Notas iniciais
Depois de muitos pedidos dos fãs estamos de volta com mais um capítulo dessa saga. Esse capítulo é narrado pelo His.

É bom finalmente poder voltar nesse país depois de tanto tempo afastado com medo. Pensei que nunca mais iria conseguir voltar aqui depois daquele dia. Mas já fazem quatro anos e acho que é hora de seguir em frente.

Não posso dizer que levo uma vida ruim. Virei alguém muito importante no mundo, principalmente em Hollywood. Dezenas de celebridades me procuram, geralmente atrás de previsões. Ganho milhões quase que diariamente. Semana passada, por exemplo, uma atriz daquela série musical de viado que passava na Fox me procurou querendo saber do futuro da carreira dela. Acho que o nome dela era Lea Monchele, Minchelle ou algo assim. Respondi que ela deveria tentar menos pois não iria muito longe e nem precisei usar minha magia pra perceber isso. Essa garota é incrivelmente irritante. Essa nem a mãe aguenta.

Viajo muito ao redor do mundo e por isso não tenho uma casa pra morar. Tenho 50 em cada país exceto no Brasil. E não tive muitos namorados, talvez uns 125 ano passado mas eu não lembro exatamente. Não é algo que eu me importe.

Vim ao Brasil a pedido de uma antiga amiga, Perina Piposa, que hoje é presidente do país. Cheguei no aeroporto às 2 da manhã e resolvi ir num bar que ficava ali por perto quando vi entrar pela porta um cara que tinha mais ou menos 1,76 de altura, ele usava calças bem apertadas e uma blusa branca estampada com várias fotos de uma mulher loira. Ele sentou do meu lado, começou a puxar papo e me pagou uma tequila. Ao passar dos minutos comecei a ter a leve sensação que já conhecia esse menino de algum lugar e de repente me toquei. Ai meu deus, é ele! Mas como é possível que ele tenha me esquecido em apenas 4 anos? eu nem mudei tanto assim.

Depois de quase uma hora de conversa fomos interrompidos por um cara me puxando pelo braço

– Você tá dando em cima do meu namorado? disse o homem enfurecido. Pera... eu te conheço... ai meu Deus... Hisrain?

Eu fiquei muito confuso, não fazia ideia de quem era aquele cara que estava apertando meu braço e a quantidade de álcool no meu sangue não ajudou na identificação.

– His, sou eu, Gabriel. E esse cara que tá sentado com você é o meu namorado!

Notas finais
BABADO MANAS