Quando Te Vi

4 Capítulo 4 - O encontro


Notas iniciais
Oi meninas, em primeiro lugar peço desculpas já que me comprometi em postar todos os domingos. Bom, eu fiquei meio desanimada na verdade, esperava mais receptividade, tem algumas pessoas que eu pensei que iam me dar uma força e até agora nada, enfim, mas depois eu pensei... tenho que postar em primeiro lugar porque acredito que a história é boa e depois não posso deixar quem está acompanhando e comentando na mão. Então aqui está o capitulo espero que gostem.

Capítulo 4 — O encontro

O banho ficaria para depois, passei as mãos nos cabelos tentando dar um jeito, ajeitei minha camiseta e calcei uma sapatilha.

— Jasper?

— Mamãe ta chamando para o jantar... estou vendo que conseguiu arrumar tudo. – Ele deu uma olhada em direção ao meu closed que estava aberto.

— É. Entra.

— Você pretende decorar o quarto?

— Sim, estou esperando que minhas coisas cheguem... escrivaninha, livros, quadros, meu som... essas coisas.

— Legal, se precisar de ajuda é só pedir.

— Peço sim, pode deixar.

Jasper é um bom rapaz, crio que vou me acostumar com ele, é prestativo, alegre, um encanto.

Descemos as escadas conversando descontraídos.

— Que bom que vamos para a mesma universidade, assim podemos nos ver sempre, voltar juntos...

— Com certeza, ter alguém conhecido é sempre bom, e por falar nisso, conheci um rapaz no avião o nome dele e Mike, ele vai fazer agronomia, gostei do jeito dele, nós ficamos de nos encontrar no dia da inscrição dos calouros, vou te apresentar ele.

— Legal. – Jasper pareceu meio incomodado, não foi só impressão minha, com certeza, por que meu primo ia ficar incomodado com isso, besteira minha, claro.

— Ele é bem legal, você vai gostar dele.

— Bella, me desculpa se eu estiver sendo intrometido... você tem namorado?

Na hora que eu ia abrir a boca para responder minha tia Esme veio na nossa direção.

— Minha querida!

Ao lado dela estava um homem muito bonito, eu me lembrava dele Caslisle.

-Bella, lembra do Caslisle?

— Sim. Oi?

— Oi, seja bem vinda. – Caslisle se aproximou e me deu um abraço apertado me pegando de surpresa.

— Obrigada!

— Então vamos jantar, você deve estar faminta. – Minha tia chamou, ela parecia ansiosa.

— Meus primos não vêm?

— Infelizmente não querida, eles foram a uma festa, mas não se preocupe vocês vão se conhecer logo, logo. – Ela parecida incomodada, eu me lembrei do que ela havia falado da tarde, sobre eles não aparecerem.

A comida estava deliciosa, o jantar foi muito agradável, Caslisle é uma ótima pessoa, conversamos muito, rimos e por algumas horas eu relaxei um pouco, me permiti. A noite estava tão agradável que eu nem percebi que já passava das onze da noite.

— Bom, a conversa está muito boa, mas eu estou exausto, o hospital hoje estava um pandemônio, muita gente para atender, se me dão licença, Bella, desculpe, mas eu realmente estou muito cansado, mas não faltaram oportunidades.

— Tudo bem, eu também estou cansada.

— Vai descansar querida. – Tia Esme falou muito simpática.

— Vou sim, mas depois que ajudar a senhora com a cozinha.

— Não precisa meu amor.

— Precisa sim.

— Pode deixar prima, hoje eu ajudo a mamãe.

— Não, eu posso ajudar.

— Hoje não Bella. – Minha tia foi taxativa, fiquei meio sem graça e dei boa noite, quando estava subindo o primeiro degrau Jasper gritou:

— Não se preocupe, não vão faltar oportunidades para você arrumar alguma coisa... ai mãe! Foi só uma brincadeira, não precisava me beliscar.

Dei um sorriso, e continuem subindo as escadas, quando cheguei no quarto olhei para cama onde estava o meu celular e vi que tinha umas trinta chamadas não atendidas e sei lá quantas mensagens de Alice. Disquei o numero dela.

— Bella?

— Oi Alice?

— Onde você estava, está tudo bem?

— Está sim, eu estava jantando, e esqueci de levar o celular.

— Nossa, eu estava com o coração na mão. E ai tudo bem?

— Sim, cheguei bem e já me instalei no meu quarto.

— Me conta, seus primos são gostosos?

— O quê?!!

— Não enrola, como eles são... Ai... ta maluco?

— O que foi Alice? – Não houve resposta só resmungos abafados.- Alice?

— Para Jacob.

— Jacob?

— É, ele me atacou, só por que eu perguntei se seus primos são gostosos, ele está morrendo de ciúmes. Pronto falei. – Escutei um “você me paga.”

— Bella... Bella... tá me ouvindo?

— To.

— Então?

— Só conheci o meu primo mais novo, Jasper, ele é lindo e simpático.

— Quantos anos ele tem.

— Ele é da nossa idade, vai fazer dezoito anos.

— Muito franguinho.

— Alice, você não tem jeito. Eu bocejei. – Eu estou muito cansada, ainda vou tomar banho, amanhã te ligo.

— Vai descansar então.

— Ta... hum... manda um beijo pro Jacob.

— No rosto ou na boca?

— Alice!

— Jacob, Bella ta mandando um beijo pra você... NA BOCA!!!!!!! – Alice berrou tão alto que o meu ouvido doeu.

— Alice!

Depois que desliguei o telefone, percebi como estava cansada, decidi tomar um banho para relaxar, caso contrário eu não conseguiria dormir.

Quando entrei no banheiro fiquei em dúvida se tomava banho de chuveiro ou banheira, pensando bem a segunda opção foi tentadora, relaxar na banheira seria uma boa... coloquei a banheira para encher e fui até o armário para pegar sais de banho, queria muita espuma perfumada.

— Não trouxe sais de banho, droga!

Instintivamente olhei pra o armário do meu primo, um pouquinho de sais... infelizmente o pote estava vazio, o jeito era relaxar sem espuma mesmo. Quando a banheira estava cheia coloquei meu Ipad para tocar e assim que a música começou tirei a roupa e entrei na banheira, coloquei uma toalha para apoiar o meu pescoço...

Bandeira de Zeca Baleiro

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro: este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)

... acho que adormeci, podia ter sido segundos... minutos... não sei, o que sei é que quando despertei dei de cara com um par de olhos azuis me encarando boquiaberto, a principio achei que fosse um sonho, fechei os olhos e os abri de novo... não era um sonho, os olhos azuis continuaram lá arregalados me encarando.

Eu não consegui desviar daqueles olhos, só depois me lembrei... “estou nua”, uma voz gritou dentro de mim... “sem espuma.”

Fiquei tão nervosa, tentei me levantar para puxar a toalha e não consegui, minhas pernas estavam bambas, minha respiração ofegante, achei que ia desmaiar. Fiz uma segunda tentativa e nada só consegui ficar mais atrapalhada, então me encolhi, abraçando os meus joelhos próximos ao seios.

— Calma! – O rapaz esticou a mão, pegou a toalha e estendeu para mim. Eu exitei um pouco, pois pegar a toalha implicaria descobri meu seio. Mas eu não tive alternativa, foi o que fiz, estiquei o braço descobrindo meu seio direito, instantaneamente percebi os olhos azuis seguindo em direção a ele.

— O que você faz aqui?

— Bom, esse banheiro também é meu. Suponho que você seja Isabella? Prazer Edward. – Ele esticou a mão para mim, claro que eu não o cumprimentei.

— Por que entrou sem bater?

— Uma vez que a porta estava destravada eu supus que não tinha empecilho. – Ele olhou ara mim com olhar malicioso.

— Não ouviu a música?

— Não.

— Como não, você fez de propósito. – Continuei encolhida dentro da banheira, agora com a toalha encharcada ao meu redor.

— Eu não fiz de propósito e não percebi que a música era aqui... eu estou vindo de uma festa, lá tava muito barulho, enfim...

— Você poderia me dar licença, para eu sair da banheira?

— Por que?

— Por quê?!!!!!

-É! A essa altura do campeonato é desnecessário, eu já vi tudo o que tinha que ver, aliás, priminha você está com tudo em cima.

Um ódio tomou conta de mim, sem pensar duas vezes eu peguei a toalha que estava me cobrindo e joguei nele.

— Ta maluca? Me molhou todo.

— Sai, sai, se não eu vou gritar bem alto.

Ele levantou a mão para o alto com um jeito de quem se rende.

— Eu vou.

Quando já estava quase dentro do seu quarto disse:

— Só pra constar, sempre que quiser pode deixar a porta destravada, eu gostei mito da recepção.

Eu olhei para ele com tanta raiva que ele percebeu que eu podia explodir a qualquer momento e trancou a porta atrás de si, imediatamente abriu de novo a porta e colocou só a cabeça para dentro...

— Não demora, por favor, eu preciso fazer xixi. ... e a propósito, adoro essa música.

— SAI!!!!!!!!!!!! – Gritei alto, imediatamente fechei a boca. Será que alguém me ouviu?

A porta foi fechada, eu sai da banheira com dificuldade corri e travei a porta.

— Porra! Que vergonha, que vergonha... – Corri pro meu quarto, peguei uma toalha seca, me enxuguei, peguei uma calcinha na gaveta e uma camisola. Minha cabeça ficou a mil, deitei e fiquei rolando de um lado para o outro muito inquieta, quando ouvi uma barulho vindo do banheiro, levantei e fui na ponta dos pés, alguém estava batendo na porta que dava acesso ao quarto do meu primo, claro eu esqueci de destravar. Peguei meu robe e fui destravar a porta.

— Que merda! Eu quase fiz xixi na calça sabia? – Ele falou e foi direto em direção ao vaso sanitário com as mãos no botão da calça.

— O que você vai fazer?

— Xixi!!!!!! – Ele fez uma cara como se estivesse falando com uma idiota.

— Mas eu ainda estou aqui.

— E daí?!!!

— E daí? Não tem vergonha?

— Eu não, aliás estou em desvantagem, eu já vi como você é, mas você não sabe como eu sou... – Fez cara de cínico e começou a desabotoar a blusa jogando-a no cesto de roupa suja, retornando as mãos ao botão da calça.

— Você não se atreveria! Por que não usou o banheiro do seus irmãos?

— Emmett está acompanhado, além do mais eu não preciso usar o banheiro dos meus irmãos porque eu tenho o meu, por favor, quando não estiver usando deixe a porta destravada.

Ele desabotoou a calça e foi baixando o zíper.

— Você é louco e exibicionista.

— Se não quiser ver saia, eu não estou te prendendo, acho que a exibicionista é você, você ficou pelada na minha frente não eu ...

Eu fiquei com tanta raiva dele, que acho que saiu fumaça pelos meus ouvidos, meus punhos fecharam, que garoto insuportável... metido... lindo ... vê-lo sem camisa estava me deixando sem ação, realmente ele não estava me prendendo, minhas pernas é que não se moviam por mais que meu cérebro enviasse o comando... Nossa ele é realmente lindo... quando ele se virou para a privada e abaixou completamente o zíper eu acordei da minha letargia...

— Seu sem vergonha!

Sai bufando do banheiro, mas ainda deu tempo de escutar o barulho do xixi, imediatamente tranquei a porta do meu quarto. – Que ódio!!!!!! — me deitei fula da vida, estou prevendo que nosso relacionamento vai ser muito conturbado, ele é muito abusado. Ele é muito... muito... muito... lindo, ele é realmente lindo. Eu teria que ter muito cuidado daqui pra frente, eu tinha certeza de que ele nunca travaria a porta, eu poderia ter uma surpresa quando entrasse, só de imaginar isso fiquei totalmente arrepiada...

...

Notas finais
E ai gostaram? Comentem por favor eu preciso saber se estou indo no caminho certo... agradeço a todos que já comentaram e peço que não me abandonem e se possível, se estiverem gostando ajudam a divulgar...Beijos
Próxima postagem no domingo, mas claro, sempre podemos adiantar... comentários deixam a escritora criativa e produtiva KKKKKK