Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales
5 Rukia & Ichigo - Permissão e Paciência.
Notas iniciais
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Alguns dias depois do incidente com a nova espécie de inimigo, Rukongai estava sendo reconstruída enquanto vários shinigamis montavam guarda e o 12º Esquadrão fazia investigações. Ichigo havia acordado e estava hospedado na mansão Kuchiki para se recuperar dos efeitos colaterais do vírus.
Inoue havia ficado para ajudar na recuperação, assim como Ishida e Sado que botavam a conversa em dia e Renji que comia melancia ao lado de Rukia como nos velhos tempos.
— Não estou acreditando até agora que o Sado está namorando! — Ichigo exclama com o braço esticado sendo enfaixado por uma serva da mansão.
— Mas ele já tinha contado para todo mundo Ichigo, até mesmo pra mim. — comenta Rukia.
— Mas ouvir ao vivo é totalmente chocante! — suava frio.
— Sado-kun você tem foto? — Inoue pergunta.
Sem nada dizer ele pega uma pequena foto e mostra para o grupo que fica petrificado diante da beleza da mulher latina morena e sedutora.
Renji olha para o maior.
— Tá de onda! Isso é mentira! — o tatuado cerra o punho indignado.
— Eu só acho que ela não deve ter tido muita opção... — Ishida sussurra.
— Acho que o amor não liga muito para aparências não é? — Inoue ria sem graça.
Ichigo e Rukia se entreolham e fitam Sado com olhos penetrantes.
— Ela é cega não é? — perguntam.
Sado guarda a foto com todo cuidado.
— Não precisam invejar a sorte alheia com ofensas. — ele olha com ar sinistro para o grupo que se sente acuado. — Ela é uma advogada recém-formada fazendo estágio em empresas de diversos países, nós quase não nos vemos no momento, mas como estamos ao ponto de estabilizar nossas vidas resolvemos que em breve ficaremos noivos.
O grupo suava sem parar e Sado parecia um gigante olhando para um bando de formigas.
— No-no-no-no-no-noivos!? — exclamam gaguejando como a nota quebrada de um piano.
— Eu sou um homem perfeitamente saudável e sei exatamente o que quero fazer da minha vida, criem vergonha na cara e tratem de resolver a de vocês. — termina de falar ainda com a sua aura sinistra que faz o seus amigos ficarem trêmulos no canto da sala.
— Quem é essa cara? — Ichigo pergunta.
— Eu não sei, mas ele parece com o Sado — Rukia responde sussurrando enquanto está agarrada a Inoue que tremia como vara verde.
— Só pode ser coisa do Kurotsuchi Mayuri. — conclui Ishida.
— Ou será que a gente que é um bando de frouxos? —Renji pergunta olhando para Ishida e Ichigo.
— Frouxo eu não sou não, né Rukia? — Ichigo pisca e Rukia enfia o dedo em seus olhos. — Uaaaahhh!! Meus olhos! Eu não enxergo! — rolava no chão enquanto a serva da mansão suspira e pega novas gazes preparando para tapar os olhos do ruivo.
Inoue olha para os dois e Rukia ri sem graça.
— Não liga para esse idiota Inoue, ele está falando asneiras como sempre.
Mas Renji e Ishida também pareciam desconfiar de alguma coisa.
— Rukia... Por acaso vocês estão escondendo alguma coisa? — Renji pergunta.
— Eu não. Você está Ichigo? — ela olha para ele.
— Mesmo que eu estivesse eu não ia conseguir achar. — resmunga enquanto tem os olhos enfaixados parecendo uma múmia cega.
— Não reclame, eu só tirei temporariamente sua habilidade de falar besteiras.
— Pelo que eu saiba a boca e quem fala e não os olhos!
— Se for esse o caso isso pode ser providenciado! — Rukia começa a arregaçar as mangas.
Ishida, Inoue e Sado olham para Renji.
— Nem olhem para mim, eu estou quieto comendo melancia! — ele cospe uma semente na testa de Ichigo.
— Ah! Seu macaco mal lavado eu vou te quebrar na porrada! — Ichigo se levanta.
— Vem! Laranja zambeta! — Renji também se levanta.
Os dois começam a balançar um para o outro.
Rukia chuta “delicadamente” o aeroporto internacional dos shinigamis de Ichigo e Renji que ficam roxos e sem fôlego. Os dois caem de joelhos segurando o que dava para segurar rolando no chão desesperados.
— Querida mãe que está no céu, minha descendência é uma flor que murcha no vazio... — filosofa Ichigo.
— Meus amiguinhos... Assassinados... — sussurra Renji suando feito condenado.
A serva que cuidava das feridas de Ichigo ao ver os dois no chão semimortos contabiliza a quantidade de gazes e medicamentos insuficientes e em um ato de fúria joga tudo para o alto e sai trotando da sala como um elefante zangado deixando os presentes assustados.
— Você bem que mereceram! — Rukia cruza os braços.
— Fale por você que não precisa se preocupar com certas partes sensíveis do corpo! — Renji resmunga cheio de veias furiosas.
— Quer me deixar estéril sua... Sua... “Pêssego enlatada”! — Ichigo exclama.
— Pêssego? — Rukia olha confusa.
Renji vira a cabeça para Ichigo que ainda estava assim como ele largado no chão.
— Oi... Você disse “pêssego”? Por acaso você não teria visto a...?
— O quê? Você também viu?! — Ichigo pergunta de volta.
Os dois se encaram surpresos e em um salto levantam voltando a se balançar um para o outro.
Os dois acertam um soco um no outro e começam a rolar no chão quebrando tudo que encontravam pelo caminho.
Rukia suspira desistindo e coça a testa sem saber o que fazer.
— Alguém poderia me explicar o que significa essa baderna em minha mansão?
A voz de Byakuya é tão assustadora quanto uma assombração da meia-noite e faz Ichigo e Renji arrepiarem feito gatos e ficarem em pé como santos.
— Foi a Rukia que começou! — os ruivos respondem em uníssono apontando para a pequena.
— O quê?! — Rukia ouve seu nome e se enche de fúria. — Está decidido... É hoje que eu mato vocês sem falta... — sua reiatsu começa a se tornar gélida.
— Já chega. — Byakuya ordena e olha para Ichigo e seus amigos humanos. — O comandante mandou avisar que o Senkaimon está pronto para mandá-los de volta a terra, ele disse para não perderem mais um segundo sequer, pois seus compromissos humanos já foram interrompidos por tempo demais, porém, antes a Central 46 deseja falar-lhes.
— Tsc, já havia até me esquecido disso. — ele acena para Rukia. — Está na hora, vamos nessa Rukia.
— Agora?! — ela olha surpresa.
— Ué, mas é claro, está é a hora perfeita você não acha?
— Mesmo assim... — ela olha de relance para Byakuya e fita Ichigo novamente. — É isso mesmo que quer fazer?
— Sim. — ele responde com um sorriso.
Rukia coça as bochechas.
— Tudo bem então...
Os dois saem deixando seus amigos cheios de dúvidas.
— Alguém entendeu do que eles estavam falando? — Renji pergunta.
Ishida e Inoue dão de ombros, mas Sado e Byakuya pareciam desconfiados de alguma coisa.
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Child of Light — 02. Aurora's Theme
Era uma reunião especial onde os capitães estavam presentes em um grande salão onde os membros da Central 46 presidiam as congratulações aos humanos que mais uma vez foram de importante ajuda a Soul Society, estavam presentes não apenas os capitães do Gotei 13, mas Urahara e Yoruichi eram alguns dos convidados de honra, porém ambos pareciam se estranhar.
Tudo ia bem e após a capitã Kuchiki Rukia reportar os últimos detalhes de sua missão Ichigo olha para a sua companheira e assente demonstrando que se daria início a mais alguma coisa, ela parecia um pouco nervosa, mas demonstra também estar preparada.
— Senhores, eu gostaria de um pouco de sua atenção.
A voz de Ichigo chama a atenção de todos e se faz silêncio no recinto.
— O que deseja Kurosaki Ichigo? — um dos juízes pergunta.
— Desde o início eu tenho buscado seguir os meus propósitos e isto me levou a ajudar a Soul Society inúmeras vezes, não como obrigação, mas como parte de um convívio que me deu a oportunidade de formar laços e conhecer amigos. — Ichigo começa a falar e se dirige ao centro do salão. — Entre tais amizades eu agradeço a uma em especial. — Com um gesto de sua mão Ichigo aponta para Rukia. — Minha amiga Kuchiki Rukia desde o início de minha vida como shinigami tem me apoiado e jamais falhou em me deixar seguir este caminho, hoje entendemos que o respeito e companheirismo que compartilhamos não pode ser desfeito e é por causa destes sentimentos preciosos e insubstituíveis que eu, Kurosaki Ichigo, peço às autoridades da Soul Society e ao capitão do sexto esquadrão Kuchiki Byakuya, vigésimo oitavo líder da casa Nobre Kuchiki, permissão para me unir à capitã Kuchiki Rukia em matrimônio.
As palavras de Ichigo faz com que todos os presentes fiquem sem fôlego e exclamem surpresos olhando um para os outros.
Byakuya olhava Ichigo tão surpreso quanto aos demais e em seguida fita Rukia que já o encarava de volta, vendo que seu irmão parecia tentar entender, ou achar que as palavras do ruivo eram uma espécie de brincadeira Rukia sai de seu lugar e se dirige ao centro do salão segurando na mão de Ichigo e olhando para seu irmão.
— É verdade Nii-sama. — Rukia responde serenamente.
As palavras pareciam navalhas na cabeça de Byakuya e sua expressão treme.
Inoue estava sem palavras, sua cabeça vazia e seu corpo pareciam pesados, sem perceber ela dá alguns passos para trás escondendo assim suas lágrimas, o que ela mais temia tinha acontecido, sua insegurança em querer revelar seus sentimentos a Ichigo caiam por terra no instante em que ele mesmo havia afirmado amar outra pessoa não lhe dando chances de reagir, embora Inoue gostasse muito de Rukia, a ruiva não conseguia evitar o ciúme ao vê-los de mãos dadas no centro daquele lugar enfrentando de frente as tradições da Soul Society em uma união impossível e proibida por lei... Mesmo assim...
— Você tem idéia da gravidade de suas palavras Kurosaki Ichigo? — Byakuya também sai de seu lugar e se aproxima um pouco do casal. — Tem noção do que pede diante de todas as autoridades da Soul Society e isso inclui a minha?
Ichigo encara Byakuya.
— Sim eu tenho e se eu não tivesse certeza do que eu quero e vontade de enfrentá-los eu jamais olharia em seus olhos para legalizar tal pedido.
— Não me refiro à sua vontade ou legalidade, eu me refiro às circunstâncias.
— O quê? — O ruivo parece confuso.
— Pedido negado.
A voz de um dos juízes pega Ichigo e Rukia de surpresa e eles olham para o homem.
— Como disse? Negado? Por quê?! — Ichigo não levaria um “não” como resposta.
O juiz se aproxima da discussão.
— Se for por causa de nossas vidas fazerem parte de mundos diferentes eu posso viver na Soul Society ao lado dela, isso não me impediria de...!
— A negação se deve a outro motivo Kurosaki Ichigo. — o juiz diz.
— O que então?! — pergunta.
— Pelo mesmo motivo que seu pai Kurosaki Isshin veio a se casar com sua mãe Kurosaki Masaki dando origem a uma criança como você.
Ichigo balança a cabeça.
— O que eu tenho a ver com isso?
— Você é fruto de uma união proibida entre uma mortal e um shinigami dando origem a um ser com poderes capazes de ultrapassar os limites impostos pelas leis físicas e espirituais e isso sempre foi uma fonte de preocupação, pois independente de seu heroísmo, no dia que desejares se voltar contra nós não haverá quem se oponha ao tamanho de seu poder.
Ichigo aperta a mão de Rukia e ela percebe que ele tremia e suava.
— Mas eu não vou...
— Ninguém pode garantir o amanhã Kurosaki Ichigo, porém sendo você uma pessoa com poderes extraordinários, os frutos de sua união com uma shinigami do nível de Kuchiki Rukia serão ainda mais instáveis e o equilíbrio perdido pela presença de tal poder, e é por causa disso, pensando em preservar o bem de toda a humanidade e Soul Society que nós não poderemos permitir tal união...
— Isso é injusto... — Rukia baixa a cabeça.
— Eu não aceitarei isso, tudo o que vocês tem feito até hoje foi imaginar situações que nunca vieram a acontecer e usam isso como pretexto para nos impedir de vivermos as nossas vidas! É injusto e irracional! — Ichigo braveja. — Vocês não podem provar o que dizem!
— E é justamente por não conseguirmos provar nossas palavras da mesma forma como você não pode provar as suas que não podemos decidir pelo incerto.
Ichigo faz menção de ir para cima do juiz para gritar em sua cara, mas Rukia o segura e balança a cabeça fazendo-o se conter, mesmo que revoltado ele não deixa de encarar o juiz.
— Eu abdico de minha vida como shinigami.
Todos olham para Rukia voltando a ficar surpresos.
— Rukia! — Renji exclama.
— Você não pode fazer isso Rukia! Você ama ser shinigami! — Ichigo diz ainda surpreso.
— Mas eu te amo ainda mais. — ela sorri serenamente e olha para os juízes, assim como para Byakuya e Renji. — Eu abdico de meu posto como capitã e existência como shinigami para viver com meu companheiro humano na terra.
Inoue olhava surpresa para Rukia e sua boca tremia querendo falar alguma coisa. Ishida nota a ausência de Inoue na reunião e começa a procurá-la.
— Negado.
Ichigo e Rukia voltam a ficar surpresos.
— Mas por quê?! — ela não conseguia entender.
— Jamais permitiremos que a capitã mais ativa do Gotei 13 perca seu posto.
— Seus miseráveis! — Ichigo grita e parte para cima do juiz, mas ele se assusta vendo alguém de braços abertos como um escudo entre ele e o homem.
— I... Inoue...? — Rukia olhava surpresa assim como Ichigo.
A ruiva parecia zangada e encara o juiz diante dela.
— Suas decisões não levam em consideração a falta de respeito aos feitos de Kurosaki-kun e às vidas que tanto ele quanto Kuchiki-san salvaram.
— Jovem Inoue, você não compreende que...
— Não há necessidades de se compreender palavras difíceis e leis antigas que não valem mais para a Soul Society que sobreviveu a duas guerras dependendo de seres humanos e criaturas rejeitadas por tais tradições e leis cegas que só nos fazem sofrer sem sentido.
— O que disse?! — o juiz se sente desrespeitado.
Mas Inoue passa por ele como se ele fosse invisível e se aproxima ainda mais dos demais juízes que só assistiam seu porta-voz tomar as decisões, elas os encara com tanta determinação que Ichigo e Rukia suavam frios.
— Se vão impedir que Kurosaki-kun e Kuchiki-san sejam felizes depois de todas as coisas maravilhosas que fizeram isso não impedirá que eles tentem seguir em frente mesmo sem as suas permissões e se eles desejarem guerrear contra todos vocês para serem felizes eu estarei ao seu lado como inimiga da Soul Society.
— Jovem tola, suas palavras são afiadas e perigosas, meça bem o que diz, sua sentença pode ser decidida neste exato momento por tal ousadia.
— Se prenderem Inoue-san eu não vou me importar de levantar meu arco contra vocês. — Ishida finalmente fica ao lado de Inoue.
— E eu jamais permitirei que encostem um dedo em Ichigo. — Sado se aproxima e cruza os braços.
Lágrimas silenciosas desciam do rosto de Rukia e Ichigo que não tinham palavras para expressar o que sentiam ao verem os seus amigos defende-los.
Uma tapa amistosa atrás da cabeça de Ichigo o faz voltar a atenção para Renji ao seu lado que o encarava com expressão de poucos amigos.
— Vai ficar chorando que nem mulherzinha agora seu idiota? Estufa esse peito e diz logo o que veio fazer aqui sem medo! — ele o incita, mesmo que estivesse se sentindo como Inoue.
Ichigo primeiro olha surpreso, mas logo enxuga suas lágrimas e sorri olhando para Rukia que faz o mesmo e segura em sua mão mais uma vez, eles ficam ao lado de seus amigos e finalmente exclama em tom desafiador e determinado:
— Eu me casarei com Kuchiki Rukia vocês queiram ou não!
— Aqueles que quiserem nos desafiar deem um passo à frente e nós teremos prazer em convencê-los à força! — Rukia encara todos.
— E é bom que estejam bem preparados mesmo... — Sado afirma estalando os dedos.
Ishida invoca o seu arco e Inoue fica em posição de combate ao seu lado.
— Nós vamos ajudar vocês, Kuchiki-san, Kurosaki-kun!
— Ai, ai... Olha só no que eu estou me metendo contra a minha vontade... — Renji estala o pescoço.
Byakuya ficava apenas calado observando as atitudes do jovens, mas ao ver que eles não demonstravam sinal de medo diante de todas aquelas pessoas autoritárias e poderosas espera para ver o resultado de toda aquela determinação.
— Guardas! — o juiz grita e alguns soldados se aproximam.
Ichigo e seus amigos ficam em posição de luta.
— Já chega.
A voz de uma mulher ecoa da parte mais alta do salão onde sentavam os juízes, ela desce vagarosamente as escadas e se aproxima dos jovens que atentos esperavam pelo confronto.
— A senhora... 13º Juíza Ayame! — O juiz presta reverência.
Mais uma vez se faz silêncio no recinto e a juíza de corpo avantajado e maquiagem pesada faz um sinal e os soldados se retiram deixando apenas os convidados de alta patente.
— Kurosaki Ichigo e Kuchiki Rukia... — ela ri. — Faz anos desde a última vez que vi alguém com tanta vontade de casar assim, seria de fato um pecado impedir tal união, fiquei até com pena de meu falecido marido agora.
— Eu não morri! — um homem grita ao fundo.
— Eh? — Ichigo e Rukia ficam confusos.
— Senhora juíza! — Algumas autoridades ficam preocupadas.
— Calem a boca seus invejosos da juventude alheia! — ela fala e se faz silêncio.
— O que... O que a senhora quer dizer...? — Rukia pergunta.
A juíza sorri.
— Eu estou lhe dando a permissão para oficializar sua união capitã Kuchiki Rukia.
A shinigami cai de joelhos e Ichigo abaixa a mão.
— O que foi que a senhora disse...? — Ichigo queria ouvir de novo.
— Não me faça repetir, eu tenho outras coisas para fazer e problemas para resolver que vão muito além de permitir um casamento.
— É sério isso!?
A expressão de Ichigo treme e ele sorri de orelha a orelha, Renji se aproxima bagunçando os seus cabelos e Ishida toca em seu ombro lhe dando os parabéns, enquanto Sado retribui com um gesto positivo.
Inoue se aproxima de Rukia que estava sentada no chão ainda não conseguindo acreditar e se ajoelha abraçando-a.
— Parabéns Kuchiki-san. — A ruiva sorri.
— O-Obrigada... Obrigada Inoue! — Rukia também a abraça forte e ambas choram no ombro uma da outra.
— Rukia... Kurosaki Ichigo...
Byakuya os chama e eles se desvencilham dos amigos se aproximando do capitão, mas ficando calados.
— Não pensem que aceitarei de bom grado tal decisão sem consulta. — ele olha para Rukia. — Você não é mais criança Rukia, eu a proíbo de abandonar suas responsabilidades para viver do jeito que bem entender com este “homem de cabelos laranja”.
— Foi mal Byakuya, mas se esse for o problema então... — Ichigo ajeita sua pose e tenta parecer o mais adulto e formal possível. — Senhor Kuchiki Byakuya, eu peço humildemente, mais uma vez, a mão de sua irmã Kuchiki Rukia em casamento.
— Kurosaki Ichigo.
— Quê?
— Eu vou te matar... — uma veia furiosa surge na testa de Byakuya.
— Peraí?! Você está com ciúmes da Rukia? Você não tem mais idade para isso! Não tem vergonha disso não Byakuya!?
— Eu vou proteger a honra da família Kuchiki e jamais permitirei que um membro de minha família viva sob o mesmo teto com alguém que...!
Rukia põe as mãos na cintura e se põe a frente de Byakuya assustando o capitão que ao olhar para os olhos da pequena fica calado.
— Nii-sama... Eu não vou fugir com o Ichigo como se fossemos um casal de criminosos e nem pretendo casar com alguém que ainda está estudando, além do mais eu preciso preparar um novo teste ao lado do Comandante Yamamoto para seleção de um novo capitão em meu lugar, não posso sair de meu esquadrão como se nada tivesse acontecido, eu tenho subordinados e amigos a qual devo explicações e prepará-los para minha futura aquisição familiar.
— O que eu pretendo dizer é que...
— E! — Rukia faz sinal mostrando que ainda não tinha terminado de falar. — Eu não vou te abandonar Nii-sama se é disso que você tem medo, nós somos uma família não somos? — ela sorri.
Byakuya engole seco.
Ichigo toca no ombro de sua companheira.
— Você perdeu Byakuya, a gente não vai desistir não importa o que você faça, acho que já provamos isso e nossos amigos também.
Byakuya fica encarando Ichigo como se ele fosse o pior vilão do planeta querendo arrancar-lhe a cabeça, o ruivo sentia a intenção assassina de Byakuya e troca farpas com o capitão, porém ele olha para Rukia e suas defesas caem diante do olhar sereno e carinhoso da irmã. Ele suspira e baixa a cabeça.
— Kurosaki Ichigo.
— Sim?
Byakuya vira de costas.
— Se eu souber, se eu ao menos sonhar que você fez Rukia chorar... — ele olha de soslaio para o ruivo. — Juro que eu te mato.
Ichigo sorri desafiadoramente para o capitão.
— Quanto a isso não se preocupe, pois eu farei de Rukia a mulher mais feliz do mundo.
Byakuya se retira do salão.
A 13º juíza Ayame se aproxima do casal.
— Meus parabéns Kurosaki Ichigo, por conseguir sobreviver ao seu pior desafio, espero que não esqueçam de me convidar para o casamento, mas antes disso eu preciso conversar com os dois sobre algo muito importante...
Ichigo e Rukia se entreolham, mas voltam a fitar a juíza assentindo logo em seguida.
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Um homem encapuzado anda por entre os destroços de Rukongai deixados pela batalha violenta entre Ichigo e a criatura hollowficada desconhecida na Soul Society.
Ele parecia procurar algo entre as rochas e madeiras espalhadas nas crateras, até que finalmente encontra vestígios do que procurava, ele desce até o fim do enorme buraco e com as mãos nuas retira pouco a pouco os detritos descobrindo alguns restos mortais minúsculos misturados à areia molhada e lama que não haviam sido coletados pelas equipes do 12º Esquadrão.
Com um sorriso no rosto ele retira um frasco por debaixo de seu sobretudo e coleta aquelas amostras que sobraram e volta a guardá-las sob o manto e subindo novamente pé ante pé. Por fim, olha mais uma vez para o enorme estrago feito ao redor e analisa com cuidado.
Na mente daquele homem singular, imagens, como memórias retrógradas, passavam em alta velocidade na sua mente sendo processadas pelo seu cérebro como partes de um grande jogo de imaginação e ele calculava o que deveria ter acontecido naquele embate: socos, chutes, explosões, tudo era analisado estatisticamente por seu cérebro e intelecto superiores.
— Kurosaki Ichigo... Interessante...
Ele anda calmamente em direção à floresta rumo às suas pesquisas que em breve dariam frutos, imaginando finalmente que seus esforços pareciam ter encontrado um desafio à altura...
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Continua...
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