Quando Estou Do Seu Lado...
1 Capítulo 1 -One - Shot
Notas iniciais
Corria desesperada pela rua.Era noite,umas seis horas. Eu tinha que falar com o Cebola.Depois que ele terminou comigo,o clima entre a gente ficou muito ruim.Resolvi que era hora de conversar,para resolver as coisas.Quando cheguei na frente da casa dele,a porta estava aberta.Que estranho.Empurrei a porta devagar e vi o que não queria ter visto.O Cebola e a Bianca se beijando.Não podia acreditar naquilo.E ele com aquele papo de me derrotar,enquanto ficava com outra?Começaram a escorrer lágrimas dos meus olhos.Como ele pode?Me deixou esperando,para nada?Corri pela rua sem olhar para os lados.Até que vi uma luz vindo na minha direção.Quando olhei para o lado,um carro vinha bem rápido na minha direção.A última coisa que ouvi foi quando alguém gritou meu nome.
__Mônica!Não!
O carro me lançou para um lado,e não vi mais nada.Só sentia a escuridão me dominando.Não senti mais nada...De repente acordei.Estava em um quarto todo branco,deitada numa cama. Me levantei e vi uma porta no canto do quarto.Quando abri,vi que estava na rua da minha casa.Olhei para trás e não tinha mais nada.O lugar onde eu estava havia sumido.O céu estava escurecendo,que horas seriam?De repente,vi alguém na frente da casa do Cebola. Me aproximei e vi que era a Bianca.Ela estava com a mesma roupa que eu vi quando ela estava com o Cebola.Abriram a porta.O Cebola,é claro.
__Bianca?O que você quer aqui?
__Eu quero isso.
Ela beijou ele e o empurrou para dentro da casa.Entrei logo atrás,mas ninguém me viu.Ele empurrou ela.
__Bianca,para com isso.Você sabe que eu amo a Mônica.
__Cebola,você sabe que eu gosto de você,fica comigo! Ela beijou ele de novo,olhei para trás e vi a mim mesma encostada na porta.Como isso podia estar acontecendo? Eu havia...voltado no momento em que aquilo havia acontecido! Me vi sair correndo pela porta,tentei dizer pra que não fizesse aquilo,mas não me dava ouvidos.Voltei a olhar o Cebola e ele olhava para a porta espantado.Será que tinha me visto?Será que sabia o que eu tinha visto?Ele saiu correndo em disparada pela porta,gritando meu nome.Fui atrás dele e quando olhei para um lado da pista e vi o carro indo na minha direção.Foi tudo muito rápido.
__Mônica!Não! — O Cebola gritou,mas já era tarde.O carro me lançou para o meio da pista e eu caí desacordada.Virava o rosto para o lado. Com a testa cortada,escorria sangue no chão.O Cebola correu na minha direção tentando me acordar,mas eu sequer me mexia.
__Mônica,meu amor!Por favor acorda.Mônica,não faz isso comigo.Acorda!
Ele começou a chorar,parecia desesperado. Parecia,não.Ele estava desesperado. Eu não podia acreditar que eu havia duvidado dele.
__Me perdoa meu amor. — ele sussurrava. — __Eu te amo!
Cebola,você me ama.E eu duvidei de você. Eu não te mereço.Mas mesmo assim,eu te amo.
__Mônica!Não faz isso comigo Mônica.Acorda!Acorda!
A ambulância havia chegado. Me colocaram numa maca. __Eu vou com ela. — Era o Cebola,entrando na ambulância.
__Tudo bem. — disse um homem,enquanto tirava do meu bolso,o celular.Ele ligou para a minha mãe e contou tudo.Ela deve ter ficado desesperada.Depois que a ambulância se foi,fechei meus olhos,enquanto uma lágrima escorria deles.Quando abri,estava num quarto de hospital. Na cama,eu estava deitada,ligada a muitos aparelhos.Olhei para a porta do quarto e vi o Cebola,olhando pela pequena janela de vidro.Ele continuava chorando. De repente tudo ficou em silêncio,não se ouvia mas a minha respiração.Comecei a me debater pela cama,parecia estar tendo uma convulsão.Os médicos entraram desesperados no quarto.
__O que houve?! — o Cebola perguntava chorando.
__A respiração dela parou,temos que fazer alguma coisa.Ou ela vai morrer.
__Salvem ela.Por favor!
__Vamos fazer o possível garoto.
Vi que junto com o Cebola,estavam todos os meus amigos,a Magali,os meus pais,e os pais do Cebola.
Os médicos começaram a me dar choques,sem parar,e nada.
__Ela não reage!
De repente,só ouvi um som no quarto,quando meu coração parou de bater,o aparelho fez um som bem longo. Não. Eu não podia estar morta.Os médicos saíram do quarto.
__O que aconteceu? — o Cebola perguntou,quase gritando.
__Lamento.Lamento muito.
__Não!Não!oO Cebola se debatia no chão,chorando.A mãe dele o abraçava,tentando consolá-lo.Ele se arrastou pelo chão e foi até onde eu estava,abraçando meu corpo sem vida. Me perdoa meu amor.Queria dizer a ele,para me perdoar. Eu não podia mais lutar.Minha vida era horrível sem ele.Lutei a vida toda,e agora,acabou.Mas eu não podia morrer.Não posso morrer.Sem dizer ao Cebola,que eu o amo,e que quero que ele me perdoe por ter duvidado dele. De repente,olhei para trás,a escuridão me puxava,para que eu entrasse nela por completo.Lutei contra ela,mas ela era mais forte. Eu não posso ir agora.Por favor!Minha voz não saía.Continuei lutando com todas as minhas forças,até que consegui gritar.
__Não! — caí no chão desacordada,e quando abri os olhos,estava numa cama de hospital com o Cebola me abraçando e chorando.Pisquei,pois a luz estava forte no meu rosto.O Cebola levantou o rosto e me viu acordada.
__Mônica!Mônica meu amor. — ele chorava,e ria ao mesmo tempo.
Todos começaram a comemorar,e eu continuava deitada. Me sentia anestesiada,fraca.
__Te amo Mônica! — ele me deu um beijo no rosto.
Me esforcei para tentar falar com ele.
__Me perdoa Cebola. Eu não acreditei em você. Me perdoa.
__Shh!Não se esforce. Eu te amo!
__Também te amo!
(3 meses depois)
__Mônica,você vai comigo num lugar?
__Claro Cebola.Onde?
__É surpresa.
__Tá certo.
Ele me puxou,vendou meus olhos e me levou.Fomos andando.Até que não muito longe,nós paramos.Ele tirou a venda dos meus olhos.
__Pronto.Pode olhar minha princesa.
Estávamos num campo,cheio de flores silvestres,e uma grama bem verde.O lugar mais lindo que eu já vi na minha vida inteira.
__Cebola,que lugar lindo.
__Também acho. Eu te trouxe aqui...por um motivo muito importante.
__Hum...e qual seria?
Ele se aproximou de mim,e encostou seu nariz no meu,virando o rosto de um lado.
__Esse é o lugar,onde vamos nos casar.
Saí de perto dele para que pudesse olhar seu rosto com mais clareza.O que ele estava dizendo só podia ser brincadeira.
__Você quer se casar comigo meu amor?
Continuei o olhando incrédula.Depois percebi que ele não estava brincando,e sorri.Ele se surpreendeu e sorriu.
__Esse sorriso é um...sim...ou um não?
Ele balançou a cabeça em dúvida.
__É um sim!
Ele sorriu aliviado.Aproximou seu rosto do meu,e me deu um beijo suave,que marcou a nossa união para sempre.Daqui pra frente,pertenceríamos um ao outro.Para sempre!
FIM!
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