Quando A Máscara Cai
2 O fim do desespero
P.O.V Justin
– Fala logo porra, o que aconteceu com a vadia?-Gritei.
A enfermeira ficou me olhando como se eu tivesse falado algo de errado.
– Como eu falei, Selena está em risco, eu não sei o que aconteceu mais deve ter sido algo muito forte para que ela tenha perdido o bebê. Ela esta cheia de manchas roxas e com muitas dores por todo o corpo. O senhor pode me dizer o que aconteceu com ela?
– Bom......ela caiu da escada da minha casa, nós estávamos no segundo andar, ela saiu correndo e caiu. Foi isso.
–É, Selena estava grávida, mas sinto muito, ela perdeu o bebê. O senhor tem certeza, porque pelos roxos no corpo da paciente, parece que o acidente foi um pouco mais grave. – disse a enfermeira, um pouco desconfiada.
– Se eu estou dizendo que foi isso, foi porra! Agora me fala logo se a vagabunda perdeu a coisa que estava dentro da barriga.
– Infelizmente sim... Pelo o que o senhor me disse, ela caiu da escada, e deve ter caído com a barriga para baixo, pois a pancada foi muito forte.
– Isso, foi isso mesmo. – disse para que a enfermeira não me fizesse mais perguntas.
– Ela acordou?--Falei, será que ela realmente disse o que aconteceu?Acho que não porque se não a enfermeira não teria vindo perguntar para mim.
–Sim – Disse a enfermeira me tirando do transe.
– Posso falar com ela?
– Claro, me siga é por aqui!
Quando entrei no quarto, me deparei com Selena deitada na cama, chorando. Essa vagabunda só me traz dor de cabeça.
Ela não sentiu a minha presença, mais assim que me viu, enxugou as lágrimas, e se sentou sobre a cama.
–Você está melhor? – perguntei, mesmo sabendo que aquela ali não merecia nem um tipo de preocupação.
–Sim. – ela disse com a voz rouca, e triste.
– A enfermeira me avisou sobre o que aconteceu com a coisa. – disse me referindo a criança.
–O que aconteceu com o meu filho? – ela disse com tom de preocupação.
–Voce não soube? – perguntei, percebendo a situação. Selena não sabia sobre o que havia acontecido com o bebê.
–Como assim Justin, me explica isso direito! – ela disse preocupada com o que eu havia dito.
–Você perdeu o bebê. — Falei frio como sempre.
–O quê?- Ela perguntou, já chorando.
–O que você ouviu, você perdeu o bebê!
Selena caiu em prantos, além de toda machucada, havia perdido o bebê, porém eu nem me importava, além da indiferença que essa criança iria fazer eu estava feliz por ela não existir.
Selena me olhou fixo, ela ficou sem expressão, começou a ficar pálida e eu achei estranho e perguntei:
–Selena você esta bem?
–Bem Justin? Bem? Acabo de perder meu filho e você quer que eu esteja bem? Não me faça pergunta besta! Eu perdi meu filho Justin, por tua culpa, seu desgraçado, você acabou com a minha vida, você é um louco sem alma, como pode conseguir ficar normal desse jeito? Você matou uma pessoa, uma criança, um ser!
– Cala a boca Selena, chega, eu disse que não ia criar esta criança! Eu a mataria de um jeito ou de outro, você sabe que eu não suporto essas pestes!Agora para de gritar que você está muito preocupada!
– Sai daqui Justin, sai da minha frente, seu monstro, seu miserável, nunca mais chegue perto de mim, mas não esquece que quando você menos esperar eu darei o troco, e é melhor ficar muito esperto!
– Só me falta agora ser ameaçado por uma puta de quinta categoria, se encherga se você chegar perto de mim a única a ser prejudicada será você! Meus homens transformaram você em pedaços!
– Veremos! Agora sai Justin, sai, antes que eu grite. SOCORRO! SOCORRO!
Sai do Hospital a 120km/h como de costume, cheguei em casa tomei uma ducha e limpei meu quarto, tinha sangue da Vadia por tudo que era lado, e eu ainda acho que bati pouco nela, deitei na cama e relaxei. Acordei assustado, meu celular tocava, olhei na tela: Ryan. Atendi.
–Fala man.
–Acho melhor você vir aqui, tem uma garota nova pra se candidatar, uma tal de Miley, gostosa pra caralho velho.
–Então manda ela ficar a vontade, que jaja eu chego ai.
–Só te um problema...
–Qual?- perguntei curioso.
–Ela não tira de jeito nenhum uma máscara da cara. — ouvi aquilo e ri pelo nariz, eu tinha que conferir aquilo de perto, era estranho demais.
CONTINUA...
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