Qual é a sua mensagem?
1 Capítulo único
Notas iniciais
eu realmente nem sei porque eu demorei tanto pra escrever essa one-shot. Foi tanta procastinação que até minha procastinação tinha procastinação (??)
sinopse tá lixo mas foi oq eu consegui em 5 min
prepare-se para ler 2700 palavras contendo 20% só homis corando e 80% gay
Abrindo os olhos, Tadashi suspirou. Era manhã de sábado e ele não queria nem sair de casa. Estava bem frio lá fora e ele ficaria bem melhor debaixo dos cobertores, muito obrigado.
Depois de vinte minutos de uma tentativa falhada para tentar acordar, ele finalmente levantou da cama, decidiu colocar um casaco e dar um passeio pelas ruas. Tadashi achou melhor acordar um pouco antes de tomar café, para não espantar tia Cass com sua aparência que sempre se manifestava todo sábado de manhã. Sabe aquele dia em que você fica parecendo uma coisa estragada que pisaram em cima? Pois é.
Andando na calçada, o moreno pensava em ir a alguma loja de música, mas seus pensamentos pararam em Honey Lemon. Ele não conhecia muito a garota, porém seus amigos estavam tentando arranjar uma namorada para ele. Talvez se ele fizesse algo, eles o deixariam em paz. Deus e Tia Cass são testemunhas do quanto ele tentava entrar em alguma relação romântica, mas nada dava certo. Tadashi tinha até desistido.
O rapaz parou em frente a uma floricultura e decidiu entrar. Parecia um pouco antiga, mas as flores davam vida ao lugar. Flores para Honey seria uma boa ideia. O sino da porta chamou a atenção do dono da loja, indicando um novo cliente. Logo depois Tadashi foi recebido por um garoto adorável com um pequeno espaço entre os dentes e com um pouco de terra na bochecha direita.
— Bem vindo, senhor! — O jovem cumprimentou com um sorriso. — Em que posso ajudá-lo?
— Eu... Queria comprar umas flores... — O outro falou nervoso e resistiu à tentação de colocar a mão na testa. Ele estava em uma floricultura, é claro que ele tinha vindo para comprar flores. Idiota.
— Meu nome é Hiro, muito prazer. Bem, que flores o senhor gostaria de comprar? — Ele perguntou animado e o puxou para mais fundo da loja, orquídeas e cheiros fortes de todo o tipo rodeando o corredor. — Chegaram novas rosas ontem, se quiser dar uma olhada. É um presente para alguém especial?
— Sim. Mais ou menos... — respondeu.
— É uma garota? — Hiro o fitou e o jovem adulto assentiu. — Que mensagem você gostaria de dar a ela?
— Como é? Mensagem? — Tadashi arqueou as sobrancelhas. Ele teria que escrever um cartão ou algo assim?
O vendedor sorriu e o moreno o achou lindo, mesmo com um pouco de sujeira de terra em seu rosto. Tadashi se repreendeu mentalmente, aquela não era a hora de deixar sua bissexualidade transparecer.
— Cada flor tem sua mensagem. — Ele explicou, pegando uma rosa vermelha. – Por exemplo, essa daqui significa “Eu te amo”.
Em seguida ele foi colhendo algumas outras flores e mostrando para Tadashi, que nunca notaria o número flores que havia em uma floricultura se não fosse por Hiro. Para ele só existiam rosas e margaridas. É. Rosas e margaridas, sério mesmo, Tadashi?
Bem, ninguém poderia culpá-lo. Ele não era um especialista em botânica.
— Camélias rosas querem dizer “Você é adorável”. Se você quiser pedir desculpas a alguém, dê a ela algumas tulipas brancas. As minhas favoritas são as orquídeas...
O rapaz prestava mais atenção em Hiro do que na explicação. Os olhos do garoto se iluminavam quando este começava a falar das flores, ele percebeu. Tadashi ficou admirando-o até que o jovem parou de falar.
— Então, qual vai querer? — Ela perguntou, chamando a atenção dele.
— A-Acho que algumas tulipas seriam ótimas. — Ele gaguejou, tentando pensar em alguma flor qualquer. Boa, Tadashi. Pelo menos não eram rosas ou margaridas.
Ele o viu pegando um bocado de tulipas amarelas e mostrou para ele.
— Bem, se você não sabe qual mensagem quer dar a ela, eu acho que essas servirão. — E com isso ele amarrou as flores com uma fita branca e começou a embrulhá-las em um buquê enquanto Tadashi se perguntava qual seria a mensagem delas. — Essas significam “Pensamentos felizes, alegria”. – Ele explicou, como se estivesse lendo a mente dele, e o rapaz não pôde deixar de notar o sorriso tímido que escapou dos lábios do menor.
— Eu me pergunto se alguém me dará flores algum dia. — Hiro murmurou para si mesmo, mas o outro ouviu.
— Você nunca recebeu flores? — Tadashi perguntou um pouco surpreso. Quem não daria flores para um rapaz tão bonito quanto esse? Oláá?! Homens e mulheres solteiros e de bom senso? Não tem nenhum aqui? Ninguém disposto a dar uma rosa ou margarida para essa criatura linda e perfeita?
— Aqui estão suas tulipas. — Hiro mudou de assunto e entregou as flores. — Espero que ela goste.
— Obrigado... — Ele murmurou e saiu da loja, hesitante.
Tadashi caminhava pelas ruas da cidade tentando entender aquele garoto. Hiro realmente conseguiu chamar a atenção do rapaz. Talvez ele visitasse a loja um dia desses novamente. Da próxima vez ele poderia dar flores para ele. Isso com certeza o surpreenderia.
O moreno parou de andar e mirou o buquê de tulipas em suas mãos. Ele tinha dito que nunca recebera flores antes. Perdido em pensamentos, decidiu voltar.
Abriu a porta da loja e encontrou Hiro arrumando outro buquê, sua pequena sujeira na bochecha agora desaparecida. Surpreso em vê-lo, ele exclamou:
— Ora! Você de novo?
Sem hesitação, Tadashi caminhou até ele e apresentou as tulipas, as bochechas vermelhas. Notando que o mais novo não sabia o que ele queria fazer, ele gaguejou:
— V-Você disse que nunca tinha recebido flores, então...! — Ele empurrou o buquê, fazendo o jovem pegar as flores, surpreso. — Aqui! Estas são pra você.
Mais gay que isso impossível.
Tentando processar o que estava acontecendo, Hiro mirou o rapaz e suas bochechas coradas.
— Mas... E a garota-
— Eu mal a conheço. — Ele interrompeu. — Eu prefiro que você fique com essas flores, e não ela.
O moço olhou para as tulipas e sorriu.
— Obrigado, senhor...?
— T-Tadashi. – Ele declarou.
— Senhor Tadashi. — Ele deu outra risadinha tímida. — E-Eu nem sei o que dizer.
O mais velho suspirou feliz quando viu que ele tinha aceitado as flores. Subitamente Tadashi tomou uma coragem que não sabia que tinha e disse:
— O que acha de nós sairmos um pouco? — Ele ofereceu e no momento em que percebeu o que tinha dito, sua cara inteira ficou vermelha e tudo o que ele queria era socar ele mesmo. Queria cavar um buraco e ser puxado para alguma outra dimensão, bem longe da humanidade.
Desgraça.
Ficou surpreso quando o garoto tirou seu avental e começou a sair da loja, o maior o seguindo que nem um cachorrinho perdido.
Tadashi piscou várias vezes em uma expressão de surpresa ao perceber que sua tentativa fraca de flertar tinha dado certo.
— Tudo bem, eu não vou mais trabalhar hoje, mesmo — Ele explicou e Tadashi percebeu que mesmo se quisesse protestar (dizer que ele não queria forçá-lo a ir a um encontro, e que tinha falado isso porque Tadashi era um idiota e socialmente desajeitado), bem lá no fundo seu eu interior estava dando piscadinhas para Tadashi, o motivando a continuar. Hiro tentava esconder as bochechas rosadas o máximo que podia.
— Ah, eu sei aonde podemos ir — exclamou Tadashi, perdendo a vergonha na cara e puxando Hiro para o outro lado — Tem uma cafeteria não muito longe daqui. Já ouviu falar da cafeteria Lucky Cat?
Hiro fitou seus brilhantes olhos escuros nos do outro e o maior sentiu seu coração bater tão freneticamente que ficou com medo de Hiro ouvir. Deus, esse humano perfeito estava tão perto de sua casa e ele nunca tinha o conhecido antes?
Os dois andaram lado a lado e Tadashi estava querendo muito saber mais sobre ele. Onde morava? Quantos anos tinha? Qual a sua cor preferida? Ele gostava de comer hambúrquer ou salada de frutas? Caramba, Tadashi, você não pode deixar sua personalidade de merda estragar tudo agora, ele mentalmente repreendia a si mesmo enquanto por fora abria um sorriso reluzente.
— Então... Você trabalha aqui faz tempo? — indagou e ignorou o pulo que seu coração deu outra vez quando Hiro olhou para ele com uma expressão inocente e adorável.
— Na verdade, não. Comecei há uns dois meses, mas já tinha trabalhado em floriculturas antes. Me mudei para San Fransokyo seis meses atrás — O menor respondeu e Tadashi sabia pelo brilho inexplicável de seus olhos que Hiro queria falar mais, mas provavelmente não queria incomodar o outro com baboseiras.
O que era bem o contrário. Tadashi queria ouvir tudo o que ele tinha para dizer. Mesmo que o menor falasse sobre o tempo ou da sujeira na calçada. Ele só queria ouvi-lo falar. Não, dane-se. Ficar com ele já era o suficiente.
Tadashi arregalou os olhos quando analisou seus pensamentos mais uma vez. “Woa, calma aí, Tadashi. Você só conheceu o cara agora”, ele pensou. O jovem encarou o menor novamente com suas bochechas ainda um pouco vermelhas mirando gentilmente as tulipas amarelas que ganhara de presente. O maior sentiu seu coração derreter e um sentimento bom e aconchegante apareceu em seu peito quando o viu sorrir timidamente para as flores.
Deus, o que ele tinha feito para merecer isso?
— E você? — Hiro perguntou, virando-se para o outro.
— Ah, eu sempre vivi aqui — Tadashi coçou a nuca, constrangido por algo que não tinha a mínima ideia. — Vivo com a minha tia no- Olha, chegamos!
Tadashi abriu a porta e um sino tocou, sinalizando a chegada dos dois. Cass foi atendê-los limpando as mãos com um pano e pareceu surpresa com a aparição de seu sobrinho.
— Ah, Tadashi! Aí está você. Nem me avisou para onde-
Ela parou de repente quando notou uma terceira pessoa. Ela olhou para Hiro e demorou exatamente 2.8 segundos para processar que 1: Tadashi tinha trazido um garoto lindo e adorável para o café. 2: ele estava com um buquê de flores na mão.
Cassandra deixou o pano cair e continuou encarando o garoto, que começou a ficar desconfortável.
— Tia Cass? — perguntou Tadashi com um tom preocupado. Tia Cass saiu de seu transe e abriu um sorriso.
— Oh, querido! Venha, tem uma mesa sobrando — A mulher levou Hiro (que estava um pouco hesitante) a uma mesa para dois e o fez sentar numa das cadeiras. O garoto depois assistiu com uma expressão encabulada Cass conversar com Tadashi animadamente.
— Oh, Tadashi, estou tão feliz — Ela pegou dois menus e os distribuiu na mesa. — Finalmente você trouxe um garoto lindo desses pra cafeteria. Pensei que nunca iria amadurecer.
Tadashi a olhou por um momento com uma expressão confusa e depois seu rosto ficou vermelho que nem tomate. Ótimo, aquilo era tudo o que ele precisava.
— T-Tia Cass!! — Ele engasgou com a saliva. — E-Ele não é- Nós não- E-Eu-
A mulher deu uma gargalhada e colocou sua mão no ombro dele.
— Espero que dê certo. Já percebi que você gosta dele. Conheço você e sei o que pensa — Ela deu uma piscadinha, e isso só piorou os pensamentos embaraçosos que passavam na pobre cabeça do sobrinho. Ele estava até prevendo como tudo aquilo iria acabar se tia Cass decidisse usar mais um de seus “planos discretos” para fazer Tadashi “se dar bem”.
Desgraça.
Caos.
Morte.
Tadashi não sabia como aquilo tinha se tornado sua vida.
——
— Então, você vive aqui? — Hiro comentou olhando em volta da cafeteria.
— Sim – Tadashi deu um sorriso meio sem graça, pois sabia que não era muita coisa, mas era tudo o que eles tinham. E era aconchegante. — Desculpe pela tia Cass, ela tende a ficar animada quando eu apareço com alguém.
Dessa vez não demorou nem um segundo para Tadashi perceber o que tinha dito.
— Q-Quer dizer, não que a gente esteja junto-
—Tudo bem — Hiro riu e olhou para baixo quando sentiu algo passando pelas suas pernas. — Um gato?
— Ah, é o Mochi — O felino encarou o menor e ronronou, sua cauda enrolando em um dos tornozelos do florista. — Ele gostou de você — Tadashi comentou.
— Falando em gostar... — Hiro murmurou e depois franziu o cenho, fitando o mais velho com um olhar determinado — Você disse que nem conhecia a garota e queria dar qualquer flor para ela — bufou. — Não se dá flores para uma pessoa quando não se importa com ela.
Tadashi ficou parado, não entendendo nada. Uma hora os dois estavam conversando como dois indiívduos civilizados, e de repente Hiro fica mal humorado por causa das tulipas? É isso mesmo, produção?
— É por isso que eu dei as tulipas para você — Tadashi retrucou, sua vergonha de repente desaparecendo e com seu “modo flerte” on. — Você é bem melhor do que uma garota qualquer.
De repente as palavras entraram na cabeça de Tadashi e que diabos, alguém deveria tampar a sua boca com fita isolante a esse ponto.
Ele espera um olhar de desgosto vindo de Hiro, mas em vez disso o garoto cora intensamente e abre um sorriso tímido. E Tadashi quase consegue ver Tia Cass no fundo do café fazendo um sinal de joinha para ele.
Não muito tempo depois Cass aparece para arruinar o momento — eles estavam tendo um momento? — para entregar os pedidos, e Tadashi tem uma impressão que essa não vai ser a única vez que ela interromperá as próximas conversas de Hiro e Tadashi.
O estudante então percebe que já está considerando Hiro como um amigo e imaginando sobre as outras vezes que se encontrarão. Em vez de pensar em ir mais devagar, Tadashi ficou feliz só com o pensamento. Sonhar não faz mal a ninguém.
Ambos conversaram sobre coisas simples e o mais velho sentia que poderia ficar sentado lá o dia inteiro só ouvindo Hiro falar sobre a floricultura e o significado das flores. Qualquer um acharia isso tedioso, mas Tadashi achava fascinante. Se você entregar cerejeiras para alguém você quer desejar àquela pessoa uma vida próspera e com momentos felizes. Ou pelo menos foi tudo o que Tadashi conseguiu pegar antes de se perder naqueles orbes escuros e brilhantes.
Hiro também declara que vive em um pequeno apartamento no meio da cidade.
— Não é muito, mas também não é ruim — explica ele enquanto toma um gole do seu café preto. Tadashi não conseguia entender o gosto por um café tão amargo, mas hey, ninguém está julgando ninguém. O garoto também fala como ele está trabalhando na floricultura para pagar a faculdade que está prestes a entrar. O que explica sua mudança a San Fransokyo.
Tadashi então pergunta a idade de Hiro, pois tem um sentimento que o menino é bem mais velho do que parece, entretanto fica surpreso quando Hiro confessa que tem 17.
Tadashi quase engasga com seu cappuccino quando pensa nesse assunto mais afundo. Porque santo cupcacke de chocolate esse garoto está entrando na faculdade e vivendo sozinho em uma cidade gigantesca e está obviamente assustado pois seus olhos mostram medo quando ele fala sobre isso e—
O mais velho só quer abraçá-lo e nunca mais soltar.
Mas isso seria estranho. E estranho não é bom. Não seja estranho agora, Tadashi.
Na verdade, Tadashi é uma pessoa muito afetuosa uma vez que você consegue passar das suas três camadas de timidez, medo e ansiedade social. Talvez ele tivesse uma chance. Isso é, se Deus estiver disposto a dar um pouquinho de sorte para Tadashi.
E então, momentos depois, Hiro comenta vagamente sua orientação sexual. Gay.
Obrigado, Deus.
Realmente, aquilo era um sinal dos céus.
——
O resto do dia se passou assim, conversas mundanas e de vez em quando algumas cantadas casuais apareciam na mente de Tadashi e gritavam para serem usadas. As semanas se tornaram meses e não demorou muito tempo até que um dos dois (Hiro) tomou a iniciativa e então começaram a namorar.
Tadashi se divertia observando todos os tons de vermelho que via nas bochechas de Hiro quando flertava com ele (o que não fazia sentido, já que os dois já estavam em uma relação amorosa) ou fazia algo para envergonhá-lo. Quando o menor percebia isso, trocava as bebidas dos dois quando Tadashi não estava olhando, fazendo com que Hiro ficasse com o cappuccino e Tadashi acabava bebendo o café preto extremamente amargo do mais novo.
Tadashi engasgava toda vez e exclamava que aquilo nem era algo digno de estar no menu de Tia Cass.
Cassandra tirava fotos dos dois quando não estavam olhando e guardava em seu álbum de fotografias. Tadashi nem sabia que aquele álbum existia.
Mais algum tempo se passou e, num certo dia em que Tadashi decidiu visitar Hiro na sua floricultura, apareceu lá com um buquê de rosas vermelhas nas mãos. O menor ficou surpreso ao vê-lo com as flores e abriu um sorriso quando o outro exclamou:
— Essa é a minha mensagem.
Hiro sentiu suas bochechas corarem e ficou extremamente feliz ao entender o que ele quis dizer.
Rosas vermelhas.
Eu te amo.
Notas finais
Acho que chega de big hero 6 por enquanto ha ha ha *sobe na cama e se cobre com o cobertor* xau
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