Quando Te Vi
2 Capítulo 2 - Minha nova vida?
Notas iniciais
Capítulo 2 – Minha nova vida?
- Eu preciso ir, estão chamando meu vôo...
Alice me deu mais um abraço, Jacob só acenou, entrei na sala de embarque e fui direto para o avião, sentei em meu lugar, pousei a mão direita em meus lábios e fiquei pensando no beijo, foi realmente muito bom, Jacob tem um lábio macio, o hálito bom, um gosto bom... fiquei assim por uns segundos ou minutos, não sei, só voltei a mim quando o passageiro da janela interrompeu meu devaneio.
- Ah! O que?
- Licença, a minha poltrona... Um rapaz muito bonito acenou com a cabeça em direção á poltrona ao lado da janela.
- Ah! Desculpe. – Me levantei para ele passar. – Desculpe eu estava distraída..
- Não tem problema, pensando no namorado?
- O quê?! – Franzi a testa.
- Pensando no namorado? – Ele repetiu a pergunta calmamente.
- Não... não.
— Pareceu. Não tem namorado ou... – Que cara atrevido, virei para encará-lo. Até que ele é bonitinho
— Eu não tenho namorado. Falei com convicção, mas depois fiquei pensando se estava falando a verdade, afinal Jacob me beijou, tudo bem que ele não me pediu em namoro, mas ele disse que me amava e me beijou.
— Então eu me enganei.
— É, se enganou.
— Que bom! – Ele falou tão baixo que eu quase não consegui ouvi-lo.- Eu me chamo Mike.
— Isabella...Bella.
-Prazer em te conhecer Isabella Bella, nome bonito.
— Meu nome é Isabella, mas gosto que me chamem de Bella.
-Bella. – Ele pronunciou meu nome lentamente. – Viajando a passeio?
— Não, faculdade.
— Serio, eu também.
— Oh! Qual?
— Federal.
— Não acredito, eu também, não me diz que é agronomia?
— Não, veterinária.
— Legal.
— Você é daqui? – Nós dois falamos juntos e caímos na gargalhada.
— As damas primeiro.
— Sou da Fazenda Vitória.
— Sou da olhos D’água. Eu nasci lá, meu pai é empregado lá a muito tempo.
— Não acredito que nunca nos vimos. Meu pai... era muito amigo do dono.
— Eu estudava na cidade, morava com a minha mãe, os meus pais se separaram a cerca de três anos.
— Sinto muito.
— Não, tudo bem, melhor separados do que se matando todos os dias. Fazenda Vitória... Fazenda Vitória? – Mike juntou as mão e fez uma cara desolada, e eu compreendi que ele juntou o nome da fazenda aos fatos.
— Foi lá que os donos...
— Meus pais.
— Sinto muito.
— Obrigada. – O clima ficou um pouco carregado depois disso, mas Mike era muito agradável e aos poucos foi desconversando e criando um clima novo.
Conversamos muito durante o vôo, fizemos duas conexões, seria uma madrugada longa, mas foi muito agradável , Mike era um rapaz muito divertido e entre uma conversa e outra lá estava o beijo de Jacob tomando conta de meus pensamentos, o que ele significou? Compromisso? Estamos namorando? Eu mesma interrompi meu devaneio. Claro que não ou...Para Bella para com isso eu disse a mim mesma.
— A última conexão.
— Graças a Deus.
— É foi bom, quero dizer pude conhecer você e ficar algum tempo em sua companhia.
— Você fala isso para todas as garotas que sentam ao seu lado em vôos noturnos. – Falei brincando.
— Que nada, quem me dera, não tenho tanta sorte, a maioria das vezes sento ao lado de velhinhos chatos, homens de negócios impacientes e espaçosos ou mulheres com crianças, estas são um verdadeiro inferno, um dia eu acordei assustado com uma criança com o dedo enfiado dentro do meu nariz.
— Não brinca?!!!! – Eu tentei parecer consternada, mas não conseguia disfarçar a vontade de rir.
— Verdade!
Caímos na gargalhada...
...
— Estamos quase chegando, ao aeroporto. – Mike me avisou assim que eu acordei e uma cochilo breve, eu suspirei e me empinei para dar uma olhada pela janela, minha vida nova me esperava assim que o avião pousasse.
— Não queria perder o contato com você. – Mike emendou. – Bom esse é o número do céu celular e o meu e-mail é esse aqui. – Ele esticou o braço e me entregou o papel.
— Claro! Deixa eu te passar meus contatos também, será bom ter um conhecido... quero dizer... não conheço ninguém nesta cidade.
— Seus primos?
— Longa história... Depois te conto, só para você ter uma idéia a ultima vez que mantive contato com eles foi quando eu tinha doze anos.
— Vou cobrar.
Entreguei a ele o número do meu celular e o endereço do meu e-mail ele o pegou e abanou para cima. – Vou entrar em contato pode ter certeza.
...
Eram seis horas da manhã, quando o avião aterizou no aeroporto Internacional, quando me levantei para sair do avião minhas pernas tremiam e ficaram moles como gelatina, acho que tive uma queda de pressão tive que sentar.
— Você esta bem?
— Sim. – Respondi com a voz embargada. – Acho que foi uma queda de pressão.
— Precisa de ajuda?
— Já está passando, obrigada. – Mike foi muito gentil, e ficou comigo até eu me reestabelecer, quando nos levantamos para sair, todos já haviam desembarcado.
Apesar de eu ter falado que estava bem, Mike insistiu em me dar o braço para eu me apoiar e carregou a minha bagagem de mão. Alguns minutos depois, estávamos na sala de desembarque esperando nossas malas.
— Pegou tudo? — Ele perguntou, eu confirmei.
— Tudo.
Saímos cada um empurrando seu carrinho, Mike logo viu seu colega, o rapaz com que ele ia dividir o apartamento, eu fiquei olhando para ver se reconhecia meu primo, minha tia me mandou uma mensagem dizendo que um dos filhos dela viria me pegar, mas eu não conseguia identificar ninguém no meio de tantos rostos, eu me dei contar de que eu realmente não reconheceria meus primos, fiquei meio apavorada.
— Davi essa é Bella. Bella esse é Davi.
— Prazer. – Eu disse sem realmente olhar para ele, meus olhos continuavam atentos em busca de algo.
— Bella, temos que ir, Davi ainda vai trabalhar, tudo bem ficar aqui esperando seus familiares, porque se não, eu fico aqui.
— Não, vai, eles já devem estar chegando, ou já chegaram, só não nos reconhecemos.
— Tem certeza?
— Tenho, pode ir. – Mike me deu um abraço apertado e caloroso e um beijo na bochecha, bem perto da minha boca, eu não estava esperando por isso, olhei para ele e lancei um meio sorriso, ele por sua vez deu um sorriso deslumbrante.
— Eu vou fazer contato, aguarde.
— Estarei esperando. – Fiquei olhando até que ele desaparecesse pelos portões. E mesmo com o aeroporto cheio de pessoas indo e vindo eu me senti completamente sozinha...
...
— EDWARD!!!!!! Não acredito que você ainda esta aqui.
— Mãe?! Ficou maluca? Quer me matar de susto.
— Filho, você ainda esta dormindo.
— Estava, agora acordei, qual o drama dona Esme?
— Qual o drama? Você realmente não se lembra?
— Lembra de que?
— Eu pedi para você ir até o aeroporto buscar sua prima, que chega hoje, ou melhor, já chegou a uma hora atrás.
— Pó mãe, foi mal, eu esqueci completamente, mas também, essa garota é meio sem noção, chegar tão cedo. Deve ser coisa de gente jeca.
-Edward! – Esme o censurou.
-Tá bom, ta bom, eu vou tomar um banho e vou busca a minha priminha. – Falou se levantando e indo direto para o banheiro.
— Não, deixa que eu vou, não quero que ela espere mais, até você terminar o banho e ir já vão se passar, sei lá quantas horas. Quando eu vou aprender que não posso contar com você e seu irmão Emmett.
— Então por que não mandou o seu queridinho Jasper?
— Porque ele ainda não tem carteira, me dá a chave do carro.
— Como eu vou para a faculdade?
— Pega uma carona com seu irmão, sei lá, eu vou precisar do carro!
— Essa menina mal chegou e já esta causando transtorno.
— Filho, eu já conversei com você e seus irmãos, ela passou por uma situação muito pesada, precisa de nosso apoio, somos a única família que ela tem agora.
— Tudo bem mãe, não precisa repetir tudo de novo, desculpa, eu realmente esqueci, vou tentar ser atencioso com ela.
Eduard resmungou baixinho para Esme não ouvir. – Essa garota, mal chegou e já está causando transtorno, espero que ela fique na dela. Depois de tomar banho e se arrumar Edward foi até o quarto de Emmett.
— Cara, vou de carona com você pra facu.
— Por que?
— Mamãe pegou o meu carro, foi buscar a pirralha da nossa prima no aeroporto.
— Mas não era você que ia busca-la?
— Era, mas eu esqueci. Pó, a menina chegou seis da manhã! Ninguém merece.
— Como será que ela é, será que é bonita?
— Não sei, eu me lembro vagamente dela.
— Eu também não me lembro muito bem. Vou só tomar um banho.
— Passa no meu quarto pra me chamar quando estiver pronto.
— Edward, você vai pra festa da agronomia hoje a noite? Só pra lembrar que a mamãe pediu para gente jantar em casa hoje.
— Jantar com a priminha... bem, ela agora vai morar aqui, não vai faltar oportunidade para jantarmos juntos. Essa festa da agronomia só acontece uma vez por ano, não perco por nada, além do mais a Victoria vai, sabe aquela ruiva gostosa, to louco pra pegar ela, se eu não for a festa, outro pega no meu lugar.
— Quem te garante que ela vai ficar contigo?
— Eu confio no meu taco.
— Convencido... Então ta combinado, depois da aula vamos direto, se passarmos em casa, mamãe não deixa agente sair.
— Combinado.
...
Estou literalmente sozinha, já estou prevendo que vai ser barra por aqui, duas horas de espera; Que merda, por que as coisas tinham que ser assim, mãe, pai por que fizeram isso comigo? Me esforcei muito para não chorar, só o que me faltava, virar atração no aeroporto. Eu não vou chorar, eu não vou chorar...
Notas finais
Espero que comentem para eu sabem se estou indo pelo caminho certo. Beijos e até domingo.
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