilha mais famosa do mundo!
— Sting! Ele estava na casa da Lucy nesse ultimo fim de semana.
— Humm...
— Eles são muito amigos.
— Aham...
— E você sabe o quanto eu odeio aquele cara.
—Tá e ai?
— Ele não presta, e a Lucy é amiga dele.
— Sei...
— Estou furioso com isso.
— Voce já pensou que pode estar só com ciúmes da Lucy ter outro amigo?
— Claro que não! Sabe que o Sting não vale o chão que ele pisa.
— Sei, sei! — Gray revirou os olhos, e saíram da loja.- Vamos, deixa essa história pra lá.
Natsu voltou pra casa com Lisanna e ficou pensando se era ciúmes ou o que mais ele estava sentindo. Quando lembrava do Sting colocando a mão na cintura de Lucy, e a garota o abraçando sentia um ódio muito grande. Não entendia porquê Lucy era amiga dele. Ela era a garota mais incrível que ele já havia conhecido e não suportava a idéia de Sting, o cara que ele mais odiava, conhecer Lucy mais que ele. Natsu demorou muito a dormir naquela noite.
Fale com o autor