Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales
8 First Tale - A Origem de Hisana - Parte I
Notas iniciais
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Faltando algum tempo para o casamento, Ichigo e Rukia convida dois de seus amigos Renji e Inoue para um almoço em um restaurante com Karaokê e mais privacidade para discutir com os dois uma decisão que haviam tomado há muito tempo pertinente ao seu casamento.
— EH?! — exclamam Renji e Inoue ao mesmo tempo, sendo que Inoue engasga com seu refrigerante.
— Padrinhos!? — Renji fala alto.
— Sim. — Rukia responde.
— Mas assim repentinamente? Como exatamente chegaram a essa conclusão? — Inoue limpava a boca disfarçadamente.
Ichigo e Rukia se entreolham sem entender e dão de ombros.
— Como assim “repentinamente” Inoue, vocês são nossos melhores amigos, na verdade foi uma decisão bem simples e rápida, eu e Rukia não precisamos pensar duas vezes. — Ichigo responde.
— Melhores amigos?! — Renji não acreditava muito e sua cara tremia de tão nervoso e sem graça que estava.
— Claro. — respondem Ichigo e Rukia ao mesmo tempo.
— Ah... Bem... Eu. — Inoue coça as bochechas coradas. — Eu nunca tinha recebido um convite desses antes... Não sei bem o que fazer.
— É só dizer “sim” ou “não” Inoue, na verdade eu e Ichigo ficaríamos muito mais felizes se fosse um “sim”. — Rukia sorri.
Inoue fica muda, Renji também não sabendo como responder.
— Ah... Esse silêncio de vocês é um não? — Rukia pergunta.
— Não! — Inoue diz.
— Não? — Ichigo arqueia a sobrancelha.
— Não! — Inoue balança os braços desesperadamente. — Não, não! Digo! Sim! Quer dizer, não, AHHHH! — ela bate na testa.
Renji tapa a boca de Inoue.
— Ela quer dizer que aceitamos a proposta. — ele responde e Inoue só consegue assentir vigorosamente com a cabeça.
— Obrigado Renji, Inoue. — Ichigo abre um largo sorriso para ambos.
— Com isso os preparativos estão todos completos. — Rukia toca no ombro de Inoue. — Nada nos trará mais alegria do que ter vocês ao nosso lado nesse dia.
— Kuchiki-san... — os olhos de Inoue brilhavam.
Renji dá um escorão em Ichigo.
— Vê se não desmaia quando subir no altar heim, vai ter um monte de gente olhando.
— Feh! Até parece que vou te dar esse gostinho de me filmar pagando mico cabeça de nabo!
— Na-nabo!? O que aconteceu com o abacaxi?! — Renji cerrava os punhos.
— He, evoluiu! — Ichigo olha afiado.
— Ah, é?! Sabia que a Tangerina também... Moranguinho cuti-cuti! — Renji olha debochado.
— Moranguinho é a mãe!
— Eu nem tenho mãe seu imbecil!
— Oras seu...!
Rukia dá uma martelada com o microfone na cabeça dos dois que ficam de cócoras resmungando com lágrimas nos olhos.
— Estamos aqui para comer, cantar e nos divertirmos... Se quebrarem um copo eu faço uma loucura... — Rukia ameaça olhando assustadoramente para os dois.
— Siiiiiiimmmmm. — respondem Renji e Ichigo em uníssono com uma voz que mais parecia um mugido de vaca atolada.
Inoue começa a rir e Rukia também, mas os dois rapazes continuavam trocando farpas.
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Bleach OST — Always Be With Me in Mind (Instrumental)
Após meses de espera a longa data prometida finalmente chega e assim Ichigo e Rukia se preparam para sua união em matrimônio.
A cerimônia seria realizada na Soul Society onde eles tinham mais conhecidos. Embora fosse uma ocasião feliz, também tinha seus toques de tristeza, afinal, aquele momento seria a despedida de Rukia do mundo espiritual.
Muitos dos ali presentes também vinham da terra: Keigo, Mizuiro, Tatsuki, a família de Ichigo e mesmo Don Kanonji estava lá, após receberem um passaporte especial para acompanharem a cerimônia.
O casamento era em estilo oriental com alguns toques e detalhes ocidentais para satisfazer todos os gostos, por isso os convidados estavam mais à vontade para a festa e se dividiam por todo o jardim, músicos tradicionalmente vestidos tornavam o ambiente mais agradável e a decoração não ficava atrás da natureza que conspirava à favor da ocasião preenchendo o jardim de pétalas de cerejeira. Ichigo por sinal estava tão nervoso que se tivesse o mal hábito de roer as unhas provavelmente já estaria sem ossos nas mãos. Seus pés não paravam quietos e Renji resolve lhe dar um cutucão.
— Oi Ichigo... Você tá começando a me deixar nervoso também! — ele sussurra.
— Por que ela esta demorando tanto? Minha roupa está apertando, será que já comecei a engordar antes de casar!? — o ruivo olha para a cintura.
— Você está ótimo Kurosaki-kun! — Inoue sussurra otimista ao lado de Renji.
— Obrigado Inoue.
— Pensei que quem deveria engordar era a Rukia... — Renji sorri maliciosamente.
A expressão de Ichigo treme e ele pensa em uma forma de mentalmente matar o tatuado, mas antes que seus planos se concretizem uma carruagem chega e a tensão no ar aumenta.
O cocheiro se aproxima e abre a porta da carruagem. O primeiro que sai é Byakuya que olha de forma panorâmica para o local da festa. Em seguida ele estende a mão e Rukia segura descendo elegantemente da carruagem.
Ichigo e Renji ficam boquiabertos e Inoue pasma, o vestido de casamento de Rukia era lindo e de encher os olhos, certamente Byakuya havia se certificado de que aquele fosse o mais caro na história da Soul Society, ao ponto de todos os convidados não perderem um segundo em vislumbrar os seus detalhes.
A noiva sorria para o irmão enquanto irradiava beleza e o capitão do sexto esquadrão estava com um ar diferente de tudo que Ichigo já havia sentido antes. Ele parecia mais sereno e com um sorrido cálido voltado para Rukia que não deixava de demonstrar a ninguém sua alegria com aquela ocasião.
Um pequeno grupo de crianças jogam pétalas de sakura pelo caminho e a música se torna uma marcha voltada para os passos da noiva em direção ao altar.
Ichigo não piscava e Inoue se vê obrigada a ajeitar a roupa do amigo meio desdobrada e ele não se incomoda com as mãos femininas lhe esticando para receber sua futura esposa.
— Vai Ichigo.
— Kurosaki-kun, você precisa ir pegá-la. — Inoue sussurra em seus ouvidos.
— Oh! É-é, sim! — ele volta a si e vai até os irmãos.
Byakuya e Ichigo trocam olhares, até que o capitão assente e segura a mão de Rukia entregando-a ao ruivo.
— Cuide bem dela e não deixe que nada lhe aconteça. — ele diz.
— É uma promessa. — Ichigo assegura.
Ichigo e Rukia compartilham de um mesmo sorriso radiante e se dirigem ao altar adornado logo à frente, onde Renji e Inoue os aguardavam, assim como a 13º Juíza Ayame, a autoridade máxima da Central 46.
— Que inveja desta juventude... Queria que meu falecido marido pudesse estar aqui...
— Eu estou aqui Ayame... — seu marido resmunga ao seu lado enquanto segurava o saquê que seria servido na cerimônia.
— Parece que agora é pra valer né? — Ichigo sussurra para a companheira enquanto sobem.
— Por quê? Ainda não está acreditando que seremos marido e mulher?
— Mais ou menos... Especialmente depois de tudo que a gente passou para chegar aqui.
— É verdade. — Rukia fecha os olhos sorrindo. — Mas isso tudo é passado agora, pois estamos caminhando em direção ao nosso futuro.
— E nossa felicidade. — ele acrescenta.
Eles riem baixinho e chegam ao altar cumprimentando Renji e Inoue.
— Vocês estão lindos. — Inoue comenta.
— Obrigada Inoue. — Rukia sorri.
— Tem certeza que não quer trocar Rukia? — Renji brinca.
— Tenho sim Renji. — ela responde sabendo que era brincadeira.
— Perdeu sua chance. — ele dá de ombros sorrindo.
Ichigo olha vitorioso e levanta o queixo.
— Não vão começar a querer brigar na minha frente senão mando prender todo mundo. — a juíza diz.
Os quatro riem e os convidados se entreolham sem entender o motivo. A juíza Ayame sorri e respira fundo.
— Vamos dar início à cerimônia... — ela toca nos ombros dos noivos.
A cerimônia de casamento segue todo um ritual minucioso, onde o casal ouve os conselhos para seguirem a vida a dois, Ichigo e Rukia ouvem atentamente a cada palavra e então se preparam para trocar as juras de casamento que ele tinham feito questão de estar presente na ocasião.
Karin e Yuzu se aproximam com as alianças. Elas não eram mais crianças, porém ainda eram as guardiãs do símbolo dos votos de Ichigo e Rukia e como certas tradições haviam sido quebradas neste casamento, a idade das jovens era o de menos.
As gêmeas se aproximam e entregam as alianças em pequenas almofadas vermelhas com bordados em ouro, outras das exigentes extravagancias de Byakuya que parecia vigiar o casamento para que nada desse errado.
— Obrigada Karin. — Rukia agradece.
— Obrigado maninha. — Ichigo faz o mesmo com Yuzu.
As duas saem parecendo um pouco nervosas e ficam nos assentos da frente reservados a familiares.
Ichigo respira fundo e olha para a juíza Ayame e posiciona a aliança no dedo anelar esquerdo de Rukia:
— “Eu, Kurosaki Ichigo, recebo a ti Kuchiki Rukia como a minha esposa, juro pertencer somente a você, serei seu companheiro, seu amigo, seu amante, tanto na dor quanto na alegria, assim como na angústia e na alegria, diante de derrotas e vitórias, mesmo nas trevas e na luz. Eu Kurosaki Ichigo, estou disposto a colocar minha vida ao seu alcance para dar-lhe coragem quando você desanimar, esperança quando você estiver descrente, quero ser a sua força e escudo como me compete sendo homem e mostrar-lhe o caminho sempre que a estrada da vida lhe desviar do seu propósito. Rukia, quero fazer você feliz, muito feliz, todos os dias da minha vida, porque a morte não possui poder para separar o amor quando é eterno”.
Rukia fica surpresa, aqueles não eram os votos tradicionais que haviam ensaiado, ela fica olhando para Ichigo como se tentasse procurar de onde havia saído aquilo, enquanto ele colocava o anel em seu dedo com todo carinho. Ele levanta o rosto e sorria para ela que faz o mesmo com ternura, não ficando atrás em quebrar mais uma tradição.
— “Eu, Kuchiki Rukia, faço do teu os meus votos e aceito tomar a ti Kurosaki Ichigo, como meu marido. Serei sua esposa fiel e companheira, mãe de teus filhos, consolo de tuas tristezas, abraço de tuas alegrias e pilar em tuas fraquezas. Eu Kuchiki Rukia, prometo ser tua luz para que não ande em trevas e uma fonte límpida para que não sintas sede, pois minha vida a ti pertence, para que dela encontres força e todo o amor e carinho que me compete sendo mulher. Eu te farei feliz, muito feliz e te amarei cada vez mais todos os dias de minha vida tendo o sol e a lua como testemunhas, porque a morte não há de separar este amor que é eterno”.
As lágrimas de Rukia escorriam silenciosas enquanto colocava o anel no dedo de Ichigo, o casal não tirava os olhos um do outro como se estivessem absorvendo o poder daquelas palavras que fazem não somente a noiva, como Inoue e alguns outros convidados chorar.
— Se alguém tiver alguma coisa contra esse casamento eu aconselho ficar calado se não quiser ir preso. — a juíza Ayame de forma chorosa ameaça. — Ai meu falecido marido... — ela limpa as lágrimas com o lenço. — Rukia, Ichigo, eu vos declaro marido e mulher! Agora pode beijar a noiva, beeeeem demorado. — essa última parte ela sussurra somente para os dois.
Ichigo e Rukia riem e ele se aproxima tocando no rosto da esposa que meneia o rosto e eles trocam o primeiro beijo como marido e mulher de verdade, assim como a juíza sugere, o casal troca um ósculo longo e apaixonado arrancando urras dos convidados e suspiros de outros, assim que cessa o beijo Ayame toda sorrisos pega Ichigo e Rukia pelas mãos e se dirige aos convidados:
— Eu vos apresento o senhor e senhora Kurosaki!
Os convidados gritam em êxtase batendo palmas, Karin e Yuzu pulavam agitadas e Isshin chorava como um bebê no banco da frente. Ishida que batia palmas retira os óculos e limpa o pequeno embaço nas lentes, Sado que estava de cabelos amarrados ao lado da esposa Andressa já grávida de alguns meses, ovacionava mais empolgado que o normal, Inoue abraçava Renji e chorava muito emocionada, o tatuado olhava com ternura para Rukia.
— Que bom não é Rukia...? Você conseguiu chegar aqui... — sussurra lembrando-se da longa trajetória que ambos tiveram desde a infância difícil até aquele momento de alegria.
Byakuya batia palmas e quando os olhos brilhantes de Rukia se encontram com os seus ele para por um instante e vislumbra sua irmã de maneira diferente. Mais madura e confiante ela agora parecia personificar toda a emoção que estava sentindo e mais do que isso ele consegue ler os lábios da irmã ainda em lágrimas lhe agradecendo com cada letra por ter lhe ajudado a usufruir daquele momento.
Naquele instante as defesas de Byakuya caem diante da alegria de Rukia e seus ombros e braços relaxam, ele se sente mais leve e por um momento não consegue ver ou ouvir nada ao seu redor, como se o mundo tivesse se tornado cinza, somente Rukia tinha cores e finalmente a realidade de que ela não estaria mais morando na mesma casa invade sua mente, sua vizinha do quarto ao lado que sempre o convidava na calada da noite para tomar um chá enquanto conversavam apreciando a lua agora ia embora e a palavra saudade se forma na sua cabeça como testemunha da importância que sua irmã tinha na sua vida.
Mas ele teria que conviver com aquilo a partir de agora, ela fez a escolha certa e embora fosse difícil admitir, Ichigo seria um bom marido e com certeza a faria muito feliz, é por pensar assim que no momento que seu mundo volta a ganhar cores que Byakuya percebe o quanto sentia orgulho de Rukia por tomar aquela decisão: Ser feliz ao lado que quem a amava.
Ichigo e Rukia andam pelo tapete vermelho enquanto os convidados jogam arroz, eles riem se protegendo e assim que passam perto de Byakuya o mesmo também joga grãos em Ichigo e Rukia que olham surpresos para o capitão.
— Nii-sama...
Ele sorri para o casal.
— Sejam felizes.
Rukia e Ichigo não percebem quando suas bocas ficam semiabertas, mas assim que Rukia olha para Ichigo, ela de maneira estonteante sorri para o marido e ele faz o mesmo voltando a caminhar em direção à carruagem.
— Kuchik... Opa! — Inoue se corrige. — Kurosaki-san o buquê!
Rukia quase havia se esquecido, ela olha para trás vendo a multidão de shinigamis ansiosas e vira de costas contando até três.
— Um! Dois... TRÊS!
Rukia joga o buquê e Nanao pula tentando pegar, mas Rangiku é mais rápida e passa na frente.
— Santen Kenshun! — um escudo dourado rejeita o buquê jogando as shinigamis pelo chão e Inoue pega pulando vitoriosa.
— Isso não vale! — Yachiru resmunga.
— Orihime! Você trapaceou! — Rangiku protesta.
— "No amor e na guerra vale tudo!" — ela olha afiada e vitoriosa para Ishida que coça a cabeça sem graça.
Ichigo e Rukia caem na gargalhada e com um aceno se despendem dos amigos entrando na carruagem e saindo rumo à lua-de-mel.
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Como planejado a lua-de-mel é uma tour pela América Latina, onde Rukia encontra uma flor que tinha um nome muito parecido com o seu na hora de pronunciar, eles viajam de barco e conhecem pequenas ilhas e diferentes animais exóticos, assim como cidades turísticas e artesanatos locais, é impossível não se apaixonarem.
Mesmo muito relutante eles chegam ao Brasil e o guia os leva à praia. Ao contrário do que pensava era um ambiente divertido e colorido, Rukia e Ichigo pulam no mar e sentem sua pressão arterial subir de tanto beber a agua do mar revoltoso, existiam sim mulheres bonitas, mas Ichigo não tinha olhos para mais ninguém.
Rukia tira várias fotos de Ichigo descendo de prancha enquanto surfava em gigantescas dunas, mas fica horrorizada quando ele sai rebolando e sua sunga voa parando em outro lugar. Algumas mulheres vendo o que tinha acontecido resolvem tirar algumas fotos, mas misteriosamente suas câmeras congelam e o lugar com clima quase desértico se torna frio e congelante expulsando todos dali. A shinigami bufava enquanto emitia uma aura gélida densa e sufocante.
Ela desce as dunas e encontra Ichigo enterrado morrendo de vergonha, ela brinca girando sua sunga como se fosse um cata-vento e sai correndo rindo enquanto Ichigo furioso corria atrás dela protegendo suas partes íntimas e a brincadeira fica séria ao ponto de fazerem amor no meio das dunas sem se importarem com o sol.
Eram as semanas mais divertidas e proveitosas de suas vidas e eles viviam ao máximo recordando cada momento em flashes e poses. A tão proveitosa lua-de-mel chega ao fim e após uma cansativa viagem de mais de doze horas, após recusarem a oferta de Urahara de atravessarem o Senkaimon, Ichigo e Rukia brindam em homenagem às suas novas vidas e rumam em direção à Karakura, a cidade escolhida para ser o seu novo lar.
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Two Steps From Hell — Could've Been
Ichigo e Rukia chegam ao aeroporto e chamam um táxi indo em direção ao endereço onde estaria sua nova casa.
— Você vai adorar querida, eu mobiliei do jeito que você pediu e a cozinha fica de frente para o quintal com as flores que escolhemos naquele dia! — Ichigo comenta empolgado.
Rukia ri.
— Você parece um arquiteto falando meu amor.
— É a casa dos nossos sonhos Rukia, ela não é nenhuma mansão como a do seu irmão, mas é linda e aconchegante, eu caprichei pensando em você. — ele faz um gesto positivo com o dedo parecendo orgulhoso de si mesmo.
— Uhmhum... Eu sei que caprichou... — eles trocam um beijo discreto sem o motorista ver.
— Chegamos senhores.
— Obrigado. — Ichigo abre a porta e ajuda Rukia a sair enquanto o motorista despacha as malas.
— Bem Rukia, seja bem-vinda ao... Seu... — o queixo de Ichigo cai.
Rukia olha para sua casa e em seguida para o marido e balança a cabeça parecendo impressionada.
— Puxa Ichigo... Quando você disse que era linda e aconchegante eu nunca imaginaria que seria tão linda e TÃO aconchegante...
Tinha uma mansão na frente dos dois, era feita em design tradicional com retoques ocidentais em tijolos dando-lhe um ar mais moderno e estiloso, a mansão tinha um jardim bem cuidado e muros de pedras maciças casteleira.
— Peraí, tem algo de errado, será que eu dei o endereço certo para o taxista...? — Ichigo coça a cabeça pegando um papelzinho no bolso.
— Oh!? Nii-sama! — Rukia sai correndo abraçando o irmão que saia da mansão.
— Byakuya!? O que está fazendo... Ah tá... — Ichigo revira os olhos. — Foi você...
— Como assim Ichigo? — Rukia olha para o ruivo.
— Essa não é a casa que eu comprei Rukia, seu irmão fez alguma coisa... Aliás, muita coisa cadê aquela casinha bonitinha com quatro paredes e um portãozinho branco que eu tinha deixado aqui!? — ele pergunta.
— Aquela casa não existe mais, eu a demoli e comprei as outras ao redor para construir essa.
Veias saltam da testa de Ichigo.
— É assim que você confia em mim para cuidar da sua irmã!? Isso é uma ofensa!
— Calma meu amor, isso deve ter alguma explicação, certo nii-sama?
Byakuya olha para Ichigo.
— Faltava o meu presente de casamento.
— Eh? — Ichigo pisca.
— Esse é o presente de casamento que eu havia me esquecido de dar a vocês. — ele responde com voz tranquila.
— Como assim presente de casamento Byakuya, você não tinha me falado que você e Rukia se encarregariam do casamento...?!
— Um casamento como aquele não pode ser considerado um presente e sim minha obrigação como líder da família Kuchiki e como tal assim foi feito, contudo... — ele olha para Rukia. — Como irmão este é o mínimo que eu poderia fazer para a irmã que quero bem... E para o homem que cuidará dela por mim de agora em diante. — diz olhando para Ichigo.
Os dois ficam mudos, Byakuya se aproxima e entrega a chave nas mãos de Ichigo que estava demorando um pouco para processar toda aquela informação.
— Aproveitem seu novo lar e cuidem bem um do outro. — ele olha para Rukia. — Sua irmã estaria muito orgulhosa.
— Muito obrigada nii-sama! — Rukia estava elétrica e abraça seu irmão com força.
— Oi... Ei Byakuya... Tá falando sério mesmo...?
Eles ficam em silêncio se encarando.
—TSC! — Rukia toma as chaves da mão de Ichigo. — Se vai ficar ai igual uma estátua sem fazer nada me dá licença que eu quero conhecer a minha casa! — ela sai correndo empolgada e abrindo a porta exclama quando dá de cara com a mobília. — Kyaaaaahhhh! Ichigo tem uma mesa enorme na sala e um sofá gigante daqueles que a gente afunda igual uma gelatina quando senta!
Ichigo começa a ouvir sua esposa trotando pela casa e os gritos histéricos a cada novidade e propaganda que fazia dos móveis.
— Por quê? Por que faz tudo isso por nós?
— Você me ouviu e ainda não consegue compreender?
—...
Byakuya olha para o céu.
— Você sempre faz Rukia feliz, não importa quantas vezes eu tente ver de maneira diferente é você quem ela escolheu para trazer-lhe alegria. — Byakuya olha para o ruivo. — É seu dever zelar pela felicidade dela e se uma simples casa nova ajudar a mantê-la com aquele sorriso no rosto, então eu também preciso fazer a minha parte, afinal... Ela é o nosso orgulho. — ele diz serenamente olhando para Ichigo que fica surpreso com suas palavras.
— Byakuya você...
— ICHIGO! — Rukia abre a janela de um dos quartos do segundo andar repentinamente. — Tem três quartos aqui em cima! Você tem que ver isso!
O ruivo olha para ela.
— Eu já estou indo querida! — ele acena achando graça da expressão de boba da esposa e se vira para Byakuya. — Ei você gostaria de...!?
O capitão entrava em uma limusine sem olhar para trás, mas sorri ao ver no reflexo da janela do carro Ichigo prestando reverência em agradecimento a ele. Tal qual um nobre, Byakuya adentra no carro e vai embora sem precisar trocar mais nenhuma palavra com Ichigo que sorri determinado para o cunhado e disposto a dar o seu melhor em nome do seu orgulho.
— Kyaaahh!! Olha o tamanho dessa banheira!
— Banheira!? Eu quero ver! — ele entra como uma gazela saltitante dentro de casa.
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Bleach OST The DiamondDust Rebellion #20 Recollection III
Tudo seria diferente para Ichigo e Rukia, uma vida nova, uma família apenas deles para se preocupar e cuidar. Existiriam muitos desafios pela frente, mas eles já haviam vencido tantas coisas juntos, por que desistiriam agora?

— SAIAM DA FRENTE! — a maca era arrastada pelos corredores do Hospital em alta velocidade por uma equipe de socorristas e um médico de cabelos lisos negros de óculos. Uma mulher agonizava com uma máscara de oxigênio no rosto, ela suava com dificuldades de respirar e o lençol que a cobria estava vermelho de tanto sangue na região do abdômen.
— RUKIA! — Ichigo corria ao lado segurando a mão da esposa. — Aguente firme eu estou aqui! — ele diz suando muito nervoso e sujo de sangue.
Mas sua esposa não prestava atenção em suas palavras ela se revirava na maca desesperada de tanta dor e gemia alto chorando.
— RUKIA! — o ruivo grita novamente vendo a porta dupla de emergência logo a frente.
— KUROSAKI! — Ishida segura o amigo impedindo-o de passar pela porta da UTI. — Você não pode passar daqui!
— Mas é a Rukia! É a minha mulher Ishida! — Ichigo estava desesperado como nunca esteve antes e tenta passar, mas o amigo o segurava.
— Kurosaki! — Ishida grita e Ichigo olha para ele com expressão trêmula. — Nós vamos fazer o que for necessário para salvá-la junto com o bebê, então tente se acalmar!
Os ombros de Ichigo murcham e Ishida tira uma máscara e um gorro do bolso que põe na cabeça e sai correndo enquanto vai tentando por a máscara no caminho.
Ichigo fica parado e sozinho naquele corredor, era uma situação surreal e inexplicável. Quando o ruivo olha para suas mãos sujas de sangue lembra-se do desespero que sentiu ao encontrar Rukia agonizando e sangrando sem parar no chão da cozinha entre cacos de vidro, ele não consegue pensar no que fazer a não ser correr e colocar sua esposa no carro enquanto ligava nervoso para Ishida preparando-o para a emergência.
Ao pensar em toda a situação e montar o quebra-cabeça do que tinha acontecido, o corpo de Ichigo pesa e ele cai de joelhos no chão segurando forte seu punho que não parava de tremer.
— Rukia...
Sussurra com olhar vago olhando para as gotas de sangue no chão branco e transparente que criavam uma trilha fúnebre em direção à UTI.
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Continua...
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