Páginas em Branco
2 With Arms Wide Open
Notas iniciais
Well I don't know if I'm ready
To be the man I have to be
I'll take a breath, I'll take her by my side
We stand in awe, we've created life
***
Elena pousou a mão sobre a barriga e sorriu. Mordeu o lábio inferior e estacionou o carro enfrente ao hospital no qual trabalhava, saindo logo em seguida. Andou rapidamente e cumprimentou o pessoal, andando em direção à sala onde os exames de sangue eram feitos. Sorriu ao ver Marcy, uma de suas amigas, tirando sangue de um jovem homem de cerca de vinte anos. Elena riu ao notar que a amiga havia realmente pintado os cabelos de ruivo, como havia jurado que faria há uma semana.
— Oi Marcy — cumprimentou-a sorrindo. A mulher sorriu em resposta e questionou, confusa:
— Oi Lena, o que está fazendo aqui? Pensei que estava de folga... — A mulher disse e depois virou-se para o rapaz e disse educadamente: — Prontinho, agora você pode ir embora, os resultados saem depois de amanhã e você pode vir buscá-los — disse sorrindo para o homem, que assentiu sorrindo e retirando-se da sala de exames.
— Na verdade vim para fazer um exame de sangue — falou mordendo o lábio inferior. — Irá atender alguém agora? Pode tirar o sangue para mim e já fazer os testes?
— Claro que posso, mas o que devo procurar, exatamente? — Marcy perguntou franzindo o cenho e pegando uma agulha e uma borracha.
— O hormônio Beta-HCG — disse suspirando e sorrindo logo em seguida. A enfermeira arregalou os olhos e perguntou, atônita:
— Você acha que está grávida? — Elena mordeu o lábio e assentiu em confirmação. A ruiva sorriu para a amiga e abraçou-a com força:
— Não sei se você está mesmo grávida, mas de qualquer maneira, meus parabéns! — Falou olhando para Elena, que suspirou animada e sentou-se na cadeira cinza onde os exames eram realizados.
Marcy procurou a veia no braço de Elena e retirou seu sangue. Logo depois, colocou um curativo na região e disse, segurando os dois vidrinhos de sangue em mãos:
— Vou levar isso para o laboratório e assim que os resultados saírem eu te telefono — Marcy disse sorrindo para a morena, que assentiu e levantou-se, pegando a bolsa e despedindo-se da enfermeira.
Elena entrou no carro e fechou a porta, encostando a cabeça no banco e fechando os olhos por alguns segundos. Pousou a mão sobre a barriga instintivamente e um sorriso de júbilo surgiu em seus belos lábios. Ela sempre sonhara com aquilo... Sempre quis ser mãe, e agora ela podia ver que estava próxima de conseguir aquilo que sempre desejara.
A morena deu partida e voltou para o apartamento, percebendo que Caroline já não estava mais lá. Depois que ela e Klaus casaram-se, os dois compraram um grande loft no outro lado do Central Park, deixando Elena e Damon sozinhos no apartamento da morena. Ela caminhou para o quarto e abriu a gaveta, onde guardava o álbum que Damon a dera anos atrás. No mesmo, diversas páginas foram ocupadas por fotos dos dois juntos... Sorriu diante das memórias vívidas e suspirou pesadamente.
A primeira foto ali era a que o fotógrafo tirou no casamento de Rebekah. As outras mostravam aqueles que foram os momentos mais lindos e importantes de sua vida com ele. Todas as viagens, passeios... E, sob as fotos, as legendas que a morena criou para que jamais esquecesse de cada lugar no qual fora com ele, de cada experiência que vivera ao lado do marido. Nunca pensou que Damon pudesse fazê-la tão feliz, mas a cada dia que passava ele provava-se uma pessoa melhor do que ela jamais pensou que ele seria.
Só então deu-se conta de algo que fez com que seu coração falhasse uma batida. E se Damon não quisesse aquilo? E se ele não quisesse ser pai? Elena sentiu um nó formar-se em sua garganta e respirou fundo, dedilhando o álbum. Eles nunca haviam falado sobre aquilo, sobre a possibilidade de terem um filho, e agora ela já não sabia mais como se sentir. Guardou o álbum em seu devido lugar e sentou-se na cama, pensando em tudo o que estava acontecendo-lhe.
As horas passaram lentamente, e a morena mal podia controlar sua ansiedade. Sentiu náuseas duas vezes naquela tarde e a cada enjoo tinha a certeza de que estava realmente grávida. Assustou-se quando ouviu o som de seu celular tocando e logo atendeu-o, sorrindo ao ver o número de Marcy na tela.
— Oi, Lena... Tudo bem? — Questionou.
— Tudo sim, Marcy. O resultado já saiu? — Ela perguntou sem rodeios, apenas precisava saber se estava ou não grávida.
— Já sim, Lena... Meus parabéns, você está mesmo grávida — a enfermeira disse sorridente. Elena respirou fundo e sentiu seu coração acelerar diante daquela revelação.
— Muito obrigada, Marcy. Tchau — falou sorrindo abobalhada.
— Magina amiga, tchau — a mulher disse e logo depois desligou a ligação. Elena mal podia acreditar que aquilo era verdade. Ela não podia conter toda animação que sentia diante daquela revelação. Respirou fundo e ligou para Caroline.
— Alô? — A loira questionou abrindo a geladeira de sua casa. Elena suspirou e disse:
— Oi, Carol — parou e respirou fundo: — Lembra que você me pediu para ir ao médico?
— Lembro sim — Caroline disse franzido o cenho. Elena mordeu o lábio e disse:
— Eu fui ao hospital e fiz um exame de sangue... E eu descobri algo.
— O que foi que descobriu, Elena? Desembucha! — A morena disse irritada. Elena riu diante do comportamento da amiga e falou:
— Eu estou grávida — falou de uma vez só. Por alguns segundos, não ouviu nada do outro lado da linha. Porém, assustou-se ao ouvir um berro agudo e afastou o celular do ouvido, assustando-se ao perceber que a amiga surtara. Ao perceber que Caroline havia parado de gritar, reaproximou o celular do ouvido e ouviu ela dizer:
— Ai amiga, estou tão feliz por você! Já contou ao Damon?
— Não, ainda não... E para ser sincera, eu estou com medo da reação dele — Elena disse honestamente. Caroline franziu o cenho no outro lado da linha e perguntou:
— Por que?
— Porque eu não sei se ele irá gostar da notícia... Eu não sei se ele quer ser pai — admitiu fechando os olhos e respirou fundo. Caroline sentou-se no sofá e falou:
— Eu tenho certeza de que ele irá amar a notícia, Lena! Não se preocupe com isso — disse, em uma tentativa de animar a amiga. Elena assentiu e disse:
— É... Eu acho que você tem razão — disse cruzando os braços. — Só não conte nada para o Klaus ainda, okay? Ele tem boca grande e certamente irá comentar com Damon — a morena disse fazendo uma careta.
— Pode deixar, vou manter o segredo guardado — falou suspirando. — Tchau amiga.
— Tchau — Elena respondeu e logo depois encerrou a ligação. Encolheu-se na cama e respirou fundo, afagando sua barriga ainda plana.
...
Damon saiu do hospital e adentrou em sua BMW preta rapidamente, girando a ignição e saindo da garagem. Olhou para o relógio e sorriu ao ver que ainda eram cinco da tarde. Poderia passar o resto daquele dia ao lado da esposa, que quase não vira durante aquela semana. Gerenciar o hospital estava tornando-se cada vez mais complicado, mas ainda assim, como dono do lugar, ele podia decidir quando ir embora, quando tirar férias e a que horas podia chegar ao trabalho...
As ruas de Nova York estavam cheias, mas ainda assim, não demorou muito para que Damon chegasse ao seu apartamento. Naquele instante percebeu que precisava comprar uma casa para ele e sua morena, já que queria ter mais espaço. Cumprimentou o porteiro e subiu. Ao entrar no apartamento, percebeu que não havia ninguém na sala, e tal fato deixou-o ligeiramente confuso. Caminhou para o quarto e abriu a porta, sorrindo ao ver sua morena deitada na cama, assistindo Hora de Aventura.
— Oi, Lena — disse sentando-se ao lado dela, que sorriu e disse, olhando-o:
— Oi... Como foi o trabalho?
— O de sempre... Você está se sentindo melhor? — Ele perguntou preocupado. Nas últimas semanas, notara que a esposa acordava sempre enjoada, e quase nunca comia corretamente.
— Estou sim, obrigada — ela disse suspirando e desligando a televisão. — Nós precisamos conversar — pediu séria. Damon franziu o cenho e ajeitou-se na cama, ficando de frente para Elena.
A morena não sabia o que dizer. Os olhos azuis de Damon encaravam-a com intensidade, fazendo-a segurar ambas as mãos dele com força. O rapaz encarou-a preocupado, esperando o que ela tinha a dizer. Começara a ficar angustiado, e um nó formou-se em sua garganta. Elena notou a agonia evidente no olhar do marido e logo percebeu que precisava dizer logo a ele. Respirou fundo e falou:
— Eu estou grávida — lançou as palavras ao ar. Damon estagnou diante do que ouvira, e sentiu o recinto comprimir a sua volta. Um choque imediato o dominou, ele não soube o que dizer.
— Diga alguma coisa — pediu desesperada. O rapaz encarou-a e emudeceu-se novamente. Ele simplesmente não sabia o que dizer, ou como agir. Levantou-se e falou, olhando-a:
— Eu preciso dar uma volta — disse virando-se. Elena ofegou e murmurou:
— Mas... Precisamos conversar sobre a gravidez.
— Por favor, Elena — Damon disse ríspido. A morena encolheu-se e observou o marido retirar-se do quarto. O rapaz pegou as chaves do carro e os documentos e logo saiu do prédio, adentrando o carro e dirigindo rapidamente pelas ruas de Nova York.
Elena secou uma lágrima tímida que caía em seu rosto e levantou-se, caminhando em direção à sala vazia. Acariciou a barriga com carinho e suspirou. Nada iria arruinar sua felicidade, nem mesmo a reação adversa de seu marido. Sentou-se no sofá e ficou ali, no escuro, afagando sua barriga com carinho.
...
Damon saiu do carro e sentou-se em dos bancos do parque, respirando fundo. Olhou para o Céu e sorriu ao notar que o Sol começara a se pôr no horizonte, e que a lua já ocupava seu lugar.
"Eu estou grávida". Aquela frase não saia de sua mente, reverberava na mesma, deixando-o atormentado. Ele não sabia o que fazer. Nunca pensou que um dia seria pai, e agora a possibilidade o deixava assustado. Não sabia que poderia cuidar de uma criança, não sabia se seria um bom pai. Bufou ao lembrar do olhar repleto de tristeza de Elena quando ele a disse que precisava ficar sozinho e suspirou.
Ele estava assustado, precisava admitir. Nunca sentira tanto medo em sua vida, nem mesmo quando ficou em frente a seus piores inimigos durante a guerra. Nada se comprava com aquele temor quase inexplicável que o dominava. Respirou fundo e fechou os olhos. A imagem de uma pequena menininha de belos cabelos castanhos — como os da mãe — e olhos azuis — como os dele — formou-se em sua mente e Damon sentiu o coração aquecer-se imediatamente. Um sorriso formou-se em seus lábios e ele não pôde evitar sentir-se maravilhado com a ideia.
Levantou-se e caminhou lentamente pela praça, onde as luzes já começaram a ser acesas já que o céu tornava-se cada vez mais escuro. Ele criou diversas imagens em sua mente, e em todas elas, via-se criando seu filho. De repente, toda a angústia deu lugar ao sentimento oposto. Sentiu-se em paz, finalmente aceitando a ideia de que seria pai. Essa pequena palavra, com apenas três letras, provava-se muito mais forte agora.
...
Elena continuava sentada no sofá, ainda encolhida. Duas horas passaram desde que Damon saíra do apartamento e ela cogitou ligar para ele, mas logo soube que deveria dar ao marido um pouco de espaço. Assustou-se ao ouvir o som da porta sendo aberta e permaneceu ali.
Damon andou pela cozinha e foi em direção à sala, notando um pequeno ser encolhido no sofá. Não conseguia enxergar direito, graças as luzes apagas, mas sabia que era Elena. Sentiu o coração apertar ao vê-la e acendeu as luzes. Aproximou-se da esposa e ajoelhou-se na frente da morena, que olhava-o confusa:
— Damon... — Porém, antes que ela pudesse prosseguir, o rapaz colocou o dedo indicador sobre os lábios dela, fazendo-a calar-se.
— Me desculpe por ter saído daquela forma... Eu fiquei com medo — admitiu sussurrando. Elena olhou-o e franziu o cenho, questionando:
— Medo do que?
— De não fazer as coisas direito... De não ser um bom pai — falou olhando para baixo. A morena segurou o rosto dele com ambas as mãos e ergue-o, fazendo-o olhar para ela:
— Sabe o que eu amo em você? A sua capacidade de melhorar um pouco a cada dia que passa, Damon. Você tem noção do homem incrível que se tornou nesses últimos anos? Eu confio em você, e sei que você será o melhor pai que essa criança pode ter — disse colocando a mão dele sobre a própria barriga: — E o nosso filho vai ter muito orgulho do pai que tem — falou sorridente.
Damon sorriu e deu um beijo rápido na esposa, abraçando-a com força depois disso.
...
Quatro meses passaram-se desde que Elena descobrira estar grávida, e, apesar dos temores de Damon e sua super-proteção, tudo ocorria da forma como ela planejava.
— Ele gosta da sua voz — a morena disse sorrindo ao sentir seu bebê chutar com força sua barriga.
— Lógico que gosta! Eu tenho uma voz irresistível — Damon disse com um sorriso sapeca, acariciando a barriga da esposa. — Será que é uma menina? — Perguntou com os olhos brilhando. Elena sorriu e falou:
— Não sei... Mas hoje iremos descobrir! — Falou animada. Damon ajudou-a a levantar do sofá e os dois seguiram para o hospital gerenciado por Damon. Chegando lá, foram atendidos pela Doutora Maya Fergunson, uma das melhores médicas do hospital.
— Bom dia — a médica disse animada. Deixou que os dois entrassem na sala e sentassem. — E então, como vai esse bebê?
— Vai bem... Mas ele é bastante agitado — Elena disse rindo ao sentir o bebê chutar novamente.
— Okay... Acho que ele vai dar trabalho quando nascer — a médica comentou divertida. — Elena, você poderia tirar a blusa e deitar-se na maca por favor? — A morena assentiu e fez o que a médica mandara.
Maya levantou-se e pegou o gel dentro do armário, ligando a máquina de ultrassom e colocando um pouco de gel na barriga da morena. Damon caminhou para o lado da esposa e segurou a mão dela, fazendo-a sorrir.
De repente, o som de um coração batendo fez-se ouvir. Elena já ouvido aquele som outras vezes, mas sempre ficava encantada com a batida de seu filho. Um sorriso desenhou-se em seus lábios e a morena suspirou.
— Vocês querem saber o sexo? — A médica perguntou sorrindo.
— Sim — os dois responderam em uníssono. A médica olhou para a máquina novamente e disse:
— Parabéns, vocês terão um menino — Elena e Damon olharam um para o outro e sorriram. Damon deu um beijo na testa da morena, ato que não lhe passou desapercebido, afinal ele jamais tinha feito aquilo antes. Ela sorriu para ele, que apenas encarou-a com os olhos brilhando.
...
— Damon, acorda! — Elena disse gemendo e cutucando o marido, que dormia calmamente. Ele moveu-se e ela cutucou-o novamente, fazendo-o acordar.
— O que foi? — Ele perguntou abrindo os olhos e bocejando.
— A bolsa estourou — a morena disse calmamente. O rapaz quase caiu da cama ao ouvir aquilo e levantou apressadamente. Tropeçando no tapete. Vestiu-se rapidamente enquanto Elena levantava e se trocava. Pegou as bolsas e desceu as escadas, deparando-se com Damon.
— Vamos — ele disse ajudando-a descer as escadas de sua nova casa. Era um terreno bem grande. Haviam duas suítes, e cinco quartos comuns. Três banheiros, uma grande sala de estar, uma cozinha de tamanho médio e um grande quintal, onde estavam presentes um escorregador e dois balanços. No andar de cima, havia também um escritório, onde Damon ficava quando não ia trabalhar.
Quando chegaram ao hospital, foram levados para a ala da maternidade, onde as primeiras contrações começaram. Damon apertava a mão de Elena com força e afagava a cabeça da morena, enquanto ela se contorcia em dor.
— Amor, tem certeza de que não quer sedativos? — Ele perguntou angustiado. Ver a esposa sentindo aquela dor fazia-o sentir-se incrivelmente mal. Ela negou com a cabeça e logo respirou fundo.
— Tenho sim — ela respondeu arfando. Logo, a doutora Maya apareceu e mediu a dilatação de Elena.
— Elena, já está na hora... Vamos começar a empurrar okay? — A médica pediu sorrindo. Damon continuou a segurar a mão de Elena com força. — Empurre — a médica pediu. Elena ergueu o tronco e empurrou com o máximo de força que pôde, ofegando.
— Excelente! Vamos lá, Elena... Mais uma vez — Maya pediu. Elena fez o máximo de força que pôde e arfou. Nunca havia sentido tanta dor em sua vida, mas só o que importava era que logo poderia segurar seu filho nos braços. Continuou a empurrar com força, até que a médica anunciou:
— Só mais uma vez Elena, só mais uma vez e você verá seu filho — Maya disse como uma forma de animar a morena, que ofegava tentando recuperar o oxigênio. Elena fez força e sorriu aliviada ao ouvir o choro do seu bebê ecoar por todo o recinto.
— Aqui está ele — a médica disse entregando aos dois um pequeno bebê enrolado em cobertas azuis. Ele era pequeno, e tinha os olhinhos fechados. Quando o segurou, Elena sentiu-se acometida de um amor que simplesmente era incapaz de descrever. Fora tão instantâneo, tão rápido, como um raio. Sentiu-se completamente entregue àquela criança, e experimentou de um sentimento que sequer sabia ser real.
— Ele é perfeito — Damon disse sorrindo. Ali estava seu filho. Elena sorriu e entregou-o o bebê, mas o marido temeu pegá-lo. Porém, ao olhar para a esposa, que o olhava com encorajamento, pegou o filho com cuidado e o observou.
— Oi garotão... Tudo bem? — Damon perguntou sorrindo. Nunca havia se sentido assim em toda sua vida; era como se um amor irrevogável e incondicional lhe tomasse a alma, dominando-o total e completamente.
— Ele já tem nome? — Maya perguntou curiosa. Elena sorriu ao olhar para Damon segurando o bebê e disse:
— Já sim — ela parou um pouco e respirou fundo. — O nome dele vai ser Stefan.
Damon arregalou os olhos diante do que ouvira e voltou-se para Elena, que o olhava sorrindo. Sentiu o coração palpitar e disse:
— Lena, tem certeza? — Perguntou realmente emocionado. Não esperava que a morena fosse fazer aquilo. Ela apenas assentiu e disse:
— Eu sei o quão importante ele foi para você, Damon — falou sorrindo. O rapaz encarou-a grato e disse:
— Obrigado — ele falou aproximando-se e sorrindo para o bebê que estava em seus braços.
...
Stefan estava no cercadinho brincando calmamente com um de seus brinquedos prediletos, enquanto Damon observava o filho com um sorriso bobo nos lábios.
— Papa — o menino chamou, balbuciando. Elena, que estava indo para sala, sorriu ao ver que seu filho havia pronunciado sua primeira palavra. Damon sorriu encantado diante daquilo e falou, animado:
— Você ouviu? Ele falou "papa"! — Disse rindo para o menino, que mordia um dos seus patinhos de borracha. Stefan era a cópia fiel do pai. Os dois tinham a mesma cor de olho, a mesma cor de cabelo, e traços físicos semelhantes. A única coisa que Stefan puxara de Elena fora a boca.
— Eu ouvi sim amor — Elena disse sentando no colo do marido, que beijou-a com carinho. Stefan havia acabado de completar onze meses de vida, e logo ele faria um ano de idade. — Nem acredito em como o tempo passou — a morena disse nostálgica. Damon assentiu suspirando e ela falou, olhando-o:
— Você gostaria que tivéssemos mais filhos? — Perguntou olhando para o marido, que parou e ponderou por mais alguns instantes:
— Tentar não custa nada — ele falou puxando-a para um beijo caloroso, fazendo-a rir.
...
Elena correu até o banheiro e abriu todos os testes que podia. Fez tudo o que era necessário e saiu do banheiro, enquanto esperava os cincos minutos necessários.
— E então? — Damon perguntou agitado, enquanto Stefan brincava com os botões da camisa do pai.
— Espere, apressado — a morena disse sentando ao lado do marido e fazendo cócegas na barriga do filho, que gargalhava alto. Damon sorriu ao ouvir o som da risada do filho e beijou a testa dele. — Eu realmente adoraria se estivesse grávida novamente... — falou suspirando. Elena queria ter pelo menos mais um filho. Um casal, como ela sempre sonhara.
A morena olhou para o relógio e correu para o banheiro. Sorriu ao ver que todos os dez testes de gravidez apontaram a mesma coisa: Ela estava grávida.
Elena voltou para o quarto e Damon olhou-a curioso, esperando que a morena dissesse algo:
— Vamos ter um bebê — ela falou sorrindo.
...
Damon abraçou a morena por trás e beijou o pescoço a esposa. Desceu as mãos pelo corpo da morena a afagou a barriga dela com carinho.
— Já pensou em um nome para ele, amor ? — Elena perguntou fechando os olhos ao sentir os toques carinhos de Damon sobre sua barriga. Eles haviam feito um combinado: Como Elena escolhera o nome para o primeiro filho deles, Damon poderia escolher o nome do segundo.
— Já sim, amor... Eu pensei em Alexander, Eric, Thomas e Rafael — ele falou carinhosamente.
— Hum... Eu gosto de Rafael — ela disse sorrindo. Damon assentiu e disse:
— Excelente, então o nome dele será Rafael.
...
Stefan e Rafael brincavam um com o outro na sala de estar. Stefan cuidava do irmão com o máximo de cautela possível, e Elena achava aquilo adorável. Seu filho mais novo havia acabado de completar cinco meses e ela sentia que não podia ser mais feliz do que aquilo... Sua vida estava simplesmente maravilhosa. Seu casamento com Damon era sólido, os dois já estavam casados há mais de um ano e nada parecia ficar entre eles. Ele sempre estava com ela, sempre a apoiando e realizando os desejos loucos que ela tinha durante toda a gravidez.
— Oi Lena — ele disse entrando em casa e sorrindo ao ver Stefan levantar e sair correndo, desajeitadamente, em direção a ele: — Oi campeão, tudo bem? — Ele questionou pegando o filho no colo e enchendo-o de beijos.
— Ahan! Eu to ensinando o Rafa a andar — o menino disse olhando para o pai, que sorriu e disse:
— Aé? E ele está aprendendo?
— Não muito — Stefan disse fazendo um bico que fez Damon e Elena rirem. O rapaz colocou o filho no chão e caminhou em direção ao caçula, que ergueu os bracinhos ao ver o pai se aproximar:
— Oi, pequeno — Damon falou dando um beijo estalado na bochecha do menino, que gargalhou. Rafael tinha uma aparência mais parecida com a de Elena, com exceção aos olhos, que eram tão azuis quanto os de Damon. O bebê bocejou e Damon disse: — Ah, tem alguém com sono! Vamos nanar? — Perguntou subindo com o bebê e levando-o para seu quarto, ninou-o até que Rafael adormeceu e colocou-o no berço. Depois desceu as escadas e sorrindo ao ver Elena e Stefan brincando no chão da sala.
— Como você está, amor? — Damon perguntou sentando-se próximo de Elena e beijando-a com carinho. A morena sorriu e disse:
— Estou ótima... Então quer dizer que você conseguiu mais sócios para o hospital e que sua carga horária irá diminuir mais ainda? — Perguntou animada. Damon sorriu diante da animação da esposa e falou:
— É isso mesmo! E então, você considerou minha oferta de trabalhar em meu hospital? — Ele questionou com a expressão de um cachorrinho que caiu do caminhão de mudança. Elena sorriu e disse:
— Considerei sim... E você tem razão, no seu hospital terei que trabalhar bem menos — falou dando de ombros.
— Excelente!
A conversa dois dois, porém, foi interrompida pelo som da voz de Stefan.
— Mamãe, eu quero nanar — o menino disse coçando os olhinhos e bocejando. Elena assentiu e pegou o filho no colo. Damon e Elena subiram com Stefan e o levaram para seu quarto. Era um espaço grande, com uma cama de mogno branco, dois guarda-roupas da mesma cor e uma escrivaninha. O menino vestiu seu típico pijama, que era azul com vários carrinhos amarelos desenhados, e deitou-se na cama. Elena e Damon deitaram ao lado dele e o rapaz deu um beijo na testa dele.
— O que quer que a gente leia para você hoje? — Elena questionou afagando os cabelos de Stefan. O menino bocejou novamente e apontou para um livro amarelo na prateleira. Damon levantou-se, pegou o livro, e começou a ler para o filho calmamente, enquanto Elena apenas observava e acariciava o filho.
Minutos depois, o menino já estava completamente adormecido. Damon e Elena saíram do quarto em silêncio e deixaram a luz do abajur acesa, já que Stefan ainda tinha medo do escuro. Elena sentiu-se envolvida pelo abraço do marido e suspirou pesadamente.
...
Elena acariciava o peito no do marido, que sentia-se incrivelmente bem a cada toque da esposa. A água quente da banheira os envolvia e ele sentia que podia ficar ali para sempre, deliciando-se com os toques carinhosos de Elena.
— Eu estava pensando — Ele disse movendo-se um pouco. — O que acha de tentarmos ter mais um filho? — Perguntou ficando sobre a morena, que gemeu ao sentir a ereção perto de sua intimidade. Sorriu e disse:
— Não acho que seja uma má ideia... Mas por que ter mais filhos? — Perguntou desenhando figuras geométricas nas costas de Damon.
— Eu queria uma menina — disse dando suspirando e recostando a cabeça sobre o seio nu da esposa. Pôde ouvir o coração dela batendo e aquilo o acalentou a alma.
— Eu não vejo problemas em tentarmos — ela disse com um sorriso malicioso. Inverteu as posições e encaixou-se sobre o pênis do marido.
...
Damon e Klaus caminhavam lado a lado e conversavam sobre suas respectivas vidas.
— Então quer dizer que a Elena vai ter mais um menino, Damon? — O loiro perguntou rindo. Damon revirou os olhos e falou:
— Não tem graça, Klaus! Mas eu e ela conversamos e decidimos que iremos tentar mais uma vez, se não der certo, vamos ter apenas os três — o moreno disse suspirando.
— Sério que vocês vão ter quatro filhos se tudo der certo?
— Ahãn — Damon assentiu suspirando.
— Mas vocês já decidiram o nome do que está para nascer?
— A Elena escolheu James — Damon respondeu simplesmente.
— Mas você realmente não deu sorte... Eu e a Car vamos ter nossa segunda menina! — Klaus disse em uma forma evidente de provocação. Damon deu um soco leve no braço do amigo, que apenas riu da atitude dele.
De repente uma bela loira surgiu andando calmamente pelas calçadas. Em seu colo, uma bela menininha com cabelos castanhos e olhos verdes brincava com os cabelos da mãe.
— Tchau, Damon — Klaus sorriu para o amigo e caminhou em direção à esposa e a filha, beijando a testa de cada uma delas. Damon sorriu e virou-se, decidido a voltar para a casa e ficar ao lado de sua esposa...
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