Notas iniciais
Sara estava casada a uns três anos com Grissom, depois de um namoro as escondidas ela foi vitima de uma serial killer e quase vai a morte, por fim o pior não veio a acontecer, porém Sara ficou terrivelmente perturbada com toda a situação pela qual passara o que a fez decidir ir embora de Vegas na vã tentativa de que poderia assim viver melhor. Inicialmente seu relacionamento com Grissom permaneceu mesmo a distância, porém com a morte de Warrick ambos ficaram abalados e durante uma conversa sobre um dos casos antigos de Sara ela ouviu de Grissom palavras que lhe deram a entender que ela o estava sufocando. Mesmo em grande dor ela tomou a decisão de deixar para ele o caminho livre, conseguiu uma vaga em uma equipe de pesquisas biológicas que incluía um curto cruzeiro para analise marinha e uma estadia em locais mais selvagens, com esse novo compromisso ela poderia ocupar sua mente e não mais pensar em Grissom.
Decidiu enviar um vídeo por e-mail terminando o que ainda restava e imaginando que nunca mais veria Grissom, porém em um dia que ficou sozinha em pesquisa de campo ele apareceu lhe surpreendendo pedindo que eles novamente formassem um casal. Um mês depois estavam casados e morando em França devido ao novo emprego de palestrante que Grissom conseguiu lá.
Um ano depois Sara recebe uma ligação de Eckli, pedindo algum conhecido com experiência que um dos dois tivesse para substituir uma perita que se demitiu, depois de uma longa conversa com Grissom, ela decidiu que voltaria a morar em Vegas e ele iria finalmente aceitar a proposta que o centro de arqueologia governamental havia lhe ofertado. Dessa forma eles combinaram que pelo menos uma vez por mês Grissom iria até Vegas, ou Sara iria até ele para que pudessem passar uma semana juntos.
Por dois anos isso tudo funcionou as mil maravilhas, porém a alguns dias Sara não conseguia falar com ele fosse por telefone, Skipe ou qualquer outro meio de comunicação. Na ultima vez que se falaram ele havia lhe alertado que estaria em uma região montanhosa por pelo menos um mês e isso complicaria sua comunicação com o mundo, porém lhe prometera mandar pelo menos um e-mail ou algo do tipo diariamente para que eles não perdessem total contato.
Sara estava a uma semana sem conseguir manter contato com Grissom e isso a estava deixando cada vez mais frustrada e depressiva, todos os dias deixava mensagens de voz pra ele dizendo que sentia sua falta e que o amava, mas até agora não recebera uma só resposta.
...
Era um dia comum de trabalho e eles estavam em um turno tranquilo, então ela resolve pela terceira vez naquele dia ligar para Grissom, a saudade já lhe corroía.
—Ei, aqui é Grissom, infelizmente não posso atender o telefone agora, deixe uma mensagem que assim que possível lhe retornarei.
Sara bufou ao ouvir por mais de uma dezena de vezes aquela mensagem.
— Ei Gil, eu só queria ouvir sua voz, a noite está bem tranquila por aqui hoje. Sinto sua falta, faz tempo que não nos vemos. Eu te amo!
Desliga e em seguida recebe um SMS de Russel convocando uma reunião na sala de descanso. Ao chegar da de cara com um rosto muito familiar, senta encarando aquele sujeito que lhe dirigia um leve sorriso. Doug havia sido um ótimo companheiro em San Francisco, o que fazia cerca de dez anos, porém ela se sentia feliz em revê-lo, sempre fora um grande amigo apesar de a uns cinco anos ou mais ter perdido total contato.
Russul esclareceu a situação que se tratava de uma queda de avião.
— Foi levantada a suspeita que essa queda foi criminal e não acidental e Doug Willson, nosso amigo aqui veio a nós para nos pedir ajuda nesta investigação. – Russel para por um instante para receber algumas perguntas e dividir as tarefas para Greg, Morgan e Nick.
— Vocês dois já trabalharam juntos antes não é mesmo? – pergunta se dirigindo a Sara.
— Sim, em um caso de um serial killer em São Francisco. Então Doug? A caixa preta já foi recuperada?
— Estava indo agora mesmo até a sena para procura-la e poderia com certeza usar alguma ajuda. – Diz abrindo pra ela um sorriso caloroso. Fin percebendo o que se passava rapidamente arruma algo pra fazer, sobrando assim Sara para acompanha-lo.
— Vamos então?
— Claro! Só preciso pegar algumas coisas em meu armário.
— Ok!
Sara sai e segue para o armário.
Já com seu colete vestido e se munindo do necessário Doug aparece na porta da pequena Sala.
— Então? Como nos velhos tempos em?
— Tempos muito velhos eu diria.
— Fiquei sabendo que casou com seu supervisor não é isso? Grissom?
— Gil, Sim! E eu fiquei sabendo que você casou com a garota do Yoga.
— É... Na verdade já acabou a alguns meses. Então está pronta?
— Sim e esses não são mais os velhos tempos Doug!
Ele sorriu envergonhado pela repreensão, resolveram seguir para a sena do crime.
...
Horas mais tarde eles estão em uma discussão sobre a inconsistência de acidentes assim como de sabotagem, já que não encontraram sinais reais para provar nem uma das teses.
— E esse ferimento na cabeça do piloto? Já conseguimos provar que ele não estava em sua cadeira quando o acidente ocorreu. Olhe essa porta?
— O padrão coincide.
— Sabe que uma mínima brecha nessa porta pode causar com que ela seja arrancada devido a diferença de pressão dentro e fora do avião e pode causar com que o piloto tenha sido sugado pela porta aberta e assim batido a cabeça no avião. É possível, eu digo por física!
— Você e sua física!
— Eu já consegui provar muitas teorias através da física e vou te provar que estou certa refazendo o acidente.
— E eu faço o que?
— Você vai me construir um avião! – Recebeu um sorriso satisfeito de seu amigo.
A muito Sara não se sentia tão divertida como estava agora, não sabia se era a carência momentânea devido a distância imposta por Grissom, ou se era apenas por se tratar de um velho amigo.
Avião construído eles iniciam sua análise visual das partes reais do avião que Doug utilizou para refazer parte do avião.
— Morgan achou uma arma nos destroços, então sabemos que é possível que o avião tenha sido sequestrado.
— Mas um disparo não seria suficiente para arrancar a porta do avião.
Nesse instante Sara para um pouco e começa.
— O piloto deixa o automático ativo e levanta por alguma razão que ainda não descobrimos, então um possível sequestrador levanta com arma na mão para render a todos, nesse momento eles entram em um corpo-a-corpo.
— Ok! Lutam um pouco. – Nesse instante sara imitava uma arma com a mão direita e para demonstrar a luta Doug envolve sua cintura com o braço direito e agarra sua “arma” com a mão esquerda. Sara fica um pouco surpresa com o abraço inesperado, mas não pode deixar de sorrir e se sentir bem por ainda atrair alguém mesmo sem intenção.
— Então o sequestrador empurra o piloto na direção da porta. – Diz ainda com um sorriso e fazendo certa força para separar o abraço de Doug.
— Nesse momento mesmo que ele se chocasse na porta ainda não seria suficiente para que ela abrisse! – Chega Greg os surpreendendo com uma observação.
— A menos que a porta tenha sido alterada, vejam essas marcas de ferramenta.
Ambos se dirigiram ao local apontado por Greg.
— As marcas foram feitas pelo lado de fora. – Diz Sara.
— Isso significa que o avião decolou com a porta já alterada! – Conclui Doug.
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