Purpura
1 Capítulo unico.
Notas iniciais
Corria, corria pelas ruas largas de jardins purpuras e casas azuis, exatamente iguais. As pessoas em volta eram apenas vultos verde fluorescentes. Os três predios roxos no centro destacavam-se e as estrelas que deles saiam moavam em minha direção. Eu corria pela ordem que o relógio dava. Corria porque alguém me esperava.
Meus pés desordenavam-se pela velocidade e eu sentia a preocupação de quem me aguardava. Ouvia a guitarra ressoante. As lixeiras azul bebê apressadas ao meu lado. A fila no portão frente ao prédio direito invadida por pessoas que faziam chover. As lagrimas do que aguardava ajudando-os, fundindo-se as minhas em uma dor simploria enquanto espremia-me pela multidão-grama e alcançava a escadaria com o gosto salgado de sua desilusão nos labios. Até alcançar-te e rodear teu corpo com um abraço terno enquanto corria meus dedos pelas manchas nascentes em seus olhos e junto à elas deslivazava até teus labios permitindo-lhe o gosto da tortura mutua.
Abaixei-me segurando seu rosto e lhe oferencendo meu amor atrasado em um beijo doce.
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