Pânico 5 - O Último Grito

13 "Olá, Randy. Estou de volta."


Depois de Sidney e Gale acharem o corpo de Mandy Moretz na mala do carro de Alice, ligaram pra Dewey.

—Dewey! — disse Gale, no telefone — o corpo da menina, está aqui, na mala do carro!

—O que, Gale? Meu Deus! — Dewey respondeu, sem acreditar — Onde vocês estão?

— Estamos próximas a delegacia, Dewey.

— Vou pedir que Judy vá até aí com reforço, eles vão chegar rápido, fiquem aí mesmo.

— Que droga, ok.

A poucos quilômetros da delegacia, Gale e Sidney deixam o carro parado, pois tinha virado agora uma cena de crime.

—Sabe Sid, eu estou relutante em entrar naquele carro e não esperar esse "reforço" O que me impede é esse cheiro horrível — disse Gale.

— Tem uma pessoa morta e o que te incomoda é apenas um cheiro? Gale, você não existe. — disse Sidney.

Estava bem tarde, não havia ninguém na rua, até que elas escutam um barulho, e deduzem vir de uma loja que estava fechada, bem em frente ao lugar onde o carro estava parado.

— Você escutou?

—Escutei sim — disse Gale.

— Entra no carro, Gale! — sussurrou Sidney.

— Sid, eu te odeio. Que droga, cheiro horrível.

Sidney e Gale desesperadas entram no carro, trancam as portas e se abaixam. Da loja sai Freddie Koltz, o novo quaterback do time e namorado de Kristi. Ele olha para o carro de Alice, onde Sidney e Gale estão, atravessa a rua liga o seu carro e vai embora.

Freddie trabalha naquela loja de ferragens. O dono dessa loja é pai de Jennie, a primeira vítima de Ghostface.

— É essa hora que as lojas de ferragem fecham, Gale?

— Definitivamente, não. O dono dessa loja é pai daquela menina, Jennie. Esse deve ser Freddie, ele trabalha aqui — dissera Gale — Eu conheço o pai dela, Andrew Martin.

Depois de alguns minutos, começa a se escutar alguns barulhos de sirene, era a polícia, juntamente com o IML. Gale e Sidney saem do carro.

— Finalmente! Demorou muito. — disse Gale.

— Porque vocês estavam dentro do carro, é uma cena de crime! — disse um policial.

— Está tudo bem. Elas não sabiam que tinha um corpo no carro até alguns minutos, e é perigoso ficar na rua a essa hora da noite. — disse Judy defendendo as duas.

— Você acha que ficaríamos dentro de um carro com esse cheiro de podre só por diversão!? — disse Gale.

— Deixa pra lá, Gale. — Sidney falou, fechando o assunto.

Na delegacia, Judy, Gale e Sidney vão até uma sala para ver as filmagens da câmera que tinha do outro lado da rua, no momento em que penduraram o corpo de Candice Hooks.

O vídoe mostra uma pessoa de preto subindo numa escada e colocando o corpo.

— Não vejo nada demais — disse Gale — e você?

— Espera — disse Sidney — aquela mochila preta que eles está pegando no fundo da imagem, é uma pista, não?

— Muitas pessoas tem mochilas pretas, Sidney — dissera Judy.

Saindo daquela sala...

— Sidney, o que essas garotas fizeram pra serem mortas? Porque matar pessoas sem nenhum motivo? — pergunta Gale.

— Não sei, Gale. ele simplesmente está matando sem dó. Pessoas que eu nem mesmo conheço estão morrendo — respondeu Sidney.

— Ele não quer que a gente sinta pena, quer um banho de sangue, mas nem mesmo nos mostra quem é quem. Simplesmente joga os corpos nas nossas caras sem que sentimos alguma emoção — disse Gale.

Alguns dias depois, na casa de Steven, Matt e Kirby e ele assistiam "Facada 7".

— Ouviram falar? O corpo de Mandy Moretz foi achado na mala de um carro! — comentou Kirby.

— Eu recebi uma foto, bem legal, não é não? — disse Steven.

— Claro que não, cara. Sua namorada foi estripada na sua frente e você ainda diz isso? — rebateu Matt.

— Ah para, você era gamado na Olívia Morris, mas fez questão de assistir o vídeo dela sendo assassinada. Vai me dizer que não achou legal? Ela foi uma das melhores vítimas, uma que menos conhecíamos. Eu adoro isso. — disse Steven.

— Vamos mudar de assunto, não gosto de lembrar do que aconteceu com a Olívia — falou Kirby, relembrando a cena que viu da janela da casa dos Roberts.

— Conta pra gente, Kirby, como foi assistir a sua amiga sendo morta bem ali na sua frente e não poder fazer nada? — perguntou Steven.

— Para, foi horrível. Você pensa que aquilo é tudo uma farsa, até que presencia, você sente o trauma, não é mais como uma brincadeira da década passada. — desabafou Kirby.

— Eu a amava, mas ela nunca me deu uma chance. Sempre por aí, andando com você, com a Jill. — disse Matt.

— Sabe, quando lembro daquela noite me vem uma curiosidade... Se Jill estava comigo, e Charlie estava no armário de Olívia, quem conversava comigo no telefone? Acho que Olívia escutaria Charlie falar dentro do armário.

— Vai ver foi o Matt, quem sabe ele não se revela o terceiro assassino — brincou Steven.

— Cala a boca, cara. Nunca fala nada útil. — disse Matt.

— Calma Matt, é apenas uma hipótese amigão. Não podemos descartar nada. — disse Steven.

Um silêncio se criou...

— Mas e o Freddie? — Kirby falou, quebrando o silêncio.

— Namorado da nova menina inocente, Kristi. tem tudo pra ser o assassino. Molly seria a menina inocente, mas como estamos numa sequência de refilmagem, a mocinha inocente é uma das primeiras vítimas. — disse Matt.

— Sim, mas se o assassino quer salvar o original, nada mais certo que o Freddie ser o clássico Billy Loomis. — disse Steven — sem esquecer o que prende ele ao principal crime... O senhor Martin nunca aumenta o salário dele, pra se vingar o que ele fez? — perguntou Steven.

— Matou a nossa nova Casey Becker. Jennie Martin — disse Kirby.

— Mas e os outros, qual seriam os motivos? — questiona-se Matt.

— Talvez tenha aproveitado a Jennie pra começar. Talvez não tenha tido motivo algum pra matar os outros — disse Steven — Enfim, vou pegar meu celular lá em cima, volto já.

Steven sai da sala, e em seguida, Kirby recebe uma mensagem de um número desconhecido.

"Olá, Randy."

Notas finais
E assim a fic recomeça, só para agora no último capítulo.