Notas iniciais
Olá gente! Espero que estejam gostando do desenrolar da história, não tenho certeza ainda, mas creio que em mais dois capítulos chegaremos ao fim da Fic. Agradeço muito pelos comentários e espero que gostem dos acontecimentos deste capítulo!!!

— Hanna... – Tenta argumentar Doug

— Doug não venha me repreender porque você quase mata meu ex depois que descobri que ele me traía.

— Hanna a única coisa que posso fazer é te pedir desculpas, eu sinceramente não tinha a mínima intenção de que tudo chegasse a esse ponto. – Diz Sara cabisbaixa.

— É, mas chegou e agora eu tenho que encontrar uma forma de transportar ele de volta pra casa dos nossos pais pra se recuperar e ainda tenho que pensar em como vou lidar com eles... Com licença, estou sufocada aqui dentro. – Sai visivelmente irritada com tudo aquilo.

— Não a julgue mal Sara, ela é minha irmã e por isso surtou assim!

— Ela tem razão! Eu acabei por brincar com seus sentimentos e te joguei na mira do Basderick.

— Sara, nada disso é culpa sua, não meus sentimentos e nem muito menos as loucuras do Basderick.

— Bem, eu vim pra te dar uma boa noticia, ele foi preso. Armamos uma emboscada e ele confessou o crime.

— Isso é bom de se ouvir, mas me parece que você não está tão feliz. O que aconteceu.

— Nada Doug, você precisa descansar.

— Não queria concordar com você, mas realmente tenho. Amanhã iremos pra casa e serei transportado em um helicóptero ambulância até em casa, ainda não posso andar.

— Já?

— Hanna só não me levou hoje porque ela mesma não pode viajar. – Sorri.

— Seja grato por ter alguém que se preocupa assim com você Doug.

— Bem, acho que você tem que dizer o mesmo a si própria! – Aponta pra fora da sala e quando Sara se virou vê Grissom na recepção falando com Carlos. Ao se voltar para Doug tinha um sorriso envergonhado no rosto. – Vai lá!

Sara se aproximou dele e lhe deu um beijo no rosto. – Amanhã venho antes de você ir embora. – Se virou e foi ao encontro dos dois homens.

Chegando próximo Carlos a avistou e lhe lançou um sorriso receptivo.

— Sara! – Se aproximou e lhe deu um abraço. – Fiquei sabendo que seus problemas já foram resolvidos, fico feliz em saber que tudo acabou bem. – Carlos não deu muita oportunidade para que Sara falasse nada ou para Grissom. – Estávamos agora mesmo falando disso e também do fato de que a irmã de Doug providenciou o transporte dele para a casa dos pais amanhã.

— Acabei de ficar sabendo o mesmo por ele. Virei amanhã antes que eles dois irem.

Por alguns instantes um silencio constrangedor se instala então Carlos resolve falar.

— Bem! Sara parece muito cansada, porque não a leva a cafeteria Grissom, tenho que ver alguns pacientes. Bom ti ver Gil! – Cumprimenta Grissom com um aperto de mão e sai.

— Então? Quer ir até a cafeteria comigo? – Pergunta ele ainda receoso.

— Sim, Claro!

Minutos depois estão ambos sentados em uma mesa com enormes copos de café a frente sem trocar uma palavra.

— Então? Como foi lá? – Pergunta Grissom.

— Eu tenho uma pergunta melhor. Você foi atrás do Basderick? Ameaçou ele?

— Como ficou sabendo disso?

— Faz parte da confissão dele, ele fez questão de detalhar tudo.

— Eu não estava raciocinando direito Sara. Eu passei um mês inteiro tentando me convencer que tinha tomado a atitude certa com relação a nós e de repente me cai a ficha que eu fui um idiota. O pior de tudo é que não conseguia falar com você e já tinha começado a me convencer que você tinha encontrado alguém, quando menos espero David me liga me contando tudo isso. – Respira fundo depois de praticamente vomitar tudo aquilo. – Eu cheguei aqui tentando com toda força que eu tenho não matar esse cara Sara.

A essa altura Grissom já estava extremamente alterado, Sara toca na mão dele e diz.

— Obrigada por se preocupar Gil. – E lhe lança um sorriso tímido.

— Desculpe pelo meu temperamento, as vezes queria ser mais como você que expõe as emoções na hora e assim não explode com tudo de uma vez como eu.

— Acredite que você não iria gostar de ser como eu! Eu não consigo controlar minhas emoções na maior parte do tempo. Isso faz com que tudo se torne mais complicado e doloroso.

— Sara, eu queria te pedir perdão por toda essa confusão que te causei e te pedir algo que não sei ao certo se devo, mas simplesmente não aguento mais. – Depois de uma longa lufada de ar que ele soltou. – Volta pra mim? Eu sei que quem te afastou fui eu, mas eu realmente me arrependo de um dia ter tido essa ideia estupida.

Sara ficou por alguns minutos com os olhos fixos na mesa em que estavam sem saber o que fazer, até que criou coragem e disse.

— Gil, tudo ficou tão embaralhado na minha cabeça que eu sinceramente nem sei o que te dizer.

— Eu vou entender se você achar melhor que não continuemos juntos.

— Não! – Disse mais alto do que o esperado e logo tentou se recompor. – A questão não é essa Gil, eu nunca deixei de te amar se essa a sua dúvida, porém com toda essa bagunça eu quase causei a morte de um amigo que ainda vem suprindo sentimentos por mim que não posso corresponder por sua causa e além de tudo ainda vem me aconselhando a me reconciliar com você.

— Doug fez isso?

— É Gil, ele fez. Não sei se o que ele sente por mim é somente paixão passageira, mas a questão é que eu estava tão ferida que deixei que ele alimentasse esse sentimento por mim, dei a ele esperança que poderia correspondê-lo. Acho que meu desespero pra me livrar da dor de te perder foi tão grande que fui egoísta de mais e só pensei em mim mesma. – A essa altura Sara já derramava algumas lagrimas que Grissom logo enxugou.

— O que você decidir fazer tem meu apoio, independente do que seja.

— Acho melhor irmos pra casa.

— Te levo em casa, mas hoje vou dormir em um hotel que Carlos me recomendou.

Sara balança a cabeça positivamente e eles seguem para o carro. Ao chegarem em casa Sara pergunta.

— Tem certeza de que prefere ficar em um hotel? Como eu já ti disse essa casa ainda é sua também, pode ficar aqui o quanto quiser.

— Talvez não seja bom para esclarecer suas dúvidas Sara.

— Minha única dúvida é se arriscando voltar contigo vou arriscar novamente me magoar ou não. Quanto a Doug, bem, o estrago já foi feito a muito tempo, agora o máximo que posso fazer é tentar recuperar a amizade dele, não posso enganá-lo mais.

— Achei que tivesse segundos pensamentos quanto a ele.

— Como te disse na cafeteria, eu fui movida pela dor, coisa que nunca dá certo, especialmente pra mim.

— Isso quer dizer que ainda temos uma chance de permanecermos juntos?

— Isso quer dizer que agora o que tinha de dor foi substituído por... Nem sei o que!

— Como assim?

— Eu me sinto aliviada que Doug está vivo, que vai voltar pra cidade dele e que a irmã dele cuida bem dele, me sinto aliviada que Basderick tenha recebido o que mereceu estando preso, me sinto aliviada que não tenha sido mais implicada em toda essa historia, mas acima de tudo me sinto mais segura com você aqui.

Grissom estava sempre se mantendo na retaguarda com medo de ser rejeitado, ou com medo de que ela se sentisse sufocada com suas tentativas de voltar, mas agora via que talvez essa fosse a oportunidade de que eles pudessem reatar definitivamente.

— Sara, eu não vou mais pedir desculpas. Acredito que já te disse o que precisava ser dito, portanto eu vou te perguntar mais uma vez e gostaria muito que dessa vez você me respondesse segura do que quer e não com medo.

— Sim!

— Eu ia perguntar se não quer sair do meu carro pra que eu possa ir embora. – Diz ironicamente arrancando dela um sorriso. – Fazia tempo que não ti via sorrir, Sara eu não sou nada amor! Eu sou só um velho confuso que nunca sabe ao certo o que é melhor e o que é pior, quando se trata de nos dois. Mesmo assim se ainda me quer a seu lado a única coisa que posso te prometer é tentar mudar de emprego pra que assim fiquemos mais tempo juntos.

— Deixar as pesquisas arqueológicas? Não faria você tomar uma atitude dessa, depois de entomologista sei que o que mais queria ser é arqueólogo e sei o quanto essa experiência significa pra você.

— Acertou em cheio, é uma experiência. Estou cansado de experimentar coisas diferente, prefiro experimentar coisas que já conheço o sabor e o aprecio. – Diz de forma quase sussurrada olhando firmemente para os lábios de Sara, ao terminar de falar se afasta o cabelo de Sara pra traz da orelha e puxa seu rosto pra mais próximo do seu. Sara fecha os olhos apreciando o momento e Grissom ao ver sua aceitação a beija como queria ter feito no dia em que chegou ali. Um beijo cheio de saudade, cheio de vontade e acima disso cheio de paixão. Paixão essa que estava tão urgente que quando se deram conta estavam acalorados dentro do carro fechado. Ao pararem Sara olha em seus olhos e lhe dá mais um selinho.

— Você não vai pra hotel, você vai ficar aqui!

Sai do carro e segue pra porta de casa o deixando sem fôlego no volante do carro.

— É, realmente não posso ir para um hotel, pelo menos não assim. – Diz sozinho dentro do carro notando seu estado de excitação devido a um simples beijo. É despertado pelo celular vibrando no bolso, no visor o nome de Sara. Ele olha pra porta da casa e nota ela do lado de dentro com o celular em uma mão de costas pra ele a outra mão lutando contra os botões de uma camisa social.

Notas finais
Terrível na parte de sexo como eu sou, não criem muitas expectativas de ler hot no próximo capítulo rsrs. Mesmo assim o que acharam do fim?