Quando Nico Di Angelo Encontrou O Amor
1 A Briga
Notas iniciais
- Eu posso fazer isso sozinho!! — Reclamei
- Ah larga de frescura moleque!! — Travis puxava o Pégaso cada vez mais forte
Quiron me mandará trazer alguns Pégasos para perto da casa grande. Sei lá eu por que. Mas como todos sabem eu e os Pégasos não temos uma relação muito boa. Não sei, acho que é por que cheiro a morte. Travis entrometido veio qui me importunar querendo me "ajudar" a levar os cavalos para casa grande. Como se eu não pudesse fazer isso sozinho.
- Larga!! — Puxei o cavalo um pouco mais forte. Pensei que ele ia me dar um coice, porem apenas relinchou
- Quiron mandou eu te ajudar criatura!! — Travis gritou tentando me dar um chute
- Mentira!! — Estreitei os olhos, o cavalo alado gemia
- Ei! — Ouvi uma voz de longe, Connor Stoll corria em nossa direção. Ele já estava mas perto quando continuou — O que está acontecendo?
- Esse menino não me deixa ajudar a levar os Pégasos até a casa grande. — Travis falou rapidamente
- Ah Nico, para com isso!! — Ele começou a ajudar o irmão puxando uma das asas do cavalo
- Para!! — Estava ficando irritado
Travis cochichou algo no ouvido de Connor, que sorriu maliciosamente.
- No três. — Connor respondeu sorrindo tambem
- Três!! — Travis gritou. De repente Connor veio até mim e me derrubou no chão. Os dois montaram o Pégaso que começou a voar. Me levantei
- Dane-se!! — Gritei alto o suficiente para que eles pudessem ouvir
Olhei para o céu. Já era noite. Precisava ir para um lugar calmo, como um beco. Fazia tempos que não viajava nas sombras. Me concentrei e em instantes estava no começo de um beco sem saida. Fiquei tonto. Esqueci como fazer aquilo era cansativo. Fui cambaleando para dentro do beco. Minha meta era chegar até o final do local. A passagem era estreita. Continuei andando e... Ai. Havia caido.
- Desculpe — Uma voz doce falou, meio amedrontada. Me levantei. Fixei os olhos na figura. Era uma garota, ela estava sentada no chão. Tinha aproximadamente a minha idade. Seus cabelos embaraçados chegavam até o ombro. Seus olhos negros brilhavam a luz da lua. Uma garota bonita, parecia ser extremamente inocente. Saquei a espada. Quando voce é um semideus, sabe que qualquer coisa poderia te matar a qualquer momento. Uma menina inocente no meio de um beco escuro poderia simplesmente virar um macaco gigante e te matar — Não me mate. Por favor. — Ela olhou para mim assustada. Após pensar um pouco guardei a espada. Não achei que el poderia ser uma ameaça. Pelo menos não uma ameaça dificil de vencer.
- Quem é você? — Perguntei cautelosamente. A menina assumiu uma expressão triste
- Eu não sei. — Ela falou melancolicamente
- De onde você é? — Falei ajeitando minha roupa, que estava toda desarrumada por causa do tombo
- Tambem não sei. — Ela pareceu pensar e depois desistiu
- Qual é seu nome? — Queria informações!
- Não me lembro. — Ela disse. Percebi que era inutil pedir informações — Como é o seu nome? — Ela perguntou mais feliz
- Nico... — Falei duvidoso, menina estranha — Bem... Eu ja vou indo.
- Tchau! — Ela falou, me dando um sorriso.
Continuei a caminhar com minha meta de chegar até o final do beco. Ja havia avançado alguns metros. Parei de andar. Olhei para traz, para a garota. Ela brincava com os proprios dedos, o que me fez abrir um pequeno sorriso. Não sei por que mas me senti culpado por deixa-la ali, sozinha. Com um suspiro voltei até ela, precisava ajuda-la.
- Er... Oi... — Falei meio sem graça. Ela olhou para mim com os olhos brilhantes
- Oi! — Ela sorriu — Nico, não é? — Ela perguntou como se não nos vissemos a séculos. Não discuti.
- Sim, Nico... Er... Onde voce... Sabe... Onde voce vai dormir essa noite? — Perguntei, corando. Aquela frase não soou legal
- Aqui. — Ela falou como se aquilo fosse obvio
- Aqui? — Perguntei surpreso. — Mas aqui...
- Senta! — Ela bateu a mão no chão, ao seu lado, indicando para que eu me sentasse. Acomodei-me ao seu lado.
Por um tempo ficamos ali, parados, sem falar nada. Observando as estrelas talvez... Então ela pousou a cabeça em meu ombro. Sabia que estava vermelho como um pimentão naquele momento. Já ia me afastar, mas a garota estava adormecida.
- Ninguem vai nos ver mesmo... — Falei baixinho para mim mesmo. Fechei os olhos e comecei a dormir.
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