Pássaro Negro
21 Em mãos
Notas iniciais
Se contasse a qualquer um que conseguiu entrar e sair do castelo de Clarines sem acordar o guardião, duvidariam de sua palavra até sua morte. E não os culpava por isso.
Mas é claro que nem tudo é perfeito.
Precisou apressar-se em seu caminho de volta e, por alguns minutos, não despertou o guardião enquanto desenterrava o cristal enfeitiçado de Serena. Se fosse pega naquele momento poderia se matar; cumprir uma missão pessoal de alto risco e ser pega por idiotice em seu final seria o maior desgosto de sua vida.
Arrumou a habena do cavalo, montando para descer a montanha. O sol começava a nascer, o que a fez apressar um pouco sua descida; seria estranho se alguém a visse ali, apesar de ter certeza de que conseguiria livrar-se bem de suspeitas.
Não lhe chamavam de Belladonna à toa.
Não ousou abrir sua bolsa até finalmente afastar-se do distrito de Clarines; quando abandonou seu cavalo perto de algumas casas e seguiu a pé até uma praia isolada onde se escondia. Sentou-se na areia e, após olhar ao redor, retirou da bolsa o antigo caderno que contava uma parte oculta da história.
Em mãos, o diário da última rainha Milleor.
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