Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 3
32 Capitulo 31° – Ela Me Abandonou
Notas iniciais
(PVO Damon)
Depois de uma tarde com os avos, eu e Andrezza formos busca-lo, eu fui dirigindo com Andrezza no passageiro e Dilan tagarelando atrás. Mas eu não estava prestando muita atenção, estava mais concentrado em como dizer a meu filho que ele vai passar um tempo longe de nós. Não era mais admissível que Christopher ficasse por perto, era muito perigoso para ele.
Ao chegarmos em minha casa, troquei um olhar com Andrezza que parecia indiferente diante a situação, eu e Dilan saímos do carro e entramos na casa e logo Andrezza estava conosco, olhando o jardim do lado de fora pela vidraça.
-Christopher, precisamos conversar – Seus olhinhos verdes me fitaram confusos, o sentei em meu colo e falei serio.
-Temos algo para falar com você, e espero que nos entenda, não é fácil para nós, mas é pelo seu bem.
-Não estou entendendo papai – Ele falou me observando atentamente, olhei de relance para Andrezza, esperando que ela se pronunciasse, a mesma continuou de costas olhando o jardim pela vidraça, suspirei e encarei Dilan.
-Filho, você vai viajar com Luisa e Jackson e seus primos – Falei.
-Para onde nós todos vamos? – Perguntou com os olhinhos brilhando, a parte que eu mais queria adiar era esta, dizer que não o acompanharemos.
-Christopher, nós não vamos, temos que ficar. E você tem que ir, não porque queremos nós separar de você, mas as coisas estão complicadas aqui, e só queremos o seu bem e sua segurança – O choque instalou-se em seu rosto e lagrimas emundaram seus olhos.
-Não... Não, não. O senhor está brincando não é papai? – Ele esperou minha confirmação, mas neguei com a cabeça, as lagrimas vazaram de seus olhos e escorreram em seu rosto, senti as lagrimas se acumularem também nos meus.
-Não papai! Não podem me tirar de perto de vocês. Eu não quero ir e eu não vou – Falou determinado limpando desesperadamente as lagrimas de seu rosto, neste momento vi um vulto passando e pegando Dilan, Andrezza o fez sentar no sofá e segurou suas mãos e o olhou nos olhos.
-Christopher, não existem argumentos, esta bem? Não vai adiantar chorar, implorar, nem nada. Você vai e pronto, é para o seu bem. Esta me entendendo? Trate de arrumar suas coisas, pois você vai hoje à noite, ok? – Ela largou suas mãos, mas continuou a fita-lo, parecia que ela não sentia nada, ela estava sendo cruel com ele.
-Porque vocês estão fazendo isso comigo? Porque mamãe? – Ele perguntou gritando – Papai? – Olhou desesperado para mim – Eu não quero ir! Não quero! – Gritou descontrolado, cada lagrimas dele me cortava o coração. Andrezza se levantou e andou até a vidraça novamente.
-Você não tem escolhas, nós decidimos o que é melhor para você. Não quero mais discutir isso Dilan, vá pro seu quarto e arrume suas coisas – Ela falou fria como gelo. Permanecia de costas, Christopher nos fitou e depois correu para o seu quarto, segundos depois bateu a porta com força.
-Como pode agir assim Andrezza? – Em segundos eu a virei para mim – Ele é apenas uma criança! Não é como nós que escutamos seus vereditos e reclamações e não fazemos nada, ele tem sentimentos! E além do mais é seu filho, como pode ser tão hipócrita? Você sabe a dor que é ser separado de quem ama, como pode fazer isso com ele? – Seus olhos me fitaram, frios e com raiva.
-Não compare uma coisa com a outra, eu o estou tirando daqui porque é o melhor para ele. Já meus pais me tiraram por ciúmes.
-Não, seus pais te tiraram porque queriam te proteger de mim, e você sabe disso. Que eles fizeram isso para o seu bem, mas você não entendeu. Ele é uma criança, e não entende que isso é para o bem dele, e pela forma como você agiu, mais parecia que o queria longe de você – Seus olhos ficaram claros, aos poucos. Ela saiu do meu aperto e passou a mão pelo cabelo andando de um lado para o outro, então parou na minha frente.
-Acha que essa situação é fácil Damon? Como acha que eu me sinto, vendo que todos que eu amo estão em perigo? Você não entende. Não sabe como é ver que mesmo que você tenha “poder” como muitos dizem não saber como usa-lo a seu favor, além do mais essa merda não me trouxe felicidade, muito pelo contrario, só fez quem eu amo sofrer. Eu sofrer. Eu não tenho mais domínio sobre mim Damon, eu jamais queria tirar meu filho de perto de mim, mas que opções eu tenho? Nenhuma.
-Não vou começar uma discussão com você agora, sei que vai se arrepender de tudo mais tarde e espero sinceramente que se arrependa, porque esta será a minha esperança e a de todos, para assim você voltar a ser quem era antes. – Dei as costas a ela e fui para o quarto de Dilan.
Abri a porta devagar, ele estava sentado na cadeira que havia na sacada de seu quarto, com a cabeça entre os joelhos enquanto chorava silenciosamente. Soltei um suspiro pesado e fechei a porta atrás de mim, indo até ele, o mesmo me ouviu, mas não saiu da posição em que estava, pude ouvir Andrezza sai com o carro e agradeci mentalmente, não a queria por perto por enquanto.
-Sinto muito por você ter que ir campeão, mas é necessário, não fique chateado com sua mãe e nem comigo, é o melhor para você. Sei que ela nunca te tratou daquela maneira, mas ela esta desesperada assim como eu, o que aconteceu entre você e Andréo ontem foi uma coisa seria. Precisamos manter você sobre proteção Dilan, esta bem? – Ele me olhou, seus olhos verdes estavam claros – Você esta bem?
-Só estou tentando manter em minha cabeça as palavras da mamãe.
-Quais palavras?
-Nunca se esqueça que eu te amo, acima de tudo.
(PVO Bella)
-Olá – Entrei no quarto de Dilan e ele me deu um sorriso triste enquanto guardava alguns carrinhos em uma mochila.
-Olá Vovó – Deixou a mochila e correu para mim, me agachei o abraçando. Ele começou a chorar – Eu não quero ir – Sussurrou.
-É preciso Dilan, sei que você deve estar passando por uma dor... Mas tente superar isso, estaremos aqui quando você voltar.
-Mesmo assim, se meu pai e minha mãe podem me proteger juntos, porque não posso proteger eles? Eu sou a junção dos dois juntos – Ele me olhou nos olhos, seus olhos verdes estavam escuros e sempre me lembravam de Andrezza.
-É complicado Christopher, tente apenas pensar que é para o seu bem.
-Mamãe disse que não tenho escolhas – Falou cabisbaixo – Eu acho que ela esta brava comigo...
-Porque estaria? – Gentilmente ergui seu queixo para poder ver seus olhos.
-Porque eu aceitei dar uma volta com Andréo aquele dia, e ai ele quase me matou – Deu de ombros – E a única coisa que me faz pensar para ela estar brava comigo.
-Não ela não esta brava com você – Ele me olhou atentamente – Confie em mim esta bem? E você também não deve estar bravo com ela, ok?
(PVO Andrezza)
O velocímetro marcava 180kh, eu sentia meus olhos mudarem de cor constantemente e uma sede incontrolável de matar, de beber sangue de alguém. Acionei o volante do carro e chamei por Renesmee.
-Oi Dede?
-Onde você esta? – Perguntei rapidamente.
-Na faculdade, estou terminando uma aula.
-Certo, tchau. Eu te amo Renesmee...
-Andrezza, porque esta dizendo isso?
-Porque eu sei que posso confiar em você e porque as palavras são verdadeiras – Desliguei. Não sei de onde veio àquelas palavras, mas foi como se eu precisasse dizer aquilo a ela.
Entrei no estacionamento do prédio cantando pneu e parei o carro em minha vaga, rapidamente desci e corri para as escadas, o elevador demoraria muito. Eu precisava de algo para me acalmar, não queria ter dito o que disse a Dilan, a culpa tomava conta de mim e a sede de sangue humano me afetava ainda mais.
Já dentro do apartamento, liguei a agua na banheira e deixei enchendo. Olhei meu rosto no espelho e me olhos estavam verdes escuros, meu pulso latejava por causa da pedra, eu sentia o sangue correr rapidamente em minhas veias, minha cabeça doía e minha garganta ardia.
Tirei minha roupa e entrei banheira, a raiva que eu sentia me impedia de deixar cair qualquer lagrima sequer, fechei os olhos tentando normalizar minha respiração, entrei embaixo da agua morna e fiquei por lá, por algum tempo, até não conseguir mais segurar a respiração.
Eu me sentia atacada, sentia ameaçada de alguma maneira, eu queria manter todo meu escudo em cima de mim, me protegendo de qualquer emoção, por isso disse tudo aquilo a Christopher, sendo assim o feri. Mas nunca fora minha intenção, e eu sabia que precisava me redimir com ele, mais como?
Ao sair do banheiro vesti uma roupa, peguei os papeis dentro da minha bolsa e assinei, Luisa precisaria deles para tirar Christopher do país. Era para o bem dele, era só isso que eu precisava saber, não podia deixar minhas emoções interferirem.
Olhei no relógio de pulso, o mesmo marcava 19:30 da noite, peguei os papeis na mesa, meu celular e as chaves. Sai e já no estacionamento, decidi que acima de tudo eu teria mais calma a partir de hoje, me manter calma seria a maneira que seria fria. Sem precisar gritar, e me deixar muitas vezes vulnerável.
Enquanto eu costurava pelo transito a caminho do aeroporto, parei ao ver o que eu precisava, parei naquela humilde loja e entrei, após a comprar o que eu queria, segui em frente. Ao chegar no aeroporto, estacionei o carro perto da saída e longe dos carros da família.
Quando entrei pude ver Damon e Dilan junto com os outros. Sem que ninguém visse me dirigi às atendentes, uma hipnotize apenas e logo o voo de Dilan foi adiado.
-O voo foi adiado – Falei ao chegar até eles, e logo foi anunciado que fora adiado.
-Qual o problema? – Jackson perguntou.
-Eu não sei – Dei de ombros – Dilan que tal darmos uma volta – Ele me deu um mínimo sorriso e veio para meu lado, Damon me olhou e eu peguei na mão de Dilan , Damon vez menção de vir conosco quando dei as costas – Nós deixe sozinhos Damon – Murmurei baixo o suficiente para Dilan não ouvir.
-Aonde iremos? – Perguntou baixo.
-Para o andar superior, é fantástico lá – Murmurei, deixei que ele fosse primeiro na escada rolante.
Andamos em silencio, ele batia os dedinhos nas costas da minha mão parecendo ansioso.
-Mamãe? – Olhei atentamente para Dilan – Você esta zangada comigo? – Suspirei, o puxei para se sentar em um banco e me agachei em sua frente, ele manteve os olhos firmes nos meus.
-Não estou zangada com você, esta bem? – Ele assentiu engolindo em seco, seus olhos brilhavam – Sei que não quer ir e sei que fui grossa com você, peço desculpas. Mas ver você em perigo, quando eu não posso fazer quase nada para tira-lo disso, me faz perder o controle... Mas... Não fique assim, por favor. Eu estarei aqui quando você voltar, te esperando de braços abertos.
-Não quero ir – Sussurrou – Não quero ficar longe de vocês – Ele desviou o rosto, limpando algumas lagrimas que caíram coma manga da camisa.
-Hey – Sutilmente o fiz olhar para mim – Eu te amo, todos nós te amamos. Por isso você tem que ir, porque não suportaríamos te perder. Agora, preciso que confie em mim Christopher... Eu nunca quebrarei uma promessa com você, nunca – Olhei em seus olhos enquanto falava firmemente – Eu nunca fiz promessas, que não pudesse cumprir. Mas prometo tudo ficara bem. Confia em mim? – Ele me olhou nos olhos por alguns segundos e então me abraçou.
-Eu confio em você – Sussurrou, sorri de olhos fechados.
-Eu te amo pequeno – Sussurrei, ele assentiu.
-Eu sei... – Ele se afastou – Eu também te amo mamãe – Sorri de canto e limpei os vestígios de lagrimas de seu rosto.
-Vamos dar uma volta, que tal irmos ao pet shop? – Ele sorriu e assentiu.
Entramos e começamos a olhar os peixes, combinamos sobre ter um aquário em casa e então Dilan parou e começou a brincar com um cachorrinho lindo, todo branquinho. Ele não podia tocar no cachorro, mas pela grade ele falava com o mesmo que olhava para Chris e passava a patinha na grade.
-Quer ele para você? – Perguntei me agachando ao seu lado, ele me olhou com os olhinhos brilhando.
-Você me daria? – Dei um meio sorriso, ele sorriu feliz, mas logo seu sorriso se desmanchou – Não posso leva-lo.
-Damos um jeito.
O cachorro não fora barato, já que tive que comprar uma passagem de avião para ele e ainda pagar o preço pelo mesmo, mas valeu a pena ver o sorriso enorme no rosto do meu filho ao sair com o cachorro no colo.
-Ele não é lindo, mamãe? – Ele me olhou agachado no chão onde o cão estava sentado.
-Sim é sim, qual o nome que vai dar a ele? – Christopher ficou quieto parando para pensar.
-Queria algo que parecesse com Bright...
-Que tal... Aron? Bright significa luz e Aron é iluminado – Ele sorriu para mim e assentiu passando a mão pelo cachorro.
-Será Aron então.
Fiquei por algum tempo apreciando a visão dele feliz por ter ganhado um companheiro, e eu fiquei feliz por não ter o deixado viajar chateado comigo. Descemos a escada rolante com Aron no colo de Dilan, o mesmo correu logo para mostrar ao pai o novo companheiro.
-Veja só o que eu ganhei da mamãe – Falou entusiasmado, Damon me olhou de relance e depois se abaixou para ver o cachorro.
-Que coisa feia, jogando sujo – Renesmee sussurrou no meu ouvido.
-Como se você não fizesse isso – A olhei irônica, ela deu de ombros e foi brincar com Dilan.
Suspirei e fui até meu pai, parei ao seu lado e ele me abraçou pelos ombros.
-Você esta tensa – Meu pai sussurrou para mim – Dilan estará bem, e logo tudo isso estará acabando – Ele me abraçou – Tem que apenas ter fé, lembra? – Assenti o abraçando pela cintura – Fico feliz por não ter o deixado viajar bravo com você.
-Era o mínimo que eu podia fazer.
Tudo se passou rapidamente, gravei o rostinho do meu pequeno em minha memoria, sentindo uma dor imensa quando ele entrou no portão de embarque. Estava tudo bem, tentei me manter calma... Mesmo que minha vontade era de correr para ele, engoli em seco, ele parou e olhou para trás... Soltei o ar devagar, seus olhinhos brilharam.
-Vamos Christopher? – Jackson falou com ele, mas ele correu para mim, me agachei rapidamente e ele me abraçou.
-Hey – Sussurrei passando a mão por seus cabelos – Esta tudo bem, pode ir.
-Christopher, estaremos aqui – Ele assentiu ao ouvir a voz do pai.
-Prometa – Pediu se afastando – Você prometeu que tudo ficaria bem, quero que prometa que estará aqui quando eu voltar – Pediu determinado, desviei meus olhos dos dele por alguns segundos... Isso era uma grande decisão para mim, não queria quebrar seu coração.
-Eu prometo – Falei convicta do que estava dizendo – Agora entre no avião, antes que eu o coloque lá dentro – Ele sorriu com meu modo mandão e assentiu, correndo para Jackson de volta – Podia ter sido pior – Murmurei dando de ombros.
-Podia – Damon sussurrou ao meu lado.
Esperei o avião sair, sentindo um alivio e ao mesmo um tempo uma dor por ele ter se ido.
-Para onde vai? – Renesmee perguntou quando cheguei ao carro.
-Ao hospital, tenho que resolver umas coisas.
-Quer que eu vá com você? – Eu senti que fora uma indireta, mas preferi ignorar.
-Não, eu vou demorar lá. Mas divirta-se.
(...)
Entrei no quarto de Noan e lá estava ele assistindo TV com Nathalia, sorri com a cena.
-Boa noite – Eles olharam e os dois sorriram, pude notar a semelhança entre os dois – Vim fazer uma visitinha.
-Pensei que as visitas eram só à tarde – Noan falou confuso e com um pouco de dificuldade.
-Tenho meus meios.
-Vou deixar vocês sozinho – Nathalia saiu.
-Não vá muito longe – Murmurei, me aproximei da cama de Noan o mesmo ficou quieto me observando – Como se sente?
-Melhor, depois de muitos dias de coma. Só estamos esperando meu pulmão melhorar, e assim posso ir embora.
-Sinto muito – Sussurrei olhando em seus olhos – Por tudo.
-Esta tudo bem, Andrezza. Alias, obrigada por cuidar de Nathalia.
-Ela é uma ótima garota.
-Como está o Dilan? O mundo lá fora... – Ri irônica e ocupei o lugar de Nathalia.
-Dilan foi viajar hoje e sobre o mundo, bem... Digamos que eu preferiria estar no seu lugar do que estar enfrentando o mundo lá fora – Ele soltou um riso baixo – Seus pais estão vindo embora Noan – Rapidamente Noan ficou serio.
-Embora?
-Sua mãe esta melhor e eles estão vindo embora... Amanha de manha eles estarão aqui, para te levar para casa – Ele sorriu fraco.
-Isso é bom – Sussurrou.
-Eu espero que seja feliz... Muito feliz... – Seus olhos me encararam atentamente – Que tenha tudo que sonhou um dia, espero que seus pais se orgulhem sempre de você... Sinto muito por não ter sido algo a mais para você...
-Andrezza...
-Não, me deixe falar, por favor. Eu queria poder te fazer feliz, você seria um típico garoto que me encantaria nos meus 13 anos, que me faria ter noites e noites de sonhos que um dia estaríamos juntos... Até ele chegar – Noan fechou os olhos ao saber de quem eu estava falando – Eu seria capaz de te amar, se eu não tivesse Damon. E seriamos felizes, eu sei que seriamos, eu te amaria com todas minhas forças, eu lutaria por você assim como lutei por ele. Mas com ele eu não consigo, e eu espero que entenda... E quero que seja feliz, que se case, tenha filhos, quero ver seu rosto nos jornais e ver um sorriso sincero. Esta bem? – Engoli as lagrimas que estavam em meus olhos.
-Esta dizendo que não sou suficiente? – Fechei os olhos e sem conseguir segurar deixei as lagrimas caírem.
-Estou dizendo que você é mais que suficiente, mas não tem como eu ficar com você... Porque eu amo ele Noan – Me levantei e me aproximei de sua cama , me curvei e beijei sua bochecha – Espero que um dia você me perdoe – Sussurrei contra sua pele –Adeus Noan – Sai do quarto sem olhar para trás, limpei as lagrimas rapidamente .
Os seguranças que havia pedido a Klaus estavam na porta do quarto, mantendo Noan e Nath seguros.
{...}
Peguei as correntes que havia comprado e chamei Eric, Nessie e Klaus para um canto, Damon não demoraria a chegar para irmos à festa do Bill e eu precisava entregar isso a eles.
-Eu vi isso aqui, e lembrei-me de vocês – Murmurei – É para vocês nunca, se esquecerem de mim, é como se um pedaço de mim estivesse com vocês.
-Não estou entendendo aonde você quer chegar, isso esta parecendo um adeus – Renesmee falou confusa, balancei a cabeça e sorri afastando esse tipo de pensamento.
-Nessie, nunca sabe que peças o destino pode pregar, e eu achei a sua cara e toda vez que vocês olharem, mesmo quando estivermos distantes, se lembraram de mim e sei que trará sorte a vocês, já que veio de mim – Murmurei tentando fazer piada para quebrar o clima tenso, ao terminar de colocar o ultimo colar em Renesmee.
-Hey! Nada disso garotas! Que conversa sem pé e sem cabeça, se a Dona Andrezza hoje ficou com o espirito do papai Noel, vamos aceitar e sem reclamar – Eric falou irônico vindo me abraçar.
Damon não demorou a chegar e logo que ele chegou, Katherine chegou, nós reunimos na sala e Eric tomou a frente.
-Todos sabem o que fazer... Nada de sair do plano – Ele dirigiu um olhar serio a mim.
-Todos sabem o que fazer, mas a propriedade é manter todos vivos – Falei seria o encarando – Vamos? – Agarrei a mão de Damon e o puxei para fora, queria terminar logo com tudo isso.
Quando me despedi de minha mãe foi doloroso para mim, alias me despedir de todos foi doloroso, principalmente de Renesmee.
-Não faça nada imprudente – Damon murmurou enquanto silenciosamente dirigia o carro pelas ruas escuras.
-Eu ainda não virei suicida, Damon – Sussurrei enquanto olhava a janela.
Pelo resto do caminho ficamos em silencio, ao chegarmos à mansão de Bill, os portões foram abertos e pude reparar os vários seguranças que haviam na casa. Damon parou na frente e manteve a porta do carro travada.
-Por que... – Me virei para questiona-lo, mas antes disso ele me beijou.
Suspirei sentindo o a macies de seus lábios contra os meus, suas mãos seguraram meu rosto e ele manteve seus lábios grudados aos meus por algum tempo, ao me soltar saiu do carro sem dizer nada, abriu a porta para mim e agarrou minha mão enquanto me ajudava a sair.
-Sejam bem vindos! – Bill nos recebeu com um sorriso falso no rosto, com Sookie ao seu lado – Você deve ser Damon Salvatore, certo? – Ele estendeu a mão a Damon que a apertou.
-Eu mesmo.
-Olá, fico feliz que tenha vindo – Sookie sussurrou me cumprimentando.
-É um prazer – Sorri de canto.
-Podem ir se acomodando, eu e Sookie ficaremos por aqui esperando os outros – Bill nos deu passagem e nós entramos.
Olhamos o local, tentando imaginar onde poderia estar à pedra, eu tinha quase certeza que estaria no escritório, lá era o lugar mais seguro da casa, segundo Eric.
Os outros não demoraram a chegar, ficamos por um tempo na sala batendo papo furado... Bill contando sobre sua viagem com Sookie e fazendo pequenas especulações sobre mim e Damon, Katherine e Eric, Klaus e Lorrayne.
Quando fomos para a mesa de jantar pude sentir um cheiro de sangue humano, alguns empregados entraram e estavam com jarras de sangue em suas mãos, engoli em seco tentando manter meus olhos estáveis.
-Quantos humanos foram precisos para toda essa refeição? – Klaus ironizou com um sorriso divertido no rosto.
-Alguns, mas não fará falta não é mesmo? Quantos humanos existem no mundo? Milhões? — Bill falou relaxado.
-Alguns zilhões, imagino – Katherine sorriu para ele.
-Espero que não se importe Andrezza – Bill me olhou serio – Afinal você é medica, deve abominar isso – O encarei por alguns segundos, por fim dei um sorriso de canto.
-De maneira alguma – Murmurei – Mas prefiro agua – Ele riu baixinho e logo trouxeram agua para mim.
Algum tempo depois Damon se levantou e me dirigiu um olhar que eu não entendi.
-Se me dão licença, preciso atender ao telefone – Murmurou, logo saindo com o telefone na mão o acompanhei com olhar incrédula com o mesmo até o perder de visão, Lorrayne me olhou e logo identifiquei que isso não fazia parte do plano.
-Você parece perdida, Andrezza – Voltei meu olhar para Bill e forcei um sorriso.
-Só algumas coisas que gostam de tomar minha atenção.
-Então... Muitos problemas com o reinado? – Eric perguntou mudando o foco da atenção de Bill para ele, Sookie se levantou pedindo licença e saiu. Katherine me olhou como se esperasse alguma reação de minha parte, mas eu sabia que não podia sair da mesa, não agora.
-Na verdade estamos muito relaxados neste período, mas fiquei sabendo de um Clã inimigo, algo a ver com vocês? Parece que o cabeça se chama Gordon – Bill olhou para Klaus e depois para Eric.
-Claro, estamos cuidando deles... Logo esperamos que eles estejam fora da jogada – Klaus falou serio.
-E você minha querida, também esta fazendo parte disso? – Ele perguntou olhando para Lorrayne que sorriu irônica e ergueu a taça.
-É claro, eu faria tudo pelas pessoas que amo.
-E ela é uma excelente lutadora devemos ressaltar – Klaus sorriu para Lorrayne e eu rapidamente me levantei, todos me olharam e Katherine me dirigiu um olhar como se quisesse dizer para eu me sentar.
-Licença, preciso resolver algo – Murmurei, logo sai mas pude ouvir Bill murmurar “Mulheres, como sempre ciumentas” Eric riu.
Tentei me concentrar em Damon, mas estava difícil era como se algo me fizesse perde-lo mentalmente, a mansão era enorme e eu tinha que acha-lo. Subi as escadas rapidamente e parei ao ouvir dois seguranças no corredor.
-Ninguém passa por aqui, ordens da Srta. Sookie – Um deles disse ao outro, revirei os olhos sabendo que teria que dar um jeito neles.
-Hey pode me ajudar? – Apareci no corredor e eles me olharam – Podem? Eu não consigo encontrar o banheiro.
-Claro, claro. Você fique aqui – O maior falou e logo estava ao meu lado – Por favor, senhorita me acompanhe – Viramos o corredor ficando fora do campo de vista do outro segurança.
-Psiu – Ele se virou e eu tirei seu coração, pude ver sua pele apodrecer lentamente. Morto. Joguei o coração em cima do mesmo e me agachei limpando a mão em seu palito.
De volta ao corredor o segurança que havia ficado lá estava de costas para mim, por isso apenas corri em velocidade vampiresca e quebrei seu pescoço.
Sabia que neste tempo, já poderia ter seguranças a minha procura por causa das câmeras, mas não me importei, precisava encontrar Damon algo me dizia que ele podia estar em perigo. Comecei a ouvir mais atentamente os sons a minha volta e então pude ouvir a voz de Damon em um sussurro.
-Vadia! – Ele parecia sentir dor, meu coração se apertou em meu peito e eu corri para onde o barulho era mais alto, entrei na sala e lá estava Damon no chão com cicatrizes no rosto e Sookie com um tipo de vidro.
-Vou matar os dois, agora – Ela falou me olhando, rosnei e avancei nela a prensando contra a parede, com uma faca na mão ela cortou meu braço, a soltei no mesmo instante sentindo a dor dilacerante do enorme corte que havia feito.
-Eu nunca gostei de você – Murmurei, ela riu na minha frente e eu juntei toda minha raiva e avancei nela quebrando seu pescoço. Seu corpo caiu no chão, morto. Corri para Damon – Você esta bem?
-Esta tudo bem, ele tinha Verbena e me pegou desprevenido – Ele encarou o machucado em meu braço – Não digo o mesmo sobre você – Murmurou.
-Temos que sair daqui, já deve ter seguranças lá fora nós esperando. Vamos – Ele revirou os olhos se levantando.
-Eu matei os homens que haviam na sala de câmeras, eles nem estão sabendo da gente. Beba – Murmurou mordendo o pulso e colocando-o em minha boca delicadamente, suguei seu sangue e fechei os olhos sentindo o doce sabor.
-Obrigada – Murmurei limpando o canto da boca, seu rosto lentamente foi melhorando e logo ele estava com o rosto normal.
-Acho que isso te pertence – Murmurou tirando algo do bolso, e lá estava uma das pedras sorri agradecida.
-Guarde-a com você, vamos – Entrelacei sua mão a minha ao ver que meu braço estava melhor.
-Até quem fim, voltaram – Bill nos saldou ao chegarmos a sala de jantar, Eric me olhou e eu me mantive seria.
-Espero que não fique chateado conosco, mas teremos que ir embora. Problemas de família – Damon falou com um falso sorriso triste no rosto.
-Oh, sinto muito por isso – Bill baixou os olhos e por fim se levantou – Fiquei muito feliz com a presença de vocês, Sookie também posso dizer – Sorriu vindo em nossa direção.
-Já nos despedimos dela – Falei com um sorriso irônico no rosto, Lorrayne me olhou incrédula parecendo entender o que eu tinha feito.
-Bem, até a próxima. Levo vocês até a porta.
{...}
-Quer falar sobre o que fez? – Damon perguntou quando chegamos a sua casa, parei na sua frente.
-Não, eu não quero falar sobre isso – Murmurei olhando de relance pela vidraça que havia em seu quarto, ele fechou as cortinas e voltou a ficar em minha frente.
-Sobre o que quer falar? – Peguei sua mão e olhei em seus olhos.
-Quero que saiba, que você é a coisa mais importante em minha vida depois de Dilan. Sei que você quer a verdade sobre tudo, mas saber a verdade sobre isto – Mostrei a pedra que ele havia me dado – Não vale a pena.
-Eu quero saber – Falou firme.
-Sei que quer por isso te contarei. Mas não agora, amanha de manha. Agora a única coisa que peço – Aproximei minha boca de seus lábios, ele se manteve parado olhando para meus lábios – É isto – Sussurrei contra sua boca – Por favor, Damon, não seja frio comigo. Eu te amo e sempre amarei, mesmo diante a tudo que possa acontecer. Saiba disso – Seus olhos se fecharam e sua mão esquerda segurou minha cintura.
-Eu me esqueci de dizer o quão linda estava hoje – Sussurrou – Esqueci de dizer que te amo, não porque isso seja insignificante, mas sim porque pensei que meus atos estivessem de alguma forma mostrando isso. Mas vejo que não.
-Shii esqueça – Sussurrei.
Minhas mãos foram afoitas para seus cabelos, seus lábios se moldaram aos meus e beijei sua boca suavemente, em um milésimo de segundos eu estava prensada contra a parede de vidro que separava seu quarto do banheiro.
Suas mãos passaram por meu corpo apertando, fechei os olhos sentindo um fogo se espalhar por todo meu corpo, minhas mãos contra o vidro frio era a única coisa que me mantinha em pé. Eu queria que ele me possuísse, eu precisava daquilo.
-Damon... – Gemi. Ele me virou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa a mais.
Minhas mãos se espalmaram contra o vidro frio, suas mãos agarraram minha cintura e seu corpo se colou ao meu, pude sentir seu membro contra minha bunda, engoli em seco fechando os olhos, enquanto seus lábios viajavam por meu pescoço.
-Eu quero te possuir, é isso que quero – Sussurrou mordendo o lóbulo de minha orelha –Quero que seja minha, em todos os sentidos.
-Eu sou sua – Sussurrei – Toda sua.
Enquanto seu corpo serpenteava pelo meu, eu aproveitava o pouco tempo que teria com ele, me despedindo silenciosamente.
(PVO Damon)
Abri os olhos e encarei o teto por alguns segundos, olhei ao meu lado e Andrezza não estava mais lá... Confiante que ela podia estar na cozinha, levantei e coloquei uma calça jeans, desci para o primeiro andar e não havia ninguém lá.
Voltei para o quarto para pegar meu celular e ligar para ela, embaixo do celular havia um papel branco dobrado em dois, peguei o mesmo e abri começando a ler.
Estou te abandonando por motivos óbvios, você não é suficiente para mim e nem minha família é. Eu sempre necessitarei de mais, e agora o que eu quero é um pouco de paz, não quero viver em meio a intrigas, brigas, guerra, desconfiança e tudo que estava acontecendo entre nós e minha família.
Não pense que a noite de ontem tenha significado algo a mim, pois nada significou. A única coisa que eu queria era te dar uma ultima noite comigo, para se despedir.
Alias, não adianta me procurar... Você e nem ninguém conseguira me achar, a pedra me deu poderes que jamais poderá imaginar, eu irei usufruir deste poder com meu filho. Sei que pode ser crueldade eu estar tirando Christopher de você, mas não suportaria viver sem ele e só comigo ele estará devidamente protegido.
Damon, espero que seja feliz um dia, espero que ame alguém como me amou.
Quanto à luta, desejo boa sorte a todos vocês... Se alguém morrer, a única coisa que tenho a dizer é: Sinto muito.
Adeus.
Andrezza.
Senti grossas lagrimas caírem por meu rosto, enquanto uma dor dilacerante se apoderava de mim.
{...}
-Ela nunca faria isso – Edward falou convicto ao terminar de ler a carta – Andrezza não seria covarde.
-Ligue para Luisa, se for mentira Dilan estará lá.
-Eu já liguei – Murmurei perdido – Ela não atende – Alice colocou o telefone no ouvido e o mesmo começou a tocar.
-Oi mãe – Alice passou o telefone para mim.
-Luisa, é o Damon. Dilan esta ai? – Ela ficou quieta por alguns segundos.
-Claro que não, Andrezza pegou ele hoje de manha Damon. Como ele estaria aqui? Ela disse sobre algo sobre mudança de planos... Porque algum problema? – Fechei os olhos segurando o telefone com força.
-Para onde ela disse que ia?
-Ela não disse... Qual o problema Damon?
-Ela nós abandonou Luisa, esse é o problema! Ela tirou meu filho de mim! – Falei tentando manter a voz estável.
-Sinto muito Damon...
-É eu também – Murmurei e entreguei o telefone a Alice, senti meu celular vibrar no bolso quando olhei no visor o numero era confidencial – Alô?
O silencio se manteve do outro lado da linha, eu podia ouvir apenas a respiração.
-Eu sei que é você – Murmurei com os olhos fechados — Sei que você esta ai Andrezza... E não estou com raiva de você... Christopher precisava de alguém para cuidar dele, sei que cuidara dele bem... Mas saiba que eu te amo, como nunca amarei ninguém... Não me importando por nada que aconteça e nada que diga – Fiquei em silencio e em segundos depois a linha ficou muda.
-Damon iremos encontrar ela, podemos....
-Renesmee – A olhei nós olhos – Não importa mais, Andrezza se foi... Esqueça. E não importa em quantos pedaços meu coração foi partido, o mundo não parará para que eu o conserte. Iremos matar todos os vampiros que devemos matar, e seguir a vida em frente.
(PVO Andrezza)
-Aqui é fantástico mamãe! – Christopher falou em estase enquanto corria pela área – Sydney é muito melhor do que eu imaginava.
-Não é mesmo meu amor? – Sorri para ele.
-Quando o papai vem?
-Christopher vem aqui – Murmurei o puxando pela mão, ele se sentou na minha frente me olhando atentamente – Por enquanto esqueça seu pai, ele esta ocupado lá em Los Angeles. Agora somos só nós dois, esta bem? Eu e você, mais ninguém – Ele assentiu.
-Mas iremos ver ele?
-Quem sabe um dia? – Ele sorriu parecendo satisfeito com essa resposta por hora.
-Esse cachorrinho é seu? – Eu e Dilan nós viramos e eu me deparei com um rapaz de short e regata, digno de um surfista, seus olhos eram verdes e ele tinha um sorriso brincalhão no rosto, seus cabelos eram castanhos escuros e lisos, o deixava sexy e despojado.
-É sim – Christopher sorriu indo até Aron.
-E qual seu nome? – O rapaz se agachou na frente de Chris.
-Eu me chamou Christopher Dilan, mas pode me chamar só de Chris, ou só de Dilan. E esse é Aron – Falou sorrindo.
-Eu sou Ian e não tenho um apelido – Falou apertando a mão de Dilan e sorrindo brincalhão – Esse é um Akita? – Perguntou olhando para Aron.
http://www.caoesperto.com.br/site/images/stories/akita_filhote.jpg Aron
-Sim, por quê? – Dilan falou feliz.
-Que legal, meu pai me deu um quando eu era criança, eles são muito leais sabia? – Os dois começaram a conversas animadamente, e eu estava feliz por Dilan estar com um sorriso no rosto.
-O que aconteceu com o seu?
-Ele morreu, eu morava em uma fazenda quando criança e tinha muitos bichos por ela, fui picado por uma cobra e ele pulou para me proteger, eu estava longe de casa meus pais não me ouviram, então Buck morreu tentando me proteger, graças ao meu tio que estava andando a cavalo eu estou vivo.
-Sinto muito – Ian deu de ombros.
-Tudo bem, eu já superei. Mas cuide dele e ele cuidara de você Christopher, ele nunca lhe abandonara, será para você como um irmão.
-Pode deixar – Aron saiu correndo atrás de alguns passarinhos que voavam e Dilan saiu atrás, Ian se levantou e ficou na minha frente.
-E você é?
-Andrezza...
-Irmã de Christopher, imagino? – Eu queria dizer que ele era meu filho, mas sabia que para a idade de Christopher, eu parecia mais sua irmã.
-Exatamente.
-Prazer – Ele beijou minha mão – Você parece ser uma pessoa muito legal...
-Acho que posso dizer o mesmo sobre você? – Sorri sincera.
-Porque não vamos andando? Você me conta um pouco sobre você e eu conto um pouco sobre mim.
-É uma boa ideia – Sorrimos cumplices.
Notas finais
Então... Hum... O que acharam do penúltimo capitulo? Curtiram? Alguma ideia do que acontecerá no próximo? Hm...
Vi que alguns de vocês sumiram no ultimo capitulo? Qual o problema? Magoou :'( Espero que estejam todos bem *-*
Enfim... Não vou comentar sobre o capitulo, até o próximo. Alias a capa da Quarta temporada já esta pronta.
Não deixem de comentar, por favor ok?
Beijinhos!
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