Pânico na saga
4 Cap 3
Notas iniciais
Gabriela abriu os olhos mais uma vez, ainda estava deitada sobre as folhas, já sentia seus membros e sabia que conseguia se levantar, mas se perguntou se precisava, estava extremamente confortável ali sobre a terra molhada e as folhas caídas, após alguns minutos se preocupou com seu corte na cocha, poderia ser grave, ergueu a cabeça, sentou-se, a calma da floresta se misturava com o canto dos pássaros, apoiou-se em uma árvore, conseguiu ficar de pé, sua cabeça latejava, sua perna esquerda impedia que apoia-se nela. O silêncio foi cortado por um barulho, alguém estava pisando em galhos secos, vindo em sua direção, sua respiração pesou, um vulto repentino passou atrás de algumas árvores à alguns metros de distância, arrastando a perna machucada, mancando, tentou andar o mais rápido possível, jogando seu corpo em troncos, escutou o estalar das folhas sendo pisadas onde há pouco estava deitada, seja quem fosse, tinha a encontrado e a alcançado, olhou para trás, mas não havia ninguém, mais uma vez, apenas a calma floresta, ao voltar sua visão para frente, um ser encapuzado cortou sua visão e a atingiu com algo na cabeça, Gabriela desmaiou.
**
No dia seguinte
–Prestem atenção!- Gritava Sthelio, tentando ser mais alto que a chuva pesada que caía, enrolado em sua capa de chuva, se encolhia para aguentar os pesados e gelados pingos de água- Está chovendo forte, então procuraremos apenas por uma hora!
–Não era melhor ter dito as instruções enquanto estávamos dentro da casa?- Gritou Gal.
–A questão é!- Prosseguiu, ignorando o comentário- Que os grupos de busca devem permanecer unidos! Não se separem!
–Vai funcionar assim- Disse Celo, despojando uma bolsa no chão, abriu o zíper- Sthelio, Pedro, Nivia e eu vamos procurar na floresta- Dizia Celo enquanto distribuía lanternas amarelas- Sandra, Gal, Bryan e Stef vão procurar no pântano, e por fim, Edgar, Raildo, Jéssica vão percorrer as redondezas.
Jeff abraçou Elizandra por trás, confortando seu corpo naquela fria noite, Lourie, Thayza, Matheus e Lidy observavam da varanda os grupos de busca improvisados se aprontando para saírem em busca de Pilar, em baixo da chuva e enterrando suas botas na lama. Lidy entoru na casa, correu para seu quarto, os demais se entreolharam, mas ninguém comento nada.
–Nossa, como que triste isso com a lidy, cara- Disse Thayza em tom baixo para Matheus- Mas o motivo de tudo isso foi apenas a perda da irmã dela?
–Sabe- Matheus fitou o chão- Dizem que quando Lidy recebeu a noticia, ela não ficou tão apavorada, porém naquele mesmo dia, ela recebeu um correio, um pacote, foi então que algo nela mudou- Os dois permaneceram em silêncio- Bem pessoal, vamos todos entrar- Todos entraram.
Lidy concentrou-se na ultima gaveta de sua cômoda, talvez deve-se correr e contar a todos oque realmente estava acontecendo, talvez devesse contar a todos oque realmente aconteceu com Loh, contar sobre a morte de Bernardo e José e sobre os planos de Morte para todos que nesta casa estavam, mas não podia! Não podia, pôs sabia que se alguém devia detê-lo, deveria ser ela, sozinha, Lidy pressionou as mãos contra a cabeça, em um só movimento, abriu a ulltima gaveta e retirou um pacote de envelope pardo, o abriu e colocou sobre o colo uma pequena caixa azul, Lidy a abriu, Seus olhos se encheram de lágrimas de forma que ma conseguia enxergar a fita dentro da caixa, a pegou com cuidado, na lateral da fita continha um pequeno papel de identificação com as palavras “Morte, verdade”, Lidy a abraçou contra o peito e chorou.
Uma gota de sangue escorreu do nariz de Gabriela, suas pálpebras demoraram para abrir, demorou até se situar, seu corpo estava pendurado, amarrada pelos pés, de cabeça para baixo, a sala onde estava mais parecia um abatedouro, uma porta à sua esquerda se abriu, Gabriela serrou os olhos para parecer ainda desmaiada, o ser encapuzado percorreu a sala, abriu uma grande porta de ferro mais a frente, Gabriela tampou a boca com a mão para não gritar, posto sobre uma maca, estava o corpo de Bernardo, o encapuzado preparou alguns instrumentos em uma pequena caixa preta, retirou uma tesoura prata da mesma e se pôs a trabalhar no corpo sem vida de Bernardo, a grande porta de ferro se fechou atrás dele.
Fale com o autor