Quando Mais Precisava

2 O que você faz aqui?


Notas iniciais
Gente, sério, AMEI a repercussão ♥ que isso, jamais esperei tantos comentários e tantos faves em tão pouco tempo! Quero agradecer todos vocês pela atenção e espero que vocês sigam acompanhando a fic e gostando ♥

Aproveitando pra divulgar o vídeo que fiz de LiDinho
http://www.youtube.com/watch?v=XCTAOauWjUY

–Que gritaria é essa?

Lia voltou para a sala, já vestida e com os cabelos molhados. Deparou-se com seu pai quase avançando no garoto e logo entendeu.

–O Dinho é um merda-

–LIA! Olha o palavreado! – protestou Lorenzo, apesar de concordar.

Lia revirou os olhos.

–O Dinho não presta, mas salvou a minha vida! Por que a gente não espera até amanhã pra descontar nele?

Adriano se sentiu quebrar. Pelo menos teria até o dia seguinte de trégua com sua marrentinha, pensou.

–Aliás, Adriano, você poderia explicar o que estava fazendo por lá, por favor?

–Então é isso? Você nem me agradeceu ainda e já vem com questionamento? E a ordem de paz? Eu não mereço um beijo, um abraço? Nem um aperto de mão? – Dinho fez cara de carente.

Lia revirou os olhos e apertou a mão do ex. Ao mirar seus olhos, no entanto, desconsertou-se. Vendo a tristeza no olhar de Dinho, aproximou-se e abraçou o garoto. Ainda estava sensível, abalada pelo acontecido, justificou para si.

O garoto apertou o abraço. Quanta falta sentira de sua marrentinha... Seu cheiro, seu corpo, seus olhos, sua boca... Beijou-lhe o rosto, obedecendo a distância que Lia pedira, todas as lembranças dos dias felizes ao lado dela voltando à sua mente. Como aguentara tanto tempo longe de Lia? Perdeu-se em seus braços, como ela nos dele.

Lorenzo observava a cena desconfortável. Temia por sua filha, que sofresse mais uma vez, que Dinho fosse embora no dia seguinte. Raquel sorria discretamente. Também havia deixado sua família, entendia perfeitamente a situação do garoto. Tatá, por sua vez, observava a cena encantada.

–Aaaaai, eles ainda se amam! – um sorriso enorme e apaixonado estampou seu pequeno rosto.

Lia se afastou de Dinho bruscamente, vermelha.

–Não fala besteira, pirralha! Eu estava apenas agradecendo o Dinho, nada mais.

–Sei...

–x-

–Se o Lorenzo subiu, parece que a Lia foi mesmo encontrada. – Gil estava esperançoso.

Todos se encontravam na frente do Misturama, discutindo a situação.

–Ai, mal posso esperar pra ver a Lia! – exclamou Ju.

–Acho melhor deixar ela descansar e fazer uma visita amanhã, todos juntos.

–Boa idéia, Morgana! É o mais certo a se fazer, por mais que seja difícil não correr pro apartamento. – Disse Vitor.

–Que estranho a Lia ter voltado pro apartamento e não pro casarão... – estranhou Ju.

–Aí, na moral, eu não to conseguindo ficar nem aqui embaixo, galera. – Pilha comentou, triste.

Gil fechou a expressão, entendendo o que Leonel havia dito. Ju percebeu e se aproximou, dando apoio ao namorado.

–Você quer dormir lá em casa hoje? Traz menos lembranças...

Percebeu as lágrimas nos olhos do namorado e seu desespero vindo à tona.

–Vem, melhor não ficar aqui.

Juliana levou Gil para seu apartamento, deixando os outros adolescentes cabisbaixos no Misturama. A morte de Marcela era muito recente, tão recente que parecia irreal. Haviam se distraído com a situação de Lia, contudo, agora que a garota estava a salvo, a dor da perda voltava a atormentá-los. O Misturama lhes lembrava muito a professora, significando sofrimento e revolta por sua morte, mas tampouco queriam voltar para suas casas sozinhos. Concordaram silenciosamente em ficar por ali, nas mesas do bar, fazendo companhia um ao outro.

–x-

–Mãe, o Gil pode dormir aqui?

–Juliana!!! – Marta não esperava por aquela pergunta.

dormir, mãe. Por favor! – olhou para Gil e preferiu falar com Marta em particular.

Na cozinha, a it-girl explicou.

–Ele perdeu a mãe, o tio Lorenzo tá aqui na frente sem hora pra voltar e... Eu tô com medo... Ele vai sofrer mais ainda estando naquela casa. Por favor?

Marta concordou, preocupada. Sua filha tinha razão, a última coisa que Gil iria ter ânimo para fazer naquele momento era o que Marta temia que acontecesse. Naquelas circunstâncias, talvez não houvesse problema.

–Mas em um colchão! Nada de dividir cama!

–Claro que não, mãe, fica tranqüila. – Juliana agradeceu com um abraço e foi ao encontro de Gil.

–x-

–Então, Dinho, o que você está fazendo no Brasil e como encontrou a minha filha? – Lorenzo inquiriu.

–Eu... Eu tava trabalhando, buscando novas trilhas pra agências de turismo da África e fui atropelado, felizmente. – olhou para a ex- A gente correu até o meu carro e estamos aqui. Lia, será que a gente pode conversar a sós?

Lia encarou o garoto, pesando se deveria ou não aceitar o pedido. Era tudo muito recente e ainda não sabia como agir em sua presença. Pensava tê-lo esquecido, não amá-lo mais, mas apenas de vê-lo à sua frente suas pernas tremiam e todos os sentimentos ignorados voltavam à tona. Ainda assim, apesar do medo de como agiria sozinha com ele sem o perigo eminente dos bandidos em sua cola roubando sua atenção, a roqueira ansiava por respostas.

–Se você prefere, tudo bem, mas não abusa da minha boa vontade. Eu ainda te odeio, mesmo te devendo a minha vida.

Dinho sentiu um calafrio, mas sorriu. Não tinha entendido ainda de quem havia protegido sua ex-namorada, mas estava aliviado por ter salvo a garota que amava.

–Quem são eles, Lia? – perguntou preocupado.

–Primeiro você. Não queria conversar comigo a sós? Então vem antes que eu mude de idéia.

Lia saiu em direção a seu quarto, sendo seguida por Dinho em seguida. Assim que o garoto entrou, fechou a porta e se dirigiu à janela, como fizera um ano antes. Daquela vez, tentava resistir a Dinho por sua amiga; agora, resistia pelo seu próprio bem. Não estava segura quanto a estar fechada em um quarto com Adriano, então pelo menos poderia não encarar seus olhos.

–Fala, o que você está fazendo aqui? – tentou manter-se impassível.

–Eu não consegui ficar longe de você. – Dinho estava cabisbaixo, lembrava de como era vazio o mundo sem sua marrentinha.

Lia deu uma risada seca.

–E demorou todo esse tempo pra perceber?

–Eu tava juntando dinheiro pra voltar. Assim que consegui o suficiente, voltei. Uma empresa de turismo africana organizou uma viagem pelo Rio e eu vim de guia. Vou aproveitar pra ficar.

–Se é por mim, pode voltar! Eu não te quero aqui, Adriano! – Lia tentou controlar a voz.

–Lia, por favor! – a voz de Dinho começava a fraquejar. – Eu te amo!

–Se me amasse, não teria mentido! – algumas lágrimas escaparam e Lia tentou secá-las discretamente.

–Se você não me amasse, não estaria chorando.

–Eu não estou chorando!!! – Lia gritou, apenas para liberar mais lágrimas. Odiava-se por não conseguir se controlar e odiava ainda mais o garoto às suas costas, por ainda mexer com seus sentimentos.

Dinho se aproximou de Lia, abraçando-a ternamente.

–Me larga! – a roqueira se debateu, fazendo Adriano apertar o abraço.

No entanto, sem perceber, Dinho só piorou as coisas. Flashes de seu seqüestro invadiram a mente de Lia, que se viu novamente agarrada à força por Sal, Alemão e Caixote.

–Me larga, Sal, me larga!!!

Dinho a soltou rapidamente.

–Me desculpa, Lia, eu não queria... Eu não me dei conta... Eu não...

–Sai daqui!!

Dinho não sabia o que fazer, mas tinha certeza que não deixaria a garota daquele jeito. Não poderia voltar para casa sabendo como ela estava. Ou melhor, ainda não tinha casa, mas não poderia deixá-la assim mesmo que tivesse.

–O que está acontecendo aqui? – Lorenzo entrou porta adentro, seguido por Raquel, Tatá e agora também Paulina, Ju, Gil, Olavo e Marta, que haviam escutado os berros de Lia de seu apartamento.

–Dinho, eu acho melhor você deixá-la sozinha, depois vocês conversam. – Raquel falou, diplomática.

–Dinho??? – Nem Ju, nem Gil acreditavam no que viam.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado e vem muito mais por aí, aguardem!