Quando Te Vi

15 Capítulo 15 - Confissões


Notas iniciais
Oi!

Madruguei né? Bom a Tuca terminou de fazer a revisão e achei que não tinha motivos para esperar mais, então aqui está o capitulo, espero que gostem, eu particularmente gostei muito. Ele tá hot e emocionante.

Segurem as calcinhas e vamos lá. KKKKKKKK

Capitulo 15


CONFISSÕES


Quando todos entraram de volta no carro, Mike colocou a cabeça para fora.



– Nos vemos na segunda. Tchau!



–Tchau! – Suspirei fundo e ponderei que tudo tinha sido realmente muito agradável, o passeio, o filme, a conversa... tudo... Eu acredito que se não fosse às circunstâncias, até que poderíamos ser grandes amigos, eu acho que eu gostaria disso...



David esperou eu abrir o portão e entrar em segurança antes de dar a partida e uma buzinada de despedida. Já diante da porta de entrada, peguei as minhas chaves e a destranquei, mal entrei na sala fui empurrada bruscamente contra a porta, duas mãos fortes agarraram cada um dos meus pulsos.



– O que você pensa que está fazendo? – Levei um tempinho para entender que era Edward, ele me segurava de uma forma brusca, eu diria até violenta.



– Do que você está falando? Tá maluco?!!! Me solta, você está me machucando.



–Você ainda não me respondeu! O que você pensa que está fazendo? Eu vi com quem você chegou.



Agora sim, é isso... Entendi o porquê dele está agindo daquela forma, ele havia me visto com Tânia e David.



– Pode me largar? Por favor, você está me machucando – Tentei desvencilhar-me, mas ele apertou as suas mãos de encontro aos meus pulsos com mais força ainda.



– Como você se atreve a se meter na minha vida desse jeito, quem você pensa que é? Você mal chegou...



De repente me senti arrasada, tentei, mas não consegui impedir que as lágrimas rolassem pelo meu rosto. Ele fez com que eu me sentisse uma intrusa.



– Eu não estou me metendo na sua vida – Falei ao mesmo tempo em que fazia força para me livrar dele. Inutilmente claro.



– Ah, não?!!! – A voz dele saiu sarcástica, olhei para ele e os seus olhos estavam escurecidos, da mesma forma que estavam no banheiro do shopping quando ele me agarrou.



– Não! – Fui taxativa.



– Então me explica...



– Não tenho que te explicar nada. Agora me solta se não eu vou gritar.



– Gritar?! Pode gritar, mas eu não vou te soltar enquanto você não me explicar que merda foi aquela... O que você estava fazendo comELA? – A última palavra quase não saiu. Ele agora, além de me segurar nos pulsos, pressionava o seu corpo contra o meu, me deixando sem ar. A respiração dele estava alterada e o seu hálito tão perto que eu poderia até mesmo sentir que ele havia bebido novamente. Não tanto quanto ontem, mas havia bebido...



Eu estava sentindo muita raiva dele, mas sabia que se eu não falasse, o fato iria render mais do que o necessário, além do que, a qualquer momento alguém poderia descer para ver o que estava acontecendo, eu não poderia arriscar, iria ser muito constrangedor...



– O Mike me convidou para ir ao cinema com o amigo dele e a namorada...



Edward comprimiu os olhos fechando-os e apertou as suas mãos contra os meus pulsos me fazendo gemer, então os abriu e me encarou, senti medo por alguns instantes, ele parecia um pouco descontrolado.



– Eu não sabia que a namorada do amigo dele era a Tânia, eu só vim saber quando chegamos ao shopping. Agora me solta, já te contei o que você queria saber.



– Eu sabia que esse tal de Mike não prestava.



– O quê? Do que você está falando?



– Nunca mais você vai sair com ele, entendeu? – Ele sacudiu os meus pulsos, fazendo o meu corpo inteiro tremer.



– Você só pode estar brincando comigo... – Eu não estava acreditando no que ele havia acabado de dizer.



– Não, pode ter certeza disso! – Seu tom era ameaçador — Não quero mais esse cara aqui... Nem com você.



– Que eu saiba você não é o meu pai.



– Não sou! Mesmo porque se eu fosse eu iria te dar uma surra...



– Pois fique sabendo que você não manda em mim, você não pode dizer com quem eu posso ou não andar, gosto do Mike... e para falar a verdade, eu gostei do David e da Tânia, eles são legais. – Falei de uma vez sem tomar fôlego, e quando olhei para ele vi incredulidade...



– Você não tem o direito sua pirralha...



– Direito de quê?!! – Eu o enfrentei, quanto mais raiva eu tinha dele, mais solta ficava a minha língua.



– Direito de se intrometer na minha vida, você mal chegou não sabe de nada.



– Já disse que não me intrometi, eu não sabia que era ela a namorada do David... e quer saber o que eu acho? – Olhei bem nos olhos dele. – Eu acho que já passou da hora de você superar isso, viver a sua vida, se apaixonar por outra garota, ao invés de ficar pegando esse bando de mulher, achando que vai resolver tudo com sexo. Pelo jeito não está dando certo... A Tânia está feliz, apaixonada, vivendo a vida dela, você tem que tentar fazer o mesmo.



– Você não sabe de nada, não passa de uma garotinha boba. Como se atreve a falar assim comigo? Você nunca perdeu ninguém que am...



Ele me encarou sem terminar a frase, percebendo a merda que fez.



– Você é um filho da puta (perdãozinho tia Esme), um perfeito babaca.



Ele soltou os meus pulsos e imediatamente eu o esbofeteei e comecei a chorar.



– Bella ...eu ... não queria...



– Como se atreve, a comparar a minha situação com a sua. Eu perdi os meus pais e você levou um pé na bunda... Você pode se apaixonar de novo, encontrar outra pessoa, enquanto eu...



Juntei o resto das minhas forças, enxuguei as lágrimas e o encarei.



– Fique sabendo que eu vou continuar amiga do Mike e da Tânia, se ela quiser. Mas não se preocupe! Eles não virão aqui, essa casa não é minha, isso eu vou respeitar. Aqui eu só estou de favor.



– Bella!!!



Dei as costas para ele, eu não tinha mais forças para aguentar mais nada, o meu corpo estava dolorido e os meus pulsos latejando, eu subi as escadas correndo, entrei no quarto e tranquei a porta, aliás, as portas.



Menos de um minuto depois eu escutei uma batida na porta que dava acesso ao banheiro.



– Bella abre aqui, por favor.



–Não, vai embora.



– Bella...



VAI EMBORA!– Eu gritei, e logo depois me arrependi, se minha tia ouvisse aquilo, ela iria querer saber o que estava acontecendo...



Ele parou de bater à porta, com certeza ele havia entendido a mensagem. Como um dia que tinha sido tão agradável podia ter terminado daquela forma? Deitei-me do jeito que eu estava, eu só não sei quanto tempo depois eu adormeci... Quando acordei, eu ainda não tinha noção de tempo, não sabia que horas eram... Eu estava muito apertada, precisando urgentemente usar o banheiro. Então me levantei, destravei a porta e entrei, o relógio de parede indicava que passava das duas da manhã. Eu estava me sentindo estranhamente dolorida e quando olhei para os meus pulsos vi que eles estavam marcados. Senti que precisava de um banho, assim talvez eu conseguisse me livrar daquela sensação incomoda... Enchi a banheira, coloquei sais, fazendo bastante espuma, travei a porta por dentro, me despi, fiz um coque alto no cabelo e entrei na água. Estava tão quente que meu corpo estremeceu até que eu me acostumasse. Que delícia, eu fechei os olhos e fiquei sentindo a água quente pinicando em meu corpo...algum tempo depois, mesmo de olhos bem fechados pude sentir a presença dele, eu já o conhecia pelo cheiro, não abri os olhos quando falei:



–Sai daqui... Por favor! – Eu nem me dei ao trabalho de perguntar como ele fez para entrar, uma vez que eu me lembro de ter travado a porta por dentro.



–Bella ... eu ... me desculpa. – A voz dele saiu doce.



– Não quero ouvir as suas desculpas, não quero nada de você, só quero ficar aqui quieta...



Eu nem sabia em que estado eu estava, se a espuma estava cobrindo a minha nudez ou não, eu só queria esquecer tudo e fingir, por um momento, que tudo estava bem. Então, ao invés de sair, ele se aproximou mais e sentou na borda da banheira.



– O que você está fazendo? – Arregalei os meus olhos e nos encaramos...



– Shiiiissss!!!! – Ele se inclinou e tocou a sua boca na minha suavemente, somente roçando os lábios nos meus, eu fechei os olhos quando senti as suas mãos apalpando os meus seios.



– Edw...



– Shiiissss!!! – Calmamente ele entreabriu os seus lábios e passou a ponta de sua língua nos meus lábios... o meu corpo todo ficou tenso e sem que eu tivesse tempo de reagir ele entrou na banheira, ficando com o corpo por cima do meu, ele se encaixou entre as minhas pernas e me beijou forçando passagem com a sua língua, a minha única reação foi abrir a boca e receber a sua língua ávida que imediatamente me invadiu completamente...



Ele continuava usando a sua boxer, mas eu podia sentir a ereção dele pressionando a minha intimidade. Eu não conseguia pensar coerentemente, só queria que esse momento durasse para sempre. O beijo foi memorável, intenso, sedento... Enquanto ele me beijava, ele pressionava a sua pélvis contra os meus quadris e as suas mãos percorriam o meu corpo inteiro. Quando já estávamos sem fôlego, ele parou e nos encaramos, sem falar uma única palavra ele abaixou a sua cabeça em direção aos meus seios e abocanhou um deles, enquanto apertava o outro com as mãos. Eu quase tive uma convulsão. Nunca, nenhum cara havia chupado os meus seios...



A respiração dele estava ruidosa, descompassada e alterada, então ele desceu uma de suas mãos pousando em minha barriga, apertando-a com firmeza e aos poucos descendo mais até tocar em minha intimidade... eu me sentia sem armas... ele a explorou com os dedos e quando chegou ao meu clitóris começou a fazer movimentos circulares, eu imediatamente comecei a mexer os meus quadris, isso o incentivou a aumentar a velocidade, eu arquejei, não iria demorar muito para que eu chegasse ao clímax e ele sabia disso... então ele voltou a me beijar, sufocando assim os meus gemidos com a sua boca... gozei me desfazendo em mil pedaços, eu nunca havia tido um momento de tanta intimidade antes, o máximo que eu tinha dado foi uns amassos, mas isso... isso foi além do que eu já fiz, de tudo o que eu já senti...



Em um movimento rápido ele tirou a sua boxer e se encaixou entre as minhas pernas novamente e antes que eu pudesse pensar eu o senti duro, gritei pela surpresa, pois eu ainda estava me recuperando do orgasmo que tive.



Nossos olhos arregalados se encontraram... então eu confessei em meio a minha respiração altamente ofegante...



–Edward ... eu ... eu ... sou virgem.



...



Assim que eu fiz a minha confissão, Edward parou de fazer suas investidas e ficou pairando sobre mim com cara de quem não entendeu o que eu havia dito.



– Virgem? Como assim?!!!!



– Como assim? Que eu saiba só existe uma maneira de ser virgem.



– Mas... você tem namorado... um cara mais velho... eu pensei...



– Pensou errado.



– Por que não me disse isso antes?



– Como eu poderia dizer isso? Prazer Edward, eu sou Bella, estou vindo morar com vocês, e ... só para você saber, eu sou virgem...



Ele me parecia meio sem rumo.



– O que eu estou fazendo? – Ele se ajoelhou entre as minhas pernas, e devido à espuma, nossa nudez estava protegida, ele levou as suas mãos aos seus cabelos, deixando-os levemente molhados.



Eu não poderia deixar essa oportunidade passar, eu queria muito que isso acontecesse, então eu me senti obrigada a dizer a ele como eu me sentia em relação a esse momento.



–Edward eu quis... eu quero... não há problema...



– Claro que há Bella, eu não deveria ter entrado aqui. Porra! Eu sou um maluco mesmo, um inconsequente, minha mãe vai me matar, você agora é a minha irmã.



– O quê? Não sou não.



– É como se fosse! É assim que eu tenho que pensar, é assim que eu tenho que te ver, eu não sei o que está acontecendo comigo, além do mais, você é menor de idade. Puta merda!!!!! — Sua feição atordoada o deixava ainda mais lindo!



– Edward...



– Para Bella! Você não me conhece, eu não quero me amarrar a ninguém, nunca mais... Se a gente transar agora, como vai ser amanhã? Não espere de mim bombons e flores, porque isso não vai acontecer. Toda essa coisa melosa do amor... Eu já fiz isso antes e não deu certo, pelo contrário me deixou vazio...



– Eu não espero nada.



– Você fala isso agora... Mas depois vai se encher de expectativas.



Eu estava à beira de um precipício... nua na banheira com o homem mais lindo do mundo, também nu, praticamente me entregando de bandeja a ele... Edward me pegou de surpresa quando saiu da banheira, e eu pude contemplar a sua beleza máscula e ao mesmo tempo senti um pânico por não tê-lo mais comigo. Eu encarei a sua nudez sem pudor e senti uma pressão insuportável em minha virilha, ao mesmo tempo em que ele estendeu a mão para mim.



–Vem...



Hesitei, e me senti confusa, será que ele havia mudado de ideia?



– Eu já te vi nua, já te toquei, já te senti, não tem porque ficar envergonhada...



Tomada por uma súbita coragem, depois daquelas palavras, peguei a mão dele e fiquei de pé, nua como ele.



–Você é muito linda!!! – Ele deixou escapar enquanto me comia com os olhos e eu logo estremeci.



–Então por que você não quer fazer amor comigo?



– Simplesmente porque eu não faço amor, não mais... Eu fodo! É isso que eu faço...



– Vem vamos tomar uma ducha para tirar esse sabão do nosso corpo — Ele me encaminhou até o box do banheiro e ligou o chuveiro, então me deu espaço para passar e entrou logo atrás de mim...



Enquanto a água caia sobre os nossos corpos e tirava a espuma, ele passava as mãos pelo meu corpo ajudando a tirar o sabonete. Fiquei de olhos fechados saboreando a sensação das mãos dele em minha pele, e pude sentir sua ereção ralando nos meus quadris.



– Edward?



– Bella, por favor... Eu preciso resistir...



– Mas o seu corpo me quer...



Ele saiu do box do banheiro, fechou o chuveiro, pegou o meu roupão, e me ajudou a vesti-lo, enquanto ele mesmo continuava nu, esplendidamente nu...



– Agora vá para o seu quarto! – Foi uma ordem.



– Edward...



– Bella vá! Se você continuar aqui, eu não sei se poderei resistir, e nos dois sabemos que isso não vai dar certo.



Ele tinha razão, se realmente nos deixássemos levar pelo desejo que estávamos sentindo agora, depois não teríamos como lidar com as consequências.



– Boa noite! — Me virei para entrar em meu quarto.



– Bella?!!!!!



Olhei para ele novamente e ele continuava nu... a sua ereção ainda era proeminente, a minha vontade era de correr até ele e me perder naquele corpo maravilhoso.



– Sim...



– Desculpe-me pelo que aconteceu hoje... As coisas que eu falei... Eu te machuquei? – ele se aproximou e pegou um de meus pulsos, imediatamente a testa dele franziu, meu pulso estava vermelho, ele o elevou até a boca e o beijou, eu suspirei... – Desculpa, não era a minha intenção te machucar...



– Tudo bem, não está doendo, amanhã já estará bom, creio que não ficarão vestígios – Ele moveu a cabeça como quem concorda.



Virei-me novamente caminhando até a porta do meu quarto, mas senti a necessidade de voltar de novo e lhe fazer uma última pergunta.



– Edward?



– O quê? – Ele continuava nu e eu me desconcentrei momentaneamente.



– Você ainda ama a Tânia? — Então eu pude ver ochoqueem seus olhos...



Ele não respondeu, estendeu a mão pegou um roupão e vestiu, cobrindo sua nudez enquanto minha mente gritava, berrava... “por favor, não faz isso.”



– É melhor irmos dormir – Só me dei conta de que ele não estava mais no banheiro quando eu ouvi o trava da porta do quarto dele sendo trancada.



CONTINUA...



Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Por favor comentem para eu saber se estou no rumo certo. Agradeço as leituras cativas/queridas que comentam sempre, aquelas que comentam eventualmente, eu sei que as vezes é difícil comentar, tem muita gente que lê pelo celular. Bom, mas peço que se tiverem uma oportunidade não deixem de comentar e se acham que a história vale a pena por favor deixe uma recomendação isso ajuda na divulgação.

Mil beijos e até quarta...