Notas iniciais
Esse capítulo demorou um pouco, mas enfim saiu!

Dia 5 de outubro, quinta-feira, 14:20

Jason, Megan e Emily decidiram ir encontrar a tia-avó de Jason mais cedo, então, quando deu 14:20, a mãe de Megan foi buscá-lo casa.

– Oi senhora Wood! – disse Jason ao entrar no carro.

– Olá meu querido! – a senhora Wood, era sempre muito educada e alegre inclusive com o Jason. Ela trabalhava como estilista e tinha até sua própria grife. Ela era, praticamente, uma Megan mais velha, pois tinha os cabelos loiros iguais aos de Megan e seus olhos também eram de um lindo azul. – Jason, eu já te falei para você me chamar de Mary, senhora Wood está no céu.

– Desculpe Mary! – ele sorriu para ela e virou-se para poder ver Emily e Megan. – Oi gente!

– Oi Jay! – Jason se assustou ao ouvir Megan o chamar assim, pois só quem usava esse apelido com ela era Stacy, sua “quase” namorada.

– Jay? Que romântico... – zombou Emily.

O carro ficou em silêncio durante uns dez minutos até que Megan tomou coragem para fazer uma pergunta a Jason.

– Jason, como vai a Stacy? – Megan não estava nem ai para Stacy, o que ela queria saber mesmo, era se Jason e Stacy estavam namorando.

– Ela está bem, eu acho...

– E vocês realmente estão namorando?

– Não. – ela quase gritou de alegria, mesmo sem saber por quê.

– Meg, — Emily se aproximou mais dela e falou bem baixinho. – você não para de olhar para o Jason, que horrível... Se bem que ele está até bonitinho vestido assim. – Jason estava usando uma camisa gola pólo azul, uma calça jeans preta e um tênis branco e preto a Adidas. – E olha que incrível, a calça de vocês é da mesma cor! Se ele fosse o Mike eu diria que isso é fofo, mais como é só o Jason, eu digo que é... legalzinho. – Megan estava com uma calça jeans preta, uma regata branca, uma colete roxo e uma sapatinha combinando com o colete.

– E Emily, — Megan a observou. – você realmente precisava vir assim toda arrumada? — Emily usava um vestido vermelho e uma sapato de salto da mesma cor.

– Claro, vai que essa tia-avó é uma paparazzi, eu tenho que estar bonita para quando ela me convidar para ser uma supermodelo.

– Emily, eu tenho que assumir que sua mente é muito fértil... – Megan olhou para o lado e notou que Jason estava quieto observando as pessoas na rua. – Jason, tudo bem com você?

– Sim, eu só estou com um pouco de sono.

– Você está preocupado com tudo que está acontecendo não é?

– Quem não está preocupado? – enquanto falava observava as pessoas na rua, elas eram felizes e Jason sentia inveja delas por causa disso, pois ele não se sentia feliz de verdade desde que seu pai havia o abandonado. Agora, ele e seus amigos estavam marcados para morrer... – É muita pressão na minha cabeça, eu sinto como se eu fosse desmoronar...

– Eu não estou preocupada. – disse Emily. — Sabe por quê? – ela os olhou seriamente e voltou a falar. — Porque preocupação traz rugas, e eu não quero ficar velha antes da hora.

– Concordo plenamente com você, minha querida! – disse Mary. – vocês estão falando de que? Eu só peguei a conversa no final.

– Sobre nada interessante, mãe. — Megan sorriu tentando disfarçar.

Depois de uns dez minutos, eles finalmente chegaram. Todos se despediram e os três desceram do carro.

Assim que olharam para casa gigante, avistaram um enorme monumento no gramado. Ele era feito de mármore branco e no seu centro estava escrito: Lar de Idosos Tatum Riley. As letras eram feitas de mármore preto e ao redor do monumento havia várias rosas brancas.

– Que lindo! – Emily estava encantada com a beleza do monumento.

– Vocês sabem quem foi Tatum Riley?

– Não.

– Ela era colega da Sidney, — Jason foi andando em direção à porta de entrada e elas o acompanharam. – ela morreu na primeira série de assassinatos em 1996. Depois de sua morte, seus pais vieram para Frederick e criaram esse asilo em homenagem a ela. Quem cuida de tudo aqui, atualmente, é uma prima dela.

– Espera ai, — Emily parecia indignada. – sua tia-avó mora em um asilo?

– Foi ela que quis vir morar aqui.

Depois de passar por um caminho de pedra enorme, eles chegaram à porta principal. Ela era branca e bem grande. Jason tocou a campainha e não demorou muito até uma mulher loira vir atender a porta. Megan e Emily se sentaram em um dos sofás, enquanto Jason ia falar com a recepcionista.

– Vamos. – disse ele. – ela já está esperando.

Ele as levou para uma sala grande e bem arejada, nela havia três sofás brancos, que estavam organizados em forma de U, uma mesa de centro com flores e revistas e várias estantes de livros. Em um dos sofás, estava uma senhora de cabelos grisalhos, que aparentava ter uns sessenta e cinco anos. Ela estava vestindo um vestido com estampas de flores e uma sandália de dedo.

– Jason, como você cresceu! – Jason deu um sorriso sem graça e virou-se para as meninas.

– Essa é minha tia-avó Grace Prescott, vó essas são Megan Wood e Emily Ryans.

– Oi Sra. Prescott. – disseram as duas.

– Olá, sentem-se.

– É, ela realmente não é uma paparazzi. – disse Emily, baixinho.

Eles se sentaram e Grace olhou para Jason.

– Jason, eu ainda não entendi por que você veio aqui falar comigo.

– É porque eu quero saber mais sobre minha prima Sidney.

– Por quê?

– Porque eu notei que eu sou o único nessa cidade que não conhece a vida dela.

Emily olhou para Megan e falou de uma forma nem um pouco discreta.

– Nossa... Ele mente bem, que perigo.

– O que disse? – mesmo tendo sessenta e cinco anos, Grace tinha uma audição muito boa.

– Nada, eu só achei ter visto um elefante nos olhando na janela. – Megan sentiu uma enorme vontade de dar um tapa na cara de Emily, pois com tantas respostas boas, ela tinha que falar logo aquilo. Emily notou que todos estavam olhando para ela, então achou melhor mudar de assunto. – Então, conte-nos sobre a Britney.

– É Sidney. – Jason a corrigiu.

– Isso, sobre a Whitney.

– A ignore. – disse Megan à Grace.

Grace seguiu o conselho de Megan e começou a falar.

– Bom, a Sidney tem uma trajetória de vida péssima. Perdeu a mãe, Maureen Roberts Prescott, em 1995 e um ano depois, perdeu vários colegas na primeira série de assassinatos, entre eles Tatum Riley, sua melhor amiga e filha dos donos desse asilo. Ela acabou descobrindo que os assassinos eram Billy Loomis, seu namorado, e Stuart Macher, namorado da Tatum, mas ela não foi a única sobrevivente, Gale Weathers, Dewey Riley, irmão de Tatum, e Randy Meeks também sobreviveram. Um ano depois, quando estava na faculdade, outra série de assassinatos se iniciou e mais colegas dela morreram, incluindo Derek Feldman, namorado da Sidney, e Randy Meeks, um dos sobreviventes. No final de tudo, ela descobriu que os assassinos eram Debbie Loomis, a mãe de Billy, e um garoto chamado Mickey Altieri. Três anos depois, quando Sidney foi para bem longe de Woodsboro, decidiram fazer um filme baseado no livro de Gale Weathers, uma das sobreviventes. Terminou que todos os atores do filme morreram e o assassino era Roman Bridger, diretor do filme e meio irmão da Sidney.

– Meu Deus, que história enorme... – disse Emily. – Estou quase dormindo.

– Cala a boca Emily. – Megan teve que se segurar novamente para não bater nela.

– Continuando... – disse Grace. – Onze anos depois, em abril desse ano, ela voltou para Woodsboro, Ela passou aqui antes, veio aqui no asilo e foi na sua casa também, você não a viu Jason?

– Não, eu estava viajando.

– Ah... Sim, ela ficou na casa de uma tia dela, Kate Roberts, irmã de Maureen. Ela até lançou um livro, só que outra série de assassinatos se iniciou e vários jovens amigos da filha de Kate, uma garota chamada Jill Roberts, e até a própria Kate morreram. Sidney descobriu que os assassinos eram Jill e um garoto chamado Charlie Walker. Jill quase matou Sidney, mas ela derrotou a Jill e depois foi embora. Desde então não se teve mais notícias dela.

– E só ela sobreviveu? – Megan a perguntou.

– Não, a Gale Weathers e Dewey Riley também sobreviveram.

– Realmente, a Christney teve uma vida terrível. Com uma vida dessa, eu me matava.

– Jason, tem certeza que o fato de você querer saber da vida da SIDNEY, — ela olhou para Emily na esperança dela finalmente acertar o nome. – não tem nada a ver com os acontecimentos que andam acontecendo aqui? Eu soube que as vítimas eram do seu colégio.

Os três ficaram paralisados, pois ela falou de uma forma tão centrada, tão concreta, como se ela soubesse a verdade.

– Imagina, não tem nada a ver.

– É... Frederick já foi uma cidade calma, agora está igual à Woodsboro. – Grace ficou admirando o jardim do asilo pela janela.

De repente, o celular de Megan tocou.

– Alô, Piper. – Piper disse algo a Megan e ela deixou o celular cair no chão. Ela virou-se para Jason e para Emily. – Houve outro assassinato e desta vez, mais de uma pessoa morreu.

– Onde foi? – perguntou Jason.

– No nosso colégio.

– Tia Grace, — Jason se levantou. – nós temos que ir.

– Ta bom, qualquer coisa me ligue.

– Pode deixar, tchau!

– Tchau!

Ela acenou e os três saíram correndo.

“Você pensa que me engana Jason Drake Prescott.” Pensou Grace.

Dia 5 de outubro, quinta-feira, 15:40

Jason, Megan e Emily, saíram correndo do asilo e entraram no primeiro táxi que viram.

– Frederick High School, por favor. – Jason disse ao taxista.

– Eu vou ligar para minha mãe, para poder avisar que nos estamos indo para o colégio. – Megan pegou o telefone e discou o número. – Mãe, nós estamos indo para o nosso colégio. – Megan ficou parada com uma cara desesperada. – Eu estou indo para ai.

– A minha mãe está no colégio, — Megan só mexia a boca. – meu irmão estava no colégio na hora do ataque, minha mãe não quis me dizer o que aconteceu.

– Ele é o assassino? – Emily praticamente gritou, assustando não só Jason e Megan, mas também o próprio taxista.

– Não. Minha mãe disse que me contava tudo quando eu chagasse lá. – mesmo sem saber o que tinha acontecido, Megan começou a chorar.

– Vai ficar tudo bem. – Jason a abraçou enquanto ela soluçava de tanto chorar.


Quando chegaram no colégio, Megan quase pulou do táxi em movimento, mas Jason a segurou. Quando o táxi parou de verdade, Megan saiu correndo em direção à multidão que estava parada em frente ao colégio. Emily e Jason desceram logo em seguida, mas não conseguiram alcança — lá.

– Cadê aquela garota? MEGAN! – Emily começou a gritar histericamente.

– Para de gritar Emily.

– Olha Jason, — ela o olhou com uma cara de desprezo. – eu vou procurar a Megan, porque eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui com você.

– Obrigado Emily, como se fosse muito legal ficar aqui com você, sua chata. – ela deu língua para ele e saiu andando. – Chata, infantil e burra. – ela virou-se e deu dedo para ele.

– Problemas com a Emily? – Jason quase deu um grito quando Audrey surgiu do nada ao seu lado.

– Audrey, você é idiota? Qual a graça de ficar assustando as pessoas assim? – ele não a deixou responder. – O que você está fazendo aqui?

– Eu não tinha o que fazer, então decidi vir aqui matar umas pessoas. – Jason a olhou assustado, mas viu que ela estava sendo irônica.

– Audrey, você é tão engraçada quanto uma vaca.

– Você está insinuando algo?

– Claro que não. – ele olhou para a multidão procurando alguém conhecido, pois se não queria ficar sozinho com Emily, não iria querer ficar sozinho com a Audrey, mas como não acho ninguém... – O que aconteceu aqui?

– Houve outro ataque, e dessa vez, o Ben Thurman e a Li Kioto foram assassinados.

– E o Bobby? Houve algo com ele?

– Ele recebeu uma facada, mas não morreu.

– Jason Prescott, — disse o detetive Porter. – que coincidência vê-lo aqui!

– Olá detetive! – “Me ferrei” pensou Jason.

– Eu não estava atrás de você, mas, já que está aqui, venha comigo. – ele atravessou a fita de isolamento e esperou Jason fazer o mesmo.

– Se ferrou. – disse Audrey.

– Cala a boca. – Jason atravessou a fita de isolamento e seguiu o detetive.


O detetive entrou em uma das salas vazias do colégio onde estava o outro detetive, Russel, e Piper.

– Engraçado, vocês dois sempre estão na cena do crime. – disse Porter apontando para Jason e Piper.

– Eu vim ver meu namorado porque, causa você não saiba, ele levou uma facada no braço.

– Você namora o Robert Wood? Pensei que namorasse o Sr. Prescott. – Jason e Piper se entreolharam e ignoraram o comentário do detetive. – E você Sr. Prescott, veio fazer o que aqui?

– Primeiro para de me chamar de Sr. Prescott, eu não gosto desse nome, e eu vim aqui para trazer a irmã do Robert para cá.

– Onde vocês estavam?

– Fomos visitar minha tia-avó no Lar de Idosos Tatum Riley, deve ter câmeras lá, podem conferir.

– Que interessante. – Porter não parecia acreditar muito bem em Jason. – E você Piper?

– Eu estava em casa.

– Tem como provar?

– Sim, minha mãe está em casa.

– Russel, — Russel estava no canto da sala e como sempre, não falava nada. – Vá ao Lar de Idosos Tatum Riley e traga todas as gravações de hoje, e vá na casa da Piper e interrogue a mãe dela, empregados e vizinhos. Leve mais alguém com você. – ele apenas fez que sim com a cabeça e saiu da sala. – Eu peguei as gravações do Bloody Bowling, nela estavam vocês dois felizes jantando, só que eu olhei as gravações do lado de fora também, na hora em que vocês dois saíram o Jason ficou todo nervoso após receber uma mensagem, o que ela dizia?

Jason ficou parado, pensando em uma desculpa, pois ele não podia simplesmente dizer que a mensagem tinha vindo do telefone da Kathy Adams e dizia: “Enquanto vocês dois se divertem aí no boliche, eu me divirto aqui com o Oliver, na casa dele.”

– Era do meu amigo Joe, e dizia que ele comprou o novo jogo dos X-Men.

– Deixe-me ver o seu celular.

– Eu já apaguei, mas pode ver. – para sorte de Jason, ele havia apagado todas as mensagens naquela noite. Porter procurou, mas não achou nada então, devolveu o celular a Jason.

– Agora você acredita em nós? – Piper o olhou profundamente.

– Não, vocês dois sempre estão na cena do crime, vocês ainda são meus principais suspeitos.

– Você não já viu que nós estamos falando a verdade? – Piper deu um tapa na mesa que estava à sua frente.

– Jason, você sabe como o assassino estava vestido?

– Como eu iria saber?

– Ele usava uma manto preto e uma máscara do Ghostface. – Jason ficou paralisado, agora ele tinha certeza de que esses assassinatos tinham algo haver com ele e com sua prima Sidney. – A máscara do Ghostface é a principal marca dos assassinos que tentaram matar sua prima Sidney milhares de vezes. Por isso que você é meu principal suspeito, aliás todos são suspeitos.

– Inclusive você. – Jason o encarou.

– Você está querendo insinuar algo?

– Claro que não, porque as pessoas acham que eu gosto de ficar fazendo insinuações? – ele deu um sorrisinho e o encarou.

– Vocês estão liberados, — Porter riu ironicamente. – por enquanto.


Jason e Piper saíram do colégio e foram em direção ao lugar onde estavam Megan e Bobby.

– Jason, eu acho que nós deveríamos contar sobre as mensagens e sobre as ameaças de morte.

– É, eu concordo com você. – Jason usou toda a coragem que tinha e deu meia volta pretendendo contar tudo à Porter, Piper o seguiu e quando já estavam quase entrando, o seu celular tocou. – Alô. – disse ele.

– Se você contar algo aos detetives, eu mato a Megan e a Stacy. – a voz do outro lado era totalmente grossa e mesmo nunca tendo a ouvido, ele presumiu de quem era. – Quem está falando aqui é o melhor amigo de sua prima Sidney e, futuramente, seu melhor amigo também. Eu sou o Ghostface e você, é só mais um garotinho que vai ter uma morte altamente cruel.


Notas finais
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