Pátria amada, Brasil?
1 Capítulo único
Notas iniciais
O chão estava frio. Minhas roupas, ensopadas com a água da chuva. Também fria. As gotas batiam de forma quase dolorosa contra minhas pálpebras fechadas. Encarando o escuro, eu podia ouvir choros convulsivos, gritos desesperados, sirenes agourentas e clamores de guerra. Um cheiro forte de ferro pregava nas minhas narinas, fazendo meu estômago revirar.
Sentei-me.
Olhei em volta.
O chão estava rosa. O sangue se diluía nas poças da chuva enquanto centenas de pessoas corriam de um lado para o outro atacando umas as outras. No chão, corpos estirados jorravam sangue, ou se encolhiam tremendo de medo. De súbito, também comecei a tremer. Sabia porque tantas pessoas estavam com medo. Era justo. Elas não sabiam o que ia acontecer. Não sabiam de onde a próxima ameaça viria. Quis estender minha mão e tocar em seus ombros trêmulos. Queria poder dizer que tudo ia acabar bem. Mas eu também estava com medo.
Não...
Eu sempre estive com medo.
Obriguei-me a sair dali, tentando me afastar dos corpos no chão, mas eles estavam em todos os lugares. Vi uma mulher debruçada sobre um amontoado de panos um pouco mais adiante. Ela chorava, e o que quer que estivesse ali estava emaranhado de cabos de soro e oxigênio.
— Mas não tem nem mesmo uma maca? – Ouvi-a perguntar. – O meu filho não pode ficar no chão!
Um vulto diante dela, sem rosto e trajando jaleco balançou negativamente a cabeça.
— Não podemos fazer muita coisa.
A mulher começou a chorar desesperadamente, e perguntou, entre lágrimas:
— O meu filho... ele vai ficar bem? Vai ficar, não vai?
O médico sem rosto baixou a cabeça e, sem dizer mais nada, deu as costas e arrastou os pés para longe da mulher, desaparecendo de vista. Ela agarrou o filho e chorou, chorou como se seu mundo tivesse acabado.
Como se estivessem ecoando o choro da mulher, um grupo de cinco pessoas se aproximou, lacrimosos, carregando um pequenino caixão. Uma única flor branca enfeitava a tampa, mas tinha as pétalas grudadas contra a madeira por causa da chuva. Observei-os seguir em sua procissão mórbida e invisível, pois a única que parecia nota-los era eu. Quando passaram por mim, ouvi que um dos cinco, um homem do qual parecia ter restado apenas a casca, murmurava entre soluços.
— Só 4 anos. 4 anos... Não tinham o soro. O veneno...
Mais alguns passos e eles passaram ao lado de uma mulher caída no chão. Estava nua, com sangue lhe escorrendo pelas pernas, e vários machucados cobriam seu corpo. Ela chorava silenciosamente, enquanto suas roupas, jogadas ao lado de seu corpo flagelado, se ensopavam com a chuva e se manchavam de vermelho. Analisei-as mais atentamente: uma camiseta branca de botões, já parcialmente tomada por uma mancha rosa, um suitã normal, bege, e uma calça comprida, daquelas pantalonas que precisavam ser usadas com salto de tão compridas.
Um grupo de pessoas passou correndo às minhas costas. Vândalos encapuzados empunhando paus e pedras fugiam de alguns policiais. Me afastei, observando a rota que tomariam para não ir naquela direção. Entretanto, ao observá-los, vi que corriam na direção de um garoto negro, que caminhava lentamente com uma mochila nas costas e com uniforme escolar. Ao passarem por ele, os policiais se esqueceram completamente dos vândalos, avançando agressivamente sobre ele. Desviei os olhos no momento em que vi o policial erguer o cassetete.
Girei nos calcanhares e voltei a encarar a mulher caída no chão. Entretanto, dessa vez, havia duas pessoas ao lado dela. Havia um garoto que devia ter mais ou menos 18 anos, vestindo uma camiseta das cores do arco-íris. Entretanto, nem todas as cores estavam visíveis, pois uma mancha vermelha se espalhava a partir de um rasgão enorme em suas costas. Olhando mais atentamente, podia-se perceber que tanto ele quando a outra pessoa, uma mulher alta de vestido estampado com flores rosas com detalhes brancos, com um azul bem claro, estavam cobertos de machucados. A mulher tinha um corte horizontal horroroso na base da coluna, que jorrava uma quantidade alarmante de sangue.
— Temos que leva-la ao hospital – disse a mulher muito calma.
— Sim – concordou o menino. – E depois à delegacia.
A mulher balançou a cabeça.
— Vai ser perda de tempo. Eles não vão fazer nada por ela... Capaz que debochem.
De repente, o som de três tiros cortou o ar. Um jipe desgovernado passou cantando pneu, e sobre ele, cerca de oito homens com suas camisas amarradas sobre o nariz e a boca brandiam metralhadoras.
— Bala perdida, bala perdida! – Uma voz soou sobre o barulho dos tiros. – Já caíram cinco!
Sirenes soaram ao fundo, e podia-se ver a silhueta ainda esfumaçada de tanques indo em direção ao jipe. Sobrepondo-se àquele conjunto de sons agourentos, de súbito, uma gargalhada cortou o ar. Era uma gargalhada doentia, afetada, mas que nitidamente estava vindo de alguém chorando de rir.
Olhei para todos os lados, procurando a origem do som. Mais adiante, um homem de feições inexatas, que estavam sempre se modificando, se sobrava sobre si mesmo. Aproximei-me sentindo a irritação fervendo no fundo do estômago. Quando estava perto o suficiente para distinguir mais detalhes, percebi que a roupa dele, ao contrário das feições, não mudava. Ele trajava um sobretudo preto no qual podia-se ver dezenas de relógios pendurados ou presos. Na cabeça trazia uma cartola também ricamente adornada com relógios e, apoiado em um de seus antebraços, preso entre seus dedos, ele trazia um calendário.
— Do que você está rindo? – perguntei sem me importar de esconder a raiva.
O homem parou de rir e virou seu rosto inexato para mim.
— Ora, ora, alguém finalmente me percebeu parado aqui. Pensei que as pessoas tinham perdido a minha noção. Bom, de fato perderam, mas agora tem uma exceção.
Franzi as sobrancelhas para ele, esperando a resposta.
— Ah! – fez ele parecendo bastante animado. – A sua pergunta...
E tornou a gargalhar sem sequer terminar a frase.
— Ai sabe, estou feliz que alguém tenha vindo perguntar! Eu estou me divertindo há anos com todos vocês! Mas confesso que, em todos esses anos, nunca me diverti tanto quanto agora! – ele soltou outra gargalhada afetada. – Todos vocês correndo de um lado pro outro para matar uns aos outros, atacando gratuitamente quem quer que apareça apresentando uma opiniãozinha diferente, julgando-se entre si por coisas tão supérfluas e inexatas! Rá!
E mais uma risada alta, que durou por volta de uns trinta segundos.
— Não, mas escuta essa. Eu não falei a melhor parte! Todos vocês estão falando que estão com medo, que agora o verdadeiro terror vai começar. A matança gratuita, ditadura, morte de inocentes, morte das minorias... Rá, rá! Agora vai começar... – uma gargalhada. – Essa foi ótima.
Franzi as sobrancelhas pra ele, sem entender. O homem apertou os lábios, tentando segurar o riso diante da minha confusão.
— Nossa, vocês são muito burros, mesmo. Tudo bem, vou traduzir – ele começou a folhear o calendário distraidamente. – Vocês estavam mais ou menos assim até alguns dias atrás: uns com medo do socialismo, outros com medo da ditadura, das mortes que viriam, seja por um lado ou pelo outro. O socialismo vai encher a barriga dos que estão no poder e deixar a população na merda! Vão roubar o nosso dinheiro! A ditadura vai matar inocentes, matar minorias! Vão nos torturar!... Como se nada disso já não estivesse acontecendo!
E dessa vez, o homem do relógio gargalhou tanto que demorou cerca de dois minutos até ser capaz de falar de novo.
— Sabe, é incrível como vocês estão se atacando, acabando com amizades, laços familiares e até se matando pra defender ideologias e políticos que são os verdadeiros assassinos de vocês, rá, rá!! Roubam, enganam, matam, ignoram, trucidam, esmagam, rá, rá! Ovelhas escolhendo se vão morrer pelos lobos ou pelo leão, e ainda no processo, se matam entre si!
Meu coração estava disparado enquanto ouvia o que o homem dos relógios falava. A realidade ao meu redor, o caos, aos poucos começava a parecer ainda mais sufocante... Porque agora ele não fazia sentido.
— O melhor de tu-do – continuou ele entre risadinhas – É que os caras que vocês tanto veneram, esses políticos, não precisaram fazer nada, nadinha, nadica de nada com as próprias mãos para que vocês se atacassem e se matassem, virando vocês um contra os outros! Só precisaram falar borracha na TV ou na Internet e, tcharam! A magia se consumou! – mais garalhadas – Ai, eu não me relaciono mais com aquela pessoa porque ela votou em fulano de tal. Ai o beltrano que votou no beltrano, sabe? Se ele votou nele, significa que ele automaticamente se transformou naquela pessoa e concorda com tudo o que ele diz e é tudo o que ele diz! Ai seu facista, ai seu socialista!
Mais um acesso doentio de gargalhadas, lágrimas escorrendo por seu rosto mutante.
— Bom que vocês se acusam sem se conhecer, é maravilhoso! Meter um rótulo na testa das pessoas é fácil pra vocês, e esse rótulo é o suficiente pra vocês odiarem uma pessoa a ponto de desejar a morte dela! In-crí-vel! E o melhor é que vocês não sacaram ainda que, enquanto vocês estão brigando entre vocês, os seus líderes tão amados e defendidos por vocês estão lá, enfiando o dinheiro de vocês no bolso, fazendo piscina com eles... E bom que assim eles conseguem matar mais ainda de vocês, e vocês nem veem que foram eles os culpados. Quem você acha que não botou o dinheiro pra ter o soro praquela menininha de quatro anos que passou por aqui agorinha? Quem você acha que não deu recurso praquele médico salvar a vida daquele menino? Ou não colocou o devido patrulhamento pra impedirem aquela mulher de ser estuprada? Os aqueles outros dois de serem agredidos? Oh, não, não. Essa melhor. Quem você acha que não investiu na educação decente pra galera ser mais cidadã e respeitar todo mundo, todo mundo usufruindo da Constituição, etc...
O homem dos relógios abriu um sorriso macabro pra mim. Dei dois passos para trás.
— Continuem! – provocou ele. – Continuem se odiando! Ódio gerando ódio, um ciclo sem fim que vai matar todos vocês! E eu vou ficar aqui, só assistindo vocês morrendo, colhendo o ódio que plantaram, sem chegarem perto de entender que evitar tudo isso era a coisa mais fácil do mundo!
Eu não tinha percebido que meu rosto havia se encharcado de lágrimas. Meu peito estava pesado, apertado. Estava com medo, apavorada. Queria que tudo parasse, mas... O que eu poderia fazer sozinha?
— Você sabe... Sabe como parar isso?
O sorriso debochado do homem se desmanchou, dando lugar a uma expressão sombria. Ele ergueu um braço, e depois o indicador, apontando numa direção.
— Eu não posso te responder isso. Mas ela pode.
Voltei o rosto para a direção que ele apontava. Ao longe, vi uma mancha cinza gigantesca que se estendia na horizontal de um lado a outro. E, contra ela, via-se a silhueta de um vulto encolhido e trêmulo. Por instinto, vire-me e comecei a caminhar naquela direção. Entretanto, de súbito, estaquei e voltei-me para o homem dos relógios.
— Uma última pergunta: quem é você pra saber de tudo isso?
Um sorrisinho curvou seus lábios.
— Ah, eu sempre estive por aqui. Observando. Na verdade, estou aqui e em todos os lugares. Passo em todos eles.
Assenti, ainda meio confusa com todas as informações que aquele homem estranho me dera. Acenei e me virei, e quando dei meu segundo passo, ouvi um soluço. Dois. Não precisei me virar pra saber que o homem dos relógios chorava.
Quando me aproximei o suficiente da mancha escura, percebi que era, na verdade, um muro. De longe, achara aquele cinza intimidador e sombrio, mas ali, podendo enxerga-lo mais de perto, percebi que a cor cinza nunca for a inspiradora do medo. Contra a textura lisa rachada em vários pontos, haviam números escritos de vermelho. O cheiro de ferro me denunciou a natureza da tinta usada para escrevê-los antes que eu o alcançasse. Parei de caminhar e encarei os dígitos macabros. No topo, os primeiros números que apareciam eram 2018 e 2017. Olhei para a esquerda e vi que a contagem decrescente seguia até se perder de vista. A maior quantidade de números estava sob o número 2017. 59.103, 60.018, 445... E entre os valores, haviam palavras escritas em letras menores: recorde, aumento de 30%, aumento de 8,4%, há ainda os não registrados...
Por fim, voltei minha atenção para o vulto encolhido. Era uma mulher jovem, e pelo cabelo preto como a noite e liso, escorrendo pelas suas costas, somados às pinturas e as penas e folhas verdes que lhe cobriam o corpo, deduzi que fosse uma índia. Entretanto, sua pele não era avermelhada: era de um tom chocolate amargo. Me aproximei devagar e com cuidado, abaixando-se para tocar em seu ombro. A índia, assustada, ergueu os olhos e se afastou bruscamente.
— Calma, calma! – eu disse erguendo as mãos como se me rendesse. – Não quero te machucar! Eu queria... queria perguntar uma coisa.
A índia relaxou um pouco, me encarando com olhos inchados de tanto chorar. Seu rosto era redondo, e estava adornado com uma pintura amarela em um padrão formado por losangos. A boca estava pintada no mesmo tom amarelo. Seus olhos puxados, nos quais esperei encontrar írises negras feito jabuticabas eram de um azul celeste profundo salpicado de estrelas brancas. Entretanto, distorcendo toda essa beleza, havia uma série de machucados e hematomas cobrindo todo o seu corpo. Ainda desconfiada, ela me avaliou por alguns segundos e, com uma voz profunda e antiga, que parecia vir das profundezas da terra, disse:
— O que você quer saber?
Ergui o rosto e olhei por alguns instantes na direção da qual viera.
— O homem dos relógios me mandou aqui. Perguntei pra ele se sabia como parar esse caos todo. Ele disse que sabia, mas que só você poderia me responder.
A índia baixou os olhos, unindo as mãos e pressionando-as contra o peito. Lágrimas cintilantes, que pareciam ser da água mais pura do mundo, escorreram por seu rosto adornado por pinturas e ferimentos.
— Meus filhos... Por quê? Por que eles estão fazendo isso? Eles ainda não entenderam que a desunião entre irmãos jamais salvará uma família?
Pisquei, confusa.
— Estão todos se matando, matando por coisas que acham que sabem uns dos outros. Por rótulos, por pessoas que não valem a pena. Sei que tem filhos meus, principalmente os que almejam o poder, que se corromperam e desejam apenas o mal. Mas sei também que eles são poucos comparados aos que tem coração realmente bom. Eles deviam estar unidos, unidos contra todos aqueles que desejam o mal pra mim. Mas não! Eles se dividiram, julgando uns aos outros sem se conhecerem verdadeiramente, atacando por motivos supérfluos! Eu já perdi filhos demais em todos esses séculos... Não quero perder mais nenhum! Olha... olha quantos já me custaram...
Ela fez um gesto trêmulo para o muro.
— Mas eles, além de se atacarem, estão me desejando o mal. Querem que eu seja judiada e esquecida por mais quatro anos... Tudo pra poderem jogar na cara um do outro, tudo por essa sensação arrogante de poder dizer que o outro estava errado. Eles não percebem o quanto eu já sofri, eles acham que veem meu sofrimento, mas não veem! Acham que sabem o que é melhor pra mim, mas não sabem! De um jeito ou de outro, haveria luta, eles precisariam lutar juntos! Estão todos cegos... Eles não querem ver que, na verdade, todos estavam errados desde o começo. Estavam errados, porque me abandonaram a mercê dos maus. Quando é que eles vão parar de brigar? Quando vão parar de me desejar mal? Quando eles vão se lembrar... Que somos todos uma família?
Baixei os olhos e lágrimas tornaram a escorrer.
Então era isso.
Avancei na direção da índia e me ajoelhei diante dela. Estendi as mãos e pousei-as sobre as dela, envolvendo-as com carinho.
— Me desculpe... Me desculpe por não termos cuidado bem de você. Por brigarmos por coisas sem sentido, como nessa época de escolher os líderes, sendo que depois todos esquecem. Ninguém vigia o que estão fazendo com você. Só servimos para adotar políticos achando que, serão nossos salvadores e, no fim, serão nossos predadores. Me desculpe por ainda não entendermos que precisamos lutar juntos, e que o ódio só vai parar no momento que optarmos pela gentileza. Gentileza em todos os momentos. No ônibus, na rua, na escola, no trabalho, dentro de casa, na Internet... – apertei as mãos dela com um pouco mais de força. – Eu quero fazer alguma coisa. Sei que não consigo mudar nada sozinha. Mas quero começar... uma pequena mudança.
Fechei os olhos e esperei. Ficamos as duas, imóveis por alguns instantes, até que a índia se mexeu, fazendo-me abrir os olhos. Ela se levantou, parou ao meu lado e me ajudou a me colocar de pé. Delicadamente, ela tocou em meu braço e disse:
— Estende a sua mão, filha.
Fiz o que ela pedia. Estendi minha mão na direção do vazio.
— Agora feche os olhos.
Fechei. Meu campo de visão tornou a ficar escuro, e, subitamente, percebi que parar de chover.
— Agora, basta que você segure a mão de quem aparecer. Segure, não solte e faça o bem ao seu irmão. Independente de quem ele seja – ela afagou com carinho a minha cabeça e me deu um beijo na bochecha. – Ah, e não desista. Pode demorar para aparecer os filhos que tomam a mesma iniciativa que você, mas eles estão aqui.
A presença da índia se desfez como se ela tivesse se desmanchado no ar. Fiquei ali, parada, esperando por longos minutos. Depois de algum tempo, decidi caminhar devagar. Caminhei pelo que me pareceram dias, mas num determinado momento, senti alguma coisa roçando na minha mão. O toque durou apenas um segundo, sendo substituído pela sensação de dedos envolvendo a minha mão, segurando-os com força. Devolvi o aperto, sentindo o alívio se alastrar pelo meu peito. Quis passar segurança através do meu aperto. Quis dizer que ficaria tudo bem, e que eu lutaria do lado daquela pessoa, independente de que ela fosse. Que eu sorriria para ela, daria meu lugar no ônibus para ela sentar, devolveria a carteira caso a visse cair, acudiria se precisasse de ajuda, daria bom dia, respeitaria seu trabalho e reconheceria seu valor.
Queria dizer que ela não estava sozinha.
Eu não estava.
Nenhum de nós está.
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