Pé na Estrada

1 Capítulo 1 - Presente de Aniversário


Notas iniciais
Bom pessoal, tô de volta com uma fic nova e espero que gostem. só que essa fic é diferente, ela é uma série, está na 1º temporada e eu vou fazer como todas as outras séries de TV, vou postar um capítulo por semana. cada capítulo contem pouco mais que dez páginas no word, então não podem reclamar da demora da postagem hihihi eu espero que gostem da Minha nova Fic que tá mt engraçada!

Bjus :)

Era o dia do meu aniversário e eu estava muito contente. Não só por que era meu aniversário, mas também por que eu estava acreditando estar preparada pra me entregar de corpo e alma pro meu namorado. o nome dele era James. Ele e eu nos conhecemos quando eu tinha 13 anos. Meus pais não apoiaram nosso namoro no começo pois ele tinha 16 anos, ou seja, era três anos mais velho do que eu e isso pra eles era uma pedofilia total. Quando fizemos um pouco mais de um ano de namoro, James começou a tentar eu fazer algo a mais com ele. Um dia estávamos em sua casa e ele tentou fazer sexo comigo, mas eu não quis. Ficamos brigados uns dois dias, mas logo ele voltou atrás pedindo desculpas. Agora eu tenho 15 e ele 18. Decidi não faze-lo esperar mais. Depois de conversar com minha amiga Mia que era experiente no assunto decidi que era melhor isso ou senão perderia meu namorado de vez, de acordo com Mia, isso era certo. E eu não queria perde-lo, eu o amava tanto. Pelo menos isso era o que achava até então.

É, é hoje...pensei. Já imaginava como seria: um quarto com rosas pelo chão e em cima da cama, um jantar a luz de vela, carinhos de James...Mas meus planos foram por água abaixo quando meu telefone tocou. Eu estava no armário escolhendo uma roupa que me fizesse parecer sexy sem nenhum sucesso já que sempre me vesti de um jeito “certinho” de ser. Pulei na cama e estiquei o braço pra alcançar o telefone. Quando atendi era meu namorado.

J: alô.

J: Jessy? Aqui é o James... – meu rosto se iluminou quando soube que era ele.

J: oi, estava aqui escolhendo uma roupa pra sairmos, tenho uma surpresa pra você.

J: jessy meu amor eu...eu não vou poder te ver hoje.

J: mas por que não? – logo o sorriso se desmanchou e eu fiquei super triste.

J: eu tenho que estudar pro concurso de amanhã, não posso me distrair, tenho que me concentrar nos meus estudos.

J: ah se é por isso tudo bem... – estava chateada, mas não queria estragar o futuro dele.

J: não vai ficar chateada?

J: Não, é o seu futuro não é? – fiquei calada no telefone esperando que ele dissesse alguma coisa ou mudasse de idéia, estava arrasada. Depois de tantos planos...não tem coisa pior do que quando você faz vários planos e no final não consegue conclui-los.

J: parabéns de novo meu amor.

J: obrigado.

J: eu espero que não fique chateada comigo, amanhã estarei aí após a prova e farei qualquer coisa por você pra te recompensar.

J: ok. – dei um sorriso forçado como se tivesse adorando a idéia.

J: tchau.

J: tchau. Te amo. – e ele desligou o telefone acho que nem me ouviu dizer que o amava.

Pronto, abandonada pelo namorado. Coloquei a roupa que estava em cima da cama de volta no armário e o fechei. Me deitei na cama abraçando minha almofada e liguei a tv. Não tinha nada legal passando, trocava de canal loucamente. Minutos depois o telefone tocou de novo, atendi contente pensando que fosse o James, pensei que tinha mudado de idéia, mas era Michelle minha grande amiga.

M: Jessy?

J: sim sou eu Michelle. – fiquei triste de novo quando vi que não era ele.

M: e aí já falou com o James? Pra onde vocês vão? Pela voz vejo que não está muito animada, está nervosa?

J: não vamos pra lugar nenhum Michelle. Ele tem que estudar e não vem me buscar pra sairmos.

M: nossa que triste. Mas hoje é seu aniversario o que vai fazer?

J: ficar assistindo tv. Já está de noite Michelle, só o que tem pra se fazer é dormir.

M: nada disso você vai sair de casa agora mesmo.

J: meus pais não vão deixar.

M: e quem disse que eles vão saber? Se arruma que daqui a pouquinho estamos aí.

J: as meninas estão na sua casa?

M: estão. Estávamos reunidas esperando saber se você conseguiu o que queria. Mas se arruma.

Mia: é isso aí garota, vamos sair uhu! – ouvi Mia gritando do outro lado da linha.

J: mas michelle eu...- ela desligou o telefone. Comecei a rir sozinha, elas só podem ser loucas.

Fiquei estalando meus dedos, estava nervosa sem saber o que fazer. Abri a porta do meu quarto e desci as escadas bem devagar e avistei meus pais lá embaixo na sala dormindo no sofá. Subi de novo pro meu quarto e fiquei andando em circulo pensando em como sairia dali. Abri meu armário e escolhi uma roupa. Eu não tinha uma roupa legal pra essas coisas de boate, eu sempre me vesti decentemente, sem nada muito curto ou extravagante. Vesti uma calça jeans, uma camisa colada e um casaco com o zíper fechado até a metade deixando a mostra a camisa que estava por dentro. Passei um brilho nos lábios e fiquei sentada na cama esperando elas chegarem. Uma pedra bateu na porta de vidro que dava pra varanda do meu quarto. quando abri a porta uma pedra me acertou na testa, quando olhei estavam Michelle, Mia e Tati. Minhas três amigas rindo da minha cara. Era pra ter me acertado???

Mia era a mais descolada do grupo, usava roupas bem sexy, tinha os cabelos compridos e loiro e os olhos esverdeados, deixava os rapazes louco com seu jeito cara de pau. Michelle era também muito bonita, era morena, tinha os cabelos um pouco abaixo dos ombros bem negros com algumas mechas azuis bem loucas,mas era menos descolada do que Mia, michelle fazia o estilo roqueiro e se vestia na maioria das vezes de preto, era inteligente, mas sabia se divertir, pelo menos mais do que eu que não saia de casa, era que eu me dava melhor das três. Tati era parecida comigo no seu jeito de ser, quase não saia pra lugar nenhum e era muito tímida, era muito bonita também, tinha os cabelos encaracolados e os olhos azuis e vivia com medo de tudo que a gente ia fazer. E eu, era uma menina meio tímida, baixinha do cabelo longo e castanho com algumas mechas loiras.

Voltando ao momento da pedrada, Olhei pra elas assustada com tanta violência, passava a mão no lugar onde a pedra havia batido. Michelle me mandava esperar. Ela sumiu de vista depois voltou e ligou pro meu celular.

J: o que é? – perguntei nervosa.

M: pega um lençol e desce.

J: mas pra que o lençol?

M: amarre e desça por ele?

J: você ta louca?

M: não, agora faça isso.

Entrei nervosa em casa e peguei minha bolsa e o lençol. A bolsa joguei pra elas e tati agarrou e o lençol amarrei na varanda e depois de me benzer desci me pendurando no lençol. Fiquei desesperada agarrada no lençol, estava morrendo de medo de cair. Levemente fui deslizando por ele quando chegou no final do lençol, eu ainda estava pendurada. Fiquei desesperada, não conseguia me mover nem pra baixo nem pra cima.

J: ai meu Deus! – disse nervosa sem olhar pro chão.

Mia: pula!

J: pra eu me arrebentar no chão?

M: Jessy você já está praticamente no chão.

Me soltei sem olhar pra baixo e cai de bunda de chão. Realmente estava bem próximo do chão, pois foi bem rápido e não doeu nada.

Mia: agora vamos pro meu carro.

J: e você tem carro?

Mia: do meu pai.

J: você tem habilitação, pode dirigir?

Mi: anda logo Jessy. – disse michelle me puxando pelo braço.

Entramos no carro da Mia e ela me jogou uma sacola.

J: o que é isso?

Mia: roupa.

J: pra que?

Mia: por que sabíamos que viria vestida assim.

J: assim como?

M: ela quer dizer que você esta muito como dizer...sem graça.

Mia: veste logo esse vestido. – ordenou ela.

Abri a sacola e havia um vestido preto lindo, mas era cheio dos decotes.

J: não vou vestir isso, não faz meu estilo.

Mia: calada e veste logo que lá vamos nós.

ela nos levou até uma boate que ficava uns trinta minutos da minha casa. Era a boate mais descolada de onde morávamos, todo mundo queria entrar nela. Mia estacionou o carro e começou a se maquiar.

J: gente eu não posso entrar nessa boate, tenho apenas quinze anos.

Mia: agora tem 18. – disse me entregando uma identidade falsa perfeita, muito igual a original.

J: vocês fizeram uma identidade falsa pra mim?

Mi: sim. – respondeu michelle amostrando a sua.

J: Gente, mas isso é proibido.

Mia: eu sei.

T: eu falei pra elas. – dizia tati toda encolhida no canto do carro parecendo estar com medo, afinal, ela sempre tinha medo de tudo.

Mia: ok, vamos sair do carro e entrar na boate.

Descemos do carro e fomos pra fila.

T: eu não estou gostando nada disso.

Mia: fica tranqüila, vai dar tudo certo.

T: e se eles desconfiarem da carteirinha?

M: cala a boca tati. – eu só olhava muda observando em volta. – você ficou ótima com esse vestido. – disse Michelle pra mim.

J: você achou? – eu tentava tapar o decote que deixava quase os meus seios de fora.

H: carteira de identidade. – um homem grande e parrudo vestido de terno me olhava desconfiado pedindo minha identidade. Eu amostrei a identidade falsa pra ele e ele deixou que eu entrasse. Ufa! Que alívio.

Quando entrei na boate fiquei maravilhada com o lugar que era enorme e estava lotado e havia milhares de homens e mulheres dançando. Michelle me puxou pelo braço já que viu que eu estava totalmente perdida olhando cada canto dali e nos sentamos as quatro no bar.

Mia: o que vão querer beber? Afinal já somos maiores de idade, temos que aproveitar.


M: Eu quero vodka.


T: eu quero refrigerante.


Mia: refrigerante? Francamente...


J: vou querer refrigerante também.


Mia: gente é nossa noite numa das boates mais
baladas de Los angeles, alôôô acordem meninas! Vamos beber o que nunca podemos beber antes.


J: Ainda não podemos, só por que temos carteiras de identidade falsas, não quer dizer que podemos beber qualquer coisa.


M: gente colaborem, só por hoje. Vamos comemorar.

Olhamos umas pras outras e pronto, Tati e eu fomos convencidas a beber o que elas queriam.

Tenho que dizer que o gosto é péssimo, mas engoli tudo pra não deixa-las com raiva. Depois de uns três copos fomos pra pista dançar. Mia logo se arrumou com um cara na pista. Michelle também e eu fiquei com Tati dançando juntas.

G: quer dançar? – perguntou um menino a mim.


J: não, foi mal. Dança com a minha amiga. – eu disse deixando ele com Tati e fui pro banheiro por que não estava me sentindo bem.

Chegando no banheiro acabei vomitando muito, meu estomago estava se revirando todo lá dentro. Depois mais aliviada peguei a pasta de dente e a escova que eu sempre carregava na minha bolsa, escovei meus dentes e peguei uma bala pra chupar. Me ajeitei olhando no espelho e olhei pro decote do vestido horrorizada, não tinha nada que pudesse esconder aquilo. Quando saia do banheiro esbarrei com uma menina que entrava no banheiro.

J: desculpa eu estava distraída. – a menina nem ao menos falou comigo e entrou no banheiro sem me olhar. Quando peguei minha bolsa do chão e me levantei eu vi James dançando com uma garota em frente a mim. – James. – sussurrei. Não estava acreditando, os dois estavam dançando bem colados e ela o segurava pelo pescoço. Então os dois se beijaram. Fiquei em choque. Foi quando senti alguém me puxar e quando olhei era Michelle.


M: gente vamos embora. – disse ela quando chegamos perto das outras meninas.


Mia: mas por que?


M: alerta vermelho.


T: o que houve? Jessy? – Tati me olhou espantada e eu estava ali, mas ao mesmo tempo não, estava paralisada pensando naquela cena.


M: vamos.

Saímos da boate na hora e entramos no carro de Mia.


Mia: alguém pode dizer por favor o que houve?


T: jessy está tudo bem com você? – perguntava ela segurando minha mão.


M: ela viu o James lá na boate.


Mia: o que? James? James o namorado da Jessy? James estava lá?


M: é o James. – respondeu Michelle já irritada.


T: mas ele não tinha que estudar? – perguntou tati olhando pra mim e eu olhei pra cara dela e comecei a chorar.


M: ele não foi estudar, é um mentiroso filho da... ele não merece isso Jessy, para de chorar.


J: por que isso? Eu quase que...


Mia: calma, os homens são tudo assim mesmo. Não prestam.

Enfim chegamos na minha casa e eu dei graças a Deus por ter chegado pois queria entrar no meu quarto e cair na cama desabando em lágrimas.


T: tem certeza que vai ficar bem?


J: é...


M: se quiser dormimos aí e te fazemos companhia.


Mia: ou se quiser voltamos na boate e arrancamos as calças daquele cafajeste e fazemos ele passar a maior vergonha de toda vida dele.


J: vocês são incríveis. Sério mesmo, mas eu prefiro ficar só e que ele sofra depois sem que vocês façam isso. Ele vai perceber que errou...


T: você vai voltar pra ele?


Mia: isso é pergunta que se faça Tati?


T: eu sei lá, só to curiosa.


M: vamos Jessy eu te ajudo a subir pro quarto. – disse Michelle saindo do carro


J: tchau meninas. – abri a porta também e sai do carro.


Mia e Tati: tchau.

Michelle me levou até embaixo da janela do meu quarto.


M: tem certeza que ficará bem?


J: sim, amanhã é um novo dia.


M: sim, nada como um dia após o outro.


J: é. Obrigada. – eu a abracei e depois olhei pra cima pra varanda do meu quarto.


M: consegue subir? – disse apontando pro lençol.


J: já sei. – eu fui até atrás da minha casa e peguei uma escada que tinha no chão. – aqui. – voltei alguns minutos depois carregando a escada.


M: por que não disse isso antes? Evitava seu tombo da outra vez.


J: eu me lembrei só agora dela. Quando eu subir você tira ela e coloca lá atrás de novo? Ou então só coloca aí deitada no chão mesmo.


M: pode deixar.


J: tchau. – abracei-a de novo e subi as escadas. Quando cheguei na varanda ela tirou a escada e levou pra trás da minha. Depois voltou e me deu tchau e correu pro carro de Mia que estava em frente a minha casa.

Parecia tudo bem, meus pais não tinham ouvido nada. Fui até o quarto deles e os dois dormiam na cama. Voltei pro meu quarto e me deitei. Lembrei de James e de tudo que passamos juntos. Conheci ele num curso. Estudávamos na mesma escola sendo que ele era uma série a mais que a minha e não nos falávamos. No curso nos conhecemos e nos tornamos amigos e depois disso acabamos nos apaixonando, pelo menos eu por ele e começamos a namorar. Ele era cobiçado por todas as meninas do colégio e eu nem acreditei quando ficamos juntos. Meus pais não iam muito com a cara dele até por ele ser mais velho que eu e diziam que ele queria mais do que eu poderia dar.

Como fui boba...pensei. estava disposta a me entregar a ele hoje e ia me arrepender se acontecesse. Meus pensamentos foram cessados quando meu celular começou a vibrar.

J: oi. – atendi.


M: tudo bem Jessy?


J: tudo. Chegou agora?


M: sim. E seus pais?


J: estão dormindo.


M: e como é que você está?


J: mal. Estou mal por saber que fui apenas umas das dele. Em pensar que eu ia perder minha virgindade com ele hoje...


M: esquece ele Jessy.


J: você viu a menina que estava com ele? Toda bonitona, com uma roupa bem sexy e um corpão de dar inveja. Eu não sou o tipo dele, sou uma menina sem graça, baixinha e gorda.


M: desde quando você é gorda?


J: mas não tenho aquele corpo escultural como daquela que ele agarrava na pista.


M: você é linda Jessy, ele que não presta mesmo.


J: que belo aniversário eu tive.


M: não fique assim, as meninas e eu estamos bolando algo muito legal pra fazermos amanhã.


J: esquece, não estou com pique pra diversão.


M: amanhã você muda de idéia. eu vou desligar, amanhã nos vemos.


J: ta. Tchau.
M: tchau. Se cuida.

Custei um pouco a dormir naquela noite, fiquei pensando no James, mas enfim consegui dormir. Quando acordei levei um susto ao ver aqueles três rostos me olhando.


J: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI! – gritei.


M: Calma.


J: Que susto que vocês me deram.


T: viemos ver como você estava.


J: já estou bem.


Mia: temos uma proposta pra você.


J: proposta? Sobre?


M: viemos te convidar pra uma viagem.


J: viagem?


Mia: é.


J: pra onde?


Mia: pra qualquer lugar.


J: vieram me chamar pra viajar e não sabem nem pra onde vão?


M: vamos meter o pé na estrada com o carro da Mia.


J: isso quer dizer que...?


Mia: viajaremos sem rumo por aí.


J: vocês piraram?


T: foi o que eu disse pra elas.


J: não podemos sair pela estrada, Mia nem tem
carteira de motorista.


Mia: quem disse? – me amostrou uma carteira falsa.


M: vamos pra Laguna Beach!!! – gritou Michelle toda contente.


J: eu não sei...


M: pedimos pra sua mãe e ela deixou.


Mia: vai ser melhor pra você conhecer gatinhos novos.


J: vocês contaram que eu vi James com outra pra
minha mãe?


M: não, claro que não.


J: ótimo. Pelo menos isso.


Mia: mas pedimos permissão pra você viajar e ela
deixou.


J: minha mãe não deixaria. De jeito nenhum.


Mia: e se disséssemos que minha mãe iria?


J: você não presta mesmo.


Mia: arrume suas malas, partiremos daqui à uma hora. Vamos meninas, deixo vocês em casa.


J: mas já?


Mia: temos que sair cedo pra chegar ainda de dia. Tchau pra você Jessy, vê se apronta logo sua mala. – Mia saiu do quarto empurrando Tati e Michelle pra fora do quarto.

Uma hora e meia depois lá estavam elas. Mia estava no carro buzinando, dessa vez o carro não estava com o teto e ela estava de óculos pretos e um chapéu tipo de praia e bebia uma garrafa de cerveja. Quando ela viu minha mãe saindo comigo de dentro de casa ela jogou a garrafa no carro.

V: tchau minha filha.


J: tchau mãe.


V: tenha uma ótima viagem. – disse me abraçando. —
Mas não estou vendo a mãe de Mia. – ela olhava pro carro de Mia desconfiada.


J: deve estar nos aguardando em casa...


V: desde quando Mia dirige ela não tem só 15 anos?


J: não, já fez dezesseis já. – menti, ela tinha 16, mas
não tinha passado no teste de direção.


V: vai com Deus e vê se não estoura o cartão.


J: ta. – disse arrastando minha mala que tinha rodinhas embaixo.


V: avisou ao James?


J: ah...bem...já. tchau mãe. – corri pro carro e sentei
atrás ao lado da Michelle, tati ia na frente com Mia. Dei tchau pra minha mãe e mia arrancou com o carro e metemos o pé na estrada.

Não preciso dizer que a viagem foi bem cansativa. Mia colocou o som bem alto e cantávamos pela estrada. De vez em quando Tati me olhava com cara de medo, eu também estava um pouco assustada já que Mia dirigia e bebia ao mesmo tempo e além do mais ela não tinha passado no teste de direção, já mencionei isso antes??? Ai meu Deus!


Por fim, tudo ocorreu bem. Chegamos intactas em Laguna Beach, chegamos de tardinha e o sol já estava pra sair. Chegamos no hotel onde fizemos nossa reserva e nos separamos, duas pra casa lado. Michelle e eu ficamos num quarto e Tati ficou com Mia num outro quarto no andar de cima.

O quarto do hotel era gigantesco e tinha vista pro mar que por sinal era a coisa mais linda do mundo. A praia estava cheia, muitos jovens tomando banho, outros surfando, outros jogando vôlei. Só o que eu pensava naquele momento era em descansar. A viagem tinha me matado.

J: to cansada. – disse me jogando na cama.


M: você já vai dormir?


J: acho que sim, a viagem me cansou.


M: deixa de bobeira. Estamos aqui pra nos divertir.


J: eu sei, mas estou tão cansada. – disse fazendo
biquinho.


M: para garota. – Michelle me tacou uma camisa dela que ela dobrava. – eu não estou nem acreditando que chegamos bem.


J: por que? Por causa da Mia? – perguntei rindo.


M: é lógico. Ela é totalmente doida. Não sei como não fomos parada por um guarda. Só Deus mesmo.


J: a Tati me olhava desesperada toda hora. Eu nem conseguia me mexer, estava agarrando a porta do carro e o banco.


M: não creio cara. – caímos na gargalhada.

Meu celular começou a apitar avisando que uma mensagem havia chegado.

M: de quem é?


J: é do James.


M: o que diz aí?


J: “Jessy, onde você está? Não entendi por que você não me avisou que ia viajar. Me liga, te amo. Beijos James.”


M: que cara de pau, ainda diz que te ama.


J: as vezes ele me ama mesmo e...


M: ninguém trai quando ama Jessy.


J: eu sou a culpada. Eu não quis...


M: você não precisa perder a virgindade com alguém pra ele gostar de você.

Alguém bateu na porta e Michelle abriu. Era Mia e Tati.

Mia: prontas? – disse ela com óculos escuro e de biquíni e uma canga transparente enrolada na cintura.


M: Jessy disse que vai dormir. – alfinetou michelle.


Mia: dormir? É ruim em. só mais tarde, ainda está cedo.


M: James mandou uma mensagem.


T: e o que ele queria?


M: perguntar por que ela não avisou que ia viajar. E ainda tem mais, ele disse que a ama.vê se pode, cara de pau.


Mia: você devia ter ido falar com ele no dia, ele ia ficar muito sem graça, aposto.


J: gente vamos esquecer isso.


Mia: então vamos descer. Eu já consegui uma coisa pra fazermos a noite.


M: mas já?


Mia: sim, um vizinho nosso com um cabelo super esquisito disse que ele e uns amigos vão fazer um luau de noite na praia e nos convidou.


T: eu prefiro não ir. E se quiserem nos estuprar?o cara era muuuuuito esquisito mesmo.


Mia: para Tati, claro que não eu ein. tudo você leva pra pior das hipóteses.


M: ok, nós vamos. Mas vão indo pra praia que eu fico aqui tentando convence-la de descermos.

Eu estava deitada na cama lendo e relendo várias vezes a mensagem que James havia me mandado pro celular. Nem aprestava atenção na conversa delas.

M: Jessy, você viu que ele não presta. Não tem que ficar morrendo por causa dele.


J: eu não consigo parar de pensar nele Michelle. Ele foi meu primeiro amor, dei meu primeiro beijo com ele.


M: vamos nos distrair vai? Se não gostar a gente volta. Prometo voltar com você pra fazer companhia.


J: ta bom. Mas…eu não trouxe um biquíni.


M: você veio pra praia e sem biquíni?


J: na verdade eu não tenho nenhum. Eu nunca fui na praia de biquíni por que tenho vergonha do meu corpo.


M: não to acreditando. Eu nem vou contar pra Mia senão você vai ser muito sacaneada. Eu te empresto uns dos meus.