Quando O Futuro Vem Dos Céus - Crônicas
15 Lembranças de um Passado Futuro II
Notas iniciais
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Tokyo Ghoul — 01. Verzerrte Welt
Ichigo, Rukia e Renji já estavam há alguns minutos andando por Inuzuri, para os amigos de infância o lugar em que viveram por décadas havia mudado em alguns aspectos, mas em seu contexto geral ainda era o mesmo lugar pútrido, cheio de pessoas de má índole com olhar vazio e sem vida, aquele lugar não era para qualquer um, poucos conseguiam viver ali por muito tempo, crianças eram as que mais tinham problemas em sobreviver e é por pensar em crianças que Renji e Rukia acabam percebendo algo que realmente lhes chama a atenção.
Eles que andavam a frente por conhecerem melhor o lugar param por um instante e começam a olhar de um lado para o outro como se procurassem algo.
– Renji... Está pensando o mesmo que eu...? — Pergunta Rukia enquanto continuava a procurar por alguma coisa começando a ficar alarmada.
Renji olhava em todas as direções também, ao confirmar suas suspeitas responde.
– Ah... Provavelmente sim...
Ichigo que não participava do raciocínio olhava confuso quando interfere.
– O quê houve? — Ele demanda uma resposta para os dois.
Rukia volta-se para o marido que percebe sua expressão preocupada enfatizada pelo suor frio que descia de sua têmpora.
– Ichigo... As crianças de Inuzuri sumiram...
– O quê? — Ele rebate olhando em volta.
Eles estavam andando há um bom tempo, mas só agora Ichigo havia notado o mesmo que eles.
– Mas, para onde elas foram? — Pergunta outra vez.
– Não fazemos idéia, mas isso é preocupante, pois Inuzuri sempre foi cheia de crianças e não termos visto nenhuma até agora pode ser o indício de problema. — Diz Renji.
– O que faremos então? — Indaga Ichigo.
– Por hora, vamos nos separar e procurar estas crianças, qualquer uma que ainda possa estar pelas redondezas, se alguém achar, manda um pulso de reiatsu para os outros, então poderemos interrogá-la. — Sugere Rukia aos dois.
– E se não encontrarmos? — Rebate Ichigo.
– Voltamos a nos encontrar em uma hora, por isso procurem com cuidado e paciência, uma vez que não sabemos exatamente o que se passa por aqui.
– Ok! — Respondem Ichigo e Renji.
Os três se separam usando passos rápidos.
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Inoue, Sado e Ishida chegam a Soul Society e são recebidos por membros de dois esquadrões.
– Sejam bem-vindos senhores. — Diz o homem de cabelo liso loiro e curto com uma franja grossa de um lado do rosto e uma braçadeira indicando seu posto de tenente.
– Kira-san, que bom que veio nos receber. — Responde Inoue reconhecendo-o.
Ele sorri.
– Capitão Abarai nos ordenou recebê-los.
– E o capitão Kuchiki indicar-lhes o caminho. — Responde um homem à frente do sexto esquadrão.
– Entendo Kira-san, eu e Sado iremos até os escombros, tentaremos ajudar a procurar alguma pista a mais sobre o incidente.
– Sim senhora. — Kira cumprimenta os dois. – Homens! Vocês ouviram, vamos escoltá-los!
– Sim Senhor! — Responde o pelotão.
– Capitão Kuchiki ordenou guiá-lo até o quarto esquadrão senhor Uryuu, onde a capitã Unohana o aguarda. — Diz o terceiro posto do esquadrão à frente do pelotão ordenado por Byakuya.
– Eu agradeço. — Cumprimenta Ishida.
– Vamos homens! Não podemos perder tempo! — Ele grita.
– Sim senhor! — Respondem.
Todos rumam aos seus objetivos sumindo instantes depois.
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Byakuya estava longe dali, no comando geral conferenciando com Yamamoto Genryuusai.
– Isso é tudo senhor. — Byakuya termina de contar tudo o que se passou na terra para o comandante geral.
– Entendo... — Yamamoto roça sua barba com uma das mãos.
– Comandante?
Yamamoto olha para Byakuya.
– Senhor, já existiu antes algum projeto precursor para a criação de um departamento de tecnologia de pesquisa e desenvolvimento?
–... Não, mas...
Byakuya eleva sua cabeça para ouvir melhor.
– Existiu há muito tempo um shinigami dotado de inteligência nunca vista até hoje, ele costumava ficar horas em seu mundo procurando respostas para tudo que existia na vida e na morte... Me lembrei de um fato que você contou agora a respeito de documentos encontrados nos arquivos milenares da Soul Society com duas letras iniciais...
– B e S. — Relembra Kuchiki Byakuya.
– "B"loodfield "S"olomon ou invertendo as iniciais, "Solomon Bloodfield".
–... Quem era ele senhor?
– Um shinigami primordial extremamente poderoso e companheiro de Magnus na grande primeira rebelião ocorrida séculos atrás na Soul Society.
–...
Yamamoto coloca seus dedos coçando os olhos cansados ele estava pensativo e preocupado.
– Não pode ser... Teriam eles sobrevivido a tudo aquilo...?
– Senhor?
Yamamoto olha-o novamente.
– Quem é Magnus?
Yamamoto faz uma expressão que surpreende Byakuya por um instante quando lhe responde a pergunta, era um semblante triste.
– O homem que fez isto em minha cabeça. — responde passando a mão sobre a grande cicatriz descendo do meio da cabeça em direção a fronte.
–...
– Me lembro de ter confiado muitos arquivos a família Kuchiki, seria mais esclarecedor se você procurasse a todos, muitas de suas dúvidas seriam respondidas.
– Sim senhor assim o farei. — Cumprimenta-o Byakuya pedindo licença e retirando-se.
– Capitão Kuchiki?
– Senhor? — Ele vira novamente para o comandante.
– Cuide bem de sua sobrinha... — Fala Yamamoto quase inaudível.
– Uhm...? O que senhor? — Pergunta Byakuya que não ouviu direito.
– Nada... Dispensado.
Byakuya sai da sala de conferência.
Yamamoto se levanta da cadeira e vai em direção ao grande pátio atrás do salão, ele olha com olhar angustiante para Seireitei e tenta enxergar o horizonte onde se encontrava Rukongai.
– Depois de tanto tempo... Seria possível que ele conseguisse a liberdade para se vingar?
Algumas lembranças antigas são desenterradas de sua mente, ele fecha os olhos por um instante e abre olhando para sua mão direita, então cerrando lentamente os punhos volta a olhar para o horizonte.
– Magnus... Nossa hora urge...
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Ichigo caminhava pelas ruas, mas enquanto procurava por algum indício de que alguma criança estava por ali ele imaginava outra coisa também.
– Que lugar horrível... Como é possível que a Rukia e o Renji tenham vivido por aqui...
Ele continuava seu caminho.
Rukia corria pelas encostas das montanhas ao redor de Inuzuri, ela conhecia muito bem aquelas trilhas e de lá tinha uma visão panorâmica do lugar.
– O que será que está acontecendo? Para onde elas foram...?
Renji corria próximo ao riacho, mas aproveitava para perguntar dos locais por alguma informação útil, porém de certa forma já esperava ouvir o de sempre.
– Sei lá, que bom que aquelas pragas desapareceram. — Responde uma mulher gorda e feia.
– Que crianças? Existiam crianças aqui? — Responde um de cara suja fazendo outra pergunta em troca.
– Os vira-latas? A carrocinha deve ter passado e levado todos. — Um bêbado diz gargalhando e babando.
Renji continuava a correr pensativo.
(– Não é possível que ninguém tenha percebido a falta delas... Foi como se tivessem feito lavagem cerebral nas pessoas...).
Uma hora se passa e os três se encontram novamente nos limites da cidade próximo a floresta mais ao sul.
– E então como foram? — Vem Rukia descendo dos céus.
– Simplesmente não foi... Não achamos vestígio algum de vida infantil por aqui. — Balança negativamente a cabeça Ichigo.
– E parece que até mesmo as pessoas que moram aqui não sabem de nada ou apenas não dão importância. — Completa o ruivo tatuado.
– Eu fui até a trilha das montanhas onde eu e Renji costumávamos brincar quando crianças para ter uma visão mais ampla daqui e olhem o que eu encontrei.
Rukia mostra aos dois um pedaço de tecido que parecia o remendo de um ursinho de pelúcia, nele havia sangue.
– Tem sangue nisso Rukia. — Mostra Renji.
– Eu sei, quando achei isso no chão procurei um tempo por alguma outra coisa que me desse mais pistas ou indicasse um caminho a seguir e achei uma caverna suspeita e escondida não muito longe, mas resolvi primeiro chamá-los para averiguarmos o lugar juntos.
– Fez bem. — Lembra Ichigo.
– Ichigo, você e Rukia vão até lá eu preciso fazer uma coisa antes.
– O que vai fazer Renji? -Pergunta Rukia.
– É óbvio que existe alguma coisa muito séria acontecendo aqui, mas a Soul Society nunca deu importância para os distritos acima do número cinquenta, por isso vou relatar o que percebemos e descobrimos, vou providenciar um grupo para Inuzuri e solicitarei um contingente para verificar os outros distritos mais distantes da Seireitei, pode ser que isto não esteja acontecendo apenas por aqui.
– Tem razão Renji. — Rukia coloca o pedaço de ursinho nas mãos dele. – Avise meu Nii-sama também.
– Pode deixar.
– Boa sorte Renji. — Diz Ichigo sorrindo.
– Rukia, Ichigo... Tomem cuidado e não façam nada imprudente até a ajuda chegar.
– Pode deixar capitão. — Rukia sorri brincando com seu amigo.
Renji se despede, mas estava com uma expressão bastante séria, ele voa com o máximo de velocidade que tem em direção a Seireitei.
– Rukia. — Ichigo chama a atenção da esposa.
Ela olha de volta.
– Mostre o caminho.
– Me siga.
Os dois pulam por cima das árvores em direção às montanhas.
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Na loja de Urahara na terra, Hisana e seus amigos tinham acabado de jantar e tomar banho, no momento estavam se preparando para dormir.
– Hisa-chan, que legal depois de um tempão você poder dormir aqui de novo né? — o pequeno Katsuya comenta sorridente.
– É também estou achando legal.
As outras crianças começam a rir baixinho.
– O que foi? — Katsuya pergunta aos demais.
– Hisa-chan e o Katsu estão namorando... — diz a garota loira de olhos azuis.
As duas crianças engasgam e ficam vermelhas de vergonha.
– Não estamos não! — exclama Hisana.
– Estão sim. — Diz a maiorzinha de feições latinas fazendo uma cara de gozação.
– Estamos não! — Hisana joga um travesseiro na cara da loira.
Ela recebe um travesseiro na cabeça também.
– Ei! Não joga travesseiro na minha irmã! — grita o pequeno de cabelos lisos negros e olhos azuis.
Katsuya joga um travesseiro nele também, de repente as crianças ficam olhando uma para a cara das outras.
– Guerra de travesseiros! — gritam todos ao mesmo tempo.
O quarto tinha acabado de virar uma zona de guerra.
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Rukia e Ichigo chegam à frente da caverna.
– É aqui Rukia?
– Sim.
Ichigo olha para a penumbra, logo na entrada da caverna ele sente uma sensação muito ruim vindo de dentro e um vento sombrio começa a soprar.
– Rukia... Esse lugar... Cheira a morte... — Diz tendo dificuldades de encontrar as palavras para se expressar à esposa.
– Eu sei querido, senti o mesmo, por isso não consegui entrar, senti uma angústia terrível quando coloquei meus pés aqui.
– Vamos entrar com cuidado. — Ichigo começa a andar devagar indo na frente.
– Certo. — Rukia o segue bem de perto.
Enquanto isso na floresta uma pessoa muito ágil pulava entre as árvores sem derrubar uma única folha, ela seguia em direção a duas reiatsus conhecidas, mas mesmo usando toda sua velocidade, ela sabia que demoraria a chegar.
– Espero que eles não hesitem em atacar... — Dizia mordendo os lábios.
Ichigo e Rukia seguiam com cautela, mas estava escuro demais para enxergar, então Rukia ajuda.
– Shakkahou!– Ela condensa a pequena esfera vermelha nas duas mãos e cria uma luminária para seguirem em frente.
– Bem melhor que o Renji, heim? — Diz Ichigo em tom de gozação.
– Claro que é bem melhor que a dele, tá pensando que eu sou o que? — Ela rebate olhando-o nos olhos.
– Eu não disse nada... Desculpe...
Os dois continuam a andar e cada vez mais a fundo dentro da caverna, com o tempo, não sabiam mais onde estavam, nem por isso deixavam de seguir em frente.
De repente, eles percebem que estão chegando em um lugar diferente, mais amplo e claro.
– Ichigo, veja isso.
– Já percebi, estamos chegando em um lugar diferente e aqui o vento sopra com mais intensidade.
Eles passam tateando as paredes e quando Rukia percebe que está mais claro ela cancela o kidou e instantes depois notam cabos que aparentemente fornecem energia, eles seguem os cabos até uma ala aberta tão bem iluminada que faz o lugar parecer dia, lá os dois vêem uma cena chocante.
O casal olha ao redor e simplesmente ficam boquiabertos.
– Mas que merda é essa? — Ichigo exclama bem alto.
Eles estavam em um laboratório bem montado e organizado, cheio de máquinas nunca vistas antes, elas estavam ligadas e ativas, o lugar parecia vivo.
– Que lugar é esse? — Rukia olhava espantada tentando adivinhar que máquinas eram aquela e aproveitava para tateá-las, mas enquanto toca as estruturas ela ativa alguma coisa sem querer. – Oh... — Ela dá um passo para trás.
Ichigo e ela olham uma comporta gigante se abrir diante deles que sobe vagarosamente e verticalmente revelando vários tubos de ensaio gigantescos utilizados para experimentos que estavam cheios...
– Meu Deus... — Foi tudo que Rukia conseguiu falar.
– As crianças... Não pode ser... — Sussurra o marido igualmente chocando quase soletrando as palavras.
Dentro dos tubos existiam várias crianças, algumas deformadas, outras aparentemente normais e as demais irreconhecíveis.
Rukia olhava aquela cena de coração apertado, chegava a imaginar sua filha dentro daquilo o que apenas fazia seu coração doer mais.
– Então foi para cá que as crianças de Inuzuri vieram... — Ichigo olhava e não conseguia descrever o que via.
– Que monstro teria coragem de fazer isso com uma criança...? — Rukia estava segurando sua angústia o máximo que podia.
– Monstro? Suas palavras chegam a ferir meu intelecto superior.
A voz ressoa assustadora logo atrás de Ichigo e Rukia que em um salto voltam-se para trás.
– Quem está ai? — Ordena o Ruivo.
Street Fighter II V Soundtrack — Kyokai Vega
Os passos são lentos e leves demonstrando calma quando pisam e fazem barulho no chão, um homem trajando um terno azul escuro impecável começa a surgir em uma plataforma acima do laboratório, alto, pele branca, olhos castanhos, tinha cabelos com alguns fios grisalhos aparentando meia idade e monóculo muito elegante no olho direito conferindo-lhe um ar intelectual, ele vinha andando com uma bengala que possuía o desenho da cabeça de uma criatura em detalhes prateados que era impossível distinguir, vindo pé ante pé chega à beira da plataforma e apóia as duas mãos sobre a base da bengala olhando para Ichigo e Rukia.
– Ora, ora, ora... Mais convidados inesperados. — Diz sorrindo com um olhar analisador.
– Quem é você? — Ichigo repete a pergunta dessa vez um pouco mais alto ao notar que o indivíduo poderia não ter ouvido devido à idade que aparentava.
O homem olha para Ichigo com expressão bem tranquila e para Rukia como se enxergasse seu interior, seu sorriso mais ameno desta vez dá lugar a sua voz profunda que adentra os ouvidos do casal de maneira penetrante.
– Meu nome e Solomon Bloodfield.
– Foi você que sequestrou essas crianças? — Grita Rukia com expressão de raiva.
Ele fita Rukia respondendo naturalmente.
– Não... Eles fizeram. — Solomon aponta na direção de Rukia com a ponta da bengala.
O casal voltam-se para trás onde ele havia apontado e vêem várias crianças semelhantes as que tinham visto nos tubos gigantes vindo em suas direções, elas emanavam uma reiatsu diferente de tudo o que haviam sentido até aquele dia e suas faces estavam sedentas.
– Mas o q... — Ichigo se espanta.
As crianças partem para cima dos dois rugindo como monstros que desviam sem contra atacar.
– Maldito, o que fez com elas? — Rukia grita na direção de Solomon enquanto se desvia dos ataques.
– Vocês invadem meu laboratório, vêem minhas criações e mesmo assim não são capazes de entender a grandiosidade da ciência diante de vocês?
– Você é louco! — As palavras de Rukia e Ichigo ressoam unânimes.
– Pelo menos o primeiro invasor tinha um intelecto mais apurado para tentar entender minha obra.
– Você está falando do capitão Mayuri? Foi você que o matou?
– Não, eu o transformei naquilo que ele deveria ser. — O homem responde negando a pergunta balançando o dedo indicador.
– Como assim?
Solomon estala os dedos e as crianças param de atacar, elas pulam para trás e ficam rugindo como cães ferozes esperando ordens.
Passos como se fossem correntes sendo arrastadas começam a ser ouvidas por entre um corredor de tubos, Ichigo e Rukia retiram suas espadas, algo poderoso se aproximava.
Um ser grotesco de aparência humanoide andava mancando pelo corredor, ele arrastava uma corrente com uma foice na ponta e na cintura algo que aparentava ser uma zanpakutou, além disso, vestia o Haori branco de capitão e tinha uma aparência familiar.
– Capitão... Mayuri... — Rukia estava suando frio.
Ichigo estava perplexo.
– Mas como isso é possível! Disseram que o corpo dele estava na Seireitei! — Ele fala alto.
– Quem lhes disse que aquele que está em sua posse se chama Mayuri? — Solomon levanta a pergunta sorrindo naturalmente.
– Não pode ser...
Rukia e Ichigo olham surpresos.
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Bleach OST — Track 26: Invasion
No quartel do quarto esquadrão Ishida é cumprimentado por todos e recebido pela capitã, eles conversam trocando informações, então minutos depois estão na sala do necrotério onde se preparavam para abrir o corpo complexo e modificado do capitão Mayuri.
– Pronta Unohana-san?
Ela responde pegando o bisturi e colocando nas mãos de Ishida que recebe e se prepara para o primeiro corte, mas quando coloca a mão esquerda como linha de apoio para o corte e aproxima o bisturi com a outra ele e Unohana têm uma surpresa.
A mão de Mayuri se ergue pegando a mão de Ishida com o bisturi impedindo o corte.
Unohana dá um salto para trás e Ishida só não pula por que seu braço estava preso na mão do capitão. Ele por sua vez abre os olhos revelando seus orbes amarelos brilhantes e frios, então se levanta ficando sentado na mesa de necropsia, ele ainda segurava a mão de Ishida.
– O que pensa que está fazendo? — Vem a voz fria do capitão.
– Capitão Kurotsuchi o senhor está vivo, mas como!? — Unohana não acreditava no que estava vendo.
Mayuri olha para ela e em seguida para Ishida que estava assustado e solta sua mão.
– Esta é Seireitei?
– Sim. — Unohana sorri. — Todos ficarão surpresos ao verem-no vivo. — Diz Unohana que parecia feliz.
Ishida olhava para Mayuri, tinha alguma coisa errada, pois ele não acreditava em milagres, então anda um pouco para ver a expressão do capitão e se assusta.
– Finalmente estou de volta ao lar... — Mayuri esboçava uma expressão diabólica nunca vista antes, ele levanta sua cabeça e como se o tempo passasse em câmera lenta olha para Ishida ainda com o sorriso e expressão sombrias, nesse momento ele começa a gargalhar.
– Unohana-san! Cuidado! — Foi tudo o que Ishida conseguiu gritar.
Uma explosão gigantesca engole todo o quartel do quarto esquadrão levando diversos quarteirões e inúmeras vidas.
O caos se instala na Seireitei e de dentro das chamas uma pessoa alta, branca de cabelo loiro-prateado e olhos dourados, vem caminhando calmamente e imponente em direção ao seu objetivo.
O quartel do comando geral.
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O Comandante geral Yamamoto Genryuusai, assiste perplexo às chamas gigantescas vindas da direção do quarto esquadrão, de lá era possível ouvir gritos de socorro, desespero e dor.
– Senhor! — Soi Fon aparece diante dele de joelhos e em estado e expressão de urgência. – O quartel de operações do quarto esquadrão explodiu.
Yamamoto não perde tempo, uma borboleta infernal aparece diante dele e uma ordem começa a ser transmitida.
– Todos os capitães dirijam-se ao local da explosão, a prioridade é ajudar os sobreviventes e encontrar o responsável por isso!
Todos os capitães longe dali ouviam as ordens e dirigiam-se o mais rápido possível com seus pelotões para o local da explosão.
Soi Fon também já tinha ido e junto com a Onmitsu Kidou reforçaria a guarda em pontos estratégicos da Seireitei.
Yamamoto assim que vê Soi Fon sair, ordena que seu tenente Sasakibe também saia, então ele se senta em sua cadeira no ofício de seu esquadrão e começa a aguardar calmamente por alguma coisa.
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Bleach DDR — Track 24: Treachery

Ichigo e Rukia estavam em guarda e olhavam para Mayuri e as crianças em posição de combate.
– O quê houve? Não vão fazer nada? Devo relatar-lhes que seu amigo não se lembra mais de vocês.
– Seu desgraçado o que você fez com ele? — Grita Ichigo cheio de ódio.
– Eu apenas transformei-o em algo mais útil, um cão de guarda poderoso, feroz e... — Solomon estala os dedos. – Muito obediente.
As crianças e Mayuri pulam em cima de Ichigo e Rukia, eles desviam-se dos primeiros ataques, mas o lugar é muito pequeno para lutarem todos ali.
– Rukia! Vamos nos separar!
– OK!
Rukia começa a se distanciar e as crianças vem logo atrás, enquanto isso Mayuri tentava acertar Ichigo com sua corrente e a foice ele balbuciava como um monstro e salivava como um cão faminto.
– Mayuri-san, pare! — Gritava Ichigo.
Mas era tudo em vão.
Mayuri gira sua arma e consegue prender a perna esquerda de Ichigo, ele o puxa e começa a rodopiá-lo no ar fazendo quebrar vários daqueles tubos e as crianças monstruosas que estavam dentro caem no chão.
– Ichigo! — Grita Rukia que esquivava dos ataques.
– Eu disse que ele não reconhece vocês, então pare de tentar chamá-lo em busca de alguma consciência, pois é tudo em vão. — Explica Solomon.
– Então não temos escolha. — Lamenta Rukia. – Mae! Sode no Shirayuki!– A lâmina da espada estava diferente, ainda era puramente branca, mas estava mais longa do que costumava ser e a fita que se situava no cabo envolvia o braço direito de Rukia até o ombro emanando uma aura congelante por toda sua extensão e possuía mais de um o sino situados no início do cabo que agora brilhavam em luz branca circulada por uma energia elétrica violeta.
– Não faça isso Rukia, essas crianças não têm culpa! — Diz Ichigo que consegue se livrar das correntes.
– Se não fizermos nada, nunca sairemos vivos daqui e também, se purificarmos eles com a zanpakutou, conseguiremos recuperar o ciclo reincarnativo deles! — Explica Rukia em meio aos gritos e aparando golpes com sua zanpakutou.
Ichigo pensa por um instante e ela tinha razão.
– Então quer dizer que eu não preciso me segurar né? — Diz Ichigo já com outros olhos.
Ele retira sua grande espada das costas.
– Bankai!– Ichigo fica vestido por um, sobretudo negro colado ao corpo, mas do lado direito de seu braço descoberto pela roupa da bankai uma corrente passava enrolada do pulso até o ombro, ele segurava firmemente o cabo da espada com cor de ébano, sendo que esta emanava uma aura densa e vermelha.
Solomon olhava com grande interesse para aquilo.
– Agora eu quero ver você nos deter! — Ichigo parte para cima do capitão muito rápido e desfere apenas um soco, porém hesitando um pouco, Mayuri se choca contra a parede da caverna, mas ela nem arranha. – O que? A parede nem arranhou...?
– Eu construí esse laboratório para ser seguro e oculto ao olhos de leigos, portanto essas paredes reforçadas não permitem que seus pulsos de reiatsu sejam sentidos lá fora. Ah! Sim... Já ia me esquecendo, Ichigo e Rukia, correto?
Os dois olham para ele.
– Se vocês matarem eles não pensem que daqui a quarenta anos eles voltarão ao ciclo reincarnativo.
– O que quer dizer? — Pergunta Rukia.
– Estes que enfrentam no momento são criaturas modificadas geneticamente e espiritualmente pela minha grande genialidade com o propósito de apenas me servir, por isso não são criaturas do Grande rei, eles são "minhas" criaturas, em outras palavras seres fora do ciclo reincarnativo, resumindo... — Solomon sorri cinicamente agora. – Se vocês o matarem, seus espíritos se perderão para sempre.
Ichigo e Rukia estavam abalados agora.
Rukia não percebe quando leva um chute nas costas e quebra alguns tubos indo em direção à parede que faz um barulho de canhão quando ela se choca.
Ichigo ia gritar por seu nome, mas Mayuri o acerta nas costas com sua foice e cravando-a arremessa Ichigo que pára bem perto da esposa.
Eles tentam se recompor.
– Rukia, você está bem?
– Sim.
– Interessante. — Diz Solomon, enquanto olhava para os dois estudando-os.
– O que é interessante seu desgraçado? — Rukia resmunga já de pé.
– Suas zanpakutous são muito parecidas, diria que isso poderia ser até mesmo coincidência se não fosse o fato de terem uma reiatsu igualmente semelhante, arriscaria até dizer que possuem um mesmo núcleo espiritual. — Ele fala demonstrando interesse.
Rukia e Ichigo se assustam.
– Como você...
– Vejo que acertei... E olhando para a aliança em seus dedos creio que sejam marido e mulher. — Ele sorri.
Rukia e Ichigo estavam em posição de combate e esperavam os inimigos que se aproximavam.
– Vocês têm filhos? — Ele interroga outra vez.
– Isso não é da tua conta! — Exclama Ichigo enérgico.
– Oh... Vejo que pela sua reação, sim. — Ele sorria se divertindo.
Rukia já tinha ouvido bastante.
Bleach JH OST — Cometh the hour (Part B)
– Some no Mai! Tsukishiro!– De onde está Rukia consegue fazer um grande círculo congelante se projetar sob os pés de Solomon que sente ficarem frios e quando vê a energia no chão pula milésimos de segundos antes de ser congelado pela coluna de gelo que emitia faíscas elétricas pelo chão em todas as direções.
– Interessante. — Solomon olha para o lado a tempo de ver o golpe de espada de Ichigo que faz alguns objetos e aparelhos do laboratório irem pelos ares.
– Não pode ser! — Ichigo se surpreende.
Solomon havia aparado o golpe de Ichigo com o cabo da bengala e começa a analisá-los novamente.
– Vocês possuem o mesmo núcleo espiritual, coisa que já é quase impossível, mas as suas reiatsus mesmo sendo a mesma possuem peculiaridades interessantes... — Ele olhava para Rukia. – A mulher intensifica sua energia espiritual pura e sua energia vital em matéria espiritual mais densa tornando sua reiatsu monstruosa e seus ataques baseados em Kidou ou similares mais efetivos e poderosos. — Ele volta a olhar para Ichigo. – Já você faz o oposto, materializa a energia espiritual que possui em força física pura, condensando-o e tornando seus ataques devastadores, por isso é tão difícil sentir sua reiatsu.
– Você consegue sentir minha reiatsu? — Pergunta Ichigo ainda em choque com a bengala de Solomon.
– Logicamente. Sua energia espiritual se materializa o máximo que pode, porém você inconscientemente não deixa sua energia se condensar totalmente ou você corre o risco de perder o seu corpo espiritual, estou certo? Mas eu posso sentir mais alguma coisa dentro de você meu caro...
Ichigo estava de olhos arregalados. Solomon se referia ao seu Hollow.
Solomon afasta Ichigo com a sua bengala e desce em direção ao chão.
Rukia e Ichigo ficam lado a lado novamente.
– Quem... Quem é você realmente? — Pergunta Rukia tensa. — Um shinigami não conseguiria nos analisar desta forma apenas por olhar!
Solomon sorri.
– Eu sou o guardião de todas as ciências e tecnologias que existiram, existem e hão de existir neste mundo. Sou o Shinigami Primordial Solomon Bloodfield, braço direito de Omni Magnus, aquele que neste instante está matando Yamamoto Genryuusai e destruindo a Soul Society e creio que achei as cobaias perfeitas para minha pesquisa primordial. — Diz de pé com as duas mãos pousadas sobre a bengala e sorrindo para os dois.
– Shunkou!
As paredes da caverna atrás de Solomon explodem e ele olha surpreso para trás.
– Impossível, as paredes de Sekkiseki!
Yoruichi chega caindo no meio das crianças e mandando-as pelos ares em vários pedaços, dá um chute no cara de Mayuri e ele tem sua cabeça virada do avesso sendo arremessado na direção da parede que desta vez se quebra. — A morena fica na frente de Ichigo e Rukia olhando para Solomon.
– Quem é você? — Ele pergunta com ar mais sério agora.
– Shihouin Yoruichi! — Ela responde.
– Ah... A família Shihouin sempre foi surpreendente e como chegou até aqui se era impossível sentir suas reiatsus? — Ele pergunta com ar curioso.
Yoruichi sorri cinicamente com aquele seu ar sapeca.
– Podia não sentir a reiatsu deles, mas eu sou uma boa escoteira e por isso segui suas pegadas.
– Muito inteligente, era de se esperar da família que possui os melhores estrategistas da Soul Society. — Ele elogia.
Solomon vira de costas e começa a ir embora.
– Espere aonde pensa que vai? — Pergunta Ichigo gritando.
– Vou embora não está vendo?
– Ainda não acabamos aqui!
– Tem certeza? Acabei de dizer que Yamamoto Genryuusai será morto e a Soul Society destruída e vocês querem perder o tempo de vocês com um pobre e velho cientista? — Solomon passava um ar zombeteiro.
– Seu filho da mãe! — Ichigo se preparava para atacar.
– Espere Ichigo. — Yoruichi o segura pelo ombro. – Vamos embora.
– Mas, Yoruichi-san!
Yoruichi olhava séria para Solomon, Ichigo percebe que ela suava frio e sua mão pousada sobre seu ombro tremia, ele volta o olhar para Solomon, mas ele já estava de costas distante do trio.
– O quê? — Grita Rukia que conversava com alguém por telefone.
Yoruichi e Ichigo olham para ela.
– O que foi? Ele pergunta.
– O quarto esquadrão foi destruído! — Rukia responde apreensiva.
– Não! Ishida estava indo para lá! — Rebate Ichigo muito preocupado.
– Vamos voltar depressa para a Soul Society, no caminho preciso contar uma coisa a vocês. — Yoruichi diz.
– Então vamos depressa! — Ichigo sai correndo pelo buraco feito por Yoruichi.
A ex-capitã da Onmitsu kidou o acompanha seguida de Rukia que ainda olha para trás com o semblante triste para aquelas crianças e ao corpo do capitão que não mais se mexia.
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Yamamoto Genryuusai estava sentando em sua cadeira quando começa a ouvir os gritos da pessoas por detrás da porta de sua sala, de repente não se ouve mais nada do lado de fora e a porta começa a abrir lentamente.
Yamamoto olha nos olhos do homem que acabara de entrar com ar sério e calculista.
– Há quanto tempo, meu "velho" amigo. — O homem diz sorrindo para ele com ar sombrio e aproveitava para enfatizar o "velho" na apresentação.
O comandante respira fundo como se aquilo já fosse esperado há muito tempo.
O homem se aproxima da mesa de Yamamoto e continuava a sorrir com a mesma expressão sombria.
Yamamoto por sua vez olhava triste para Magnus, ele fita Seireitei em chamas e novamente para Magnus.
– Por que teve que ser assim?
– Me lembro de você ter dito tempos atrás que não somos nós quem ditamos as regras Yamamoto, se tem dúvidas, pergunte a "Ele". — Responde Magnus apontando na direção do grande portão.
– Entendo... Yamamoto se levanta de sua cadeira. – Mas lembro ter dito a você outra coisa: "Eu vou impedir que você faça essa loucura a si mesmo".– Diz Yamamoto retirando sua espada da bainha.
Magnus ri.
– Tudo bem meu caro, veremos se você pode fazer alguma coisa sem a ajuda do Grande rei e desta vez, duvido que ele queira levantar um dedo em favor deste mundo podre e decadente.
– Eu não preciso da ajuda dele para acabar com você seu tolo!
Magnus apenas sorria cinicamente.
– Então dê o seu melhor, "velho amigo".
Yamamoto e Magnus partem para o combate no meio da sala do comando geral e esta batalha tinha como plano de fundo uma Seireitei jogada em caos e chamas, onde apenas gritos se espalham pelo local junto as faíscas vermelhas de sofrimento.
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Continua...
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