Notas iniciais
Quando acordo percebo que a tal garota não esta do meu lado. Talvez tudo aquilo tenha sido um sonho. Em geral não tenho sonhos e sim pesadelos... Mas aquilo deveria ter sido sim um sonho. Olhei ao redor:
Estava no mesmo beco. Não havia sido um sonho. Ouço uma voz doce, se aproximando e cantando: Amazing Grace How Sweet The Sound That Saved a Wretch Like Me. I Once Was Lost But Now I'Am Found, Was Blind...
A cantoria parou. Parecia ter acordado de um transe. Aquela voz era muito bonita. Era a voz da menina.
- Oi! — A Garota adentrou o beco, segurando dois sacos — Nico certo? — Ela pergunta. Por que toda vez que ela me via perguntava meu nome?
- Sim.- Respondo — O que é isso? — A ponto para os sacos que ela trazia
- Ah! São pães! — Ela sorri — Quer um? — Ela se sentou ao meu lado e me deu um pãozinho. De repente uma duvida me veio a cabeça. Onde ela arranjou dinheiro para os pães? Ela era... Bom... Ela morava em um beco, pelo que eu sei...
- Ei... — Começo sem jeito — Onde voce arrumou esses pães? — Perguntei corando
- Na padaria aqui da frente. — Ela responde
- Não... Quero dizer... Onde voce arranjou dinheiro para compra-los... — Na mesma hora me arrependi de ter dito aquilo. Esperava que ela me batesse. Mas ela não pareceu chateada.
- Ah! O Senhor Moço me dá de graça. Um bom homem. — Ela focou o olhar no alem. Senhor Moço? Segurei a risada.
- Senhor Moço? — Perguntei, quase rindo
- Ah sim! Eu o chamo desse jeito. Ele não tem nome tambem. — Sua expressão se tornou triste. Como ele poderia não ter nome? Nem queria saber como eles arrumaram aqueles pães...
- E como ele te chama? — Pergunto, puxando assunto
- De "Mía". — A morena me olhou
- Mía? — Indaguei
- Ele quer dizer "Minha" mas tem um sotaque. Então fica "Mía". — Ela riu
- Hum... Vou ter chamar de Mía então. — Fiquei vermelho após dizer isso. Me toquei que havia chamado ela de "Minha" — Bonito nome — Corrigi
A tarde foi passamos. Conversamos muito. Ela me contou a historia do "Senhor Moço". Quando pequeno ele foi adotado pelo dono da padaria. O padeiro nunca lhe deu um nome fixo. O que eu achei muito estranho, mas não discuti. Em uma tarde de inverno, Mía estava encolhida no beco, quando o Senhor Moço apareceu. Ela não sabia por que ele veio até lá. Mas então eles ficaram amigos, mesmo o Senhor Moço sendo varios anos mais velho que Mía. Ela me contou tambem que ele tem sotaque pois o padeiro que o adotará é Frances. Mas Senhor Moço não vai muito na padaria. O homem que o adotou fez isso apenas para consseguir o coração de uma mulher. Ninguem sabia mas a tal mulher estava morta. Podia sentir. Mía me ensinou um jogo chamado "Jogo-da-velha". Ficamos jogando ele por muito, muito tempo.
A tarde estava sendo otima. Sinceramente não tinha a menor vontade de voltar ao acampamento. Aquela garota era incrivel. Muito divertida. Nunca conheci ninguem assim... O sol estava se pondo. Mía olhou para o alto. Quando fixou seus olhos no por-do-sol, empalideceu. Como se tivesse lembrado de algo terrivel.
- Não... — Ela murmurrou
- O que foi? — Olhei para o por-do-sol tambem. Parecia normal...
- Não. Não! — Ela se levantou. Acompanhei-a.
- O que foi!? — pergunte, agora assustado
- Ele está vindo. — Mía tremia
- Quem está vindo? — Falei calmamente, ainda assustado
Mía engoliu em seco.
- O Homem.
Notas finais
PS: deixem um reviewsinho? Por favor? kkkkkkk bjss ♥
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