Quando Nico Di Angelo Encontrou O Amor
13 Os Pégasos Salvam O Dia
Notas iniciais
Estávamos andando a muito tempo. Minhas pernas doiam. Precisava descansar.
– A quanto tempo estamos caminhando? — Perguntei, ofegante.
– A doze minutos. — Respondeu Thalia, apressando o passo.
Eu precisava entrar na academia.
– Já estou cansada. — Alisson brecou, exausta.
Fiquei feliz em saber que não era só eu que estou fora de forma.
– Quanto tempo para chegarmos ao Monte? — Perguntei, esperançoso.
– Algumas horas. Se andarmos sem pausas, a noite estaremos lá. — Thalia deu de ombros.
– O QUE?! — Falei aturdido. Se em doze minutos eu já estava acabado, até a noite minhas pernas teriam desintegrado.
– Eu tive uma ideia. — Percy se manifestou. Ele assobiou de um jeito esquisito.
Em alguns instantes quatro pégasos aterrissaram ao nosso redor.
– Obrigada! — Alisson agradeceu sincera.
– Blackjack! — Percy foi até um do pégasos e o abraçou. Comprimentou os outros cavalos tambem. — Vamos? — Perguntou Percy subindo no animal.
Fizemos o mesmo.
– Oi. — Acaricei meu pégaso e o montei — Eu posso dormir em cima de voce? — Perguntei sem pensar. O cavalo relinchou. Interpretei isso como um sim.
Apoiei minha cabeça no seu pescoço e deixei os sonhos invadirem minha mente.
. . .
– O que tá acontecendo? — A voz ingenua de Mía preencheu meus ouvidos
– Quieta. — Um homem de meia idade com a voz grossa a ameaçou.
Mía abaixou a cabeça, como se pedisse desculpas.
– Por que estou aqui? — Ela perguntou, curiosa
– Voce é só uma pessa. Fique tranquila. — O homem sorriu maliciosamente.
– Uma peça? — Mía o olhou, mais curiosa.
– É — O cara deu de ombros — Logo não precisarei mais de voce.
Os olhos de Mía se esbugalharam, assustada.
– Nico! — Ela me chamou — Nico!
Mas então a voz dela mudou.
Era... Alisson?
. . .
– Nico? — Alisson me chamava. Abri os olhos sonolento. Fiquei me perguntando se o sonho era realidade ou não. O céu estava quase escuro. Por quanto tempo eu dormi?
Olhei para Alisson.
– Fala.
– Voce...hm...acha que isso vai dar certo? — Ela aproximou seu pégaso do meu — Voce sabe... Meu pai, ele vai ficar furioso. — Os olhos dela transbordavam desespero.
– Tambem estou com medo. — Adimiti — Mas no geral sempre dá tudo certo. — Sorri, tentando transmitir confiança. Senti a tensão dos ombros dela abaixar. Mas não totalmente.
– Eu tenho que contar uma coisa. — Alisson falou tão rapido que eu quase não entendi suas palavras. — Thalia não é a unica que tem segredos, eu...
– Ali! — Thalia gritou, interrompendo Alisson — Chegamos!
Os pégasos aterrissaram. Agradecemos a eles com cubos de açucar que Percy levava na bolsa ( Por que ele levava cubos de açucasr na bolsa, eu já não sei ) e os cavalos foram embora felizes.
Olhei em volta. Estavamos em um campo aberto. Apenas isso.
– Aqui não tem nada. — Argumentei.
– A nevoa aqui é forte. — Explicou Thalia — Mas pode crer, aqui tem muita coisa. — Ela andou alguns passos e então desapareceu.
Era como se a terra a tivesse engolido.
– Thalia? — Perguntei andando de vagar.
De repente senti meu pé ser puxado para baixo,
– MEU HADES, QUE ISSO? — Gritei.
Thalia começou a rir do meu susto.
– Não foi engraçado. — Resmunguei, limpando minhas roupas.
Alisson e Percy apareceram repentinamente, com a mesma reação que eu. O que a propósito fez Thalia rir mais.
– Bem vindos — Disse ela parando de rir — Ao monte Lorien!
Observei o lugar. Era uma espécie de biblioteca enorme feita de terra.
Foquei em Alisson. O que será que ela queria me contar?
– Ok — Thalia esfregou as mãos — Vamos procurar suas namoradas.
E Luke.
Senti os pensamentos dela.
Uma dor invadiu meu peito. Eu tinha chances de encontrar Mía. Percy podia encontrar Annabeth.
Mas Luke estava morto.
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