Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales

12 First Tale - A Origem de Hisana - Final.


Notas iniciais
Uma criança muito amada e esperada antes mesmo de ser conhecida. Kurosaki Hisana é a criança que nasceu para lutar contra as forças do destino para proteger aqueles que tanto ama, mas para alguém que possui a força de lutar contra as correntes do Karma quão importante é vir a existir em um mundo que parece lutar para não aceitá-la? Isso não é tal força quem julgará e sim o grandioso amor daqueles que anseiam conhecê-la. O último conto do nascimento de Hisana se inicia. Boa leitura.

Abertura de The Lost Tales

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Sailor Moon Crystal — Mezame wa Mada Otozurezu

O último andar do Hospital geral de Karakura parecia bastante agitado. Do lado de fora vários shinigamis do esquadrão de forças especiais da Onmitsu Kidou se posicionavam em locais estratégicos, enquanto Soi Fon conversava com Yoruichi.

— Yoruichi-sama eu posicionei os homens nos arredores do hospital e estamos de prontidão como o planejado. — a pequena capitã avisa se aproximando da mais velha.

— Muito bem Soi Fon. — Yoruichi olha um pouco preocupada. — O bebê de Rukia e Ichigo é muito especial, não podemos deixar nada acontecer.

— Deixe a segurança comigo Yoruichi-sama. — Soi Fon sorri.

— Eu sei, não é com suas capacidades que estou preocupada...

Soi Fon arqueia a sobrancelha.

— Ele está tão nervoso assim?

— O mundo pode estar acabando ao redor dele que ele nem pisca, mas se a mulher dele entra em trabalho de parto ele surta.

— Ah... Yoruichi-sama a senhora também não tem muito que falar... Quando o Katsu-chan estava nascendo a senhora teve que ligar pra mim porque Urahara e Tessai desmaiaram.

Yoruichi cora um pouco e suspira.

— Homens são tão inúteis nessas horas...

— Homens são inúteis em qualquer hora...

Yoruichi e Soi Fon se entreolham e começam a rir.

Ichigo andava de um lado para o outro no corredor. Karin e Yuzu, agora estudantes universitárias acompanham seu irmão indo de um lado para o outro sem saber o que dizer para diminuir seu nervosismo.

— Ichi-nii, se continuar de um lado para o outro desse jeito vai abrir um buraco no chão do hospital! — Karin avisa.

— Se abrir é só voltar com um shunpo! — ele responde sem virar os olhos.

Yuzu suspira.

— Ichi-nii-san... Rukia-chan já está sendo cuidada pelo Ishida-san e Unohana-san, ela e o bebê ficarão bem, tente se acalmar. — sua irmã diz amavelmente.

Ichigo se vira para as duas com expressão nervosa.

— Impossível Yuzu, eu e a Rukia esperávamos por esse dia há anos, se algo der errado eu vou ter um troço e vou fazer todo mundo ter um troço comigo!

— Agora eu sei por que o Ishida-san proibiu você de entrar na sala de parto... — Karin bate na testa.

— Kurosaki-san!

Inoue se aproximava acompanhada de Sado, Andressa e Isshin.

— Inoue! Andressa, velho!

— É “PAPAI” para você! — Isshin chega dando uma tapa na cabeça do filho.

— Mas em breve o Ichigo-san vai ser chamado assim também não é? — Andressa lembra.

— É verdade. — Sado concorda.

— Pessoal, eu estou muito nervoso, a Rukia estava com dor, depois o negócio “explodiu”, ai ela sentou e eu fiquei sem saber o que fazer, então ela me puxou, depois eu me acalmei, foi quando...! — Ichigo falava igual uma metralhadora.

Andressa ri graciosamente da cena e Inoue faz o mesmo.

— Ichigo, o negócio que você falou se chama “Bolsa” e elas não são granadas para explodirem, é normal sentir dor quando a bolsa estoura, mas depois ela cessa por alguns minutos e só volta quando a hora do parto se aproxima gradativamente. — Andressa explicava.

Ichigo segura nos ombros de Andressa com olhar perdido o que assusta a latina.

— Andressa, você tem certeza que vai ficar tudo bem?

— Claro que vai Ichigo, não se preocupe, Rukia-san é muito forte, Ishida é um excelente médico e Unohana-san tem tudo preparado para quando seu bebê nascer.

— E-então vai ficar tudo bem né? — ele suplicava com os olhos como se as palavras de Andressa fossem de uma verdade absoluta capaz de acalmá-lo.

— Ichigo, se Andressa disse que vai ficar tudo bem, então é porque vai ficar, afinal, quando Alessa nasceu ela nem reclamou... Pensei até que tinha algo errado comigo... — Sado parecia desconfiado consigo mesmo.

— É por isso que os homens não entram em trabalho de parto, pois se entrassem com certeza a humanidade já estaria em extinção. — Andressa coça os olhos balançando a cabeça.

Airashii Azumaria — Chrono Crusade Gospel I

Inoue, Yuzu e Karin só concordam.

— Venha Ichigo sente aqui, se acalme um pouco. — Andressa olha para Sado. — Amor, compre um suco, ou qualquer bebida com açúcar para ele e na volta pergunte como Rukia-san está para a enfermeira que Ishida-san disse que ficaria conosco para nos dar informações.

— Tudo bem. — Sado assente e vai em outra direção fazer o que sua esposa havia dito.

Ichigo senta como um menino obediente na cadeira do corredor e fica olhando para o chão. Isshin senta ao seu lado e puxa um cigarro do bolso.

— PAPAI o senhor vai fumar aqui no hospital? — Yuzu e Karin protestam.

— Eu fumei quando a Masaki teve todos vocês, por que tem que ser diferente com minha netinha?

— Porque eu não quero me tornar fumante passiva, aliás, você não tinha parado de fumar!? — Yuzu resmunga.

— Se ficar com câncer não quero ouvir reclamações depois. — Karin vira a cara.

— “Netinha”? Nós não fizemos testes para saber o sexo do bebê, pedimos para continuar anônimo nos exames. — Ichigo lembra.

— Feh. Quanto a isso não se preocupe... Mulher tem um instinto assustador... Masaki tinha um instinto assustador... Quando ela disse que nosso primeiro filho seria um moleque de cabelos laranja, cara de idiota, enjoado, bunda colada na calça ela acertou... — Suava nervoso.

Ichigo fuzila seu pai com olhos.

— Pai de merda...

— Também teve uma vez que ela disse que ele seria...

Ichigo dá um cascudo no pai.

— Quer parar seu idiota!?

Isshin e Ichigo trocam farpas.

— Mesmo em um momento crucial você não consegue se comportar?

Ichigo vira para o corredor e assim como seus amigos e família veem Renji e Byakuya se aproximando.

Renji, Byakuya! — Ichigo sorri.

— Yo Ichigo. — Renji pula e segura o ruivo pelo pescoço amassando sua cabeça com o punho. — Encontrei o Sado comprando suco pra você porque está nervoso igual uma mulherzinha, que vergonha heim?

— Não tem nenhuma “mulherzinha” nervosa aqui, só vocês. — Inoue corrige.

— Eu não estou nervoso. — Renji responde.

— Oh! Céus o bebê nasceu! — Andressa exclama com um celular na mão.

— Onde?! Quando? Cadê os bombeiros!? — Renji rodava como uma barata tonta procurando não se sabia o quê.

— Oh não eu esqueci a câmera! Cadê meu celular!? Roubaram!? — Ichigo apalpava todos os bolsos.

Andressa, Karin, Inoue e Yuzu balançavam a cabeça decepcionadas.

— “Não estou nervoso” né? — Andressa olhava para o ruivo.

Renji apertava o punho cheio de veias na testa encarando Andressa que fingia não vê-lo.

— Andressa, não me assusta desse cheio, eu vou ter um infarto! — Ichigo segurava o peito.

— Kurosaki Ichigo.

O ruivo se arrepia ao ouvir seu nome.

Byakuya olhava para ele sem mudar de expressão, ou demonstrar alguma coisa.

— Nós precisamos nos dirigir a outra sala de espera, conforme instruções da capitã Soi Fon, deveremos nos preparar para qualquer coisa.

— Entendo. — o ruivo responde voltando a se lembrar dos preparativos que a Soul Society havia feito por preocupação ao nascimento de sua filha.

— Que sala é esta Byakuya-san? — Andressa pergunta.

— Uma que fica no mesmo corredor da sala de parto.

— Ótimo, assim as notícias virão bem mais rápido para nós. — Inoue diz.

— Então eu vou ligar para Sado e avisar que estamos indo para lá. — Andressa pegava o celular.

— Vamos então. — Ichigo andava na frente sendo seguido pelos demais.

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Deai — Chrono Crusade Gospel I Original Soundtrack

Na sala de parto só existiam pessoas de confiança, Urahara monitorava Rukia, afinal ele era o principal responsável pelo Hougyoku na companheira e o mais preocupado na sala por causa das condições especiais da gravidez.

— Ishida-san, os sinais vitais estão estáveis e sem presença de nenhuma anomalia.

— Obrigado Urahara-san. — Ishida se aproxima de Rukia já preparada na mesa de cirurgia. — Kuchiki-san, nós vamos começar a cirurgia, mas por causa da sua gravidez especial nós vamos fazer a cesárea para evitar qualquer complicação tudo bem? Unohana-san está aqui para ajudar caso algo aconteça, então não se preocupe. — Ishida explica.

— Eu não estou preocupada Ishida... Apenas ansiosa. — Rukia sorri.

Ishida sabia disso e toca no ombro da companheira para confortá-la.

— Unohana-san, por favor, avise Soi Fon-san e erga a barreira, estamos prontos para começar.

— Sim. — a capitã responde e faz um sinal para um shinigami auxiliar.

Rukia respira fundo parecendo um pouco nervosa, a enfermeira se aproxima de Rukia e coloca a mascara em seu rosto, outra mais próxima de alguns aparelhos passa um pequeno instrumento cirúrgico pontiagudo e Ishida pega, a auxiliar ao seu lado passa iodopovidona no ventre da parturiente e faz o sinal para Ishida.

— Kuchiki-san você me sente tocar em seu ventre? — ele pergunta.

— Não. — ela responde.

— Então vamos começar, fique tranquila, vai dar tudo certo. — ele diz.

— Ok.

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Soi Fon e Yoruichi estavam de prontidão do lado de fora do hospital quando recebem a mensagem.

— Eles vão começar. — Soi Fon avisa.

Yoruichi faz um sinal e os shinigamis entram em estado de alerta.

No novo quarto onde estavam Ichigo e os outros a enfermeira avisa que a cirurgia começava naquele instante. O pai da criança toma um gole do suco trazido por Sado e fica em pé.

— Não se preocupe Ichigo, Rukia-chan está bem guardada. — Isshin toca no ombro de seu filho.

— É a primeira vez na história da Soul Society que um preparativo deste tipo é feito para uma ocasião como esta. — Byakuya olha para Ichigo. — Nada acontecerá a Rukia.

—... Eu sei, mas depois de tudo que eu e Rukia passamos desde o primeiro dia que nos conhecemos é muito difícil evitar esse sentimento... — Ichigo suspira. — Mas eu acredito que nada vai acontecer e se tentarem fazer alguma coisa eu viro bicho. — Ichigo deixa bem claro.

Seus amigos riem.

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audiomachine — Tree of Life

Na sala de parto tudo transcorria bem, assim que a criança está para nascer Urahara detecta o que já havia previsto.

— Ishida-san, eu detecto uma anomalia vindo tanto da criança quanto de Rukia-san.

— Que anomalia? — Unohana pergunta intrigada.

— A reiatsu... Tanto a reiatsu de Rukia-san quanto a do bebê estão se elevando. — Urahara olha para a mesa do parto. — Não se esqueça de colocar a pulseira que preparei assim que o bebê sair e deixe outra para Rukia-san, o Hougyoku alterou a estrutura espiritual dela como eu havia previsto.

— Entendido. — Ishida responde.

— Está tudo bem não é? — Rukia pergunta.

— Sim Kuchiki-san, não se preocupe, eu acompanhei toda sua gestação e já tinha preparado algumas coisas para esta ocasião. — Urahara sorri.

— Que bom... — ela respira aliviada.

Ishida continua com o procedimento por algum tempo e então abre um largo sorriso por trás da máscara.

— Kuchiki-san... Está preparada para conhecer seu bebê?

— Eh?

Um choro forte preenche a sala de cirurgia e todos se entreolham sorrindo, Rukia ouve o choro de seu bebê e fica estática por um segundo, primeiro para absorver aquele momento apropriadamente, depois para chorar de alegria ao constatar de verdade que havia se tornado mãe.

— Parabéns. — Ishida parabenizava sua amiga.

Rukia continua chorando com uma expressão de alegria estática enquanto as enfermeiras limpam o bebê e a envolvem com um lençol branco e ajeitam a pulseira que Urahara havia feito para conter a reiatsu da criança, então elas passam o bebê para Unohana que não havia participado diretamente da cirurgia e ela sorrindo se aproxima de Rukia.

— Parabéns Kurosaki Rukia-san e dê as boas vindas à sua filhinha. — ela entrega a bebê nos braços da nova mãe.

Quando Rukia pega sua filha nos braços pela primeira vez a pequenina chorava com força, mas Rukia emocionada lhe enche de beijos fazendo carinho em sua cabeça e olhando detalhadamente para sua filha constata que ela era perfeita.

Os cabelos lisos e negros, a pela clara que nunca havia sido exposta à luz do sol, as mãozinhas delicadas de unhas transparentes, o nariz afilado e pequenino igual ao seu a boca que estava roxa de tanto chorar e agredida pelo ar do novo mundo, ela era tudo o que Rukia havia imaginado e sonhado com Ichigo.

— Finalmente eu pude te conhecer... Hisana! — Rukia a abraça em meio às lágrimas transmitindo o calor de mãe que só ela tinha.

Seu bebê para de chorar por um momento e seus olhos se encontram pela primeira vez como se uma estivesse analisando a outra e Rukia ri graciosamente quando reconhece o primeiro traço que finalmente lembrava de quem ela era filha.

Os olhos castanhos da pequena ainda eram opacos por se abrirem pela primeira vez ao mundo, mas elas definitivamente sentiam que estavam conectadas uma à outra.

— Rukia-san, nós precisamos pegar a Hisa-chan e levá-la para a sala de exames, você se importa?

— Com certeza me importo Ishida. — ela ri. — Mas tome conta dela enquanto isso por mim, tá? — ela pede.

— Como se eu tivesse a coragem de arriscar minha sanidade com um pai louco de cabeça de tangerina. — ele ri.

— Então agora o resto é comigo certo? — Unohana sorri.

— Por favor, conto com você Unohana-san. — Ishida assente.

Unohana fechava o ferimento de parto, enquanto Ishida e Urahara se dirigiam a outra sala ao lado com as enfermeiras e faziam alguns exames.

Do lado de fora Ichigo é convocado por uma enfermeira, ele olha surpreso e em seguida volta correndo para a sala literalmente escancara a porta.

— Nasceu! É menina! É menina! — Ichigo ofegava olhando como bobo para seus amigos e parentes.

— Minha netinha nasceu! Minha netinha nasceu! — Isshin retira um pôster de Masaki de dentro da blusa e gruda na parede da sala começando a chorar sobre ele. — Masakiiiiiii nossa quarta filha nasceu!!! — balbuciava sobre o pôster.

— Não acredito... Parabéns maninho! E quem diria, nós somos titias maninha! — sorria Yuzu emocionada para Karin ao seu lado.

— É. Nem estou acreditando. — Karin se aproxima e toca no ombro de seu irmão. — Estou orgulhosa de você maninho.

— Parabéns, idiota! Quem diria que você ia chegar até aqui heim! — Renji dá algumas tapas amistosas nas costas de Ichigo que sorria de orelha a orelha.

— Kiaaaaah minha afilhada nasceu! Tomoe-chan vai ficar tão feliz quando conhecê-la! — Inoue pulava empolgada até demais para a ocasião.

— Ichigo... — Sado parece pensar milhões de palavras para dizer naquela ocasião, sua boca abre, mas sua voz não sai.

— Ele quer dizer que estamos felicíssimos por você Ichigo. — Andressa toca no ombro do marido que apenas assente vigorosamente como se ela tivesse acabado de ler seus pensamentos.

— Obrigado Chado, Andressa! — ele responde aceitando as felicitações.

— Quando é que a gente vai poder ver a Hisa-chan? — Inoue pergunta.

— A enfermeira disse que Urahara-san e Ishida estão realizando alguns exames e que logo ela vai para o quarto onde Rukia ficará assim que Unohana-san terminar de curá-la da cirurgia.

— Eu posso curar a Kuchiki-san! — Inoue levanta os braços.

— Nem pensar Inoue, do jeito que você tá eufórica desse jeito é capaz de explodir a Rukia! — Ichigo se manifesta automaticamente.

— Isso foi muito grosseiro Kurosaki-kun! — ela infla as bochechas.

— Nem inventa Inoue que eu sei que você só me chama de “kun” e a Rukia de “Kuchiki” quando não está legal da cabeça! — resmunga.

— Mas eu estou legal da cabeça!

— Quanto é dois mais dois!? — ele pergunta.

— Vinte e dois! — ela responde.

— Não disse! — o ruivo aponta para ela.

— Não é justo! — Inoue bate o pé.

Todos na sala começam a rir.

Byakuya que estava escorado em uma parede via a felicidade de Ichigo e todos à sua volta enquanto se divertiam com o nascimento da criança e por um momento Ichigo e Byakuya cruzam os olhares e o capitão sorri timidamente assentindo ao grande acontecimento que trazia felicidade a ele tanto quanto ao restante de sua família. Ichigo devolve o sorriso e se assusta quando Renji pula em suas costas fazendo cafunés e logo ambos começam a discutir.

Byakuya que via tudo em silêncio caminha calmamente em direção à janela perdido em pensamentos.

— Hisana... Hisana...

Ele repetia o nome que tantas boas lembranças lhe traziam e sorria ao imaginar uma coisa a mais em sua vida naquele momento, afinal, agora ele tinha um título que lhe traria mais orgulho que ser um capitão: Tio.

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Soi Fon recebe a notícia e transmite à Yoruichi.

— Até que foi rápido e fico feliz pelos dois, finalmente Ichigo deixou de ser aquele molecão. — Yoruichi gargalha alto.

— Yoruichi-sama... — Soi Fon sorria maliciosamente para a morena.

— Hmm?

A pequena capitã retira uma garrafa de saque escondida no haori.

— Isso requer uma pequena comemoração! — ela sorria com as bochechas vermelhas de ansiedade.

— Oh! Soi Fon! Essa é a minha garota! — ela passa o braço ao redor do pescoço da outra. — Eu não me lembro de quando te ensinei a fazer isso, mas você com certeza aprendeu muito bem!

As duas sentam e começam a beber animadamente.

— Saúde e ainda bem que nada de ruim ocorreu, parece que Urahara acertou nos inventos sem noção de novo. — Yoruichi ri.

Soi Fon fecha a cara.

— Eh? Eu disse algo errado?

— Não, não disse nada. — Soi Fon responde enquanto bebe saque e faz algumas bolhas.

— Soi Fon... Você é apaixonada pelo Urahara né? — Yoruichi fica desconfiada.

A capitã engasga e começa a tossir descontroladamente ao ponto que mesmo os seus soldados ficam preocupados.

— Y-Y-Yoruichi-sama não brinque com uma coisa dessas! Quem ia querer se apaixonar por um homem sem escrúpulos, mal vestido, sem classe, baixo nível e... — a pequena engasga e olha de relance para Yoruichi que a fitava surpresa.

— Soi Fon... Você realmente não consegue esconder o quanto gosta dele né? Mas sinto lhe informar que aquele cachorro já tem dona. — a morena bebe um pouco do saque fazendo bico.

— Yoruichi-sama... — Soi Fon bate na testa. — Já disse que não é isso...

— Não adianta, se quiser tomar o Urahara de sua senpai, então você tem que no mínimo ganhar de mim em uma corrida de Shunpo! — Yoruichi deixa bem claro.

— Yoruichi-sama...

Soi Fon suspira derrotada dando um gole no saque.

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Bleach — Always Be With Me in Mind (Instrumental)

Alguns instantes mais tarde a mesma enfermeira avisa ao grupo que Rukia já havia sido transferida para outra sala, os amigos olham para Ichigo.

— Vai lá Ichigo, ela é toda sua. — Renji brinca.

— Kurosaki-kun, não se esquece de dar um oi por nós e avisar que a visitaremos em seguida. — Inoue toca em seu ombro.

— Pode deixar.

— ICHIGUUUUUUU. — Isshin chega se pendurando no filho como uma lesma grudenta. — Eu quero ver minha netinha antes de você!!!

— Sai dai pai! — Karin e Yuzu chutam seu pai que fica grudado na parede.

— Ichi-nii — Yuzu olhava vibrante para seu irmão. — Corre!

Ichigo sorri e assentindo sai apressadamente da sala. O jovem pai se sentia um corredor de maratona naquele hospital, quando ele avista Ishida e Unohana o mesmo os cumprimenta e agradece por tudo, Unohana toca em seu ombro e com um olhar “docemente sombrio” pede para que o ruivo não corra no hospital, Ichigo obedece e anda calmamente até a porta do quarto onde estava sua família, ele respira fundo e abre um largo sorriso adentrado.

— Ruki...!? — o sorriso de Ichigo murcha e se torna um ranger, veias nervosas surgem na sua testa e ele fica vermelho e trêmulo. — KON! SUA PESTE COMO CHEGOU AQUI!? — braveja.

O ursinho de pelúcia estava pendurado no ombro de Rukia que estava sentada na cama com sua filha no colo e ela olha sorrindo para seu marido.

— Hohohoho, não duvide do poder de meu amor pela Nee-san e mesmo que você tente me prender naquele hospício cheio de baba de criança na loja do Urahara eu não vou desistir de ver a minha nee-san! — ele responde.

— Miserá...! — Ichigo aperta os punhos.

— Ichigo, deixa o Kon para lá, vem ver sua filha! — Rukia o chama.

Ichigo sorri e se aproxima.

Ele a observa serenamente assim como sua esposa e analisava cada detalhe com grande carinho tocando em suas frágeis mãos.

— Ela é tão linda... — ele diz.

— E ainda bem que puxou só à Nee-san, se ela nascesse com esse cabelo laranja bagunçado e feio já imaginou o que pensariam dela? — Kon fala.

Ichigo o fuzila com os olhos.

— Kon... O cabelo do Ichigo não é feio, deixa de ser ciumento. — Rukia brinca.

— Eu não sou ciumento! Eu apenas sei que se não tivessem me colocado nesse corpo sem atributos sexys eu é que teria me casado com a nee-san!

— Kon...? — Ichigo parecia sombrio.

— Q-Quê? — o ursinho gela.

— Quando foi a última vez que eu te taquei por uma janela?

— Faz anos... — o bichinho de pelúcia responde suando como um condenado.

— Estou começando a ficar com saudades... — o ruivo estala os dedos.

— Vocês vão ficar implic...?

O bebê começa a chorar.

— Olha o que você fez Kon seu idiota, minha filha tá chorando por sua causa! E se ela for alérgica ao seu pelo sintético sujo!?

— Eu fui lavado na máquina de lavar roupas antes de vir para cá! — ele retruca.

— Querem parar os dois? — Rukia ordena e olha para sua filhinha com um sorriso sereno. — Ela não é alérgica a nada, só está com fome. — Rukia baixa delicadamente sua roupa e deixa o seio à mostra onde aproxima a boca de sua filha que começa a mamar no mesmo instante.

— Ah... O peitinho da nee-san... Esperei tantos anos para vê-lo. — Kon balbuciava emocionado e inclusive lagrimava.

Rukia e Ichigo ficam vermelhos de raiva e desferem um soco estilo “Megaron” no ursinho de pelúcia que sai voando pela janela.

Morri e estou indo pro cééééééuuuuuu! — gritava ao perceber que voava em direção à estratosfera.

Ichigo se ajeita puxando uma cadeira e fica olhando sua filha mamar, ele troca algumas carícias e beijos com sua mulher e volta a se entreter com sua pequenina.

— Os outros estão vindo daqui a pouco para vê-la Rukia, Byakuya também está lá fora.

— Eu sei, meu irmão já tinha enviado aquelas flores para mim. — ela aponta para a mesa ao lado da cama que tinha um vaso de diamante com flores perfumadas.

Ichigo entorta a boca.

— Seu irmão é muito exibido pro meu gosto...

Rukia ri.

Os dois continuam observando sua filha.

— Você ganhou a aposta sobre o sexo do bebê.

— Ganhei mesmo.

— Ainda bem que ganhou porque se fosse menino lá vai eu ter que comprar um monte de roupa de outra cor porque no quarto dela tá tudo rosa.

Rukia ri novamente.

— Mas ela é perfeita isso é o que importa. — sua esposa diz.

— É verdade... — Ichigo toca na bochecha rosada da filha. — Kurosaki Hisana... Minha filha.

— “Nossa” filha. — Rukia lembra.

— Opa desculpe, "Nossa filha". — ele se corrige e ambos riem.

Ichigo brincava com a mãozinha de sua filha quando nota algo curioso e levanta um pouco a manga da roupinha do bebê.

— Olha querida, nosso bebê nasceu com uma borboletinha no pulso. — diz mostrando à esposa.

— É mesmo. Eu tinha visto o sinal quando eu a peguei pela primeira vez em meus braços, mas nunca tinha pensando no quanto ele realmente lembrava uma borboleta. — Rukia dedilhava o sinal.

Ichigo ri.

— O que foi? — ela pergunta.

— É que esse sinal... Quando penso nisso eu lembro da borboleta infernal que entrou no meu quarto na noite que nos conhecemos e o chute que eu dei na sua bunda. — ele ri sozinho.

Sua esposa entorta a boca.

— Estou brincando! Estou brincando, mas que foi engraçado isso foi. — ele tenta segurar a risada novamente.

— Como estou ocupada amamentando a Hisana vou poupá-lo de uns cascudos, mas só por hoje.

— Sim senhora. — Ichigo faz bico engolindo o riso e volta a olhar para o pulso da filha. — Mas sabe Rukia... Levando em consideração esse fato... Aquela borboleta foi o sinal que abriu uma nova fase em nossas vidas... E olhando para a marca de nascença de nossa filha não deixo de associar o mesmo: Que ela representa uma nova fase em nosso futuro, uma aventura rumo ao desconhecido que é a de sermos pais.

Rukia ouvia em silêncio.

— As vezes ainda me admiro de termos sobrevivido a tantas coisas e estarmos aqui hoje. — Ichigo dedilha a marca no pulso de Hisana.

— É... E borboletas são tão lindas. — Rukia faz carinho nas mãos delicadas da filha.

— Então eu acho que nós temos uma borboletinha agora. — Ichigo sorri de volta.

Os dois trocam olhares carinhosos e voltam a admirar seu maior tesouro.

Alguém bate na porta do quarto.

— Entrem. — Rukia diz.

— Kurosaki-san!!! — Inoue entra sorrateiramente tentando não fazer muito barulho.

— Oh! Chegamos na hora do almoço? — Yuzu brinca.

— Foi. — Rukia responde achando graça da referência ao aleitamento materno.

— Minha netinhaaaaaaa! — Isshin se aproxima mugindo.

— Espera pai deixa de ser chato! — Karin segura o pai pelo colarinho e ele fica lutando pra se soltar.

— Rukia-san, Ichigo-san! — Andressa chega até eles perto da cama. — Olá Hisa-chan! — ela cumprimenta a bebezinha que estava entretida com seu leite.

Byakuya, Renji e Sado estavam afastados olhando desconfiados para os presentes no quarto.

— Hmm? Nii-sama? Renji, Sado? Porque estão parados ai? — Rukia pergunta.

— É por que... É por que... Você está meio “exposta”... — Renji responde corado. — Vou dar meus parabéns depois que o bebê estiver de barriga cheia.

Byakuya apenas assente e Sado também.

— É bom ficarem por ai mesmo, o Kon já saiu voando pela janela, não sei quem vai ser o próximo. — Ichigo avisa.

— Rukia-chan! — Isshin vem saltando como um pônei em direção à Rukia e sua neta.

— Espera pai! — Karin tenta pegá-lo novamente.

Isshin tropeça nas próprias pernas e começa a cair em cima da cama. Ichigo vendo o acidente que ia acontecer não perde um segundo sequer e desfere um chute giratório no próprio pai que sai voando pela janela na mesma direção que tinha enviando Kon minutos antes.

— GyyYyYyAAaaaAAAhHhH! — grita escandalosamente enquanto voa igual um foguete em direção ao espaço sideral.

O ruivo bufa feito um touro e senta novamente do lado de Rukia. Seus amigos ficam olhando assustados para o ruivo e mesmo sua esposa parecia surpresa.

— Eita... — É tudo o que sai da boca de Renji.

— Se o Ichigo já está assim com um bebê diga lá o que ele vai fazer quando ela crescer e trouxer o namorado pra dentro de casa... — Andressa comenta.

— Com certeza vai voar igualzinho... — Inoue responde.

Seus amigos apenas concordam.

Mais alguém bate na porta.

— Entra e se for homem pode fica por ai mesmo. — Ichigo alerta.

— E quem disse que eu tenho que obedecer a essa ordem seu idiota? — Ishida entra acompanhado de Urahara e Unohana.

— Você já viu a minha esposa até demais, chega de olhares por hoje. — Ichigo retruca.

— Ignora o Ichigo Ishida, ele tá “naquela fase”. — Rukia avisa.

— Eu não estou “naquela fase”, aliás, que fase é essa? — Ichigo entorta a boca olhando para Rukia que apenas ignora.

— Tá certo... — Ishida se aproxima de Rukia. — E então Kurosaki-san como vocês estão?

— Estamos bem, graças a vocês, obrigada pessoal. — ela sorri.

— Era isso o que eu queria ouvir. — ele assente feliz.

— Olá pessoal, nós terminamos os exames de Kurosaki-san e Hisa-chan e gostaríamos de ler para vocês os resultados. — Urahara diz.

— Oh sim, claro, eu quero ouvir. — Rukia vendo que sua filha dormia e que já tinha terminado de mamar com a ajuda de Inoue põe sua filhinha no berço ao lado da cama e Andressa ajuda Rukia a se cobrir.

— E então? — Ichigo senta na cama ao lado de Rukia e segura sua mão.

Urahara limpa a garganta.

— Como todos já sabemos Hisa-chan é uma criança especial que se fundiu ao Hougyoku durante a concepção, a energia espiritual dela cresceu bastante durante a gravidez e essa reiatsu foi assimilada por Rukia-san. — Urahara olha para a mãe de Hisana. — Eu criei duas pulseiras especiais que vão ajudá-la a se acostumar com sua nova carga de reiatsu, quando você estabilizá-la poderá retirá-la, contudo por ser apenas um bebê o mesmo não vai acontecer com Hisa-chan.

— Como assim Urahara? — Ichigo pergunta preocupado.

— Hisa-chan não consegue controlar sua reiatsu por ser um bebê e por medida de segurança ela nunca deverá retirar a pulseira que eu fiz, eu já estou na fase final de criação de um novo dispositivo que irá substituir a pulseira que ela usa hoje, pois conforme Hisa-chan crescer seu poder também aumentará e a pulseira já não será suficiente para conter sua reiatsu.

— “Dispositivo”? Que tipo de dispositivo? — Byakuya pergunta.

— Um relógio. — Urahara responde.

— Relógio? — Karin cruza os braços.

— Sim. Um relógio que é capaz de estabilizar a reiatsu que flui naturalmente do corpo de Hisa-chan e que inclusive causou muitos problemas a Rukia-san não?

— Nem me fale, só de lembrar minha barriga começa a doer. — a expressão de Rukia treme ao lembrar.

— Com o tempo o corpo de Hisa-chan vai naturalmente aprendendo a conter sua própria força e no final ela não necessitará usar mais o relógio, porém como isso vai depender da maneira como ela será criada, “tempo” é algo que não posso afirmar com clareza.

— Entendo. Então nossa filha não poderá retirar a pulseira e depois o relógio para não atrair hollows como eu atraia correto? — Ichigo pergunta.

— Exatamente e por ser uma criança especial não podemos expô-la de qualquer maneira ao mundo, nós já passamos por diversas situações causadas por determinadas “ambições de poderes”. — Urahara lembra ao grupo.

Ichigo melhor do que ninguém entendia perfeitamente o ponto de vista de Urahara.

— Fora isso. — Ishida pega o exame. — Hisana é perfeitamente saudável, nasceu pesando 3,5g e 49 centímetros de altura, padrão perfeito para meninas. — o médico e amigo do casal faz um gesto de ok.

— E a Soul Society não espera a hora de conhecê-la Kurosaki-san. — Unohana comenta aos pais.

— Pode deixar Unohana-san, assim que ela crescer mais um pouquinho nós vamos apresenta-la a todos por lá. — Ichigo responde.

— Isso se o Ichigo desgrudar dela um pouco de vez em quando... — Rukia ri olhando para ele.

— Eh?! Gah! Eu não sou grudento! — ele resmunga.

Todos riem.

Algumas horas mais tarde apenas Rukia, Ichigo e Byakuya haviam ficado no quarto. O ruivo pegava algumas roupas para Rukia que se preparava para tomar banho depois do longo dia.

O capitão do sexto esquadrão se aproxima do berço e em silêncio observa sua sobrinha que dormia tranquilamente.

— Ichigo se a enfermeira que vem ajudar com o banho da Hisana chegar pede para ela me esperar. — a mulher avisa já entrando no chuveiro.

— Pode deixar, eu estou indo comprar alguma coisa para comer e falo com ela no caminho. — ele deixa umas roupas no banheiro e sai fechando a porta, então vendo o cunhado perto do berço sorri. — Byakuya eu vou comprar alguma coisa para comer, você vai querer?

— Não. Eu estou bem assim.

— Ok. Se a Rukia precisar de algo me manda uma mensagem, no caminho vou verificar que horas a enfermeira vem para o banho do bebê, então se você quiser ficar...

— Tudo bem.

Ichigo agradece e sai.

Byakuya continua vendo a pequena dormir, mas repentinamente ela faz uma expressão incomodada e começa a chorar. O capitão fica sem saber o que fazer, ele olha de um lado para o outro e não tendo opção pega a sobrinha no colo como se estivesse carregando uma granada.

Hisana chorava sem parar e Byakuya começa a dar tapinhas em suas costas, então pouco a pouco o choro vai diminuindo até cessar por completo, ele respira aliviado e sorri dando meia volta para colocá-la de volta no berço e dá de cara com Rukia que estava com um roupão e toalha enrolada na cabeça, ela estava de braços cruzados na porta do banheiro sorrindo para ele.

— Você tem jeito para isso heim Nii-sama? — ela conclui.

— E-eu só... Fiz o que achei que funcionaria. — ele responde sem jeito e corando um pouco põe a sobrinha de volta no berço e lá ela fica dormindo.

Rukia ri e prefere não deixar o irmão mais sem graça, então entra no banheiro para trocar de roupas.

Byakuya coça as bochechas e senta ao lado do berço para esperar Ichigo, assim que o ruivo chega ele traz a enfermeira para ajudar com o banho.

— Ichigo você trouxe a câmera? — Rukia pergunta.

— Mas é claro que sim! — ele pega a máquina e prepara para gravar.

— Primeiro nós precisamos experimentar a temperatura da água e só então colocá-la devagar. — a enfermeira dava as primeiras instruções ante de eles pegarem a criança e simulava o banho com uma boneca.

— Ótimo estamos prontos, mas quem dará o banho é o pai. — Rukia aponta para o ruivo.

— E-e-eu!? — Ichigo suava nervoso.

— Você é o pai Ichigo, não custa nada dar banho.

— Mas quem vai filmar!?

— Eu irei. — Byakuya se prontifica.

— E se eu acabar afogando a minha filha e se ela escorregar da minha mão?! — Ichigo começava a entrar em pânico. — E se ela "disser" que me odeia!?

Rukia segura delicadamente sua mão.

— Você não está sozinho e tudo o que fizermos por ela, nós faremos juntos. Venha eu te ajudo a dar o primeiro banho de nossa filha. — ela puxa o marido para o perto do berço e pega a pequenina que parecia sonolenta e entrega nas mãos de Ichigo que a segurava com todo o medo possível.

— Tão... Tão pequenininha... — ele sussurra surpreso com a fragilidade da criança, mas algo desperta dentro de Ichigo. Um sentimento de paternidade e carinho sem igual que ele ainda não tinha sentido até aquele instante, um milagre em suas mãos respirava tranquilamente e lhe transmitia um calor delicado apaixonante. Ichigo sabia que aquele tesouro em seus braços era alguém a ser protegido com todas as suas forças e ele sorri.

A enfermeira e Rukia percebem que Ichigo finalmente havia se conectado à sua filha e ele se vira sorrindo para sua família, eles olham surpresos e Byakuya abaixa a câmera tão surpreso quanto elas.

Ichigo derramava lágrimas silenciosas e repentinas e ele estranha os olhares dos outros.

— Ué...? E-eu...? — ele olha para sua filha e percebe as pequenas gotas de lágrima cair sobre ela. — Hehe... Que estranho eu... — o ruivo não conseguia dizer nada, apenas soluçar de emoção.

Rukia olha com carinho para ele e se aproxima abraçando-os até que ele se acalmasse, ela beija seu esposo e a testa de sua filha, então olha novamente para o marido.

— Vamos? — Rukia o chama. Ichigo apenas assente se aproximando da banheira com sua filha no colo.

Byakuya sorri e pega a câmera novamente.

A enfermeira auxiliava Ichigo que concentrado ouvia suas instruções e banhava sua filha, Rukia ao seu lado parecia orgulhosa ao ver como seu marido parecia dedicado naquele momento.

Toda sua ansiedade, seu nervosismo e memórias de tudo o que haviam passado parecia ter desaparecido e Ichigo finalmente se enxergava como realmente era agora: Um pai orgulhoso e cheio de alegria que finalmente tinha uma família para chamar de sua.

Byakuya ao lado do casal percebia aquilo também e tinha certeza que Hisana cresceria protegida e muito amada por aqueles a sua volta, ele sabia que sua sobrinha não era uma criança especial apenas para eles e cedo ou tarde ela ainda lhe traria muito orgulho.

Rukia pega sua filha no colo e envolve com a toalha e junto de Ichigo colocam as fraldas da pequena que logo anseia por leite. Rukia senta em uma poltrona acolchoada e Ichigo se aproxima lhe entregando o bebê que volta a mamar naquele momento prazeroso que transmite somente aos familiares que ali estavam.

Rukia e Ichigo se entreolham e sorriem, Byakuya se aproxima timidamente e sua irmã olha serenamente para o irmão que assente fechando os olhos e sentando na beirada da cama passa a aproveitar aquele momento.

Hisana lhes traria muitas alegrias e momentos inesquecíveis, eram por momentos simples e gestos queridos e serenos como aqueles que a jovem 22 anos depois lutaria com todas as suas forças para resguardar.

Amigos, parentes, família... Hisana devia tudo a eles e um pouco mais, por isso, ela os guardaria para sempre em seu coração e faria de todas aquelas pessoas o seu precioso tesouro.

Pois eles a fizeram especial, a tornaram especial e a permitiram se sentir especial, nada mais justo que reconhecê-los igualmente como tal...

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23 anos depois

Soul Society

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audiomachine — Warlords

Ichigo e Rukia olhavam para Hisana que agora encarava Solomon Bloodfield no campo de batalha. Lembrar tudo o que Hisana representava para eles reascendiam suas memórias mais preciosas sobre aquela pessoa que outrora tão frágil e delicada havia crescido e se tornado alguém forte e determinada.

Poder lembrar o que Hisana representava para eles fazia emoções fluírem como uma grande cascata irrefreável de sentimentos ternos.

Ichigo e Rukia se aproximam e trocam olhares cheios de amor e companheirismo. Eles entrelaçam os dedos e seguram firme na mão do outro olhando para sua filha que há muito tempo haviam perdido, mas que agora reencontraram.

Eles podiam confiar naqueles olhos, podiam confiar naquela força... E principalmente confiar no orgulho que estavam sentido...

— Minha filha... — Rukia sussurra.

— Hisana... — Ichigo segura com mais força na mão da companheira.

A reiatsu de sua filha fluía pelo campo de batalha e para dentro de seus corações tão pura quanto à primeira vez em que haviam se conectado àquele bebê indefeso.

Mas desta vez ela não era indefesa e sim a defensora, não era frágil, mas sim a fortaleza que os protegeria, não derramava lágrimas somente o sangue de seus inimigos.

Aquela era Kurosaki Hisana, fruto do amor de Rukia, personificação do orgulho de Ichigo...

...A herdeira da vontade de seus corações.

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Continua no capítulo 02 de Ascensão...

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Notas finais
Quando um filho nasce, mesmo que não possamos prever o futuro, não há pai ou mãe que não idealize o melhor para aquele pequeno ser que passa a significar a personificação de um pedaço de si. Um filho muda tudo, eles são o sinônimo de esperança e a herança de nossa eternidade aqui na terra. Rukia e Ichigo sentiram aquilo naquele dia e Hisana herdou esta vontade inconsciente. A ela cabia agora carregar não um fardo, mas um verdadeiro baú de tesouros cheio de lembranças e sentimentos ávidos perpetuados pelos seus pais e companheiros. Para ela um mundo sem Kurosaki Ichigo e Kuchiki Rukia, sem Shihouin Katsuya ou Kuchiki Byakuya é inconcebível e para isso a jovem almeja a força. Não a força para puramente derrotar seus inimigos, mas a força de fazer jus às memórias daqueles que deram tudo de si para torná-la aquilo que é hoje. E Kurosaki Hisana nunca descumpre uma promessa... Nunca esquece de pagar suas dívidas... O Arco de Hisana se encerra e agora é possível que eu fique um pouco sem postar em Tales, pois a última temporada Ascensão já teve seu início e ela é muito importante. Tales é um complemento do enredo e já tenho planos para os próximos capítulos, contudo pela falta de tempo é possível que o foco fique mais em Ascensão, mas assim que voltar para cá eu pretendo mostrar um pouco sobre Andressa e Sado, pois os dois merecem um pouco de atenção, afinal, ainda não foi mostrado, mas Andressa é uma peça fundamental na vida de nossa heroína... Mas também tenho planos para mostrar o treinamento dela com o Arion... poxa são tantas coisas... Bjus galera, peço desculpas pela mega demora na postagem desse capítulo, mas além de ficar doente nesse final de semana, só consegui tempo pra postar o capítulo agora e ainda não pude revisar, assim que der eu reviso alguns detalhes que podem ter passado despercebidos e se vcs acharem algo bizarro me avisem ok? Até o próximo capítulo galera!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.