Quando Nico Di Angelo Encontrou O Amor
4 Aquele Lugar Com Árvores
Notas iniciais
Houve silencio. Mía me olhava como se eu tivesse uma abobora ao invés de uma cabeça.
- Passear? — Perguntou ela meio confusa
- Sim... — Corei — Voce sabe...
- Claro! — Ela pulou — Amanhã. — Ela sorriu e se deitou no chão. Olhei para o céu. Era noite. Deduzi que ela iria dormir. Suspirei e me deitei. Dormiria ali novamente.
. . .
- Nico. Nico. Nico. — Abri os olhos lentamente — Nico. Nico. Nico. — Mía estava me cutucando e chamando meu nome incessantemente.
- Oi Mía. — Cumprimentei, sonolento.
- Oi Nico! — Ela sorriu. — Vamos passear?
Conssegui abrir um leve sorriso.
- Vamos. — Me sentei e esfreguei o rosto. Olhei para Mía. Uau. Ela estava diferente. Ela estava bonita. Ela estava arrumada. Estranhei. — Voce está... Hum... Legal.
- Obrigada! — Ela olhou para si mesma. Vestia uma calça jeans e uma camiseta simples, com um rascunho da palavra "Bad Girl". Usava um All star preto e seu cabelo estava penteado, de forma que a deixaram mais bela. Seu casaco era felpudo e combinava com a camiseta. — Senhor Moço que me arrumou. Ele disse que eu deveria ficar bonita para o passeio. Quer pão? — Ela estendeu um pão para mim. Aceitei.
- E ai, aonde quer ir? — Perguntei dando uma mordida no pãozinho.
- Naquele lugar com árvores. — Ela falou sonhadora. Levei um pouco de tempo para raciocinar que o "Lugar com árvores" era o parque.
- Acho que eu sei onde fica. — Falei, segurando a risada.
- Eba! — Comemorou Mía. — Venha! — A menina agarrou meu braço e me conduziu para fora do beco.
. . .
Chegando ao parque, Mía ficou... Impressionada. Muito, muito impressionada.
- Nossa. Aqui é grande. — Ela olhou ao redor — Muitas arvores. Muitas pessoas. — Ela olhou para o chão. — Grama. — Levantou o olhar — Quem é aquele? — Disse, apontando para um sorveteiro.
- Ele vende sorvete. — Falei, olhando para o sorveteiro. Eu queria um sorvete.
- Sorvete... Sorvete... Hum... O que é sorvete? — Mía tentou se lembrar, mas logo desistiu. Fiquei abismado.
- Voce nunca tomou sorvete? — Dei enfase no "nunca".
- Não. — Respondeu ela, como se fosse algo comum.
- Então vamos tomar um sorvete. — Conduzi Mía até o sorveteiro.
- Olá garotos. — O moço-do-sorvete nos deu um sorriso simpatico — O que vão querer?
De repente, Mía pegou um sorvete de flocos e começou a examina-lo.
- O que isso? — Ela falou, estreitando os olhos.
- Isso é um sorvete. — Ri. O sorveteiro ficou com pena de Mía.
- Ela é sua namorada jovem? — Perguntou ele amigavelmente.
- O que?! — Senti minhas bochechas quentes — Não, não. — Olhei para Mía, que não pareceu se importar com o comentario do homem. Ela estava mais preocupada com o sorvete.
- Hum. — O Sorveteiro não pareceu acreditar em mim. — Pode comer esse, minha filha. — Ele dirigiu as palavras a Mía — É de graça.
- Puxa. — Os olhos dela brilharam — Obrigada!
- Que isso. Todos merecem comer sorvete. — O sorveteiro pegou um picolé de chocolate. — Tome — Ele me entregou — Para voce.
- Obrigado. — Sorri, grato.
- Olha! — Mía apontou para bicicletas que estavam paradas num canto.
- Leva a moça para andar de bicicleta meu jovem. — Sugeriu o bondoso sorveteiro.
- Boa ideia. — Coloquei algumas moedas que estavam no meu bolso na mão do sorveteiro — Obrigado de novo.
- Tchau. — Mía deu um abraço no homem, que ficou surpreso, mas retribuiu.
Fomos em direção as bicicletas. Parece que gastaria todo o meu dinheiro alugando aquelas coisas com rodas. Como eu tenho dinheiro, é uma historia particular. (N/A perguntem nos reviews se quiserem :3)
- Muito bom esse tal de sorvete. — Comentou Mía enquanto andavamos.
- É — Sorri. Nos aproximamos de um cara que limpava uma bicicleta — Ei cara. Quanto custa pra alugar uma bicicleta?
- Sete reais. — Ele olhou para Mía — Cada.
- Vou levar duas. — Falei lhe entregando o dinheiro.
Notas finais
O que acharam do cap? Daqui a pouco posto outro >
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