Notas iniciais
Enjoy

LOUCOS EM GRUPO

“Bem-vindo à selva

Nós temos diversões e jogos

Nós temos tudo que você quer

Querido, sabemos os nomes

Nós somos as pessoas que podem encontrar

Tudo que você pode precisar” — Welcome to the Jungle

EU SEMPRE ERA A PRIMEIRA a chegar à terapia de grupo. Pegava um copo descartável e enchia de jujubas, que eram dispensadas infinitamente para nós, e sentava em uma das almofadas coloridas e confortáveis que havia dispostas em uma roda, onde, no centro, estava a cadeira de plástico ainda inocupada onde Débora, a terapeuta, sentava e conduzia a sessão. Preferia a almofada roxa e o lugar em frente à psicóloga, então a mudava de lugar e esperava Candy chegar, comendo as jujubas. Elas eram um vício só permitido nos dias de terapia em grupo, que era quando podíamos esbanjar no açúcar sem supervisão das enfermeiras.

Candy chegou, balançando seus cabelos acobreados ao som de uma música inexistente e enchendo um copo de jujubas para logo em seguida sentar-se ao meu lado. Ela usava um moletom onde estava escrito “Bu!” e shorts jeans curtos, descalça. Todos tirávamos os calçados e deixávamos na porta da sala, pintada com uma parede de cada cor — verde, lilás, vermelho e azul — para dar algum ar divertido à coisa toda. Não éramos obrigados a irmos, mas era legal aparecer para ver todo mundo se confessar na frente de um psicólogo. Ali, não nos sentíamos apenas os loucos que éramos. Éramos loucos em conjunto.

O fato é que não éramos exatamente loucos. Tínhamos apenas um pequeno desvio de realidade. Manias de perseguição, vontade de pular pela janela mais próxima, compulsão em gerar incêndios ou esquecimento precoce eram coisas comuns lá fora. Mas alguém tinha que ser escolhido para ganhar o rótulo, e por acaso do destino, aquele alguém éramos nós.

Aos poucos, a sala foi enchendo-se, Débora chegou e ficou sentada na sua cadeira sem nos olhar, lendo algumas fichas. Andy chegou e sentou-se ao meu lado, fazendo-me passar a mão por seu corpo amigavelmente.

— Olá, Big Guy.

— Olá, Febe — ele sorriu timidamente. Ainda estava trabalhando em romper sua barreira introspectiva, o que estava dando certo nos dias desde que nos encontramos no almoço.

— E aí, Andy? — Candy esticou a mão em um cumprimento de hi-five seguido de um soquinho, que o garoto atendeu. — Como anda a vida?

— Hã, andando, acho — ele coçou a cabeça. Levando em consideração que nós vivíamos no mesmo lugar nos trombando de vez em quando, a vida de Andy era quase a nossa, e vice-versa. — E vocês?

— Andando também — Candy gargalhou um pouco.

— Eu aprendi a voar — declarei, fazendo os dois me encararem. — Tô falando sério.

— Quem te ensinou? — Candy perguntou sarcasticamente.

— Segredo — fiz uma cara infantil, levando a brincadeira. — Mas sua mãe veio te visitar hoje, não foi, Andy?

Quarta, sábado e, de quinzena em quinzena, sexta-feira, nós recebíamos visitas. De pais, parentes ou amigos, não importava, porque eles deixavam qualquer um entrar, o que era bem legal da parte deles. Quer dizer, qualquer um sem uma ficha policial, como Janet descobrira um tempo atrás. Eu observara, de um canto afastado do refeitório, conhecidos abraçarem estranhos calorosamente, derramarem lágrimas ou encararem friamente uns aos outros. Uma mulher, que tinha os cabelos descoloridos e longos e uma série de olheiras, correra para abraçar Andy, que quase desmontou com o abraço — e quase quebrou a coluna, tendo quase o dobro do tamanho dela. O garoto e a mãe sentaram-se debaixo de uma árvore na área verde e passaram quase uma hora conversando, a mulher passeando as mãos pelo rosto e cabelo do filho, visivelmente feliz em vê-lo, o que era recíproco. Eu invejava quando via internos em um relacionamento tão bom com seus visitantes.

— Foi sim — ele respondeu, parecendo distante.

— Toquei em alguma zona delicada? — perguntei, pegando seu braço e acariciando-o por cima da blusa de manga longa. — Porque meu bisbilhotômetro demora para ligar e eu não quero ser intrometida.

— Não, minha mãe foi excelente. É apenas outra coisa.

— Se quiser me contar em outra ocasião, estou aqui. — sussurrei baixo o suficiente para que só ele ouvisse. Andy parecia uma pessoa interessante e perdida, e desse último tipo eu entendia melhor do que queria.

— São sete horas e a maior parte das almofadas estão preenchidas — Débora disse, fazendo todos olharem-na. — Então, estou feliz em ver rostos novos por aqui. — ela sorriu abertamente para Andy. — Sou Débora Almeida, a psicóloga responsável pelas terapias de grupo. Boa noite.

— Boa noite — repetimos em coro.

— Vamos fazer algo no sentido horário, certo? Cada um diz seu nome, idade, se quiser, diagnóstico, também se quiser, há quanto tempo está aqui e como está se sentindo hoje. Se quiser compartilhar algo conosco, sinta-se à vontade — ela disse, explicando gentilmente como funcionava. — Quem quer começar?

Ninguém levantou a mão, claro. Mas eu era pessoalmente ficcionada pela terapia em grupo, então levantei o braço com falsa animação.

— Ótimo, Febe, pode começar!

— Ana Febe, dezesseis anos, transtorno distímico diagnosticado há seis meses, o mesmo tempo pelo qual estou internada no IPJC. — Falei rapidamente, mas já acostumada a expor meu diagnóstico.

— E como está se sentindo hoje, gostaria de compartilhar? — Débora perguntou simpaticamente. Por que os psiquiatras não podiam ser como os psicólogos?

— Estou me sentindo leve como uma borboleta — menti e pus um sorriso na cara.

— Tudo bem, agora, você. — ela apontou para Andy. — Diga seu nome, por favor.

Segurei sua mão, tentando passar confiança para ele.

— Andersen Moura, tenho quinze anos, não sei meu diagnóstico e dei entrada há cinco dias aqui.

— E o que está achando daqui, Andersen?

— Estou me adaptando.

— Fez amizades?

— Sim, Febe e Candy.

— Ótimo. — a psicóloga sorriu. — Agora, Tod, sua vez. — acenou para o garoto ao lado de Andy.

A apresentação passou rápido. Débora ainda fez uma dinâmica conosco, mandando a gente formar duplas aleatórias, o que acabou deixando Andy com Janet, que o olhava como se achasse que sua cabeça pareceria muito bonita em cima do seu armário. (O que seria da nossa vida sem sociopatas sádicos?) Júlia, minha dupla, estava tremendo as mãos involuntariamente. Seus cabelos longos, escuros e desarrumados caindo pelo seu rosto a deixavam parecendo uma Samara com pulseiras de identificação. Nós tínhamos que fazer perguntas aleatórias a nossas duplas até acharmos características em comum dela com outra pessoa, então trocávamos para fazer dupla com a pessoa que mais parecesse conosco.

— Hm, você já plantou feijão? — perguntei, e Júlia assentiu. — Legal. — tentei procurar algum assunto. — Gostava de assistir TV?

Júlia gemeu baixinho.

— Não... — murmurou com a voz trêmula. — TV... Não... Igreja...

Área perigosa. Os pais de Júlia eram extremamente religiosos e reagiram a seu problema de uma forma não muito legal — mandando-a para sessões de “desencapetamento”, como Candy dizia, forçando-a a ser uma garota “normal”, tentando curar o que não podia ser curado. Eles assumiram que ela era um demônio encarnado para desestruturar suas vidas, a mandaram para o Instituto e nunca mais a viram. Resumidamente.

— Certo. Você gostava de ler?

— Ah, ler — ela sorriu. — É bom. Eu li Gênesis, Êxodo... Quase cheguei em Apocalipse — o ritmo da tremedeira em suas mãos parou. — M- mas... Ele veio e... Eu não li Romanos... Eu não li Coríntios... — seu olhar começou a ficar distante, e ela não falava mais comigo. — M- mamãe não ia ficar feliz se eu contasse, então eu li Atos, mas não funcionou. Agora estou ficando boa... Estou indo para Deus... — os olhos de Júlia se encheram de lágrimas e ela se dobrou de joelhos no chão, fazendo todo mundo nos olhar. Ah, merda. — Eu estou indo... Estou indo... — cantarolou com sua voz reduzida a um murmúrio. Débora veio correndo na sua direção.

— Eu não sei o que ela tem, me desculpe. — Eu disse enquanto a psicóloga abraçava a garota no chão e tentava fazê-la parar de chorar.

— O que você a perguntou, Ana?

— Eu perguntei se ela gostava de TV, e quando ela pareceu lembrar dos pais, eu pulei pra livros, mas não deu certo. — falei, coçando a cabeça. Merda, merda, merda. Júlia iria demorar mais duas semanas para dar as caras de novo. Porque eu me descuidei.

— Tudo bem — ela assentiu, parecendo mais procurada com Júlia. — Minha querida, quer se levantar? — perguntou, sussurrando ao seu ouvido. Júlia negou, chorando baixinho. Merda. Sempre você estragando a noite, Ana.— Tá tudo bem, ninguém vai mexer com você agora. Eu vou chamar sua enfermeira, Maria, tudo bem? — através do muro de cabelos, a garota assentiu e Débora chamou a enfermeira pelo walkie talkie. Ela apareceu rapidamente, com uma seringa nas mãos. Júlia levantou a cabeça e negou apavorada ao ver o instrumento, sabendo o que viria a seguir. — Está tudo bem, você só vai dormir para se acalmar, Júlia, e quando acordar, vai estar em paz — a psicóloga a confortou e assentiu para que Maria prosseguisse.

— Paz — murmurou a menina quando a enfermeira aplicou o sedativo nela, pouco antes de cair em sono.

Débora, ainda segurando Júlia, levantou a cabeça para nós.

— Sinto muito por isso. Vamos ter que findar a terapia de hoje, mas vou falar com Amanda para passarem os próximos minutos livres.

***

Era quase meia-noite, e todo o instituto estava dormindo, exceto eu e um não-tão-seleto grupo de pessoas. Peguei minha chave escondida e abri a porta do quarto, rindo comigo mesma pela falta de segurança do local. Estava escuro, mas eu me guiava pelas luzes de emergência que havia em cada corredor. Andei de fininho, tentando não fazer barulho e encontrar o quarto de Candy e Giovanna na ala de TPH. Na frente da porta verde, estava um monte de adesivos mandando quem quer que estivesse lá ir para a merda e avisos à mão mandando uma ou outra enfermeira se foder. Candy, pensei com um sorriso. Acima do meu nariz, estava um papel com os nomes das garotas impressos. Bati à porta e uma voz irritada respondeu.

Quem é?

— Febe.

Qual a senha?

— Não tem senha.

A porta se abriu com um estalo alto e uma mão pálida me puxou para dentro do quarto. Candy me abraçou teatralmente e acenou para Giovanna, que fumava na ponta da sua cama.

— Bem vinda à festa, gata.

O quarto estava escuro, mas nem tanto, com uma iluminação fraca que só nos permitia distinguir uns dos outros. A beliche de Candy estava ocupada de internos que não pareciam perceber uns aos outros. Após a terapia em grupo, alguém fazia uma festa no quarto, e Candy quase sempre era a anfitriã. A maioria dos convidados era fumantes, então alguém dava um jeito de contrabandear cigarros para dentro do Instituto e distribuía para todo mundo. O lugar só não fedia muito por causa da janela aberta. Uma música animada tocava, mas eu não estava ligando. Sentei ao lado de Giovanna e peguei um cigarro, acendendo-o com o isqueiro de Candy.

— Você tomou sua medicação hoje? — perguntei, me referindo à piromania. Ela assentiu.

— E fiz a psicoterapia, então não se preocupe que não vou tentar por fogo em você.

— Você nunca me pegaria, Morais.

— Se quer se iludir, o choro é livre, Febe. Eu corro melhor do que você, principalmente com um isqueiro na mão. — Ela fez o instrumento dançar em suas mãos, acendendo um cigarro para si e guardando o isqueiro no bolso do short. Eu traguei, sentindo a fumaça e a nicotina me invadirem. Não era viciada, ainda bem, mas era uma forma de sair dali e seguir a onda.

Observei as pessoas ali. Ninguém parecia prestar atenção na música. Então olhei para o toca-discos e dei um tapa na cabeça de Candy.

— Meu toca discos!

— Ele mesmo, o que é?

— Você pegou!

— E daí?

— Nada.

Olhei para cima, onde pude ver as pernas de Marina e Pietro, provavelmente se pegando.

— Tem jujubas? — perguntei, apagando o cigarro e jogando em qualquer lugar do quarto.

— Aham. Peguei umas com Martha. Ali, do lado do seu toca discos. — apontou. Me levantei para pegar algumas. — PEGUEI SEUS DISCOS TAMBÉM!

— Puta. — eu xinguei baixinho.

— Vadia seca. — ela retribuiu com igual carinho e senti algo atingir minhas costas. O isqueiro de Candy.

— Ei! — reclamei, guardando-o no bolso da jardineira e pegando algumas jujubas. — Esse álbum é chato, vou colocar algo decente. — tirei o disco com cuidado, antes colocando todos os doces de uma vez na boca, e coloquei um que tinha faixas mais animadas.

A primeira música de Appetite for Destruction, começou a tocar. Aos acordes da guitarra, eu puxei Candy e Giovanna da cama para dançarmos. Ficamos nos mexendo ao som da música, Candy cantando junto com Axl Rose. Algumas pessoas foram se juntando a nós. Isso que era uma festa. Em It’s so Easy, alguém bateu à porta e todos esconderam os cigarros. Candy se pregou à porta e perguntou quem era.

Hm... Andersen. — a voz desajeitada e envergonhada de Andy respondeu abafadamente e eu ri de alívio. Todo mundo voltou a como estava antes dele bater na porta.

— Qual a senha?

Senha? Isso é alguma pegadinha? — perguntou, fazendo-nos gargalhar.

Candy abriu a porta e o puxou para dentro com um abraço enquanto eu fechava a porta.

— Que bom que veio, Andy! Está tocando Guns’ N Roses, espero que goste. — ela disse, sorrindo maliciosamente ao puxa-lo para dançar ao ritmo da música. Pobre Andy.

Ela gargalhava enquanto ele tentava acompanha-la em seu ritmo frenético, e tentei não me importar que Candy e Andy estivessem roubando um ao outro de mim. Fazia parte do transtorno dela, tentei me lembrar. Acendi outro cigarro com o isqueiro de Candy e fumei perto da janela, observando a noite e tentando entender a letra das músicas, o que, graças ao meu inglês deficiente, foi bem difícil. Quando começou a tocar Out Ta Get Me, me animei e voltei a dançar um pouco, ainda com o cigarro em mãos. Me juntei a Giovanna, Candy e Andy na roda que eles haviam feito, curtindo a música.

— Sabe que daqui a pouco a galera vai embora, né? — perguntei.

— Minha ronda é só duas horas — Candy deu de ombros. — E a sua?

— Uma e meia. Que horas é a sua ronda, Andy?

— Ronda? — ele perguntou, visivelmente confuso.

— As enfermeiras fazem uma ronda da madrugada, mas varia de paciente e paciente. Que horas é a sua?

— Eu não sei, acho que estou sempre dormindo — eu e Candy nos entreolhamos.

— Então você tem que voltar agora. — Giovanna se intrometeu.

— Não, eu levo o garoto — pus a mão no ombro de Andy. — Posso dizer que a festa foi no meu quarto. Aqui a gente se protege — completei com um sorrisinho.

— Não tem problema pra você?

— Problema? — perguntei, quase rindo. — Caro Andy, eu sou o problema.

Enquanto o disco continuava rodando, Candy decidiu fazer um jogo e perguntou quem tinha uma sugestão. Eduarda, uma garota que estava fumando a maior parte dos cigarros, levantou a mão e, em sua voz arrastada, disse que podíamos jogar Eu Nunca. Uh, proposta interessante. Todos concordamos e sentamos em círculo, enchendo os copos da bebida que havia, e eu nem sabia o que era. Só queria um líquido na minha garganta seca.

— Quem começa? — eu perguntei, e Candy se ofereceu.

— Eu nunca fumei maconha — ela disse, e Eduarda e Pietro passaram bebida para ela. Nada de novidade. A roda era em sentido horário, então Giovanna foi a próxima.

— Eu nunca transei no IPJC. — Pietro e Marina se entreolharam e passaram o copo para Giovanna. Uau.

O próximo era Tod, de longe o mais mentalmente instável do lugar.

— Eu nunca pensei em matar alguém ou a mim mesmo.

Candy, Janet e eu passamos nossos copos. Andy me fitou por algum tempo, mas quando eu encarei de volta, desviou o olhar. Era a vez dele.

— Eu nunca beijei.

Todos o encaramos com surpresa e passamos os copos. Candy lhe mandou uma piscadela maliciosa. Eu traguei mais uma vez e Marina falou.

— Eu nunca beijei uma garota.

Todos os garotos, exceto Andy — coitado —, passaram o copo, e Eduarda e Candy também, ganhando assovios e gargalhadas. Depois dela, foi Pietro. Ele demorou muito para pensar em o que falar.

— Eu nunca fui pra solitária. — ele falou com a voz arrastada e Candy lhe passou o copo, assim como eu e Janet. Não era minha melhor memória.

Então era a minha vez.

— Eu nunca me apaixonei.

E, surpreendentemente, apenas Pietro me passou o copo.

***

Eu conseguia ouvir a respiração de Andy e quase ver suas mãos se esfregando de nervoso. Ele tinha medo de ser pego, claro. Coisa de iniciante.

— Não se preocupe. — eu sussurrei atrás dele. — Vou te levar pra sua ala e se alguém nos pegar, eu assumo a responsabilidade.

— O que eles podem fazer com você?

Parei para pensar um pouco.

— Nada demais. Vão ligar para meu responsável e me deixar sem contato externo por uns dois ou três dias. Nada nível de solitária, não se preocupe.

— Quem era aquela garota com que você estava fazendo dupla?

— Júlia — suspirei. — O caso dela é bem delicado. Se os pais convencionais não reagem bem, imagine os religiosos. São três vezes pior.

— Eu sei como os pais podem ser.

Segurei sua mão, tentando conforta-lo, e fiz círculos na sua palma com meus dedos.

— Eu também. Mas depois de um tempo eu entendi que, se meu filho fosse parar no hospital psiquiátrico da cidade, não ia reagir muuuuito bem. Afinal, não sou do tipo que cria uma criança por anos para ela começar a ver cachorrinhos brancos — tentei usar o humor.

Andy e eu ficamos em silêncio até chegarmos na porta do seu quarto. Eu o abracei por impulso antes que ele entrasse lá.

— Boa noite, Big Guy — sussurrei em seu ouvido e o apertei um pouco.

— Boa noite, Febe.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.