Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales
11 First Tale - A Origem de Hisana - Parte IV.
Notas iniciais
_______________________________________

A reiatsu de Rukia tinha voltado com a concepção de Hisana, porém, por causa das condições especiais a que havia se submetido para gerá-la, sua barriga e o bebê não eram as únicas coisas que mudavam em seu corpo, mas sua reiatsu crescia exponencialmente a cada semana que se passava e aquilo não ficaria muito tempo longe dos olhos da Soul Society.
E eles sabiam disso.
Rukia tentava suprimir sua reiatsu, mas o problema era a criança que não conseguia fazer o mesmo, por isso, em uma noite quando não era mais possível ocultar a presença de sua barriga de três meses o casal é visitado por um grupo nada agradável enviado pela Soul Society: A Onmitsu Kidou.
Ichigo estava na frente de Rukia com o braço estendido para protegê-la, enquanto seu jardim e telhado estavam cercados por membros do esquadrão de execução.
— Kurosaki Ichigo, lamento por isso e sabem que eu não tenho nada contra vocês, mas é imperativo que Kurosaki Rukia nos acompanhe até a Central 46. — a capitão Soi Fon declara.
— Soi Fon-san, por favor, está havendo um mal entendido, nós não desobedecemos nenhuma lei da Soul Society, Rukia recuperou seus poderes por causa do nosso bebê e não porque usamos algum método para tirar o selo, eu juro! — Ichigo suava frio.
— Eu não estou aqui para julgá-los. — Soi Fon faz sinal para seus soldados cercá-los mais de perto. — Apenas cumpro ordens e seria prudente não reagirem, pense na saúde de sua esposa.
Rukia põe suas mãos sobre seu ventre na tentativa de protegê-lo.
— Soi Fon-san... Eu não posso... — Ichigo enrijece a expressão e aperta os punhos ele nunca deixaria que levassem sua mulher.
— Espere Soi Fon!
Rukia, Ichigo e Soi Fon olham surpresos. Yoruichi e Urahara estavam no telhado da casa olhando para eles.
— Yoruichi-sama!? — a capitã não esperava a visita repentina.
— Soi Fon, Rukia não quebrou o selo de seus poderes por vontade própria, ela não foi contra as regras de restrição de poderes e humanização de seu espírito. — a morena explica.
— Yoruichi-sama... Eu sei disso, mas as ordens da Central 46 são absolutas e eu não tenho como ir contra...
— Sim eu sei, mas como pretende levar Rukia nas condições que ela se encontra? Se atravessar o Senkaimon sem usar um conversor de partículas ela morrerá junto com o bebê e tenho certeza que não vai querer isso em sua consciência. — a morena fica mais séria.
— E você sabe que a única pessoa que possui um conversor sou eu não é mesmo? — Urahara lembra.
Soi Fon suspira derrotada e estalando os dedos faz seus subordinados sumirem ficando apenas ela que se aproxima de Ichigo e Rukia.
— O combinado com a Central 46 era que qualquer gravidez fosse relatada para futura monitoração das condições ao redor de Kurosaki Rukia... É esse o problema que os juízes encontraram e por isso me ordenaram vir até aqui. — Soi Fon coça a testa mostrando-se entediada com aquela situação. — Já disse que não tenho nada contra vocês e não estou nada contente em ter que vir à terra só para isso, mas Rukia precisa vir e de preferência com uma boa desculpa.
— Mas não tínhamos como relatar uma gravidez que não sabíamos se daria certo... Não depois de tantas tentativas Soi Fon-san... — Ichigo se justifica.
— Eu entendo... Mas mesmo assim não posso fazer nada contra as ordens que recebi e vocês precisam entender minha posição também, pois não tenho como tomar partido nessa situação e se eu o fizer a favor de vocês, quem será punido são meus homens e esquadrão.
Ichigo morde os lábios e Rukia olha preocupada.
— Eu irei até a Central 46 com eles Soi Fon. — Yoruichi se manifesta.
— Mas Yoruichi-sama! Por quê? O problema não tem nada a ver com a senhora!
— Tem sim. — ela olha para Urahara. — Eu tenho uma promessa a cumprir e que já tinha feito antes disso tudo começar.
A capitã olha confusa para a mais velha.
— Antes de qualquer coisa venha conosco Soi Fon-san. Kurosaki-san, Kuchiki-san vocês também, por favor. — Urahara pede.
Tudo o que eles podem fazer é acompanhá-lo.
Assim que chegam à loja, Yoruichi vai até Tessai e Ururu que acalentavam seu bebê em um berço, ela o pega e traz até suas visitas.
— Olha quem veio recepciona-los. — ela brinca apresentando o pequenino de olhos dourados como o dela e cabelos loiros e pele pálida como as do pai.
— Oh! O Katsuya-kun cresceu bastante nestas últimas semanas não é mesmo? — Rukia se aproxima e tenta mexer com ele, mas logo percebe que ele tinha voltado a dormir.
— É verdade. Depois que nascem parece que o tempo acelera não é mesmo Yoruichi-san? — Ichigo comenta.
Ela ri e concorda olhando o bebê ao lado de Rukia.
Soi Fon não consegue se conter e fica derretida diante de tanta fofura.
— Oh! Este é...! Este é...! — ela faz um gesto incompreensível como se estivesse pensando mil coisas e não conseguisse dizer nada.
— Quer segurá-lo Soi Fon? — Yoruichi pergunta.
— E-e-eu!? Mas-mas...!?
Yoruichi se aproxima e o põe nos braços da capitã que fica sem jeito olhando para a figura serena do bebê que dormia e respirava sem preocupações com o mundo.
— Ele é tão... Tão! — os olhos de Soi Fon brilhavam de emoção. — Tão pequenino e frágil... — ela conclui.
— Sim e daqui alguns meses Rukia estará segurando um bebê tão pequenino e frágil como este, mas a Central 46 pensa que pode ditar o desejo de existir das pessoas como se fossem donos da vida, por isso eu prometi que enfrentaria a Central e não permitirei que impeçam Rukia de ter seu filho. — a morena parecia bem séria.
— Eu também irei porque tenho algo que preciso contar a eles e se não entenderem vou ter que criar um manual de instruções para o que eu inventei. — Urahara comenta e acha graça dele mesmo rindo sozinho em seguida.
— Peraí! Vocês dois vão junto? Mas a Central 46 não vai aceitar a presença de alguém além dos Kurosakis! — Soi Fon se exalta um pouco e o bebê se remexe fazendo-a tapar a boca com uma das mãos.
— A Central nunca foi problema para mim, se eu estivesse grávida do Katsuya ainda assim conseguiria entrar e sair daquele lugar sem ser notada, né Kisuke? — Yoruichi abre seu largo sorriso sapeca.
— Isso não é motivo de orgulho Yoruichi... — ele suspira coçando a testa.
— Então é melhor irmos de uma vez... — Soi Fon olha para o bebê. — E quanto ao Katsuya-kun? — ela fita Yoruichi.
— Deixe-o no berço e nos encontre no porão da loja. — Urahara diz.
— Oi, peraí, vocês não podem me deixar assim...!
Soi Fon é deixada sozinha na sala, a capitã suspira e vai até o quarto onde estava o pequeno berço que era enfeitado com inúmeros gatos de pelúcia dados por ela como presentes ao recém-nascido, ela fica emocionada ao ver que Yoruichi parecia dar muito valor aos presentes e espaço do quartinho do bebê, então se aproxima e coloca Katsuya com todo cuidado no berço e põe alguns gatinhos ao seu lado.
A capitã fica um tempo em silêncio admirando o infante e finalmente sorri fazendo carinho em seu rosto.
— Ainda bem que apesar do pai defeituoso você herdou a perfeição de Yoruichi-sama. — ela comenta e sai do quarto indo atrás dos outros.
Tessai e Ururu ficariam tomando conta do pequeno herdeiro Shihouin.
_______________________________________
Bleach Fade To Black #6 Nothing Can Be Explained(Instrumental)
Após atravessar o portal Senkaimon, Rukia não se sente muito bem e é apoiada por Ichigo. Como fazia muito tempo que ela não voltava a Soul Society e tendo recuperado seus poderes há pouco tempo seu corpo sofre por causa da diversidade de pressão espiritual do lugar, mas tão logo passa mal ela não demora a se recuperar e sua própria reiatsu se ajusta ao ambiente.
Obra de seu bebê sem sombra de dúvidas.
Soi Fon escolta o grupo até a Central 46 e algumas figuras conhecidas se aproximam, mas não podem chegar muito perto por causa da Onmitsu Kidou que montava uma barreira humana para nada se interpor no caminho.
Assim que chegam Soi Fon ordena a abertura dos portões e se vira para o grupo.
— Só poderei acompanhá-los até aqui. Yoruichi-sama, boa sorte e Kurosaki Ichigo... — a capitã fica séria. — Não tente fazer nenhuma besteira que manche a imagem de Yoruichi-sama ou eu acabarei com você.
— Pode deixar... — Ichigo responde suando frio.
Yoruichi entra sendo seguida por Urahara e o casal. Assim que colocam os pés dentro do recinto onde as diversas placas ocultavam os rostos dos juízes eles ouvem uma das vozes ordenar:
— Guardas, retirem os dois intrusos desta sala de reuniões, somente Kurosaki Ichigo e Kurosaki Rukia foram chamados! — a voz poderosa ordena.
Os guardas se aproximam de Yoruichi e Urahara.
— Antes de nos expulsarem eu gostaria de fazer um pronunciamento a respeito do infeliz engano que a Central 46 está cometendo. — Yoruichi se manifesta em voz alta.
— Não existem enganos nos julgamentos da Central 46!
— Sim existem e nós viemos aqui para provar que estão errados! — Yoruichi fica à frente do casal e alguns guardas surgem com shunpo na frente dela. A morena fica mortalmente séria e os soldados encolhem de medo. — Se encostarem um dedo em mim eu acabo com vocês.
— O que pretendem Shihouin Yoruichi e Urahara Kisuke!? Já estamos cansados de seus esquemas que burlam todas as leis e regras criadas neste mundo! — uma voz feminina se manifesta entre tantas.
— Nós viemos explicar a razão que impedia Kurosaki Rukia de gerar um filho e consequentemente o motivo que agora a permite fazer isso. — a morena diz.
Os juízes cochicham e alguns parecem zangados.
— Retirem-se. — um dos juízes ordena e os soldados saem da sala. — Agora explique Shihouin Yoruichi.
Mas quem se põe à frente é Urahara.
— Com todo respeito senhores juízes e autoridades desta corte, se me permitem, gostaria de explicar tudo o que se sucede neste momento...
Urahara explica sobre a diferença de poderes entre Ichigo e Rukia, o problema do selo, a criança diferente que era gerada e principalmente sobre o Hougyoku, nesta última parte, no entanto...
— O QUÊ?! — eles exclamam em uníssono. — Você criou novamente o mesmo objeto desprezível que pôs em risco todo o mundo apenas para realizar um sonho que pode estar indo contra as forças do destino?! — uma juíza grita enfurecida.
— Sim. — Urahara responde sem se incomodar com o tom de voz das autoridades das Soul Society.
— Urahara Kisuke, cada dia que se passa você nos surpreende ainda mais com suas artimanhas que vão contra todas as regras da criação!
— Se é contra a regra da criação ou não isso não me importa, eu apenas não acho justo que os maiores heróis da Soul Society não possam ter o direito que todo casal tem em ser feliz. É injusto o que eles passaram e é injusto que precisem se submeter a isso como se fossem monstros. — o cientista parecia enfurecido e demonstrava isso em seu olhar frio e impiedoso.
— Além do mais, eles não fizeram nada de errado, é apenas uma criança sendo gerada que estamos falando aqui. — Yoruichi fala. — Uma criança que eles têm o direito de receber em seus braços.
— Mas há algo muito perigoso sendo gerado junto a esta criança. — a voz era familiar e os quatro companheiros se viram para o lado direito da sala.
A juíza Ayame tira a placa de seu rosto.
— Senhora juíza não mostre seu rosto! — um homem exclama.
— Silêncio! Como se nossas identidades fossem de grande importância diante de quatro pessoas que podem facilmente nos matar a qualquer momento. — ela responde e vem descendo as escadas em direção aos quatro visitantes da corte.
Ichigo e os outros a reverenciam.
— Senhora. — Urahara a cumprimenta respeitosamente.
— Urahara Kisuke e Shihouin Yoruichi, ergam a cabeça e olhem para mim.
Os dois o fazem.
— Não restam dúvidas que desde o início utilizar o Hougyoku como artifício para a concepção desta criança era plano de vocês, contudo o Hougyoku se fundiu ao bebê de Kurosaki Rukia e se tornou o portador de sua própria vontade. — ela olha para Ichigo e Rukia. — Em outras palavras, estamos falando não do Hougyoku: um objeto capaz de quebrar a barreira que limita o desenvolvimento racial das espécies, mas de um bebê de braços e pernas que terá a mesma função, mas com vontade própria que andará como um ser vivo influenciando tudo ao seu redor. Então eu pergunto: “Não era da competência do Destino decidir se uma criança nascida de Kurosaki Ichigo e Kurosaki Rukia viesse ou não a existir pensando nas possibilidades de sua existência influenciar positivamente ou negativamente seu mundo?”.
Urahara e Yoruichi ficam surpresos.
— Me mostre os estudos que você fez que demonstram que este bebê não será um perigo para nosso mundo? Que sua presença não influenciará os seres vivos de tal forma que mude seus destinos tirando-os do plano premeditado do grande rei? O Hougyoku quebrou um limite ao gerar esta criança e não foi o milagre da concepção, e sim, um milagre para si mesmo ao dar pernas e braços à sua própria vontade.
— O princípio do Hougyoku criado era a de ser unicamente ser utilizado para a concepção senhora juíza. Ele não possui meios de influenciar as coisas ao redor que não seja em benefício de si mesmo. — o cientista explica.
— E o que impede o Hougyoku de não fazer isso?
— O bebê. — Yoruichi responde.
Todos olham para ela.
— O bebê foi escolhido como mestre porque o Hougyoku não possui capacidade de se governar, mas apenas de escolher. — ela olha para Urahara. — Por isso ele se fundiu ao filho de Ichigo e Rukia, pois sabia que sua vontade de existir era o mesmo que a da criança sendo gerada, em outras palavras, o bebê que nascerá não trará desequilíbrio pelo simples fato dela ter vontade própria e tal vontade evoluir com o tempo tal qual um ser humano normal.
A juíza Ayame olha para Urahara.
— Isso é verdade?
O cientista assente.
— O Hougyoku está em um estado primitivo e limitado pela existência da criança, por isso ele se fortalecerá conforme a criança se fortalecer e este é seu limite, então, mesmo que seja extraordinário, o Hougyoku não pode fazer nada que não seja da vontade de seu mestre, que na verdade é ele mesmo em um corpo mortal.
— Em outras palavras, não há riscos desta criança sair do controle se ela for educada da maneira correta? — ela pergunta.
— Exatamente senhora. O Hougyoku não é mais um objeto e sim uma criança que nascerá, crescerá, irá à escola, fará amigos, terá sua própria família e um dia morrerá como um ser humano igual seus pais.
Ayame sobe novamente para seu lugar e começa a discutir com os outros juízes.
— Nós chegamos a um veredito. — ela diz.
Ichigo e Rukia ficam suando nervosos.
— Como representante desta corte, eu declaro que Kurosaki Ichigo e Kurosaki Rukia poderão continuar com a gestação e a passagem do Senkaimon será aberta à Kurosaki Rukia para que a mesma seja consultada pela capitã do 4º Esquadrão como forma de monitoramento da evolução espiritual dela e da criança. — Ichigo e Rukia comemoram. — Contudo, eu quero que a cada mês seja enviado um relatório da evolução da gravidez pelas mãos de Urahara Kisuke com todos os dados que comprovem veridicamente o que foi dito hoje neste julgamento e o mesmo será analisado pelo capitão do 12º Esquadrão Kurotsuchi Mayuri.
— Com todo prazer senhora. — ele a reverencia.
Ichigo e Rukia já pulavam de alegria.
— Eu dou por encerrada esta sessão. — ela bate o martelo e os juízes começam a se retirar. A juíza passa perto dos quatro companheiros quando Rukia a chama e ela se vira para a jovem grávida.
— Muito obrigada senhora, não vou decepcioná-la! — Rukia segura as lágrimas.
— A senhora nunca teve a intenção de impedir nada não foi? — Yoruichi fala para ela.
A juíza olha com a ponta dos olhos para a morena.
— Eu reconheço um bom teatro quando vejo um. — Yoruichi comenta sorrindo. — Eu sei que a senhora deve ter montado essa encenação toda apenas para manter o protocolo e para que não acontecesse um desentendimento na corte não foi?
Ichigo e Rukia olham surpresos para Yoruichi e em seguida para a juíza, Urahara apenas sorria depois de ouvir as palavras de sua companheira.
— Do que está falando? Acha que eu levo meu trabalho como alguma forma de brincadeira? Tome cuidado com as palavras que usa ao se dirigir a mim, eu posso mandar prendê-los a qualquer momento. — ela avisa.
— Oh, mil perdões minha senhora. — a ex-capitã pede desculpas baixando a cabeça.
Ayame que estava séria encara o grupo e se retira, mas assim que vira o rosto deixa escapar um leve sorriso.
— Yoruichi-san, Urahara-san, muito obrigado mesmo por tudo o que estão fazendo por nós! — Ichigo baixa a cabeça o máximo que pode em agradecimento.
— Não precisam agradecer, já tínhamos avisado que ajudaríamos não foi? Além do mais a gente gosta de se meter em confusão desde que éramos crianças não é Kisuke? — ela abre seu largo sorriso típico cheio de malícia.
— Yoruichi... Já falei que esses não são motivos para se orgulhar... — Urahara coça a testa.
Os três começam a rir.
— E então Kuchiki-san, como se sente voltando à Soul Society depois de tanto tempo? — Urahara pergunta.
— Sinto como se nunca tivesse saído daqui e já estou morrendo de vontade de visitar todo mundo especialmente meu irmão, tenho certeza que ele vai ficar muito surpreso quando descobrir que voltei!
— Seja bem vinda outra vez, Kuchiki-san. — Urahara lhe dá as boas vindas e toca em seu ombro.
— É bom estar de volta. — ela sorri.
_______________________________________
Bleach OST The DiamondDust Rebellion #9 Recollection I
Quatro meses se passam desde a aprovação dos métodos utilizados para a concepção do filho de Rukia e agora que haviam passado por tantas dificuldades existia mais um pequeno obstáculo que estava há alguns momentos de ser eliminado.
Na mansão Kuchiki. Rukia e Ichigo estavam em um pequeno recinto particular conversando com Byakuya a respeito de um assunto muito importante de interesse dos três.
Eles tomavam chá enquanto decidiam que nome colocar na criança.
— Hisana? — Byakuya repete o nome anunciado por sua irmã.
— Sim. — ela responde.
— Eu não tenho nada contra escolherem este nome, mas me pergunto por que resolveram coloca-lo, além do mais se não me engano Rukia optou por não saber o sexo do bebê... E se for menino? — Byakuya pergunta.
— Se for menino a gente pensa em outra coisa nii-sama, mas... — Rukia olha para sua barriga de sete meses e faz carinho enquanto sorria. — Eu sei que teremos uma menina.
Byakuya cruza os braços e fecha os olhos parecendo preocupado.
— Espero que sua intuição não tenha nada a ver com seus instintos maternos que me fizeram procurar durante três dias por um doce que nunca tinha ouvido falar e que nem mesmo os empregados na mansão sabiam como fazer...
— Ah! Foi o que eu disse para ela! — Ichigo concorda.
Rukia infla as bochechas.
— Vai ser menina e pronto!
Byakuya e Ichigo se entreolham e suspiram derrotados.
— Que seja...
— E então nii-sama, não tem problemas se escolhermos o nome de minha irmã?
Byakuya sorri.
— Será uma honra.
Rukia devolve o sorriso.
— Bem... Já que está tudo decidido precisamos ir Rukia. — Ichigo se levanta.
— É verdade, temos muitas coisas para resolver ainda. — a mulher de barriga volumosa levanta com ajuda do marido.
— Do que estão falando? — Byakuya fica em pé para acompanhá-los.
— Bem, desde que conseguimos a permissão para Rukia voltar à Soul Society a juíza Ayame nos pediu para preparar algumas coisas para o parto. — Ichigo pegava uma bolsa com coisas dele e de sua esposa.
— Agora lembro... Os protocolos de monitoramento e proteção, correto? — o capitão olha para sua irmã.
— Exatamente nii-sama. — Rukia entrega outra bolsa menor nas mãos do marido. — O parto vai ser na terra e ainda não temos certeza se terei parto normal ou cesárea, tudo vai depender do próximo mês, por isso eu e Ichigo precisamos preparar algumas coisas de antemão.
— Ela vai dar à luz no Hospital Geral de Karakura com a ajuda de um corpo médico sob a supervisão de Ishida e com apoio de Unohana-san, só que Urahara-san já nos alertou que assim que o parto acontecer o bebê não vai ter como conter a reiatsu dentro do próprio corpo e por causa disso vamos precisar de uma barreira ao redor do hospital e ajuda de Soi Fon-san caso algum hollow se aproxime atraído pela reiatsu do bebê. — Ichigo explica.
— E estamos indo agora para confirmar todos os preparativos e fazer um exame que Unohana-taichou me pediu. — Rukia diz.
— Entendo, eu poderei estar lá caso seja necessário. — Byakuya se prontifica.
— Nós ficaríamos agradecidos. — Ichigo agradece.
— Bem. Nós já vamos nii-sama. — Rukia se aproxima e o abraça.
— Não se esforce muito Rukia, não saia por ai se cansando à toa. — o capitão pede. — Não quer que eu ordene uma carruagem?
— Não se preocupe nii-sama, eu estou ótima. — ela sorri. — Eu quero andar um pouco para cumprimentar alguns amigos pelo caminho, afinal já faz um bom tempo desde o último exame que eu fiz com Unohana-taichou.
— Tudo bem, tome cuidado. — ele se despede.
O casal o cumprimenta e de mãos dadas saem andando pela Soul Society.
— E pensar que falta tão pouquinho para a gente conhecer a Hisa-chan. — Rukia enrubescia de alegria e excitação.
— Não se empolga muito não senão ela vai acabar atendendo seu desejo e nascer por aqui mesmo. — Ichigo brinca.
— Ai, ai, ai! — Rukia geme de dor e Ichigo se desespera.
— Tá brincando? Sério mesmo? — ele fica nervoso.
Rukia sorri travessa.
— Te peguei.
Ichigo pisca cheio de veias na testa.
— Oras sua!!!
Ela sai rindo pelo caminho e Ichigo resmunga por causa da brincadeira que deixaram suas pernas bambas.
_______________________________________
Bleach OST Fade To Black #27 Suite Going Home(Piano)
Algumas semanas mais tarde Rukia estava dormindo quando começa a se revirar na cama, às vezes ela sentia certo desconforto no ventre causado pelos pulsos de reiatsu vindos de seu bebê. Mas agora a intensidade era mais controlada não apenas graças ao dispositivo em seu pulso e ajuda de Ichigo, mas à sua própria reiatsu que havia aumentado bastante com o passar dos meses.
Ela levanta vagarosamente para não acordar o marido que dormia e que precisaria trabalhar em algumas horas, então senta na beirada da cama fazendo exercícios de respiração e assim apaziguar a dor até o pulso de reiatsu estabilizar.
— Ai... — ela geme baixo e pousa a mão sobre a barriga.
— Querida. — Ichigo acorda automaticamente.
— Oh não... Desculpa meu amor, não queria acordá-lo. — ela lamenta olhando para o ruivo que já estava sentado na cama ao seu lado.
— Não precisa pedir desculpa. — ele boceja e coça os olhos. — É outra crise? — se levanta contornando a cama e ficando de joelhos na sua frente.
— Nem chega a ser uma crise de reiatsu, é só um pequeno desconforto, já vai passar. — ela continuava seu exercício de respiração enquanto massageava a barriga com uma das mãos.
— Lembra do que o Urahara-san disse? — Rukia olha para ele e Ichigo toca na barriga da esposa. — Essa criança aqui dentro devolveu sua reiatsu porque precisa dela também, por isso cada vez mais sua própria energia espiritual aumentará para poder atender as necessidades do nosso bebê. — Ichigo olha para Rukia. — Você já está acima da média do nível de um capitão querida.
Rukia sabia disso. Sua barriga crescia junto com seus poderes em um processo de adaptação curioso onde o bebê dentro do útero fortalecia a mãe preparando-a para dar à luz.
— Eu sei meu amor e foi por isso que a Soul Society veio atrás de nós lembra?
Ele assente.
— É por causa disso que vou fazer o que for necessário para manter tudo sob controle e deixá-la o mais confortável possível para quando o dia da gente conhecer o nosso filho chegar, então sempre que sentir algo errado, nem que seja uma coisa que você considera irrelevante, não deixe de me chamar. — Ichigo toca no queixo de Rukia. — Eu também ajudei a fazer esse bebê não foi? A responsabilidade também é minha. — sorri.
Rukia fica corada e vira o rosto.
— Não saia dizendo essas coisas desconcertantes com esse sorriso no rosto seu idiota. — ela gagueja.
Ichigo começa a rir.
— Então me deixe fazer minha parte. — Ichigo vira o rosto da esposa para ele novamente e a beija carinhosamente. Sua reiatsu fluindo para Rukia que começa a ter sua energia espiritual estabilizada rapidamente. O desconforto passa e eles cessam o beijo.
— Obrigada Ichigo. — ela segurava no rosto do companheiro com as mãos enquanto mantinha os olhos fechados e encostava sua testa na dele sentindo sua respiração.
— Eu vou estar sempre aqui para você, não precisa agradecer. — ele fazia o mesmo gesto carinhoso.
— Vamos dormir então?
— Vem. — ele deita na cama e a puxa colocando-a em seus braços.
Rukia pega os lençóis e põe sobre eles, então após alguns minutos finalmente voltam a dormir.
_______________________________________
Bleach #25 Pray That You Always Understand Me (Piano)
Alguns dias depois Rukia estava jantando com seu marido quando começa a sentir umas pontadas anormais no ventre, mas demora até ambos perceberem que não se tratava de uma nova crise de reiatsu, porém a certeza só vem quando a bolsa de Rukia estoura e Ichigo fica paralisado.
— E agora? E agora?! O que eu faço? Quem eu chamo? Unohana-san? Ishida? Urahara-san? Os Bombeiros?! — Ichigo perguntava nervoso.
Rukia o puxa pelo colarinho e ela suava um pouco, mas sorri para ele que estava perdido em seu nervosismo.
— Meu amor, se acalme se ficar assim vou acabar ficando nervosa também. — ela confessa e senta no sofá segurando a barriga.
O botão: CONTROLE de Ichigo é aceso e ela muda de atitude ao sentir vergonha da maneira como tinha se comportado na frente da esposa que era quem deveria estar em pânico, ele se aproxima dela e fica de joelhos segurando em sua mão e atento à sua mulher.
— Amor, eu preciso que você ligue primeiro para Ishida e depois Unohana-san, ela vai avisar a Onmitsu Kidou sobre o procedimento de barreira ao redor do hospital. — Rukia começa a exercitar sua respiração e tocando no rosto do marido o beija. — Não precisa ficar nervoso tá? Ainda temos bastante tempo até nosso bebezinho chegar e só poderemos ir para o hospital quando isso tudo estiver pronto. — ela sorri e fecha os olhos se concentrando em sua dor.
— Pode deixar comigo meu amor, eu vou fazer tudo o que precisa ser feito, vou pegar suas coisas também para podermos ir para o hospital. — Ichigo se ergue parecendo outra pessoa.
— Tá... — ela suava com a expressão trêmula e olha para sua barriga começando a fazer carinho e sorrir ansiosa por aquele momento que havia chegado. — Finalmente a mamãe vai poder te conhecer...
Sussurrava enquanto seu marido andava com o telefone no ouvido e pegava as bolsas que o casal havia preparado para quando esta hora chegasse.
Faltavam algumas horas para a tão aguarda criança do destino nascer.
_______________________________________
Continua...
_______________________________________
Fale com o autor