Quando a Neve Cai
1 Não se trata de anjos - Prólogo
Notas iniciais
Hola muchachos!!
Eu sei que a sinopse não é muito explicativa e bem clichê, mas ei! Se você chegou até aqui já é um começo!
Pois bem: esse primeiro capítulo (uma introduçãozinha basics) é um teste; se houver boa repercussão eu vou continuar postando, porque eu sei que se eu não impor uma rotina a mim mesma essa história não vai ficar pronta nunca, e eu vou ficar triste.
Caso dê tudo certo, só quero deixar claro que eu não tenho muito tempo pra produzir, então talvez os períodos entre um post e outro sejam beem longos. Não quero criar expectativas e decepciona-los.
Espero que gostem .
Eu sei que a sinopse não é muito explicativa e bem clichê, mas ei! Se você chegou até aqui já é um começo!
Pois bem: esse primeiro capítulo (uma introduçãozinha basics) é um teste; se houver boa repercussão eu vou continuar postando, porque eu sei que se eu não impor uma rotina a mim mesma essa história não vai ficar pronta nunca, e eu vou ficar triste.
Caso dê tudo certo, só quero deixar claro que eu não tenho muito tempo pra produzir, então talvez os períodos entre um post e outro sejam beem longos. Não quero criar expectativas e decepciona-los.
Espero que gostem .
A mente humana é, indubitavelmente, a coisa mais assustadora de todas.
Especialmente aquelas que se atribuem a pequenos contentores fracos, obscuros, empoeirados numa prateleira onde há centenas e centenas de outros recipientes, esquecidos numa estante com milhares de outros recipientes similares, num quartinho cheio de estantes repletas de outros iguais recipientes. Entretanto, como se trata de um quarto com centenas de estantes, com milhares e mais milhares de frascos parecidos, sem singularidades, esquecidos e empoeirados, há de haver aqueles que se destacam. Grandes frascos lustrosos, que cintilam com sua essência dourada, apenas esperando para que possam se destacar entre os outros.Claro, como falamos de um quarto tão cheio de recipientes que não lhe cabem mais nas prateleiras, existem pequenas criaturas, rastejando entre a poeira e as teias, escondendo-se nos cantos mais escuros e profundos. Esgueirando-se para os frascos — que, por um motivo icônico, não se dão conta de sua existência — e desejando os conteúdos lustrosos em seu interior. Mas sempre buscando, nos lugares mais profundos deste quarto, aqueles recipientes pequenos, com seus conteúdos negros como piche, tão apertados dentro do minúsculo frasco, esquecidos, que se tornam uma presa fácil de ser quebrada.E, como em qualquer outro quarto cheio, com pequenas criaturas que anseiam pela essência dos jarros, é atribuído a certos outros seres o dever de guardar esse quarto. Entes grandes, puros e etéreos, que zelam por cada container como por suas próprias vidas, caçando entre as prateleiras as outras pequenas criaturas que ameaçam tomar para si cada essência que ali reside. Contudo, por algum motivo, como há um motivo para tudo nesse vasto mundo fora do quarto, e como há um motivo para as pequenas criaturas terem uma preferência pelos frascos escuros e esquecidos, esses novos seres a que lhes foram introduzidos tendem a, inconscientemente ou não, terem uma certa preferência por aqueles contentores grandes, que comportam confortavelmente os fluidos dourados, dançando serenos à pouca luz do quarto.Como foi dito no começo, a mente humana é algo assustador. Algo terrível quando se leva em conta as condições em que se encontra. Mesmo quando não esquecida, abandonada, apodrecida pelos demônios que as rondam, tornam-se, de certa forma, temíveis em sua essência, corroendo o próprio e alheio corpo, querendo escapar, deixar a carne fraca para quem puder possuí-la. Isso se impõe a todos os humanos. Apenas há aqueles que são mais resistentes, que não sucumbem com tanta facilidade. Aqueles que possuem uma mente ampla que se conforta no corpo, estável. Não, não falo de gênios. Falo das pessoas especiais que, conscientes disso, controlam seus demônios. Alguns ainda, os demônios alheios, mas isso lhes é uma escolha. Uma escolha dada por ninguém mais que os grandes seres etéreos, poderosos sobre os humanos, olhando por eles, protegendo-os, auxiliando aqueles que mais necessitam e, em poucos casos, unindo-se aos humanos de essência brilhante, tirando-os de dentro do quarto.Não, não se trata de anjos. Não a doce alma que foi roubada do mais puro frasco e trazida aos seres magnânimos pra que olhasse por outros com uma chance. E entre esses a quem ela cuida, um humano brilhante, diferente, mas que ainda não sabe de seus demônios.Não, não se trata de anjos. Trata-se da cruel mente humana, e até onde sua devastação tem limites.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor