Notas iniciais
Oi, gente, é a Gabi. Como vão? Ufa, finalmente apareci, não é? Estava como um autora fantasma. kkkk Não sei todos sabem, mas eu ainda estudo, não mais no colégio, já passei dessa fase da vida (graças ao bom Deus), agora faço curso técnico antes de entrar na faculdade e na maior parte do tempo estou cheia de trabalhos, que me tomam a semana inteira, principalmente os finais de semana, por conta disso, que esse capítulo demorou muuuuito mais para sair. E também porque troquei de computador recentemente, (menos de uma semana atrás) e tive que passar todos os arquivos do antigo para o novo, sem contar que o pc veio sem o pacote office e tive que esperar pela boa vontade do meu irmão mais velho para instalar para mim. Então, sem mais delongas, aí vai o capítulo e espero que gostem! PS: obrigada a todos que comentaram o capítulo anterior, seus comentários nos motivam a continuar!

Cause when I'm down and I'm done

And I'm coming unplugged

When I'm ready to fall, you're the one

Always holding me up, with love (oh no no)

***

With Love — Christina Grimmie

Elena acabara de colocar os cookies no forno. Os biscoitos seriam a sobremesa das crianças. Desde que acordara, não conseguia desocupar-se para não lembrar-se da discussão que tivera com Damon mais cedo. Queria poder voltar no tempo e apagar tudo aquilo.

Não deveria ter dado corda as investidas de Joseph. Nem por ciúmes ou qualquer outra coisa. Era uma mulher casada! Casada e com ciúmes. Não que isso a justificasse, mesmo que Damon tivesse sua parcela de culpa. A verdadeira culpa estava em sua mente e mania de deturpar tudo o que lhe era dito em seus momentos de raiva.

O seu dia se arrastou de forma quase infinita. Após o almoço, buscou as crianças na escola, deu-lhes o almoço, banhou James, Hope e Grace, ajudou Stefan com o dever de casa e coloriu desenhos com Rafael.

Já passavam das cinco e meia, quando o telefone tocou. Esperava que fosse Damon, avisando que estava preso no transito e se atrasaria para o jantar.

— Alô? — Elena reconheceu o número do hospital. Não o do gabinete ou do celular de Damon.

— Elena? — Elena reconheceu a voz de Heather, recepcionista do hospital.

— O que houve, Heather? — Um aperto tomou seu peito.

— O Sr. Salvatore, digo, Damon, sofreu um infarto e teve de ser internado. Preciso que você venha até aqui. Por favor. — Elena teve que se segurar para não cair, não conseguiu impedir o ofego que lhe escapou chamando a atenção de Stefan.

— Eu... Eu estou indo. — Desligou o telefone já discando o número da casa de Caroline que atendeu do segundo toque.

— Oi, Lena! — Atendeu com animação.

— Carol, eu preciso que fique com as crianças, por favor. — Elena tentava manter as lágrimas sob controle. Não poderia se desesperar, tinha cinco crianças na sala e não queria promover o pânico.

— O que houve, amiga? — Carol, conhecendo Elena como ninguém, logo detectou um problema.

— O Damon... Hospital. — A voz de Elena falhou, o choro estava a ponto de sair. Stefan levantou-se de seu lugar e parou ao lado da mãe segurando-lhe a mão. Esse pequeno gesto fez as lágrimas da morena transbordarem.

— Ele está no hospitalizado? — Elena balbuciou um sim. — Certo, estou indo buscar as crianças e te deixo no hospital. — Não esperou uma resposta de Elena e desligou.

— Vai ficar tudo bem, mamãe. — Stefan acariciou os cabelos da mãe. Elena não podia acreditar que estava sendo consolada por seu filho de seis anos. Ela era o adulto ali! Mas não conseguia pensar em nada que não fosse seu marido.

Stefan continuou ao lado da mãe em todo o tempo que Caroline demorou para chegar.

Carol encontrou Elena com os olhos vermelhos e Stefan agarrado a sua perna. Não ousou perguntar, apenas puxou a amiga para um abraço tentando confortá-la.

— Quem quer ir para a casa da tia Carol? — As crianças gritaram ao mesmo tempo um sonoro “eu”. Elena rapidamente foi aos quartos das crianças e preparou três mochilas com roupas suficientes para um dia agitado de Stefan, Rafael e James e uma grande bolsa rosa para as gêmeas.

Acomodaram todos em suas cadeirinhas na minivan de Caroline e partiram. Carol deixaria Elena no hospital e seguiria para sua casa com as crianças. Elena perdeu-se em memórias assim que o carro dera partida.

— A noite está tão quente! — Elena anunciou ao namorado que acabara de sair do banho. — Deveríamos ir à praia. — Damon apenas sorriu para a mulher deitada na grande cama do quarto do Hotel Shutters On The Beach.

— Não acha que está tarde para ir à praia? — Damon perguntou tirando uma cueca de sua mala e a vestindo.

— Não... talvez ela esteja deserta e possamos nadar pelados. — Damon riu alto da ideia da namorada.

— Se é assim, então vamos. — Vestiu uma bermuda e uma camisa qualquer e logo deixaram o hotel caminhando para a praia no sentido contrário ao que as pessoas iam.

Elena ria das coisas bobas que Damon dizia. Caminharam de mãos dadas por vários minutos vendo o fluxo de transeuntes diminuir gradativamente, até estarem sozinhos numa parte afastada da praia.

Elena jogou-se na areia e se colocou a admirar o céu estrelado. Damon sentou-se ao lado da namorada e segurou-lhe a mão. Tinha adquirido uma necessidade quase que absurda de estar em contato com Elena a todo momento. Seja segurando sua mão, com ela em seus braços ou tendo de ligar para ela ao menos uma vez quando estão separados por motivos adversos, mesmo que trabalhassem no mesmo hospital e pudessem se ver entre as reuniões e as emergências.

Ele não se achava pegajoso, ao menos Elena nunca reclamara disso. A morena até gostava de toda essa atenção. Provava que ele tinha olhos apenas para ela e não se importava com todas as mulheres oferecidas que entravam no hospital, enfermeira ou não.

— Sabe... — Elena quebrou o silencio — Quando eu era criança, Kath e eu costumávamos ficar na casa de meus avós todos os dias após a escola, porque minha mãe sempre estava ocupada demais. Nós passávamos horas deitadas no gramado do jardim observando o céu. Kath amava ver as nuvens darem lugar as estrelas. Eu também amava aquilo. Principalmente as estrelas. — A morena sorriu saudosa. Damon apenas apertou-lhe a mão em um gesto de conforto. — Eram bons tempos.

— Eu nunca tive muito tempo com o Stefan, ele era bem mais novo que eu. Nós dois gostávamos de sentar embaixo de uma árvore que tínhamos no quintal e comer biscoitos, ou atormentar as pobres formigas destruindo seus formigueiros — Elena gargalhou. — Geralmente, recebíamos umas boas mordidas. — Ele suspirou com um sorriso no rosto. Agora já não doía tanto falar de Stefan. Elena o ensinou a lidar com isso.

Elena sorriu para o homem ao seu lado. Amava vê-lo falar de seu irmão. Assim sabia que ele estava superando. Observaram o mar por alguns instantes, a lua acima do horizonte formava um reflexo nas águas calmas. Gostavam daquela calmaria que o mar lhe oferecia àquela hora da noite. Talvez pudessem voltar a Los Angeles mais vezes.

— Eu gosto daqui. — Elena murmurou. — Quero dizer, da calma que esse lugar me traz. — Comentou.

— Mas você não é fã do calor. — Damon deitou-se ao seu lado e abraçou a namorada, passando um braço por sua barriga.

— Não mesmo. Amo o ritmo caótico de NY e o frio quase insuportável. Mas, podemos tirar férias e vir para cá novamente. — Explicou-se.

— Sendo assim, não vejo problema. — Ficaram em silencio por um momento com Elena massageando o couro cabeludo de Damon. — Eu te amo. — Os olhos azuis de Damon pareciam mais intensos ao encara-la daquela forma.

— Eu também te amo. Muito. — A morena respondeu com um sorriso genuíno enfeitando seu rosto.

— Aquela ideia sobre nadarmos pelados ainda está de pé? — Damon perguntou, tentando descontrair e arrancando uma risada alta de Elena que rapidamente levantou-se e despiu-se correndo para o mar.

O carro parou em frente ao hospital e Elena preparou-se para descer, quando viu seu filho mais velho abrir o cinto da cadeirinha e puxar trava da porta.

— Bebê, onde vai? — Elena perguntou.

— Vou com você, mamãe. Não quero que fique sozinha. — O menino, naquele momento, transparecia uma seriedade muito maior do que a de uma criança.

— Meu amor, é melhor você ir com a tia Carol. Tudo bem? A mamãe vai ficar bem e seus irmãos precisam de você. — Elena esticou-se e acariciou os cabelos escuros do filho. Tão parecido com o pai! Elena pensou. Stefan a olhou com um misto de indecisão e dúvida. — Posso contar com você? — Elena perguntou com um leve sorriso. O garoto assentiu e sorriu para a mãe. — Ótimo! A mamãe ama vocês! — Elena saiu do carro e acenou para os filhos, que faziam o mesmo para ela, até o carro sumir de seu campo de visão. Em seguida, entrou no hospital sentindo toda a aflição anterior retornar a seu corpo.

E se o caso de Damon fosse pior do que pensava? Sabia muito bem como funcionava o infarto e as sequelas poderiam ser sérias e permanentes.

— Elena! — A Recepcionista chamou-a. Nunca gostou que a chamassem por sobrenome e acreditava que o tratamento mais pessoal motivava os funcionários — Damon está em atendimento, terá de ficar na sala de espera. — A morena apenas assentiu e continuou seu caminho para a sala de espera.

Sentou-se em um dos sofás e esperou. Até ver Joseph vindo ao final do corredor. Ele parou na recepção e Heather lhe indicou Elena. O cardiologista, caminhou em direção a mulher claramente aflita e ansiosa, tocou-lhe no ombro.

— Como ele está? — A morena perguntou.

— Estável. Não vou mentir, o estado dele é delicado. Se o infarto tivesse sido diagnosticado mais cedo... — Elena o interrompeu.

— Mais cedo? — O que ele queria dizer com aquilo? Será que Damon estava sentido algo e não dissera nada?

— Sim, como deve saber, há meios de identificar quando o infarto está para acontecer. Como qualquer outra doença tem sintomas. O Sr. Salvatore sentiu algo como tontura ou palpitações? — Joseph perguntou. Elena não soubera o que responder. Sentia-se tão mal e culpada. Sabia que por conta de uma briga sem fundamentos, seu marido estava agora internado.

— Eu não... Eu... — Um soluço alto irrompeu por sua garganta interrompendo o que quer que fosse dizer. — Oh, céus! — O médico não soube o que fazer por aquela mulher que chorava histericamente. Era por isso que evitava manter relacionamentos sérios. Não sabia lidar com mulheres. Mesmo que tivessem uma razão nobre para entrar em colapso nervoso.

— Ele está em observação e já administramos a medicação necessária. Só temos que aguardar e verificar o andamento do caso. — Esperou por uma resposta e só obteve um acenar de cabeça, então deixou o recinto silenciosamente.

Elena permanecia sentada com as mãos no rosto, chorando e recordando-se de seus momentos com o marido. Sua viagem ao Brasil, as primeiras férias com as crianças e tudo remetia ao quanto ele a amava. Como pudera duvidar disso por um momento sequer?

Damon dirigia com um sorriso em seu rosto, a mulher ao seu lado quase quicava de ansiedade no banco do carona. Imaginava como Elena ficaria feliz com a surpresa que comprara para ela.

Havia mais ou menos dois meses que recebera a notícia que mudara sua vida da noite para o dia. Não cabia em si de tanta felicidade. Era um menino! Descobriram na semana anterior em uma das consultas. Poderia ensinar seu filho a jogar baseball, como conquistar garotas e essas coisas que homens fazem. Ainda queria ter uma menina — e teria —, mas seu filho poderia ajudá-lo a cuidar e proteger sua menina.

Parou em frente a um condomínio fechado, falou com um dos seguranças pelo alto-falante e logo a passagem fora liberada. Percorreram um quarteirão e Damon estacionou na garagem de uma das casas assim que o portão abriu-se, automaticamente.

Ao contrário do que Elena pensara, as casas não eram iguais. Todas foram construídas de acordo com o dono. E, mesmo sendo um condomínio, as casas — mansões — eram individuais, com muros e portões separando cada uma delas.

Mas, a casa na qual pararam, era diferente. Estava pintada de uma cor semelhante a um coloração creme. Tinha três andares, um jardim enorme a frente e uma garagem com espaço para três carros.

— Gostou? — Damon perguntou ansioso. Ainda que Elena mantivesse uma expressão deslumbrada, era impossível não ficar receoso quanto a reação de Elena.

— É linda! — A morena sorriu sonhadora. — Mas porque estamos aqui? — Quis saber.

— Promete não ficar brava? — Sabia que Elena não gostava quando gastava muito dinheiro com ela. A mulher apenas franziu o cenho e esperou que continuasse — Essa casa, é sua. Quero dizer... É nossa. — Falou de forma cuidadosa. — Em alguns meses nosso bebê virá ao mundo e não acho que um apartamento no centro seria o melhor lugar para uma criança. Sem contar que teremos mais espaço para os próximos. — Deu de ombros com um sorriso encabulado.

— Eu... Sabe que não precisava de algo tão grande. Eu viveria muito bem em uma casa no Brooklyn — A expressão de felicidade que estava no rosto de Damon desmanchou-se gradativamente... — Mas eu amei esse lugar! — Exclamou ansiosa. Beijou os lábios do marido carinhosamente. — E eu amo a sua preocupação com o nosso bebê. — Automaticamente as mãos de ambos foram para a barriga da morena, que já mantinha um leve, porém visível, volume. — Eu te amo! — Sussurrou com os lábios próximos aos de Damon.

— Eu te amo mais, muito mais do que achei ser possível algum dia. — Retribuiu o selinho que Elena lhe dera. — Mas, sem enrolação. Vamos ao que interessa, conhecer essa casa e estrear todos os cômodos, se é que me entende. — Damon mexeu a sobrancelhas para cima e para baixo de forma sugestiva, mas que fora tão engraçada para Elena que lhe arrancou uma gargalhada, que fez Damon sorrir, completamente contente. — Amo quando ri assim! Agora vamos, preciso apresentá-la a casa e, após isso, teremos mais cinco meses para aproveitar todos os cômodos que essa maravilhosa residência nos oferece! — Damon exclamou animado e puxou Elena pela pequena escada, desaparecendo porta a dentro.

Os dois realmente estrearam e batizaram cada canto daquela casa. Sorriu com essa lembrança.

Recordou-se de que deveria ligar para Caroline. Sabia que a amiga deveria está louca de preocupação.

Levantou-se do sofá retirando o celular do bolso de sua calça jeans. Suas pernas doeram quando se pôs de pé. Quanto tempo ficara sentada ali? Certamente, muito tempo. Se perdera em suas memórias felizes e não vira a hora passar.

No visor do celular apontava-lhe que já se passavam das nove da noite. Então estaria ali por muito tempo.

Antes de ligar para Caroline, percebeu que havia uma mensagem em seu correio de voz. Era de Damon. Fora pouco antes da cinco. Elena discou o número do correio eletrônico, aguardou até que pudesse ouvir a mensagem. A voz de seu marido a fez sorrir, momentaneamente.

Amor... Elena! Eu... não sei se você vai receber essa mensagem ou se vai ouvi-la. O fato de não me atender diz muitas coisas. Talvez ainda esteja com raiva. Só... queria dizer que eu te amo. Amo mais do que amo a mim mesmo. Você e as crianças são as coisas mais importantes que eu tenho. Eu, realmente, sinto muito que tenha dado a entender que nosso casamento é menos importante que um contrato. É para sempre, lembra-se? Eu te amo, e peço que nunca esqueça disso. Porque, você é tudo o que eu tenho. Você me fez melhor Elena, sem você, não sei o que seria de mim hoje. Talvez nem estivesse vivo! — Pôde ouvir um suspiro. — Você sabe que eu sempre falo besteiras quando estou nervoso. Mas, irei entender caso não me queira mais. Assinarei tudo o que for necessário, se isso fizer te feliz. — Os olhos de Elena encheram-se de lágrimas. — Só peço que me perdoe. E vou esperar o tempo que for para isso. E... — Ouviu um pigarro, ele claramente tentava segurar o choro. — Estou falando demais. — Uma risada seca e sem humor ecoou na mensagem — Peço que não se esqueça do que vivemos e o que superamos para estarmos aqui. Eu te amo. — E a chamada fora encerrada.

Se, o coração de Elena já estava apertado, não saberia descrever como sentia-se naquele momento. O choro tomou-a novamente e todo o esforço que fizera antes para controla-lo, seria ineficaz.

Fora tão estúpida! Por conta de seus ciúmes idiota, seu marido estava em um hospital.

...

Após ligar para a amiga e informar o estado do marido. Disse que passaria aquela noite no hospital, esperando mais notícias de Damon.

Não sabia quanto tempo estava ali, na verdade, tinha medo de descobrir. Já havia recebido várias ligações, Katherine, Rebekah e Ally em intervalos regulares de tempo. Poderia ser um mal sinal. Por sua experiência, sabia que o estado de um paciente poderia ir de estável a instável em poucos minutos. E temia que isso viesse a acontecer.

As enfermeiras a olhavam com pena, mas não ousavam se aproximar para lhe dar alguma informação. E, Elena não tinha forças para ir até elas. Esperaria até que Joseph viesse lhe dizer que poderia vê-lo. O que, de acordo com suas contas, não demorou a acontecer, se levasse em conta o tempo que já estava ali.

Joseph surgiu de um dos corredores e foi até Elena.

— Elena, apenas quero te avisar que Damon ainda está na UTI. Está estável e talvez amanhã já possa vê-lo. Tudo dependerá de como ele vai passar essa madrugada. Talvez você deva ir para casa e ficar com as crianças até que... — Elena o interrompeu.

— Não sairei daqui, não sem o meu marido. — Sua entonação demonstrava toda a determinação. O médico soube que jamais a tirariam dali.

— Tudo bem. — Suspirou. — Mas, infelizmente, só poderá vê-lo amanhã, durante o horário de visitas. — Elena apenas concordou e deixou seu corpo cair em uma poltrona, sem ao menos ter percebido que havia levantando-se.

...

Fora preciso mais um dia dentro daquela sala de espera até que Damon fosse movido da UTI para um quarto. Saíra rapidamente para ir até a casa de Caroline ver o os filhos e lhes contar a verdade. Jamais os iludiria com a história de uma viagem. Os três mais novos, foram distraídos com desenhos para o pai, apenas Stefan e Rafael fizeram perguntas sobre quando pai voltaria para casa e se poderiam vê-lo.

Após responder todas as perguntas de dar atenção as suas crianças, retornou ao hospital e encontrou Joseph. Ainda não estava no horário de visitas, mas ainda era a mulher do dono do hospital. Tinha regalias que outros não teriam.

Joseph acompanhou Elena até o quarto na UTI e antes de deixa-la entrar pediu um momento para conversar com Damon e verificar se ele já havia acordado.

Damon, sentia como seu corpo leve, relaxado. As palpitações e a tontura que sentira passaram. Lembrava-se apenas de sentira-se mal e então tudo ficou preto. Há quanto tempo estava ali? Como seus filhos estavam? E Elena? Ah, Elena! Será que ela lhe pediria o divórcio?

A porta abriu-se e Joseph passou por ela. Foi inevitável. Assim que avistou o homem, seu rosto se fechou. Mesmo que ele não tivesse total culpa, não podia deixar de culpa-lo por sua briga com Elena. Ainda que soubesse que todo mérito era seu.

— Damon, sabe onde está? — O homem perguntou a ele. Damon apenas assentiu. Não poderia responde-lo, sentia a garganta seca e uma vontade quase insuportável de xingar o homem a sua frente. — Certo, você sofreu um infarto. Por isso está aqui. — Damon assentiu novamente. Joseph estava visivelmente acanhado sob o olhar fulminante do chefe. Podia sentir as ondas de animosidade vindo dele. Sabia que Damon era um soldado e tinha uma mira impecável. Não queria a ira daquele homem. — Elena está aí fora e quer ver-lhe, posso manda-la entrar? — Os olhos do moreno arregalaram-se em surpresa.

Não acreditava que Elena estava ali, não depois de tudo. Assentiu novamente e Joseph deixou o quarto. Será que estava ali para comunicar que não estavam dando certo e que queria o divórcio? Sentiu seu peito doer com o pensamento. Bom, ela teria que pedir, porque, no que dependesse dele, Elena continuaria sendo sua para a eternidade.

Do lado de fora, Elena sentia suas mãos soarem em expectativa. Queria ver seu marido e saber se estava bem. Não se importava mais com brigas ou qualquer outra coisa, só o queria vivo e bem para lhe ajudar a criar os filhos. E, claro estar com ela a todo o momento.

Joseph saiu do quarto alguns poucos minutos depois de entrar e disse que Damon estava acordado e que a esperava.

Ao ver a esposa passar pela porta, teve de segurar o choro ao imaginar que logo o deixaria. Suas olheiras comprovavam que mal havia dormido e odiava saber que causara tanto sofrimento, principalmente a ela.

—Damon...

—Elena...

Disseram ao mesmo tempo. A voz de Elena saiu aliviada e chorosa, já a do moreno não passou de um sussurro sôfrego.

— Achei que iria te perder! Porque não me falou que se sentia mal? — Elena já chorava, ajoelhou-se ao lado da cama de Damon e beijou-lhe a mão. — Eu... Me perdoa! Eu fui estúpida e distorci tudo o que você disse. Eu não quero divórcio e espero que você também não queria. Falei tudo aquilo no calor do momento. Me perdoa! — Soluços altos deixaram o peito da mulher. Damon a consolou alisando seu cabelos, na medida que os fios presos em sua mão o permitiam. E sussurrando um fraco “não chore”.

Ver sua amada esposa naquela situação de doía a alma, mesmo que parte dele estivesse grato por ela não querer deixa-lo. Acarinhou os cabelos da mulher até que o choro cessasse.

— Não há o que perdoar. — Sorriu. Ainda sentia-se culpado, mas não diria aquilo no momento. Sabia que acabariam iniciando outra discussão. — Há quanto tempo estou aqui? — Suas palavras eram sussurradas, sua garganta ardia e sentia sede.

— Quase dois dias. — A morena falou levantando-se. Pegou o telefone ao lado da cabeceira da cama e pediu que trouxessem agua para Damon.

Como estariam seus filhos? Inventaram alguma viagem? Oh, céus, precisava vê-los naquele momento. Stefan provavelmente saberia que havia algo errado. Seu filho era tão inteligente, jamais seria enganado por uma viagem. Elena percebeu a inquietação do Damon.

— Eles estão bem, estão com a Carol. Eles sabem que o papei está dodói e não pode voltar pra casa ainda. Estão fazendo desenhos para você melhorar rápido. Hope, Grace e James foram fáceis de distrair, Stefan e Rafael fizeram algumas perguntas que tentei responder da melhor forma para uma criança entender. — Sorriu para Elena, e foi retribuído com um grande sorriso.

Uma enfermeira entrou no quarto trazendo água para Damon, que bebeu rápido e sentiu a ardência sumir.

— Sr. Salvatore, temos cinco pessoinhas ansiosas para lhe ver, posso pedir para entrar? — Todas as enfermeiras conheciam os filhos de Damon, até porque como pai coruja que era, mostrava as fotos de seus filhos para todos, sem contar as visitas semanais que Elena fazia ao hospital, após pegar as crianças na escola.

Damon sorriu para a mulher e pediu que os deixasse entrar. Não demorou muito para que vozes infantis fossem ouvidas. Seus cinco filhos e as duas de Caroline, junto com a própria e Klaus, adentraram o quarto.

As duas garotinhas loiras, filhas de Carol, seguravam pelo cordões grandes balões um rosa e outro azul. Damon sorriu para as meninas, iria perguntar o motivo dos balões, mas fora interrompido por Stefan que rapidamente subiu na cama e abraçou o pai, com força.

O moreno sabia o que aquele gesto significava. Silenciosamente, o garoto dizia que estava feliz por ele estar bem. Retribuiu o abraço como pode. Rafael, James e as gêmeas, lhe entregaram desenhos, o de Rafael tinham sete bonequinhos dentro de um carro, explicou-lhe que era sua mãe, seus irmãos, seu pai e ele.

O de James, um pouco menos legível, eram também sete bonequinhos todos de mãos dadas e os das gêmeas eram apenas rabiscos, mas pode reconhecer a caligrafia de Caroline, com os dizeres “Melhoras papai!”. Damon apenas agradeceu a cada um deles.

—E esses balões, são para quem? —Perguntou paras as duas garotinhas.

— São para você tio. — Charlotte respondeu.

— Mas um deles é rosa. — Uniu a sobrancelhas em confusão.

— Eu falei que o tio Damon gosta de azul. — Charlotte cochichou com a irmã, que fez um bico para o choro.

— Verdade, Claire. Mas eu gosto de todos os presentes que vocês me dão. — A mais nova sorriu para a irmã e entregou o balão para o tio.

E, rodeado por sua família, Damon ficou até que o horário de visitas acabasse sendo mimando por seus filhos, que deitaram todos ao seu lado para lhe fazer carinho.

Hope e Grace mexiam em seus cabelos, Stefan, Rafael e James estavam deitados sobre a barriga do pai. Uma enfermeira trouxe a medicação durante o final da visita, então com os carinhos dos filhos Damon adormeceu, sabendo que aquilo seria somente uma fase de algo muito maior e, ele superaria, se tivesse sua família sempre consigo.

Notas finais
Não deixem de comentar e recomendar! Beijos e até o próximo capítulo.