Push
2 II - This is how I spend my life
- Olô?
- Oi amor!- Ah, oi Peter.- Tudo certo por aí? Neal esteve aí, não esteve?- Sim, Mozzie¹ mandou algumas coisas para mim e Neal veio trazer, acabamos tomando um xícara de café.- Tome cuidade com Neal, querida, não é por nada, mas ele está sendo investigado novamente.- O quê? O que é dessa vez?- Um assassinato na quinta passada. O localizador identifica ele no local do crime e mais ou menos na mesma hora.- Mas Neal não fez isso, ele não... mata pessoas.- O histórico dele não é bom. Não culpo um agente do FBI querer investigar ele.- E não pode ser você a investigar? Você é do FBI.- Assassinato não é o meu setor, sabe como é. E eu trabalho com Neal a mais de três anos, não posso mais fazer uma investigação contra ou a favor dele.- Mas vai dar tudo certo.- Vai sim, se Neal fez nada, vai sim. — Fez-se silêncio — Elizabeth?- Sim?- Vou demorar hoje, talvez, tenho que conversar seriamente com Neal.- Certo, tudo bem. Tenho trabalho para fazer...- Até mais, te amo.- Também te amo.Ela desligou antes que ele. Estava com o coração na mão. Discou o número de Neal e pôs seu dedo por cima dotalk, mas sem apertar.Peter desligou o telefone, sem presta atenção em quem tinha desligado primeiro ou não. Olhou para o longe, onde conseguia ver a porta do elevador, e desejou que Neal entrasse logo por ali, mas quando a porta se abriu, não foi Neal quem apareceu por ali.Um casal saiu do elevador. Ele saiu na frente, com um porte visivelmente militar, e ela veio atrás, falando rápido e às vezes tocando o braço dele na tentativa de fazê-lo parar e ouvi-la. Então ele parou e falou apenas uma frase curta, que a calou. Os dois chamaram alguém do escritório, que em seguida apontou para a sala de Peter. Peter girou a cadeira rapidamente, disfarçando. Poucos segundos depois batem em sua porta. Era o casal. Fez um sinal com a cabeça para eles entrarem. - Boa tarde, Agente Burke. — Foi ele primeiro quem falou. — Sou Agente Especial Seeley Booth e esta é minha parceira Drª Temperance Brennan. Viemos sobre falar com o senhor com Neal Caffrey. - Neal está a caminho, não se preocupem. Sentem-se Os dois agradeceram e sentaram. - Será que poderíamos perguntar algumas coisas para o senhor ou prefere ter a presença de uma advogado? — Foi ele quem falou novamente. - Pode perguntar. - Na verdade seria a Bones... - Tudo bem. — Peter se adiantou antes que Booth terminasse a frase. - Agente Burke, por que o senhor tem Neal Caffrey como consultor? — Brennan pergunta. - Agente Booth. — Ele se direcionou para Booth — Por que o senhor tem a Drª Temperance Brennan como parceira? - Por que ela é a melhor antropóloga. — Ele respondeu e depois assentiu, compreendendo o que Peter queria falar. - Na verdade — Brennan interrompeu. — Foi uma exigência minha para que eu, representando o Jeffersonian, ajudasse o FBI na identificação de corpos, reconstrução de cenas e outros fatores com os quais agora o FBI por contar. Peter encarou Brennan com surpresa. Booth se inclinou para ela, sussurrando. - Ele que falar que Caffrey é consultor pois é o melhor, assim como você é a melhor antropóloga. - Melhor o quê? Ladrão? - Eu também era. — Neal Caffrey entrou na sala com um grande sorriso e tirando o chapéu da cabeça. — E confesso que isso ajudou muito o FBI. - Esses são Agente Booth e Drª. Brennan. — Apresentou Peter. - Prazer. — Ele acenou com a cabeça com charme e sentou-se em uma terceira cadeira, a última vaga. — Iremos conversar aqui, ou em outro lugar? Preciso de um advogado? - Teremos que conversar na sala de reunião Neal. Ele assentiu e tomou a frente. Brennan foi a última a sair da sala. Booth deixou que Peter e Neal fosse na frente. - Satisfeita? — Ele perguntou baixo. - Estranho Booth. Ele não parece um ladrão. Olha o modo que ele anda, fala e se veste? - Agora ele é um consultor, ele anda, fala e se veste como um. - Você acha que ele é inocente? - Não acho nada, Bones. Alguém me ensinou a não ter conclusões precipitadas. Depois de dizer isso, Booth abriu a porta da sala de reunião, sem deixar Brennan responder. Neal estava despreocupado girando o chapéu nas mãos. - Sr. Caffrey, viemos de Washington para falar com o senhor. Geralmente não saímos de lá para um depoimento, mas como o senhor é um caso diferente, abrimos esta exceção e será a única que vamos abrir. - Pois então... — Booth seguiu os olhos de Neal e notou que olhava para sua própria perna direita. — Do que estou sendo acusado? - O senhor não está sendo acusado de nada, inicialmente. — Booth respondeu. - O corpo de Pam Volkes foi encontrado hoje pela manhã dentro do balcão da recepção do Jewtone Musiam. — Brennan continou, tirando duas fotos e entregando para Neal. — Este é do corpo e esta é da reconstrução facial. Neal pegou as duas fotos e ficou passando o olho de uma para outra, comparando. - Essa reconstrução facial foi feita a partir o crânio? - Sim, nossa perito em reconstrução facial o fez. — Foi Booth quem respondeu. — Por quê, Sr. Caffrey? - É simplesmente impressionante. — Ele tocou os dedos na foto. — É perfeito. - Você conhecia a Srtª. Volkes? — Peter perguntou e os três olharam para ele. — Desculpe, eu só... - Conhecia apenas de vista. Ela era a recepcionista do museu. - O senhor frequentava o lugar? - Às vezes, Agente Booth. É um ótimo lugar de refúgio. Vocês provavelmente devem ter observado o histórico do meu localizador e verificado isso, tenho certeza. - Sim, fizemos. — Booth assentiu — O senhor afirma que esteve na tarde de quinta-feira, no Jewtone Musiam? - E como poderei negar? Houve um silêncio. Neal devolveu as fotos para Brennan, que guardou de volta à sua pasta. - Sr. Caffrey, você é a única pessoa confirmada no local, data e hora do assassinato. - Eu não a matei. Tinha diversas pessoas lá, poderia ter sido qualquer uma. - Você pode nos fazer uma descrição de algumas, então - Com certeza. Posso até desenhar os rostos se preferirem. - Não, Angela faz isso. — Booth foi firme na decisão — Mas você terá que ir com conosco para Washington. - E o localizador? Booth olhou para Peter. - Tiraremos. — Peter respondeu — Mas alguém sempre estará com você. Neal soltou o ar. Ainda tinha o sorriso no rosto, mas não com o mesmo em que entrou no escritório de Peter. Agora exibia um sorriso incrédulo.
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