Sim, Kirby está viva, ela sobreviveu aos eventos de Pânico 4.

– É, eu vi a Sidney, e não quero chegar perto dela, e acho que você também não deveria.

– Porque não?

– São as regras, está perto do protagonista, se torna parte do elenco.

– Mas que regras? O que você está falando Kirby — Disse Molly, sem entender nada.

– É o seguinte, onde essa mulher estiver, mortes acontecem, pode acreditar, ela não deve estar aqui por nada — disse Kirby.

Chegara a hora da primeira palestra de Sidney, e era justo na sala de Kirby.

– Ei Dewey, o que devo fazer mesmo? — perguntou Sidney, tensa.

– Relaxa Sid, é só falar sobre os perigos de sair a noite, de dar festas secretas... Aquela mesma história de sempre.

Sidney decidiu entrar na sala.

– Alunos creio que todos já conhecem muito bem a senhorita Prescott, não é preciso que eu a apresente, certo? — disse a professora Janet.

E ao fundo, uma voz familiar para Sidney, começara a falar:

– Claro, ela é o anjo da morte, onde ela está, todo mundo morre, quem sabe se eu não vou morrer agora.

– Kirby? — perguntou Sidney.

– É isso aí senhorita Prescott, eu estou viva, muito viva.

A sala inteira começou a cochichar.

– Quietos alunos, quietos. Xerife Dewey, Senhorita Prescott, queiram começar.

– Bom, viemos aqui falar de muitas coisas, dos perigos de sair a noite, de dar festas surpresas, e a Kirby sabe muito bem disso... Não é Kirby?

– É claro que sim... A propósito, eu sou o Randy agora não é? Eu sobrevivi, nada mais certo que me matar nessa sequência da refilmagem, estou certa Sidney?

– Kirby, ninguém aqui vai morrer, isso já acabou. Estou aqui por outra coisa.

– Acabou? Tem certeza? Pois eu não acho, aliás, você sempre sobrevive, não precisa se preocupar, já eu.

– Kirby! — gritou Sidney, em tom mais ameaçador — Eu já disse para você, e que todos escutem, não está acontecendo nada! E nem vai acontecer!

Sidney estaria certa, até que... O corpo de Molly, a amiga de Kirby, é jogado da árvore para a sala, quebrando a janela.

– O que é isso? Deus do céu! — dizia a professora Janet.

– Fiquem todos calmos, fiquem calmos — disse Dewey.

– Então Sidney, o que dizia mesmo? Sobre nada estar acontecendo? — disse Kirby, parecendo nada surpresa com o que acabara de acontecer ali.

– Sidney, vá para casa, Gale vai estar lá — disse Dewey.

– Eu, eu...

– Judy, traga todos para a escola agora, o corpo de uma adolescente foi jogado pela janela — disse Dewey, pelo rádio.

Sidney não estava acreditando no que tinha acontecido, quando ela tenta iniciar uma nova vida e esquecer tudo, eis que o passado volta a tona.

– Gale, venha até a escola, por favor, Sidney precisa de você — disse Dewey, ao telefone.

– Mas o que houve?

– O corpo de uma adolescente foi jogado pela janela.

– O que?

– Não sabemos quem foi, mas por enquanto, leve Sidney para a casa, e tranque as portas.

Em questão de minutos, Gale chegou na escola, Sidney já estava esperando na porta.

– Sidney, o que houve? Onde está o Dewey?

– Ele está lá cima. Nós estávamos fazendo uma palestra, e de repente um corpo foi jogado pela janela.

– Venha, vamos para a casa... Você vai me contar tudo isso, para que eu possa escrev... — Gale não conseguiu terminar a frase.

– GALE!

– Calma Sidney! Quando a gente tenta ajudar, é assim.